Não vá se perder por aí...

sobre o tempo (como sempre)  

Me lembrei de novo de como a vida é cíclica. Hoje me encontro no mesmo lugar em que já estive tantas vezes. Também, com tantos recomeços...

  Estive em São Paulo. Foi ótimo, depois minha irmã veio pra BH comigo, o que está sendo muito bom. Daí amanhã de manhã ela vai embora, depois de amanhã o Ed se muda, e aqui estou eu de novo. Se for pensar de forma prática, vou começar tudo do zero DE NOVO... Mas preciso pensar no quanto eu cresci. A auto-descoberta e o conhecimento "extra-oficial" não têm sido muito valorizados, e daí eu não tenho nenhum diploma pra mostrar pra todo mundo o quanto eu aprendi nesses anos. E o quanto eu semeei.

Essa noite eu conversei muito com a minha irmã.

sobre amor próprio, depressão e materialismo

e o fato de no ano passado eu ter ficado alguns meses sem querer sair da cama. Tecnicamente, foi uma depressão. Mas pode-se dizer também que estive meditando, eu poderia ser faquir.. =) Se não tiver ninguém pra quem cozinhar, eu não cozinho pra mim e fico sem comer. Isso é falta de amor próprio? Eu gosto de cozinhar pros outros, fazer as coisas pra ver alguém feliz. Qual o limite? Porque eu não acho muito bacana o excesso de amor que algumas pessoas têm por elas mesmas, a ponto de não enxergar quem está ao lado.

Minha irmã é a favor de cortarem minha mesada. Tipo pra me obrigar a correr atrás das coisas, porque eu não estou mais estudando nem nada, e não é bom ficar parado. Eu vou pra um salão no qual eu não recebo nada, e aprendo muito. Mas é a velha história do valor que algumas práticas (como o estudo e o trabalho remunerado) têm. Eu não estou à toa e não estou brincando de casinha. Eu sou muito agradecida pela confiança que minha mãe tem em mim, e pelo fato de ter uma mãe que pode me dar mesada pra eu "não fazer nada". E estou aproveitando essa oportunidade e me preparando pra retribuir. Eu sei muito bem quais os tipos de inteligência que eu tenho e como eu posso aproveitá-los.

E esse período de "meditação" no ano passado me fez descobrir o que eu quero. Eu quero cuidar dos outros. E eu quero ser boa nisso. Se a facudade de psicologia não ensinasse um monte de coisas inúteis e me servisse apenas pra poder falar depois que agora sim, depois de passar 5 anos ouvindo aquele blablablá que eu já nem lembro mais, eu tenho um certificado que diz que eu agora posso cuidar de você. Sinceramente, eu estou aprendendo muito mais do meu jeito...

sobre a paixão e a razão

Minha irmã acredita que o amor supera todas as coisas, mas concorda comigo que o amor cego um dia acaba. E eu acho que quando acaba, aquelas coisas que o amor superou inevitavelmente se tornarão um empecílio. Eu acredito que há muitos problemas que não podem ser superados quando a cegueira acaba, e que a gente tem que usar um pouco de razão na hora de escolher alguém pra passar o resto da vida...

sobre a felicidade

O fato de muitas coisas me deixarem triste não significa que eu sou infeliz. Certas coisas me entristecem porque não sou cega (obviamente não literalmente. Acho que se eu perdesse a visão também ficaria triste), mas eu sou feliz porque posso vê-las. E então tentar ajudar a mehorá-las.

sobre as pessoas invisíveis

No ônibus hoje entraram dois meninos de rua pela porta de trás, e um deles ficou preso na porta e foi carregado uns duzentos metros enquanto o outro forçava para abrí-la. O que vc faz quando um deles passa por vc na rua? O q vc faz se tem um mendigo deitado na calçada? O q vc, que teve a sorte de não estar nessa situação, vai fazer por essas pessoas? A gente não faz nada. Ninguém sabe como agir nessas situações, a gente prefere ignorar, porque realmente não está ao meu alcance dar uma vida melhor a essas pessoas, então a gente finge que não existe porque isso é tão freuqentes no nosso cotidiano que a gente acha que não há muito que possa ser feito. E esses meninos no ônibus já estavam tão acostumados a ser invisíveis, que nem pediram ao motorista que abrisse a porta pra q pudesse entrar. Ninguém os está vendo mesmo...

sobre a arte

A arte hoje é para os ricos. A gente não consegue mais entender as obras que vemos se não tivermos algum conhecimento de arte e um manual de instruções da obra. Mas como fazer uma arte de fácil compreensão sem usar clichês?

sobre Maomé a montanha

Minha irmã acha que é importante a gente aprender a se sentir bem onde quer que esteja. Eu concordo, claro. Mas eu acho que se não der certo, a gente pode ir pra um lugar onde se sinta melhor. 

sobre esse texto

desculpem se está mal escrito. Minha irmã está dormindo no quarto comigo e eu tenho que digitar bem devagarzinho porque o barulho das teclas a está incomodando. Daí quando eu chego no meio da frase, esqueço como tinha começado. Que dirá o texto inteiro! Creio que peco pela falta de coesão entre as frases, pela repetição e enfim... tá meio mal escrito mesmo. Também estou com muito sono. Mas não queria perder as epifanias desta noite tão produtiva!

e mais uma vez sobre o tempo, que simplesmente não pára e eu não me acostumo com isso! Logo mais terei que levá-la ao aeroporto e ainda nem dormi...