Não vá se perder por aí...

sobre contos de fadas  

Não vou contar toda a história do tráfico de maçãs "envenenadas", porque não é tão divertida assim. A parte que interessa é que os anões são totalmente relacionáveis às drogas mais conhecidas. Criado com o Catatau, grande parceiro de filosofias imbecis.

*Zangado - crack
*Feliz - extasy
*Dunga - cola
*Mestre - LSD (desculpem, eu ODEIO esse. Achei que não tem nada a ver. Só q ele tá tipo na viagem de que controla tudo. Eu conheço uma pessoa q tomou um doce e achou que era Deus. Pode acontecer, ué... Sei lá. Alguém tem uma sugestão mais interessante?)
*Soneca - maconha
*Dengoso - lança
*Atchim - pó

e... sete, né? Então cabou.

é bom exercitar a mente...  

Quando você fica velhinho, o alzheimer e essas coisas demoram mais pra se manifestar, a cabeça funciona melhor e você fica são por mais tempo.

Mas assim... será que exercitar a mente demais não tem efeito contrário?
Eu sou tipo uma pessoa que exercita bastante a mente, eu penso demais demais, analizo tudo, tudo o que acontece, e... acho que isso vai acabar por me deixar louca. Espere e verá.

Cancela o psiquiatra!!!  

...era só TPM!

Isso inda vai acabar comigo...

dia estressante  

por mil motivos, que coisa mais ruim a gente ficar assim. Eu não sou uma pessoa que se estressa muito não, e esse blog às vezes é uma boa válvula de escape. Mas para azar de alguns amigos meus hoje desabafei tudo com eles, vomitei toda minha ira, até ficar mais calma. Sobrou tudo pra eles e nada pro blog. ;)

Estava estressada por motivos diferentes, que me levaram à mesma pergunta:
Por que a gente não pode ser sincera?
Por que as pessoas têm que fazer as coisas às escuras? Por que tem que fazer joguinhos? Porque não pode expressar a opinião sem se sentir envergonhado? Mas que mania que todo mundo tem de complicar as coisas!!!

Olha... estou chateada, viu? Vocês, seres humanos, me desapontam de vez em quando...
=)

sobre o post anterior.  

Só pra esclarecer, tá: essa raiva toda não é do menino da minha sala, não. Ele é até bonzinho, e tal, nem conheço direito. Como disse no post, admiro ele estar na quarta faculdade, é bonito ver que ele não se acomodou e que ele se interessa. O q me chateia é a supervalorização do conhecimento acadêmico. Só isso. É o preconceito. Que eu mesma passei a sentir de algumas pessoas quando falo que sou cabeleireira. Uma pena...

um copo d'água pra mim beber  

Uma coisa que tem me deixado meio chateada com o mundo ultimamente é o academicismo. Na minha sala (composta por cabeleireiros) tem um sujeito que sempre que tem a oportunidade conta pra gente que fez três faculdades. Claro que ele também faz questão de mencionar que estudou na USP e patati patatá. E daí um dia ele morreu, né? Morreu mas voltou depois de quatro minutos, muito bom. Então ele sentiu a necessidade de compartilhar um pouco da sua sabedoria conosco, já que ele é tão sabido e nós somos apenas cabeleireiros idiotas que não sabem nada de nada.

-eu percebi - disse ele - que todos nós temos valor. ("ai, q bonito, ele ficou humilde!", pensei eu, ingenuamente) Não podemos nunca menosprezar a nossa inteligência, por menor que ela seja ("oups, me enganei").

E então começou a falar sobre como nós, futuros visagistas formados, devemos no valorizar, ter uma postura superior (licença poética concedida a mim porque não lembro exatamente quais as palavras q ele usou essa hora. Mas a idéia era essa) e temos que prestar mais atenção.

-porque é muito feio quando alguém diz "pega um copo d'água pra mim beber"!

Gente, agora tenho que esclarecer que eu não sou formada em nada, não. Mas na minha humilde opinião FEIO É VOCÊ DEIXAR DE OUVIR UMA PESSOA SÓ PORQUE ELA FALA ERRADO!!!! o português é uma língua difícil. Eu duvido que mesmo o tal muito formado saiba todas as regras de concordância, regência e mais esse monte de normas imbecis que tentam padronizar a fala de quem tem mais estudo. O que eu acho errado é como a inteligência, a beleza e o conhecimento acadêmico são supervalorizados. A beleza vai entrar na roda sim, porque também tem a ver com o que eu quero falar!

E vou até citar uma fábula, e vou até falar que é de Esopo, utilizando assim um argumento de autoridade pra ter o crédito daqueles que só escutam o que as pessoas muito cultas falam. Num tempo muito remoto rolou uma corrida, entre uma lebre e uma tartaruga. A lebre era muito mais rapidinha e todo mundo apostou nela. Ela, confiante no seu potencial, tirou um cochilo no meio da corrida, e a tartaruga, dedicada e determinada, continuou andando com seus passinhos curtos enquanto a lebre tava ali parada e ganhou a corrida. Muito bom, muito bom, todos conhecemos essa fábula e todos gostamos muito mais da tartaruga e ficamos muito felizes por ela ter ganho.

Mas assim, no mundo real, as lebres ganham mais corridas que as tartarugas. Porque afinal, poxa vida, a tartaruga nasceu meio devagarzinha, né? Um dia a tartaruga do meu vizinho fugiu e foi encontrada horas depois dobrando a esquina, aqui pertinho, tadinha. E eu vou então parabenizar o sujeito que nasceu numa família que o ofereceu mais possibilidades, vou parabenizar a pessoa que estudou numa boa escola e por isso sabe mais português, vou parabenizar a pessoa que nasceu bonita, a que nasceu rica??????? Eu vou é parabenizar a tartaruga do vizinho, que mesmo devagarzinha chegou até a esquina!!!!

Sabe onde eu quero chegar? O ser humano em questão (aquele, da minha sala) tem todo o mérito por ter feito três faculdades. Isso não posso tirar dele, e não posso negar minha admiração por uma pessoa que foi atrás de tanta coisa. Mas, sinceramente, não entendo como pode uma pessoa que já deve ter visto tanta coisa, ter conhecido tantas pessoas, não ter percebido o que realmente importa nessa vida. Eu admiro ainda mais as pessoas que são humildes, que se preocupam com os outros, que sabem aprender com a vida mais do que com os professores.

E valorizo o conteúdo mais que a forma. É importante que a pessoa consiga se expressar mesmo que fale tudo errado. Essa preocupação gramatical é só uma forma de evidenciar a desigualdade social. Como se o que é dito por uma pessoa que - por algum motivo qualquer que nem foi culpa dela - não sabe falar corretamente fosse menos importante do que o que diz alguém que estudou. Esse preconceito faz com que as pessoas se calem, eu acho isso triste demais!

Chega uma pessoa com todo aquele crédito e aquele histórico acadêmico (que geramente chega antes da pessoa) "Fulano de tal, formado em naum sei o quê pela fauldade tal, mestre em blablablá, com doutorado não sei onde" a maioria de nós, reles mortais, nos calamos. Oras, o cara é um especialista, ele leu um milhão de livros sobre o assunto e escreveu mais três. O sujeito passou a vida fechado entre quatro paredes estudando isso, então o que eu, que passei a vida batendo a cabeça por aí vou poder discutir com ele????

Pode sim, gente, falar o que pensa, falar o que sente, mesmo que com erros gramaticais, mas com a autoridade de quem viveu e aprendeu com os erros. Todas as pessoas têm algo para nos ensinar, porque cada um de nós teve uma vida única, tem um modo único e especial de entender as coisas! O que a gente aprende na sala de aula não é aplicável à vida, muito mais importante é o que a gente aprende fora da sala, e isso todos temos condições de ter!!!

 

Ai, exagerei agora, né? Mas é isso aí. Abaixo o academicismo! U-hu!

Gente do céu, como pude?  

Num período de tantas reflexões, abandonar este blog???

Eu tenho pirado demais, tenho tido taaantas epifanias compartilháveis!!! Hoje estou um tanto quanto ocupada, mas se tiver um tempinho, conto pra vocês alguma das descobertas espetaculares que fiz sobre a vida.