| |
O problema no meu blog......é que eu naum entro na internet com aqueeela frequência. Entaum naum dá pra postar a viagem - no sentido inocente mesmo, viu? - nossa de cada dia. Entaum as coisas q tenho pra escrever vão acumulando. Eu ainda quero escrever sobre cirurgia plástica, sobre o orkut, sobre namoro... Mas agora eu meio que perco o tesão de escrever sobre alguma coisa na qual tava pensando há um mês atrás... E a cada dia eu penso num téma novo que gostaria de comentar. Mas bem, vamos aos poucos.. Porque esse post e o anterior são totalmente dispensáveis. Então vamos parar de perder tempo com ele e escrever alguma coisa um pouco mais útil. Não vá se perder por aí...Num tenho postado mesmo!!! Tô aqui tentando fazer um blog bonitinho, encontrei um nome e fiz um layout perfeito, mas fica dando erro atrás de erro... Assim fica difícil ter vontade de postar depois de um dia inteiro de dedicação, em busca de agradar os olhos do meu querido (único) leitor, em vão.... Mas um dia eu aprendo a corrigí-los, prometo, e quando o blog estiver do jeito que eu quero, aí sim eu vou escrever com prazer... Medo em São PauloOntem, antes dormir, estava assistindo O Rei do Pedaço, na FOX. Era um episódio muito legal, que o cara levava o filho pra acampar, e no acampamento havia vários hippies e blablablá. Mas, enfim, ele levava o filho pra acampar para que este adquirisse auto-confiança, porque no começo do episódio o cara levava a esposa pra jantar e o menininho ficava com medo de ficar sozinho em casa. Quando eu era criança, tinha muito medo também. No começo, de monstros. Do Freddy Krueger, pra ser específica. Nunca havia assistido "A Hora do Pesadelo", mas certa vez, quando meu pai ainda namorava a atual esposa (com quem é casado há uns 15 anos), passei pela sala da casa dela e vi uma cena do filme. Nem sabia do que se tratava a história, não tinha medo de que ele aparecesse no meu sonho nem nada disso. Achava o Freddy simplesmente monstruoso e tinha medo de que ele aparecesse no meu quarto quando as luzes se apagavam. Foi com ele o primeiro pesadelo do qual tenho lembrança. Também tinha medo do Chucky, e também nunca tinha assistido "O Boneco Assassino". Tinha só visto um cartaz na locadora no qual ele aparecia debaixo da cama segurando uma faca e durante a noite eu ficava esperando que sua faca atravessasse o colchão e chegasse às minhas costas. Perdi o medo quando assisti aos filmes ridículos; os dois eram muito mais apavorantes na minha imaginação. Certa vez ouvi não sei por que um pedaço de um programa que o Gil Gomes tinha no rádio. Nem lembro o que era, mas na minha cabeça ficou uma parte que alguém estava andando e encontrou um cadáver. Eu morria de medo de tropeçar num cadáver. De cadáveres atrás do sofá, debaixo da mesa, atrás da porta... Depois passei a ter medo de ladrão. Minha cama ficava ao lado da janela, e mesmo morando no sexto andar, achava totalmente possível que algum ser humano escalasse meu prédio com a intenção de matar a mim e a minha família. Passava horas em claro depois de me deitar com medo de ser pega desprevinida. Naquela época, eu não tinha muita noção do que eu ouvia e era possível, do que era real. Hoje as pessoas com essa noção apavoram-se com Cidade Alerta, é o novo programa de terror pra deixar a população com medo. Tava voltando de uma festinha na USP que aconteceu durante a tarde, quando percebi que havia um menino me seguindo desde a estação de trem aqui perto. Minha mãe, quando me ouviu contando isso por telefone pra um amigo, ficou brava comigo. Porque eu não deveria estar andando pela rua sozinha àquela hora (22h). Desde que mudei pra casa em que moro, há dois anos, já houve dois sequestros relâmpago na minha rua - a rua mais fofa e tranqüila do mundo (há até sagüis nas árvores). Teve outra vez q os caras que foram instalar as persianas lá em casa amarraram minha empregada e o enteado da minha mãe pra que pudesem nos assaltar. A outra casa em que morei durante dez anos foi roubada três vezes. Que vida é essa que eu não posso andar pela rua às 22h? As pessoas em São Paulo vivem com medo, qual é o limite entre a segurança e a falta de liberdade? Os jornais, a televisão, nos apavoram, como fugir? Será que o melhor é mesmo passar a vida trancado em casa? Será que eu vou ter que pagar caro se resolver correr todos os riscos? Esse medo nos priva de tantas coisas... Andamos pela rua olhando em volta, mas não olhamos nos olhos de ninguém, não falamos com estranhos, achamos que qualquer pessoa é um mau caráter em potencial. São Paulo é uma cidade que oferece muitas coisas. A melhor universidade, melhos teatros, restaurantes, cinemas, shows, bares... Mas o paulistano paga caro (O cinemark aqui perto custa R$ 15,00 numa noite de domingo) com trânsito, filas, violência. Essa cidade é gigante, mas é uma prisão, não temos o direito de ir e vir. Na teoria, temos. Mas é cada vez mais difícil e perigoso exercê-lo. Por isso, estou saindo fora. Espero que pra Belo Horizonte (que, bem sei, também não é lá a cidade mais tranquila e pacata). Se não, pro interior de São Paulo. Mas eu cansei daqui, cansei da paranóia, do stress... No final das contas, o menino que me seguiu só queria meu telefone. E é claro que eu não dei. Vai saber se o sujeito é um psicótico... Faça uma criança felizAh, ninguém comenta nada... Nem dá vontade de postar Mas é, nem vou escrever nada hoje na verdade. Tem um certo tempo que naum conecto, e logo hoje nem tou inspirada... (e por que tá escrevendo então, animal?) Mas jajá eu volto.. |
Meu perfilMulher de 25 anos inconstante, impulsiva, racional e passional.Analisa e teoriza. Mora em São Paulo e até que gosta. Humor do diaVotaçãoDê uma nota para meu blogIndicaçãoIndique esse BlogRSSVisitas
|