Não vá se perder por aí...

Sobre as putas tristes  

Esses dias li um livro que me tocou. Ele é sobre muitas coisas, mas no momento que estou vivendo, é um livro sobre a paixão e a capacidade de se apaixonar.

É a história de um sujeito que nunca se apaixonou, e á seu aniversário de 90 anos. Daí ele liga pra cafetina amiga dele e pede um virgem praquela noite.
Quando ele chega, a menina está dormindo, e ele não tem coragem de acordá-la. Passa a noite observando-a deitadinha ali nua, ouvindo sua respiração, tocando nela, cantando baixinho pra ela e assistindo suas reações.
Durante a semana seguinte, e ele não entende o por quê, não consegue evitar pensar nela. E então passa a encontrá-la todos os sábados, mas sem nunca acordá-la, e cria todo um relacionamento com ela.
Quando a cafetina vai dizer-lhe o nome da menina, ele não permite, pois já tinha dado um nome pra ela (Delfina, da música que cantava enquanto ele dormia). E já tinha inventado toda uma personalidade, gostos, manias. Imaginava-a em sua casa, ajudando-o nas tarefas rotineiras. De repente a vida dele girava ao redor dela, as crônicas que escrevia no jornal passaram a ser sobre a menina, e ele as lia e batia altos papos enquanto ela estava dormindo. E no livro a gente percebe, e o velho mesmo tem essa compreensão, que se ele a conhecesse acordada, provavelmente não gostaria dela.

E a paixão.. a paixão é assim. É uma droga, não existe outra comparação. Que nos deixa eufóricos, nas nuvens, nos cega. A paixão tira o sono, dá ânimo, nos faz andar pela rua cantando em voz alta, impede que nos concentremos em qualquer outra coisa. É uma droguinha mesmo, que nosso corpo produz.

Fazia muito tempo que eu não pensava nessa paixão.

Mas essa semana saí com um cara que me disse que gostava muito de estar apaixonado. E pôxa vida, eu também gostava muito de estar apaixonada. O que será que tem acontecido? Acho que é porque ultimamente, quando me aparece uma Delgadina, eu logo penso em como vai dar tudo errado quando ela acordar. Conheço muitas pessoas que nunca se apaixonaram dessa forma, sabe? Acho que existe assim, as pessoas que se entregam e as que não se entregam. Será que depois de tanta coisa que vivi, passei para o segundo grupo?

Não creio. Tem um cara que conheci numa viagem que mora muito longe. E a gente até que deu bem certo. E eu dizia pra ele vir me visitar, pra gente ficar junto uns dias, viajar por aqui por perto e tals, e ele se recusava, dizendo que sofreria com as saudades que ia sentir de mim quando voltasse pra casa. Daí eu perguntei pra ele: "Você não gosta de ficar feliz?". Acho que não sou dessas pessoas não. Do tipo que deixa de beber pra naum ter ressaca, sabe?  Acho q eu era a favor de viajar com o menino, passar uns dias ali apaixonada e, bem, depois a gente volta pra casa, sofre um pouquinho, e passa, não é? Mas não é simples assim. Os motivos pelos quais eu não tenho me apaixonado devem ser outros. Mais cedo eu escrevi aquele post sobre namoro, mas não estou nem pensando nisso nesse momento. Pra um namoro você precisa d euma pessoa muito bacana e tals. Pra uma paixão você só precisa de uma pessoa um pouco bacana e alguma disposição.

Sabe do que eu lembrei? Quando a gente fica com uma pessoa, e é muito especial, no dia seguinte ao acordar esse é o primeiro pensamento que vem na cabeça. É tão gostoso..  Lembro do primeiro menino com quem eu fiquei e foi bacana. Ele era bem amigo meu, eu sentava na frente dele na sala e a gente tava até que bem apaixonadinho. Lembro que a gente ficou numa festa e aquele dia eu dormi na casa da Fê, e na manhã seguinte eu tava insuportável, sem conseguir falar de outra coisa. Lembro com muita clareza da gente andando pelas ruas da Granja, e eu: "Ai, Fê, ele disse isso... Aí teve uma hora que aconteceu não sei o que.." (Lembro até a roupa que eu tava usando aquela manhã. Hahahahah. A roupa que usei na festa eu não lembro, lembro melhor do dia seguinte mesmo). E lembro-me de estar impressionada com como eu realmente só pensava nele. Esse dia que eu descobri.  O relacionamento com o menino durou uma semana, mas aquela manhã me marcou...

 

E bem, fugi bastante do livro e das putas. O que escrevi nem é muuuito o tema central do livro, ele só é sobre a paixão por causa da fase que tenho vivido mesmo, o livro é um pouco mais sobre a velhice, um pouco nostálgico, um pouco cético, bem bonito. E é bem pequeninho, a gente lê tipo numa tarde. Acho q as pessoas deviam ler. Meu texto certamente não o fez parecer interessante, mas quem sou eu pra resumir Márquez, né?

O blog espanta-pretendentes  

Esse é o apelido que meu blog tem nas conversas com um amigo meu. Por isso que vira e mexe eu tiro o link do meu orkut, e vira e mexe eu ponho de novo.

Porque, imagine assim, você é um sujeito bacana que achou uma menina interessante. Daí você entra no orkut dela, tem um link para um blog, e daí cai aqui. E aqui tem todo um histórico da vida pessoal da Fulana nos últimos 4 anos. E acho que esse não é o tipo de coisa que um cara queira saber quando começa a conhecer alguém.

Inclusive ultimamente tenho falado bastante da minha vida amorosa, que, cá entre nós, é um tanto quanto confusa. Acho que o mês de março foi o mês do vamos-debater-minha-vida-amorosa-publicamente.

Então às vezes eu mesma quando entro acho tudo uma bosta. Acho muito ruins as coisas que escrevo, fico me sentindo uma superficial desocupada que só olha pro próprio umbigo e só fica pensando bobagem. Em público.

Mas é que realmente, esse é um tema que me interessa. Relacionamentos. Não só os meus, e não só os amorosos. Mas gosto de observar e estudar a forma como as pessoas se relacionam, o que esperam e como agem em cada meio, em cada situação. E lendo meus textinhos mal escritos de 2004 vejo que esse sempre foi o tema central das minhas reflexões... As pessoas. Não sei mesmo o que pode ser mais importante ou mais interessante que isso.

E se ultimamente os posts tem tido como foco a minha vida pessoal, é porque esta anda uma lástima. Isso tem sim ocupado a minha cabeça um pouco mais do que o normal, porque tenho sentido dificuldade em compreender as pessoas com quem tenho me relacionado, e em compreender a mim mesma muitas vezes.

 

E daí às vezes eu pego e ponho o link de volta no orkut.

Porque afinal de contas.. espanta-pretendentes. Que pretendentes? A quem eu quero agradar no momento?

Que goste de mim inteira! Todo mundo pensa bobagens, ora essa.. (mas nem todos têm a infeliz idéia de por no orkut pra qualquer um ler)

Confesso.  

Ai, tá bom, eu confesso. De vez em quando eu tenho vontade de ter um namorado...
Essa solteirice tá muito bacana, até eu passar dois dias de cama e não ter ninguém aqui me mimando.

Tá bom, confesso. Eu queria alguém aqui, dormindo abraçadinho comigo feliz da vida, mesmo estando eu com aquele bafão de garganta inflamada e empapada de suor por causa da febre.

Confesso que me senti solitária ao me dar conta de que não tenho ninguém pra ligar fazendo manha e dizendo que tô dodói. De que não tenho ninguém pra me trazer chazinho na cama, e deitar ao meu lado, e me fazer carinho, e me contar historinhas.

Confesso minha derrota: às vezes sinto falta do Ed. Mas analisando com sinceridade, posso afirmar que não é dele que sinto falta, mas de ter um parceiro. Alguém de quem cuidar, e alguém com quem contar a qualquer hora. Um amigo, que seja mais amigo que todos os meus melhores amigos (não que eu possa reclamar disso. Tenho os melhores amigos mais lindos do mundo. Mas não é a mesma coisa).

Me dói notar que ainda vai demorar algum tempo até que eu me apaixone por alguém e construa algo assim. Sinto que perdi um pouco a capacidade de me apaixonar e de permitir que as pessoas se apaixonem por mim; sinto que com o passar dos anos tenho me tornado mais descrente e mais exigente, perdi um pouco a capacidade de me cegar para algumas coisas, tão necessária no início dos relacionamentos, e tão intrínseca à paixão.

Sei que namorado não é coisa que se procure. Eventualmente vai aparecer alguém bacana, mas a gente nunca sabe quando vai ser. E é por isso que essa é uma confissão tão difícil. Porque sinto-me solitária, e no momento não há nada que eu possa fazer a respeito.

Tuentinha.  

Afe, é entediante ficar de cama, né?

Levantei na hora ontem pra ir pra faculdade e tals, até tomei banho achando q podia ser só ressaca acumulada (pq tomei cervejinha terça e quarta =P), mas não deu, voltei pra cama febril. Quam mandou ser metida também? Há uma semana atrás estava me gabando para os meus amigos doentes sobre como eu nuuunca adoeço. Bem feito.

Fiquei o dia todo na cama, levantando só p fazer xixi. O pior não são as dores no corpo nem os arrepios, nem a alternância maluca entre frio e calor. Isso até distrai um pouco, viu? O pior é o tédio. Porque ninguém consegue dormir durante 30 horas seguidas. A dor de cabeça estava meio forte, e me impedia de acender o abajour pra ler, então eu tive que ficar ali, olhando o teto.

Hoje estou bem melhor, com a garganta um pouco inflamada ainda, mas acho q sem febre. Mas vou ter q ficar bem calminha, justamente nesse fim de semana, para o qual eu tinha taaaantos planos!

prontinho!  

Aqui está o desenho.

Layout prontinho, terminado. Gostei.

opiniões???

Um post que escrevi há algum tempo...  

... mas tinha esquecido de publicar. (há umas três semanas)



"Tenho saído com umas pessoas bacanas. Coisa leve, pra evitar o stress. Não estou interessada em problemas de compatibilidade no momento, também não quero expectativas sobre mim.

Mas tenho um mínimo de exigências também. É muito difícil gostar de gente difícil. Eu saía com um sujeito até agora pouco que quase me deixava doida de vez em quando. Não sei se eu me estressava porque gostava dele ou se gostava dele porque me estressava. Infelizmente, acho que a segunda. O coração da gente é meio burrinho. E o sujeito se recusava a dar o mínimo, daí eu ficava achando que o problema era comigo. "Não é possível. Será que eu não sou boa o suficiente? Será que estou fazendo alguma coisa errada?" Eu pedia pouco. Juro. O mínimo de consideração e respeito. Mas o menino é muito passivo, parece que não tem controle sobre nada que acontece na sua vida, e não quer ter. Os amigos todos aconselhavam: "foge". E vou fugir mesmo, uma pena. Não adianta ficar dando murro em ponta de faca.

Mulher tem esse problema, né? Achar q vai consertar o cafajeste. Ele não é cafajeste não, mas eu achava que se gostasse de mim, ia achar que vale a pena acertar algumas coisinhas comigo pra gente funcionar.

Burro. Ele perde muita coisa bacana, tenho certeza, por se recusar a tomar o controle e fazer com que aconteça o que ele quer. Dá vontade de pegar pelo ombro e dar um chacoalhão.

Mas não. Isso não é problema meu, ele não é problema meu, e eu tenho consciência de que não vou "consertar" ninguém.



E eu não acho mais que vou ficar pra titia. Lembram dos posts do começo do ano, quando eu estava meio desesperançosa? Não estou mais. tenho conhecido uns caras bem legais, e as pessoas têm gostado de mim do jeito que sou. Acho que sou até uma pessoa boa pra estar junto. Sou bem humorada, acho que sou divertida, compreensiva (talvez demais)... e acho que não tenho nenhum defeito insuportável, tenho?

Acho que eu mereço alguém melhor sim, que satisfaça aquele mínimo de exigências. Mas como disse, não que eu esteja procurando alguma coisa séria. Só uma coisa tranqüila.

Coraçãozinho burro."

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E, bem, agora... atualizando, né? Acho que quero escrever mais sobre esse negócio de consertar o pessoal. A gente mulher é bem inteligente eu acho, mas nesse aspecto é meio idiota, né?

Estava conversando nesse momento por msn com um amigo sobre os motivos que levam a gente a querer ter alguém. Ele disse: "Não sei... sabe q esse negócio de gostar ou não de uma pessoa pode ser só mesmo a maneira de preencher nossas carências psiquicas, o amor pode não ser nada mais do q um comodismo, uma forma de se apegar a um objetivo concreto (o outro) e de se adequar às normas sociais". E eu concordo às vezes. Acho q a gente tem vários motivos pra gostar de uma pessoa, alguns deles talvez sejam esses q ele falou.

Eu felizmente não tive muitos caras difíceis, foram 3 pra ser exata, porque como já disse um dia desses, sempre gostei mais dos bonzinhos. Mas de vez em quando a gente se engana, acha q um cara difícil é um bonzinho, e daí quando descobre que ele não quer nada com nada e não vai te tratar como uma princesa o tempo todo mesmo que ele goste de você, a gente fica doida querendo consertar e fazer dar certo! Esse objetivo passa a ser mais importante do que a pessoa em si... De repente a gente nem vê mais quem tá na frente, nem sabe mais por que gosta, e só quer fazer com que a pessoa dê aquilo que espera-se dela! Afe, agradeço, mas não mereço!

Sempre escrevi bastante. Quando não no blog, no caderninho. Sempre tenho um caderninho por aí pra anotar as reflexões. E sobre cada cara que eu gostei, eu escrevia de um jeito. De cada um eu gostei de uma forma, especial e única como a pessoa. Mas quando eu pego pra ler sobre esses três (seria engraçado se não fosse meio triste), parece que são um só. No começo não, no começo eu gostava de cada um de um jeito, por um motivo. Mas depois de uns poucos meses, minha nossa! Se eu embaralhar tudo o que escrevi, não dá pra saber quando eu tô falando de quem!!! E o pior é que mesmo com essas experiências, eu ainda caí na mesma armadilha de novo. Duas vezes.

Será que dá pra evitar? Essa cegueira, essa perda da razão? Porque eu.. sei bem o que eu quero. Foi o que respondi pra esse amigo. "Acho q às vezes pode ser isso. Boa parte das vezes q me apaixonei talvez tenha sido por isso. Mas qdo vc gosta mesmo de uma pessoa, por tudo q ela é, qdo vc admira muito, vc percebe q naum é bem assim. Vc quer ter a pessoa do seu lado pelo q ela é, e não pelo q ela traz a vc." A nossa conversa não era na verdade sobre pessoas que põem a gente doido, como dá pra notar. Era bem sobre os motivos que fazem com que a gente queira ter alguém.

E eu agora sei bem o que quero, acho que é a melhor forma de evitar sair por aí dando cabeçadas. Enquanto eu não estiver com alguém de quem eu goste muito, pelo que a pessoa é, que eu admire, vou ficar sozinha mesmo. Às vezes bate uma carência, e acho q o perigo mora aí. Esse fim de semana me deu uma solidãozinha. Eu tive uma discussãozinha besta com a minha mãe, mas a raiva durou uns 15 minutos, durante os quais eu fiquei no meu quarto olhando pro teto e pensando que eu não tinha aquela pessoa pra quem ligaria, que me consolaria com voz doce e teria aquele ombro no qual eu sempre poderia me apoiar. O ruim é quando a gente se sente assim por um período prolongado, acaba pegando o primeiro cara que passa na frente que te oferece companhia. Perigoso mesmo.

Mas eu esses dias ando tão cética e racional que acho improvável que isso aconteça.

Inda bem.

Friozinho...  

Às vezes é tão bom. Ficar em casa, fazer pipoca e brigadeiro e assistir um filminho debaixo do cobertor...

Hoje eu ia pra praia, né? Quer dizer, pra praia não. Ia pra casa de praia, viajar 200km pra fazer pipoca e brigadeiro, e assistir um filminho debaixo do cobertor. Seria melhor ainda, mas infelizmente não rolou.

Essa manhã fui a uma exposição de orquídeas na Liberdade com a minha mãe. Minha mãe gosta muito de orquídeas, e eu gosto muito dela. Daí a acompanhei. Na volta passamos por Moema, e eu sugeri que a gente parasse num barzinho p tomar um chope e comer umas coisinhas de bar, mas ela não quis. Daí agora ela quis, e foi, e eu fiquei aqui curtindo o lar.

Tou brincando na internet, e tava atualizando o perfil do meu orkut. Eu tirei o endereço do blog do meu perfil há algum tempo. Acho que eu não me sinto tão à vontade assim pra escrever aqui sabendo que qualquer um pode ter acesso ao endereço e entrar. E entravam mesmo, um montão de gente, sei lá quem! Só o Luli que comenta aqui!!! Ainda tou pensando se ponho de volta, o layout novo q tou preparando tá dando um trabalhão, seria desperdício ninguém ver...

Mas então, daí na parte do "eu não suporto". Eu quero por alguma coisa. Tem algumas coisas nesse mundo que eu não suporto. Mas essa parte não é grande como as outras, que você pode escrever um monte de linhas, dar enter e tas. Até cozinhas é maior que isso, e que tanto será que alguém pode ter pra escrever sobre cozinhas? Dar receitas?!?

Então vou contar aqui o que não suporto:

-demonstrações públicas de afeto
Pra começar, eu acho meio vago esse "demonstrações públicas de afeto". O que exatamente seria isso? Fazer serenata na janela ou trepar no meio da balada?? Falemos desse segundo primeiro. Não gosto, não me sinto confortável. Não só trepar na balada, é claro, mas beijos mais quentes na fila do banco também me deixam meio constrangida. Eu acho que não sei muito bem o limite do ofensivo, daí prefiro não me arriscar a deixar as pessoas em volta desconfortáveis. Teve uma vez q estava na balada com um sujeito com quem ficava, e ele tava lá dando uns amassos e tals... O lugar até que era apropriado, mas.. a irmã mais nova dele tinha ido com a gente!! Eu fiquei muito embaraçada, falava pra ele mas ele nem ligava.. Foi a última vez que a gente ficou. Porque, sabe, eu não suporto demonstrações públicas desse tipo.
E quanto ao estilo serenata na janela, eu também acho muito perigoso, temos que tomar cuidado com esse tipo de demonstração. O perigo um, mais óbvio, é cair no ridículo. Tipo faixas e tals. Se eu algum dia chegasse em casa e tivesse uma faixa "Bia eu te amo" ou sei lá o quê, eu não entraria em casa. Aliás, eu mudaria de casa. E mudaria o telefone e o nome, pro sujeito nunca mais me encontrar. Agora, mesmo que não seja uma coisa facilmente identificável como ridícula, eu também acho que a maioria desses gestos românticos tem que ser privada. Ninguém precisa saber quais os apelidinhos que o casal se dá, como são felizes juntos...
Demonstrações públicas de afeto: andar de mãos dadas é ok; mandar entregar flores no trabalho é inaceitável.

-gente que escreve com palavras difíceis
Eu tenho vocabulário de uma pessoa normal, que gostava de português e literatura no colégio, leu um número razoável de livros e compreende a maioria das palavras neles. Agora... às vezes a gente entra nuns blogs, ou lê uns textos de umas pessoas que são tipo "hoje eu abri o dicionário e aprendi uma palavra nova". Porque certamente a pessoa não usa essas palavras no dia-a-dia. E o texto às vezes tem até aqueles errinhos de concordância ou pontuação que denunciam o sujeito que o escreveu. Qual o objetivo? Suponho que não seja pra que 50% das pessoas que lêem não possam entender. É pra que as pessoas tipo entrem e pensem: "Huumm, pôxa vida, mas que sujeito mais culto escreveu esse texto, hein? Ele é mais inteligente que eu." Já escrevi todo
um post gigante falando sobre como eu acho que o que a pessoa diz é mais importante que a forma como o faz, então não vou entrar nesse detalhe. Eu me expresso muito bem obrigada com palavras que crianças de dez anos podem entender, e acho que ninguém realmente precisa usar palavras metidas. Afe! Não suporto, mesmo.

-fones de ouvido
Esse é físico, meu corpo rejeita. Não posso ouvir mp3 no ônibus dois dias seguidos, porque meia hora com um fone e eu já fico toda dolorida. Minha orelha não foi feita pra isso, não se adapta. Agora vou comprar um daqueles tais de intra-auriculares, que dizem por aí serem muito confortáveis. Porque eu passo o dia muito mais feliz quando ouço música ao acordar...

-ai... gente que me julga
Inevitável, clichê. Nos últimos anos eu tentei ter a aparência mais neutra possível. As pessoas julgam a gente por milhares de motivos. Vocês não imaginam as reações à frase: "sou cabeleireira". Ultimamente eu resolvi ter cara de eu mesma e que se foda. Tem dado certo, eu tenho me sentido bem assim com cara de Bia. Uma vez que eu me senti um pouco contrangida foi no casamento do meu primo. Tava conversando com um sujeito dos mais malucos. Não dá nem pra explicar a cara que ele fez ao saber q eu agora sou cabeleireira e feliz com isso. E disse que eu estava com cara de sei-lá-o-quê. (nem ele soube descrever o que era, mas pelo jeito, era algo que ele não gostava.) Daí me senti um pouco envergonhada com a minha superficialidade. Sabe, nós, que vamos a um casamento com chapinha e salto alto, e somos felizes como cabeleireiros somos muuuuito superficiais. Ah, tomar no cu, né? Superficial é ele, me julgando assim do nada! Eu preciso ter dread, barba, pelos no suvaco e não usar desodorante pra ser uma pessoa profunda? Humpf!

- pedindo ajuda pra um amigo, ele disse que eu não suporto Efeito Borboleta.
Não é exatamente o filme que eu não suporto. Pra mim esse é um filme ruim normal. Eu só não entendo como tantas pessoas no mundo podem idolatrá-lo! Só isso. A idéia é boa, meio batida, mas boa. Só que o filme trata a gente igual idiota! Acho q falta uma sutileza, uma chance de a gente pensar e entender as coisas por conta. Já escrevi um post sobre isso também. Mas não é insuportável, não. Nem devia estar nessa lista.

- répteis e anfíbios
Era o que estava antigamente. E acho que é a coisa que eu menos suporto nesse mundo. Aves, insetos e mamíferos são aceitáveis. Todos. Ratos e baratas não me dão o asco que um sapo ou um lagarto me dão. Aquelas.. escamas... aaaaaarrgh!!!! Aqueles olhos saltados, aquelas berebas, quelas patinhas com aqueles dedinhos... Odeio quando estou andando num lugar escuro e passa aquele negócio rastejando no chão... Se um é inseto eu mato, fácil fácil, e continuo meu passeio sem o medo dele aparecer e me assustar de novo.

Não gostei dessa lista. Acho que estava mais bem humorada quando comecei a escrever. Não vai ser hoje que vou por o link pro blog no meu orkut...

Postado por Bia.
, às 13h52 | [ ] [ envie esta mensagem ]

Hohoho! Feliz páscoa!  

Estou em construção, sabe?

Aquele layout tava tão feinho, não dava mais nem gosto de escrever.

Não que esse de páscoa seja maravilhoso, mas pelo menos é mais alegrinho, né?





Hihihihihihihi

mentirinha.

O Guilherme designer fez um layout novo pra mim, falta só o desenhinho. E o Hanson programador tá me ajudando a por tudo no lugar. (eu o enganei: chamei aqui pra cortar o cabelo e até agora nada. huahuahuahua)

Viram que chique, montei toda uma equipe!!



mas infelizmente não poderemos terminar agora porque tá na hora da prova do líder.



E enquanto isso, desfrutem aí do meu maravilhoso layout de páscoa em flash!!!

Mais uma de solteira  

me apaixonei por dois meninos hoje. Antes das 8h, no caminho pra faculdade. Um no ônibus, outro no metrô. (tem uns dias que a gente fica mais facinha mesmo)

Hoje dei uma corridinha pra entrar no ônibus, que estava saindo do ponto, e entrei ali esbaforida logo atrás de um sujeito muito bonitinho. Cabelinhos bem-humorados, roupa macia que dá vontade de abraçar, cara de bonzinho-simpático-distraído. Ficamos em pé meio próximos quando o ônibus tava lotado, sentamos relativamente perto quando estava vazio, descemos no mesmo ponto... e fim, saí do ônibus pronta pra me apaixonar por outra pessoa.

Daí na fila pra comprar bilhete, né? Tinha um cara engraçado na bilheteria comprando seu passe matinal e demorando pra burro. Daí um tempão depois ele deu o dinheiro, e a moça o avisou que a tarifa tinha aumentado R$0,10. Aí (hihihi) ele pôs uma maleta quadrada sobre o balcão e foi abrí-la, eu fiquei olhando curiosa na certeza de que a maleta tava cheia de dólares. Foi então que um moço que tava lá atrás na fila, mas próximo do cara, cutucou seu ombro. O cara virou gritando alguma coisa, dando de ombros, gesticulando (ele era engraçado mesmo, talvez tivesse comprado uma cachaça com aqueles dólares antes de chegar ao metrô), e quando virou pro moço, este deu-lhe dez centavos. Achei aqueilo a coisa mais lindinha do mundo. Eu sempre gosto dos bonzinhos, inda bem. Se alguma vez me apaixonei por um cafajeste, foi porque num primeiro momento ele me pareceu bonzinho (esses são os piores).
Mas daí então a fila andou, comprei meu bilhete e fui pro metrô. E quando estava ali descendo a escada rolante, de repente passou o sujeito bonzinho ao meu lado descendo pela escada estática. "Iei, ele também vai no sentido Tucuruvi, vamos pegar o mesmo tre-em!" Mantive-me próxima a ele e entrei no mesmo vagão, mas pela porta ao lado. Durante as movimentações do metrô, fui andando em sua direção e me aproximando, mas eis que vagou um assento bem na minha frente, então sentei-me de costas pra ele. E esse foi o fim de mais uma maravilhosa história de amor. Por causa de um assento, o que certamente já separou muitos casais.

E na volta, nenhum cara interessante pra eu me apaixonar durante alguns minutos...

 

Esse negócio de estar solteira é muito engraçado, né? Ando tendo aqueles problemas de gente solteira.

"Ele não ligou". Vê se pode. Fiquei com um sujeito bacana outro dia e ele não ligou. Isso nunca tinha acontecido, que eu me lembre. Quer dizer, acontecer já aconteceu, mas com aquelas pessoas que eu sabia que não iam ligar. "Mas ele disse que ia ligar", aquele mentiroso. Eu até esperei passar o fim de semana, "de repente ele tá esperando o fim de semana pra combinar alguma coisa", mas.. nada. E eu sei muito bem que não foi porque ele não gostou de mim. O MOTIVO NÃO FOI ESSE. A explicação mais óbvia nem sempre é a verdadeira. Existem mil motivos pra um cara não te ligar. Por exemplo:

-ele faleceu.
Tá, não precisamos ser tão trágicos. Ele pode estar num coma profundo, sei lá. Ou sofreu um trauma, e ficou mudo, ou surdo. Esse mundo anda muito perigoso, qualquer dia alguém pode Tchum!.

-teve de ir às pressas pra um lugar que não tem telefone, coitado.
Abriu uma vaga na excursão ao Tibete para busca espiritual para a qual ele se inscreveu há anos, e ele teve de sair correndo. Ou foi preso, e a única ligação à qual ele tinha direito ia fazer pra mim, mas seu celular estava sem bateria e ele não pôde ver meu número... Ou chegou no trabalho segunda-feira feliz da vida e avisaram que ele seria transferido pro pólo sul naquele momento. Onde ele está não importa. O que importa é que ele não tem como ligar mesmo, e está super chateado com isso, tadinho.

-Perdeu meu número.
Foi assaltado no dia seguinte e levaram seu celular. Isso acontece, vai! E ele ainda saiu correndo atrás do assaltante: "Espera! Deixa só eu copiar o número da Bia que tá na agenda do meu telefone!", e quase levou um tiro, veja só que coisa!

-Ele nunca existiu.
Esses dez anos de consumo de drogas variadas estão começando a apresentar sequelas. Ando tendo alucinações, falando sozinha... uma tristeza.