Uma estória contada com palavras
Uma estória contada com palavras
Alice deitou-se. Sentia-se fraca, suas pernas não suportavam o peso. Estava arrepiada, e tremia, e queria estabilidade. Naquele momento era um passarinho. Novo, pelado, abandonado no ninho. Precisava de uma mãe para alimentá-lo, para ensiná-lo a voar. Precisava de alguém que lhe desse segurança, precisava de qualquer coisa na qual pudesse se apoiar. Seus joelhos não a sustentavam mais. Ouvia ao fundo as vozes embriagadas, animadas, cada vez mais altas. Por que as pessoas se arrumam tanto? Por que é tão importante estar bonito? Àquela altura da festa, todos já estavam mostrando aquilo que guardam dentro de si diariamente. Exceto ela, que escondera-se. Estava então deitada no chão do deque. Com sorte, ninguém sentiria sua falta. Mas sabia que naquela festa estavam uns 6 ou 7 caras que gostariam de trepar com ela.
Nossos relacionamentos são tão superficiais.
Naquele momento eles deveriam estar se perguntando com quem ela havia ido embora, desapontados. Talvez mais por terem perdido a disputa que por a terem perdido. As pessoas são muito vaidosas. Tirou os saltos. Ela era uma mulher bonita. Sempre fora, e sempre soube disso. Sempre soube também que aquilo não valia nada. Por isso sempre soube ser agradável, sempre soube fazer com que os outros se sentissem bem ao seu lado, sempre soube conversar sobre o que quer que as pessoas conversam. Sobre o que as pessoas conversam mesmo? Não podia se lembrar. Mas sabia que era sobre coisas sem importância. Palavras nunca são suficientes para falar do que realmente importa. E as aparências sempre enganam. Sentia-se só. Ninguém jamais poderia alcançá-la. Tentou se acalmar. Tentou pensar em como estamos todos próximos, unidos por algo muito maior e impossível de se perceber com nossos pobres e falhos sentidos humanos. Tentou sentir-se conectada aos outros, tentou sentir aquela ligação. Mas não foi capaz de sentir nada por aquelas pessoas encaixotadas e empilhadas nos edifícios que cercavam aquela mansão. Aquelas pessoas assistindo televisão atrás daquelas grades tão retas, tão... perpendiculares. Alice queria formas imperfeitas e naturais, como seu corpo. Queria fugir. Sentia-se presa entre os prédios, sentia-se presa dentro de sua pele. Sua respiração era agora uma sequência de suspiros, via com desespero seu peito subindo e descendo. Por mais que expandisse, nunca haveria espaço suficiente para toda aquela vida dentro dela. Alice a sentia movendo-se em seu interior, era viscosa e tinha cores que ela nunca havia visto. Os convidados da festa, elegantes, preenchiam seus vazios com álcool, enquanto ela queria distribuir entre eles tudo aquilo que a percorria por dentro, e a sufocava. Lágrimas começaram a escorrer por seu rosto, e molhar suas orelhas, e seus brincos, e seus cabelos, e então o chão. Estava aliviada. Tinha tanto o que por para fora, ela era tão pequena, tão frágil, tão só. Soluçava. Aquele choro estava saindo, mas... por que não se sentia melhor? Por que aquele peso continuava pressionando suas costelas? Ouviu vozes próximas. Eram vozes masculinas. E se algum deles passasse por ali? Ele sentaria ao seu lado e perguntaria por que estava chorando. Ela inventaria uma desculpa qualquer, já que ninguém nunca a compreenderia mesmo. Ele mostraria preocupação e tentaria ganhar sua confiança, para levá-la pra cama. Mas Alice há tempos havia perdido a capacidade de confiar em quem quer que fosse. Ao mesmo tempo, era incapaz de desagradar qualquer pessoa. Sabia que ninguém ali ficaria genuinamente preocupado com sua tristeza, mas também não gostaria de estragar o clima animado da festa. Sentou-se, enxugou o rosto, calçou os sapatos, ajeitou os cabelos e foi para o banheiro retocar a maquiagem.
Nossos relacionamentos são tão frágeis.
Postado por Bia.
, às 18h08 |
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Mas, antes, indicações
pros dois melhores blogs do mundo!!!
TUTI MARAVILHA
cersibon (na minha opinião, o melhor de todos)
Os autores estão na minha lista de "casaria sem pensar", quem quer que sejam.
Postado por Bia.
, às 18h07 |
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homens, cachorros e gatos
Ai, deu! Esse povo cansa a beleza da gente!!!
Semana passada eu tive aquela minha crise de metralhar todo mundo igual a Nicole Kidman e daí agora vou dar um tempo. Celibatária, até aprender a exigir o que eu mereço. E - pela primeira vez desde o começo de 2002, creio eu - não estou com nenhum casinho, nenhum pretendente nem ninguém pra me esquentar a cabeça. Não que eu estivesse sempre comprometida nos últimos seis anos, mas pelo menos um paquerinha ou outro sempre tive.
Mas daí nesse último ano eu tava com essa história de ficar agradando o pessoal e acabava esquecendo de questionar o que eu queria. Sério, gente, cada imbecil com quem saí, que ficava se achando o grande rei da cocada preta e não me dava o valor que eu tenho... E daí invés de pensar "babaca, hunf, perdeu.", eu ficava toda "ai, o q será q eu fiz de errado?"!!! Nem todos eram péssimos, claro, saí com gente bacana também. Mas, afe, essas coisas são sempre meio complicadas... E eu enchi o saco de complicação.
Agora vou arranjar um cachorro, acho que deve ser mais fácil.
O Luli e eu sempre zoamos um com outro, que ele vai ser aquele velho esquisitão que mora sozinho e tem uma cobra, do qual os meninos da rua sempre fogem, e eu vou ser aquela mulher que cria uma porção de gatos. Mas agora que eu corto o cabelo dele e o ensinei a fazer a barba de uma forma que valoriza seu rosto (hihihi), ele arranjou uma namorada. Sobramos eu e os gatos. E há duas semanas me ofereceram um gatinho preto mais lindo! Mas tive que recusar, seria como aceitar a derrota.
E daí como ainda tenho esperanças de ainda casar e ter filhos e essas coisas antes dos 40 anos, resolvi aceitar o labrador que me ofereceram esse fim de semana. É mais familia, né? E pra me sentir melhor nessa fase independente que resolvi viver, vou pra Floripa amanhã. (Espairecer, aiai...)
Vou passar esse inverno sem depilar as pernas, pra variar, porque pelo visto ninguém vai tirar minhas calças...
Publicarei agora o texto que escrevi ontem à noite, muito inspirada, sobre a distância entre as pessoas. Até que fiquei um pouco orgulhosa dele, está relativamente bom. Relativamente porque talvez mal escrito, o verbo sentir deve aparecer umas 107 vezes. Mas gostei da idéia geral.
Postado por Bia.
, às 17h23 |
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Muitos posts no mês de abril, né?
Acho que tem sido o mês com mais posts de toda a história do meu blog.
(deve ser porque estou sem namorado, hihihihihihi)
Prontinho, mais um. O mais besta do mês, provavelmente (se bem q a competição tá difícil)
Postado por Bia.
, às 13h50 |
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Saiu.
Aquele choro que tava preso fazia um tempão.
De repente, no meio da aula de corte. Fui pedir um suporte pra cabeça da boneca na recepção.
- Em cima da mesa não tem?
- Não, aqui não tem nenhum à vista.
- Então acabou.
Pronto. Só isso. Meus olhos encheram d'água de repente e corri pro banheiro, daí chorei e chorei infinito, sem nem entender por quê, veja só! Daí segurei por 2 minutos e fui pedir pra Eliane descer comigo pra fumar um cigarro. Constrangedor. Odeio chorar assim, na frente das pessoas e tals. Não era um choro desesperado de soluços nem nada, eram só umas lágrimas que insistiam em correr pelas bochechas, mas o pessoal na sala ficou preocupado, me perguntaram por que eu estava assim... e eu me perguntei a mesma coisa. A resposta que mais acalma as pessoas é: "Ah, não é nada, TPM só." Mentira!! TPM nada, eu tomo umas coisas e nem tenho TPM mais, mas talvez faça falta, né, um período do mês que você realmente encara as coisas que estão erradas... Já faz algumas semanas que ando meio mais ou menos, e daí fico puta, porque parece que tá sim tudo ótimo na minha vida, sabe? E na terça então... Tava um dia lindo, eu tinha arrumado o mp3, e quando estava tocando Good Vibrations dos Beach Boys (delícia essa música, né?) começou uma chuvinha gostosa, e deu arco-íris!! Arco-íris, gente! Como eu poderia estar desanimada naquelas circunstâncias???? E estava. O mundo conspirando a favor da minha alegria... e nada.
Daí depois da aula a fofa da Eliane precisava fazer algumas coisas e me convidou pra acompanhá-la, almoçamos juntas e tals, e depois no ônibus indo embora ela perguntou: "Não é possível que você esteja sensibilizada hoje por causa de tal coisa?" e eu respondi: "Não, não, isso não. É mais provável que seja por causa daquilo." E daí ela começou a me contar uma história, eu pensei a respeito e enfim... depois q ela desceu do ônibus eu percebi. Eu já sei por que ando tão triste, eu já sei o que tem me sufocado.
Meu problema é que eu sou uma boba.
Sério. Meu problema é esse.
Eu acreditava que felicidade é uma coisa que vem de dentro. Que quando estamos bem, quando sentimos amor incondicional por tudo, quando nos enchemos de luz, nada pode nos abalar.
Eu nunca brigo, eu nunca fico puta, eu nunca fico chateada com ninguém. Porque não me sinto no direito. Ninguém é obrigado a me dar nada, as pessoas às vezes erram, as pessoas geralmente não dão. E eu dou. Sem esperar nada em troca. Dou assim, porque gosto incondicional, só. Alguns amigos nunca procuram a gente mesmo, mas eu posso procurá-los quando quiser encontrar. É claro que quando eu transo com um cara não espero que ligue no dia seguinte nem nada, transei porque quis, ninguém assinou contrato nenhum, ele liga se quiser. Muitas pessoas choram no meu ombro quando estão tristes, mas eu não me importo de me encerrar sozinha no quarto quando alguma coisa ruim me acontece. A gente nunca pode cobrar nem pedir nada num relacionamento. Porque quando você gosta, você dá sem precisar. Você quer agradar. E cada um gosta de um jeito, né? Cada pessoa demonstra de um jeito, e algumas pessoas não demonstram mesmo. Às pessoas as vezes erram com a gente, acontece.
Mas, sabe? Talvez... não. Talvez eu estivesse errada, talvez eu esperasse mais das pessoas e nem percebesse.Talvez por isso eu esteja triste assim.
Eu sou meio que o cúmulo da compreensão.
Sabe o Ed? Com quem morei junto de agosto de 2005 a maio de 2007? E daí voltei pra São Paulo, e resolvemos abrir o relacionamento, começamos a sair com outras pessoas, mas no fundo a gente sempre achava que quando ele terminasse a faculdade lá, íamos voltar a ficar juntos, casar e viver felizes para sempre? Esse Ed, sabe? Então, aconteceu que no fim do ano passado ele conheceu uma menina lá e se apaixonou. Daí terminamos. Eu fiquei chateada, é claro, um tanto quanto sem chão, mas uns dez dias depois já liguei pra ele e disse: "Desculpe por ter posto esse peso nas suas costas. Você não fez nada de errado, estávamos sujeitos a isso, poderia ter sido eu. Fique tranqüilo e não se sinta culpado por ter me deixado triste." E o perdoei. Eu realmente não me sentia no direito de ficar chateada, de me sentir traída, de exigir que ele me desse o que esperava dele. O sujeito não tinha feito nada de errado, pôxa, sempre foi muito sincero comigo. As pessoas às vezes erram com a gente.
E daí hoje eu percebi. O coração da gente não pensa igual a nossa cabeça. Esse negócio de não ter o direito de sentir isso, isso e aquilo. A gente por acaso escolhe o que sente??? Sendo assim, em se tratando de sentimentos, a gente tem o direito de sentir tudo!!! A gente tem o direito de se magoar quando uma pessoa não nos dá o que esperamos dela, mesmo que ela nunca tenha nos prometido nada...
Acho que tenho sufocado tanto desapontamento por não querer ser injusta...
E daí de compreensiva a gente vira boba. A gente é passada pra trás, a gente é traída, a gente é usada. E sem reclamar. Sem nem perceber. Como esse negócio dos meus avós, sabe? Minha vó me ligou hoje 14h40 porque tinha dentista às 15h e precisava que eu ficasse aqui pro meu vô não ficar sozinho. Eu tava longe, pôxa, eu tinha planos pra hoje, mas vim correndo. E cheguei sorrindo. "Magina, vó, sempre que precisar de mim...". E compreendi. Eles são velhinhos, meu vô não pode ficar sozinho, ela esqueceu de me avisar antes, tadinha, tanta coisa na cabeça... E... eu sou assim com tudo, com todo mundo. O que eu já fiz sozinha de trabalho em grupo da faculdade... As pessoas nem sabem que me magoam, porque até pouco tempo atrás nem eu sabia!! Não que eu tenha receio de falar, é porque achei que nem sentia. Porque achei que compreendendo racionalmente, o coração da gente entende também.
Eu sou uma boba. E nem achava que fosse.
Porque eu pareço toda sossegada, e acho que as pessoas realmente acreditam que eu falo tudo que sinto, que eu nunca engulo nada, e que eu não fico tentando agradar o tempo todo. Mas fico. Merda.
Novo objetivo: lembrar que sou humana. Lembram de Dogville? Um dos meus filmes preferidos. E a Nicole Kidman era arrogante, porque achava que estava acima dos outros. Que poderia compreender tudo o que erravam com ela, poderia compreender que as pessoas a traíssem, a usassem... eles eram humanos, afinal, sentiam como tais, erravam como tais. E ela... também sentia, tadinha, mas achava que se a cabeça compreendia, o coração ia compreender também. Novo objetivo: metralhar todo mundo.
Postado por Bia.
, às 17h41 |
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Algumas pra minha lista
- Pra que time você torce?
- Nenhum, não gosto muito de futebol.
- Você já foi num estádio??
Não sei se contei que desde dezembro mais ou menos tenho tentado me abrir mais, experimentar coisas novas e tals. Acho que comentei aqui, deve ter alguma coisa nos posts de janeiro ou fevereiro. Então, daí agora pelo menos uma vez por mês tenho que fazer algo que nunca fiz.
Janeiro e fevereiro foram cheios de experiências. Março eu tive que dar uma enrolada, fiz algumas coisas novas mas nada muito fenomenal. E em abril eu já tinha voltado completamente ao meu normal, aquele negócio de abrir foi ficando esquecido. Até que de repente eu percebi que já era dia 22 e nada!! Me restava uma semana pra tentar algo. Sei lá, aprender a andar de bicicleta, experimentar uma droga nova, ir ao Hopi Hari (porque nunca, nunca gostei de montanha russa e sempre evitei)...
Daí terça-feira estava lá em casa, cortando o cabelo do Luli quando ouvi um barulhinho na cozinha. Era o rato.
O Luli correu pra lá e o viu descendo da fruteira e indo pro fogão. Calcei minhas botas e fui até lá. Armamo-nos com baldes, sacos, vassouras... E ele arranjou um espacinho no forno lá inacessível para humanos.
Então montamos uma armadilha: Colocamos um saco de lixo com a abertura pra saída do forno e o acendemos. Ficamos ali sentadinhos na porta da cozinha quetinhos esperando por cerca de 10 minutos. Até que ouvimos o barulho do saco. Quando fomos pegá-lo, ele estava saindo por baixo do saco e correu pela cozinha. Só então o vi.
Aquele rato que eu contei que segurei pela cauda no post anterior era na verdade um camundongo branquinho, de laboratório, pequenininho. Era isso que achava que ia encontrar quando entrasse na cozinha. Ha! Era um bicho cinza horroroso e nojentão, grande... argh!!!
E mesmo poderosíssima com minhas botas, a única coisa que fiz quando o vi correndo na minha direção foi dar um gritinho e uma dançadinha. Que frustração! Se eu o tivesse chutado, dado vassourada ou sei lá, já poderia até por na lista: "dei uma vassourada num rato pela primeira vez". Mas daí ele correu de volta pro forno, que já estava desligado. Ficamos brigando um tempão. Nem lembro quantas vezes ele saiu do forno e deu uma corridinha pela cozinha pra se esconder num canto até ser cutucado pelo Luli e voltar pro forno. Aí a Lais chegou em casa e chamou o guardinha da rua. Ha! Ele tava pior que eu! Tentou de tudo (aquilo que eu falei de provar masculinidade e tals) pra tirar o rato do forno... mas nada. Foi embora depois de uma meia hora. "Se precisar, podem me chamar."
Daí ligamos o forno e fomos terminar de cortar o cabelo. Quando sentimos cheiro de pão assando (porque havíamos colocado ali no forno um pedaço de pão com veneno de orquídea =p), voltamos à cozinha. O rato havia descido para uma parte acessível do forno, o cutucamos e ele correu pra copa.
Fechamos todas as entradas, ele estava cercado e não tinha onde se esconder.
Foi pra baixo de um móvel que é tipo fechado até o chão na frente e nas laterais, então desencostamos o móvel da parede e o Luli começou a cutucá-lo com a vassoura. Então ouvi o barulho de uma borrachinha raspando no móvel e... não era borrachinha nenhuma. O rato estava ganindo. Vou repetir.
O rato estava ganindo. Alto.
O Luli o estava esmagando com a vassoura. Eeeeeeeecaaaa!!!!!
Então trouxemos todo tipo de arma que encontramos em casa, e tivemos a idéia (tá, o Luli teve a idéia): colocamos um balde quadrado encostado no chão de frente pro móvel e o Luli foi encurralando o roedor com a vassoura até ele não ter pra onde ir, exceto o balde. Eu segurei o balde, tá, mesmo quando o bicho entrou. Muito corajosa eu sou, né? Minha mãe e a Laís nem tiveram coragem de entrar na cozinha. Daí o Luli pegou o saco e cobriu a entrada do balde, daí o pegamos, andamos umas três quadras e o soltamos na rua. ("Pode matar, Bia?" "Eeeeca, não! Vamos só largá-lo longe, não quero ver um rato esmagado hoje")
Uma foto da copa, cenário pós-guerra como descreveu o próprio Luli:

E daí até que fiquei meio satisfeita. Tipo, se o resto da semana fosse muito chato, eu até poderia por isso na lista, "coisas que fiz pela primeira vez no mês de abril".
Mas daí ontem, estava tomando cerveja com o Clayton e a Cinthya da faculdade, e liguei prum amigo saber se ele queria fazer alguma coisa à noite. "Ah, Bia, hoje você tem uma concorrência desleal. Vai ter um jogo importante do São Paulo." E ele é bem sãopaulino. Daí o Clayton, sãopaulino também, me explicou. "É, vai ser no Morumbi, copa Libertadores, São Paulo está tentando se classificar, tem que ficar entre os dois primeiros do grupo e blablablá". Daí tive essa excelente idéia.
As pessoas sempre dizem que vão me levar ao estádio quando eu falo que não gosto de futebol. "Você vai virar corinthiana." "Você vai virar palmeirense." "Você vai virar cruzeirense." "Você vai virar sãopaulina."
Mas é que... eu não entendo. Como as pessoas podem gostar tanto assim de um time?? Tipo, ficarem arrasadas quando perde e tals... Algum time já fez alguma coisa por alguém??? Sério. Acho uma loucura. Inexplicável. Esse apego maluco, sei lá... E eu acho futebol tãããããããão entediante!!! Cê fica ali assistindo duas horas, nada acontece... Mas nem copa do mundo!! Copa do mundo é bacana por causa da festa. O país pára, isso é muito maluco mesmo. Mas eu durante os jogos fico preparando comidinhas e bebidinhas, nem fico na frente da TV porque acho realmente chato.
Mas do jeito que as pessoas falam, achei que ia acontecer alguma mágica quando eu fosse ao estádio, e... não aconteceu.
É bacana e tals, você tem uma visão do jogo em três dimensões. Isso nunca tinha me ocorrido quando eu via pela TV. E, claro, tem aquele negócio: umas milhares de pessoas ali na mesma vibe, se emocionando, se abraçando...
Mas tem uma coisa também: era tarde o jogo, e eu estava tomando cerveja desde cedo. Daí na hora do jogo eu nem estava bebinha mais, já estava de ressaca. Uma dor de cabeça louca, muuuito sono... E eles nem vendem cerveja no estádio, que chatice!!! Fomos o Clayton e eu, e no início ele até tentou: "Fala 'filho da puta', Bia. Xinga o juiz." Mas eu.. nem estava com raiva nem nada. Nem nada.
Eu tinha essa preocupação, sabe? Com as pessoas que falavam que iam me levar prum estádio, que eu TINHA que ver um jogo. Achava muita pressão. Porque eu sabia que talvez não fosse gostar. E daí a pessoa ia ficar frustrada. Tipo quando alguém te conta uma piada todo empolgado e você não acha graça. Chato, né? Nessas circunstâncias achei que foi melhor. A idéia foi minha, e não do Clayton.
Mas não gostei. Fim. Não gosto de futebol.
E já, já assisti jogo num estádio.
Postado por Bia.
, às 17h22 |
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Bia exterminadora
Gente, eu sou muuuuuito corajosa!
Estamos só mamãe e eu aqui em casa, o pessoal foi viajar e tals. Daí hoje à tarde, estávamos aqui no quarto dela fazendo nada, ela foi até a cozinha fazer um pratinho com os restos do almoço de ontem e voltou com aquela cara. "Bia... tem um ratão na cozinha." Afe, um rato!!! Isso é grande novidade na minha vida, nunca aconteceu de existir um rato em casa!! Porque até uns dois anos atrás, a gente tinha uma gatinha, que era o ser vivo mais fofo do mundo. Mas ela agora não é mais um ser vivo, uma pena... Mas e daí ficamos as duas mulherzinhas em casa pensando no que fazer.
Prontifiquei-me: "Se você me disser o que tenho que fazer, eu faço!!" Porque sério, não fazia idéia do procedimento quando acontece de ter um rato na cozinha... Fui até meu quarto, vesti uma calça comprida, uma camiseta de manga longa, minhas luvas de cabeleireiro (calma, clientes, são descartáveis) e calçados encorajadores.
Tem gente que fala que determinados sapatos fazem uma mulher sentir-se poderosa. Não tenho um par de Manolo Blahnik, mas acho que eles não me seriam úteis nesse caso. Minhas botas impermeáveis (sim, infantis. São aquelas) são mais compatíveis quando se tem que enfrentar bichos que vieram dos lixos.
Daí peguei a vassoura e fui defender a mamãe medrosa. Claro que se tivesse outra pessoa em casa, não me atreveria. E se não fosse feriado, teria ligado pra algum amigo vir fazer o serviço. Conheço muitos que não dispensam uma demonstração de masculinidade e adorariam vir aqui proteger mulheres indefesas. Mas não tinha jeito, era o rato ou eu.
Fui até a cozinha com a vassoura tendo como único objetivo enxotá-lo pra fora de casa e fechar tudo, para resolver o problema quando chegasse um homem em casa. Cheguei medrosa. Fui dando chutinhos nos móveis pra ver se ele passava correndo por algum lugar. Nada. Daí fui ficando valente. Comecei a dar tapas, vassouradas, chacoalhões, já crente que o roedor não estava mais lá. Daí comecei a abrir os armários pra olhar se o bichinho não estava dentro. Abri o forno, daí o armário de mantimentos, daí o de temperos... nada.
Então abri o das panelas.
O bichinho passou correndo do meu lado, e eu meio sem pensar agarrei-o pela cauda. (!!!) Fiquei valente mesmo, invés de sair correndo senti-me protegida pelas luvas de coloração e quando me dei conta o estava segurando e o nojentinho ali se debatendo no ar!!! Comecei a gritar sem saber o q fazer, chamar minha mãe, mas é claro que ela nem pensou em descer. Daí joguei-o na privada e dei descarga. O jeito mais limpo de exterminar o mamífero.
Tá, esse último parágrafo não é muito fiel à verdade.
Então abri o das panelas. Nada também. Depois de verificar a cozinha inteira, concluí que o bichinho já não estava mais lá. Sorte dele. Fechei a cozinha e verifiquei o resto da casa. Nada, em lugar nenhum.
Joguei fora o resto do almoço de ontem, pedimos um delivery, comemos com talheres descartáveis... minha mãe não desceu até agora. Fiquei encarregada de fechar toda a casa, pôr o lixo pra fora... sempre com a vassoura, as luvas e as botas, claro, sabe-se lá o que podemos encontrar por aí.
O figurino estava ridículo (bota por cima da calça, luva por cima da blusa...) e até tenho uma fotinha e tals, mas obviamente não vou publicá-la. Deixo por conta da imaginação dos leitores.
O post está meio mal escrito porque a dona mãe está aqui ao lado pedindo pra eu desligar porque ela quer dormir. Atrapalha minha concentração e me faz escrever com pressa. Poderia ter ficado melhor.
Huummm.. Ontem saí com a Taisa, a básica filosofia regada a tequila. Pensei um montão de coisas, e ao chegar em casa meio embriagada inda peguei o caderninho e escrevi algo pra postar. (a letra está maravilhosa) Apesar de coerente, não é algo que eu publicaria sóbria. Poderia agarrar-me à desculpa do "escrevi quando estava bêbada", mas não vou fazê-lo. O registro dos pensamentos de ontem ficarão restritos ao caderninho mesmo.
E.. bem, bom começo de semana.
Postado por Bia.
, às 22h37 |
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Esse negócio de ser pequena...
...alguma vantagem tinha que ter.
Eu acho que uns 15 ou 20 cm resolveriam muitos dos meus problemas: -as roupas serviriam melhor. Afe, toda calça que eu compro tem que mandar fazer a barra, e não é incomum uma blusa P ficar comprida. -eu alcançaria lugares mais altos. A lâmpada do meu quarto eu não consigo trocar nem se subir de salto alto numa cadeira. Fico esperando alguém me visitar pra trocar a lâmpada, colar os cartazes... -o campo de visão também é melhor. Sabe, meus olhos ficam abaixo do ombro de grande parte das pessoas. Ou seja, se tem um sujeito parado na minha frente, eu não vejo mais nada. - eu poderia ser elegante. Esse é um adjetivo que nunca se aplica a baixinhas. E eu gostaria taaaanto de poder ser elegante de vez em quando, andar por aí com o nariz empinado... Eu ando, sim, com o nariz empinado. Mas é só pra conseguir ver o rosto das pessoas.
Daí dia desses, eu fui comprar um sapato. Lindo, e muito prático, mas custava uma facada. E o menor número que eles tinham ficava grande em mim (isso também é um pouco normal acontecer). E daí sabe o que? Eles tinham um igualzinho pra crianças, que me servia, e custava menos da metade. Tá, é constrangedor. Eu uso calçado infantil. Como isso pode ser elegante??? E também caibo melhor nos lugares. Durmo confortavelmente no ônibus de viagem.
(snif!)
Postado por Bia.
, às 21h38 |
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Fazendo tipo
Ando tendo bastantes problemas com meninos. É porque as pessoas geralmente jogam demais, e eu não sou mais muito boa nisso... Já fui, eu acho. Antigamente eu saía por aí ficando, apaixonando, namorando, fácil, fácil. Acho q as mulheres andam ficando espertinhas e eu ando ficando bobinha. Todo mundo diz que não gosta desse negócio de jogo, mas é mentira. Quer dizer, talvez as pessoas até acreditem nisso, mas daí caem no jogo dos outros sem saber. Ninguém gosta de coisa fácil e espontânea. Mas eu também talvez não esteja sendo seeempre sincera. Acho que eu faço tipo ao contrário.
Todos os caras com quem tenho me relacionado nos últimos meses usam a palavra "menina" pra me descrever. E minha resposta é sempre a mesma: "Eu não sou uma menina, eu sou uma mulher" (Ha!) Construí pra mim uma imagem que assusta as pessoas.
Conversando com um sujeito outro dia, ele disse que eu estava sendo meio grossa. Nós havíamos acabado de nos conhecer, ele estava me xavecando e eu estava sim interessada. E pelo visto estava sendo grossa. Mas não estava! Eu apenas o estava tratando como um adulto! Por mais que esteja interessada numa pessoa, não vou ficar rindo de qualquer piada imbecil que ela faça só pra agradar. Os homens são ingênuos e estão mal acostumados. Muitas mulheres se transformam completamente na presença de homens. Aquele negócio de jogar os cabelos, piscar os olhos 50 vezes por segundo, ficar dando risadinhas e sendo charmosinha. Eles nem sabem que na sua ausência elas agem como se realmente tivessem uma coluna cervical. E daí talvez eu exagere pro lado contrário. Fico me fazendo de independente, de auto-confiante, de "não vou ficar tentando te agradar". Talvez a ingênua seja eu, que acho que um sujeito inteligente vai saber me dar valor sem que eu tenha que ficar "Ei, ei, olhe pra mim, veja como sou interessante!" Mas acontece que os homens... eles não são muito inteligentes, não.
Já as mulheres são bem espertinhas. As mulheres têm uma percepção social muito maior que os homens. A gente geralmente nota quando uma mulher tá dando em cima de alguém. E os homens não. Teve uma vez que estava com um cara com quem ficava, e mais dois meninos e uma menina. Esse dia eu fiquei impressionada. Ela ficava jogando charme tão explicitamente que beirava o ridículo, e apenas o suficiente para deixá-los interessados (o charme e o interesse aumentavam proporcionalmente ao grau alcoólico), mas mantendo uma distância segura. Ficava falando sem parar, gesticulando, contando mil histórias sobre como ela era interessante. Seu ego estava tão inflado que nem havia espaço para as pessoas que chegaram depois, daí fomos todos dormir e largamos os três lá na brincadeira deles. Estava óbvio que ela não ia ficar com nenhum dos dois. Sério. Eram caras que eu considero inteligentes, me chocou um pouco a forma como caíram nessa. É que os homens.. sempre caem. E a gente sempre sabe. A maioria das mulheres permite, e às vezes até quer, um cara ali, afim de ficar com ela. E dá em cima na cara dura e se ele tenta alguma coisa, dispensa com aquele cinismo, como se não fizesse idéia. Mas a gente sempre sabe. E eu odeio permitir que um cara queira ficar comigo quando eu sei que não vai rolar... E, sem o menor tato, com alguma freqüência mando: "olha, não sei se vc está pensando em ficar comigo, mas.. não pense." Surpreendentemente, as reações geralmente são boas. O cara entende que isso não é arrogância, é respeito. E talvez um pouco de falta de jeito social, né? Mas falta de respeito é deixar o sujeito ali afim só pra sentir-se bem consigo, não??
Fugi completamente do que estava falando. Vou escrevendo assim brainstorm igual uma maluca, daí vou embora!! Voltando:
Meu problema atualmente é que eu não consigo mais me fazer parecer interessante nem com caras de quem eu gosto. Sinto-me ridícula ao ficar dando em cima daquele jeito, e acho uma ofensa à inteligência do cara. Mas esse ritual todo é meio ridículo mesmo, e os caras são meio burrinhos.
E eu, na verdade... sou uma menina. Não sei por que ponho esse escudo, e ajo como se não me importasse, como se estivesse acima disso tudo. Não estou. Fico mostrando tudo errado, por algum motivo fico tentando passar a impressão de ser superindependente, de não precisar de ninguém, quando na verdade eu adoro ter alguém de quem cuidar. Quando na verdade sou insegura, sou atenciosa, sou romântica, sou o contrário do que demonstro.
Olha que bonitinho um amigo meu me escreveu certa vez (na verdade, pouco depois de eu raspar o cabelo): "sua imagem às vezes esconde o seu jeito meigo e doce de ser". E, sabe, eu sou mesmo muito meiga e doce, tá? É só parar de esconder...
Hum. Preciso aprender de novo como é que se faz pra que meninos se apaixonem pela gente, como é que faz pra mostrar que é interessante. Se for ficar dependendo da percepção deles, vou acabar sozinha mesmo.
Postado por Bia.
, às 21h04 |
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- Você é linda, mas pensa demais.
- Tem gente que gosta de mulher que é inteligente além de bonita, tá?
Hihihihihihihihihi. Foi de maldosa que sou, eu tinha entendido o que ele quis dizer. Mas foi tão engraçado vê-lo todo sem graça tentando explicar, pra eu entender que ele não era machista nem nada... Olha, meu bem, caso você entre... desculpe. Eu estava só me divertindo às suas custas. Eu sei que você estava tentando me elogiar e me deixar tranqüila.
É que eu penso muito mesmo, sabe? Já tenho uma tendência natural a ficar pensando um monte de coisas. Agora, com esse tanto de tempo livre que eu tenho... dá pra imaginar o tanto de bobagens que ficam passando, e como me apego aos problemas mais pequeninhos...
Postado por Bia.
, às 16h28 |
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24
Hoje eu tava pensando, sabe? Tenho 24 anos e o dia tem 24 horas. Aposto que esse deve ser um número cabalístico, que aparece na Bíblia, no Alcoorão, no Código DaVinci, nO Segredo e em algum LP da Xuxa quando tocado de trás pra frente. Aposto.
Mas, enfim, o que eu tava pensando. Tipo, se cada ano da minha vida correspondesse a uma hora de um dia normal.
Meu dia começou às 7h. Eu peguei um ônibus e fui cochilando pra faculdade. Das 8h às 13h, eu estive na aula, aprendendo umas coisas. Daí eu fui embora, liguei pra umas amigas e a gente ficou em casa batendo papo. Às 18h, liguei pro meu namorisco e fui tomar um banho, tals e me aprontar. Jantei com a minha mãe às 21h, saí de casa depois e cheguei na balada umas 22h e pouco. Logo comecei a beber e fiquei bem louca por volta de 1h. Mas às 5h comecei a bodear, sentei... e agora já passa das 7h e sabe o que eu tenho que fazer, né? Já é hora de ir trabalhar, porque hoje é dia de semana.
Aliás, hoje deve ser tipo uma quarta-feira. Não vou conseguir dormir nem uma hora inteira até o fim dessa semana, capaz de chegar sábado e eu estar muito cansada pra aproveitar como deveria.
Postado por Bia.
, às 19h14 |
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A inveja do pênis
Freud dizia que as mulheres têm inveja do pênis. Aquela história da castração, e de o menino ter recebido um "presente" que a menina não recebeu e etc e tal. Eu consciente sinto alguma inveja do pênis quando, depois de cinco cervejas, tenho que ficar na fila pra usar um banheiro imundo enquanto meus amigos estão por aí mijando nas árvores. Fora isso, acho que meu superego fez um bom trabalho e estou bem contente na minha condição de mulher.
Mas o que vou falar não tem nada a ver com isso.
É sobre aquela menina que virou um homem que ficou grávido. Mas não é bem sobre ele, na verdade, é sobre uma coisa que me chamou muito a atenção nessa história toda. Porque uma pessoa que nasceu mulher engravidar é coisa que acontece todos os dias. No dia que alguém que nasceu homem engravidar, eu comento alguma coisa aqui.
Mas, sabe, alguém tava me contando, o sujeito toma os hormônios e tals, e daí o clitóris foi ficando grande e virou tipo um pintinho. Espera, deixa eu repetir. O sujeito toma os hormônios e tals, e daí o clitóris foi ficando grande e virou tipo um pintinho. Que ele usa, sabe, pra transar com uma moça.
Isso me deixou um pouco emocionada. Já pensou ter um clitóris gigante? (tá, esteticamente deve ser meio esquisito. Não precisa pensar na imagem)
Eu baixei o nível nesse post? Acho que não, né? É de conhecimento geral que todas as mulher gostam do próprio clitóris. E ele geralmente fica tipo meio de fora (literalmente)quando você transa, né? Literalmente deixado de lado. Hum. Achei essa idéia meio interessante. (não que eu pense em pôr em prática. Daí eu teria que transar com uma mulher, ou sei lá, comer o cu de um viado. Bater uma punhetinha já deve ser a mesma coisa com clitóris normal e clitóris gigante... Bem, agora sim, baxei o nível. Vou parar por aqui invés de ficar contando as bobagens que imaginei)
Postado por Bia.
, às 18h40 |
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aquela Gente Grande
Ai, é meio difícil ser Gente Grande, né? Gente Grande já aprendeu um monte de coisa. Aprendeu que não são só doces que não se pode aceitar de estranhos. Não se pode confiar em ninguém, a Gente Grande aprendeu, depois de ser magoada e passada pra trás algumas vezes. A Gente Grande aprendeu a ficar sozinha e pensar em si, porque agora já sabe que os amigos não são para sempre. A Gente Grande aprendeu que não se pode correr muitos riscos, pois eles envolvem uma chance de perda, e ela já perdeu muitas vezes e não gostou nem um pouquinho. A Gente Grande é chata, porque já tem um monte de vícios e manias, ficou exigente e implicante, e agora não gosta de quase ninguém. E sabe que quase ninguém vai gostar da Gente.
E mesmo eu, uma menina de classe média que sempre conquistou quase tudo que quis com relativa facilidade (não que isso seja um mérito, pelo contrário. É o que fez de mim uma adulta medíocre), já aprendi algumas coisas que preferia não saber. E a bagagem que carrego agora parece muito grande pra uma pessoinha pequena como eu, e me impede de correr. E eu não estou com medo de cair. Na verdade, eu queria é fechar os olhos e correr bem rápido, até tropeçar no degrau ou trombar com o poste.
Mas esse peso que a Gente Grande carrega faz com que ela ande devagarzinho... Às vezes até de joelhos. Às vezes a Gente Grande rasteja, e nem sabe por quê.
Postado por Bia.
, às 18h17 |
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...e um desabafo.
Aaaaaaaaahhhhhhhhhhh!!!!!!
Às vezes eu não agüento, e me sinto tão culpada por isso... Esses velhinhos exigem demais!!!
Qualquer pessoa que me conhece o mínimo sabe o quão apegada aos avós eu sou. E quem me conhece um pouquinho mais sabe que é muito mais por eles do que por mim. Eles precisam de alguém que cuide, porque são incapazes de fazer sozinhos muitas coisas. E também porque deve ser meio entediante ficar aqui largadinho em casa. Daí eu quase todo dia venho dar uma atenção e fazer favorezinhos. Mas tem vezes que eles perdem os limites, esquecem que eu tenho uma vida que não necessariamente gira em torno deles. Que eu nem sempre posso fazer tudo o que eles querem na hora que querem. E o pior é que é um mais teimoso que o outro. Minha vó é superautoritária, e fica nervosa e ansiosa com muita facilidade. Daí pra evitar que ela se estresse, eu tenho que refazer toda a minha agenda. Teve uma vez que o Catatau ficou me esperando durante duas horas porque ele já estava a caminho de onde a gente ia se encontrar quando minha vó apareceu com um problema "urgentíssimo" que eu "tinha" que resolver naquele momento... Afe!!!Mas normalmente dá pra avisar a pessoa a tempo de ela voltar pra casa sem maiores prejuízos. Para ela.
E daí hoje - ai que nervoso - levantei cedo, peguei ônibus cheio e trânsito, metrô, tomei chuva, assisti aula, peguei metrô, fiquei na fila do posto da SP Trans, tomei chuva, peguei ônibus um pouco menos cheio, andei 1km e cheguei na minha vó por volta das 15h pra almoçar. Bem humorada, essa rotina não me incomoda nem um pouco. Já tinha 3 posts organizados na cabeça pra escrever aqui, tinha q imprimir a matéria pra prova que eu vou ter amanhã, sair p mandar um fax pro meu pai, fazer uma transferência bancária q minha vó pediu e se desse tempo comprar um tênis impermeável (porque a coisa mais chata nesses dias chuvosos é ficar com os pés molhados) antes de encontrar o Guilherme, q vai lá em casa cortar o cabelo às 18h. Enquanto almoçava, meu vô perguntou: "Vc vai sair hoje?" "talvez mais tarde" (se desse tempo de comprar o tênis). Daí foi só eu sentar aqui, abrir o site da universidade p imprimir a matéria, meu vô me chamando pq queria ir ao banco. Eu disse q mais tarde a gente ia, q mesmo q o banco feche às 16h, o auto-atendimento continua funcionando e etc e tal. Daí ouço minha vó lé em baixo: "Mas, pai, onde vc vai?" (ela chama meu vô de pai, tá?)"Vou ao banco sozinho." "Não, não, deixe que eu vou com você!" É pra matar, né? Como é que eu poderia deixar a senhora de 90 anos cuidando de uma criança de 85??? Daí fui, né? O problema é que eu meio q perdi um pouco a calma. Meu vô é meio surdo, sabe? A gente tem que falar com ele gritando normalmente. Mas como estava meio nervosa, talvez o tom de voz não tenha sido o mais apropriado. Mas daí fui com ele ao banco. Ir com ele ao banco por si só já é um exercício de paciência.Caminhar com ele da porta de casa até o táxi já é um exercício de paciência. Vou descrever:
O táxi chega. Buzina. Daí eu chamo. Só então ele vai calçar os sapatos. Eu fico na porta olhando com cara de "desculpe" pro taxista enquanto finjo pro meu vô não estar aflita. Porque o quanto ele vai enrolar é proporcional à pressa que ele é capaz de perceber em você. Daí ele lentamente caminha até a escada, pega sua bengala, vai até a escrivaninha, olha os documentos sobre ela, confere se o cartão está no bolso,(e está sempre no último bolso que ele procura), pega o pente no bolso de trás da calça, passa nos cabelos e vai até a porta. Daí eu digo: "vai indo até o táxi enquanto eu fecho a porta." Mas não, ele fica ali esperando eu fechar a porta. E ainda demora um pouco pra dar licença pra que eu feche. Então vamos em direção ao táxi. Ele geralmente pára no meio do caminho e pergunta alguma coisa como "Você pegou dinheiro pra pagar o táxi?" "Peguie, vô, agora vamos indo que o moço tá esperando". Daí ele anda mais um pouquinho e pára pra matar as formigas no chão com a bengala. Juro. Ele tem esse hábito que às vezes incomoda de de repente parar e ficar matando formigas no chão. Eu vou indo até o portão, abro e fico ali esperando meu vô chegar. Daí ele chega no portão e volta um pouquinho. Dá a volta, olha a caixinha de correio. Pega a propaganda da pizzaria ou algo do tipo (geralmente o único papel que está ali, já que ele olha a caixinha umas dez vezes no dia, sendo que o carteiro pasou antes da primeira vez que ele olhou) e fica lendo, parado, em frente à caixinha. Daí ele se abaixa e apalpa todo o interior na procura de algum outro papelzinho perdido. E então ele vai pro táxi. Se eu der sorte de seus olhinhos idosos não conseguirem enxergar mais nenhuma formiga no chão, é claro.
Mas tudo bem, já estou acostumada. Isso só dá um pouquinho de raiva quando se está nervosa como eu estava hoje. Não vou nem contar a epopéia bancária. Vou só contar que às 16h40 eu estava parada no meio da rua chorando de nervoso porque não sabia mais o que fazer com aquele velhinho teimoso que naquele momento queria ir até a puta que o pariu comprar uma bobagem qualquer ele não precisa. À pé. É sério, o q eu podia fazer? Pegá-lo pelo braço e ir arrastando até em casa?
Mas por outro lado, sabe? Ele não tem o que fazer. Não tem nenhum hobbie (é assim que escreve? Ninguém aportuguesou essa palavra ainda??), ninguém, nada! A maior distração é ir ao banco e trocar duas palavras com três pessoas diferentes de mim, da minha vó e da moça que trabalha aqui (com quem ele não consegue trocar um palavra porque realmente, ela fala de um jeito um pouco difícil de entender). A família toda mudou-se, o pessoal tá espalhado por aí e aqui em SP ficamos apenas minha mãe, que trabalha o dia inteiro, meus tios, que também têm bastante o que fazer, e eu. Ler o cardápio da pizza e o jornal de Lavras. Já minha vó se distrai mais. Ela lê muitos livros, lê o jornal inteiro todos os dias, faz tricô e é louca por qualquer esporte. Tendo ESPN e SPORTV aqui na casa dela, não precisa muito de visitas.
Qualquer um que veja essa fotinha, desse seu Siqueira engraçado e estiloso parado em frente à casa dele, não imagina que levamos uma hora par tirá-lo de lá de dentro antes de ir viajar.

Tsc!, é muito difícil.
Agora estou mais calma, vou ver se consigo escrever sobre o que pretendia agora. As bobagens de sempre.
Ah!, e boa notícia: CONSERTARAM O PORTÃO LÁ DE CASA! Agora tudo vai mudar. Eu não vou mais me preocupar quando sair de saia (porque tenho que por o pé na parde pra abrí-lo). Não vou mais ficar com vergonha do guardinha que fica na guarita em frente à minha casa quando saio pela manhã carregando bolsa, caderno, cigarro aceso, chave e guarda-chuva tentando liberar duas mãos (sim, era preciso duas) pra conseguir sair. Os namoradinhos vão poder ser cavalheiros e abrir o portão pra mim. Os amigos que me visitam não vão mais fazer "uuuhhhhh!!!" ao chegar em casa, e vou poder me despedir deles na porta! Não vou mais ter que ouvir a torcida "Pula! Pula!" dos caronas embriagados me deixando em casa pela madrugada. Certeza que qualquer pessoa que já tenha ido a minha casa pelo menos uma vez deve estar comemorando ao ler isso.
Mas não era o que eu ia escrever. Eram outros três posts. Que devem ser escritos hoje, enquanto estou um pouquinho inspiradas, ou ficarão perdidos para sempre no meio de milhões de outras idéias não concretizadas que já tive.
Vamos ver quanto tempo o Guilherme demora na reunião dele antes de vir cortar o cabelo.
Postado por Bia.
, às 18h06 |
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Estou indo viaja-ar!
Passar o fim-de-semana em Campos com a minha mã-ãe!! Lalalalalalalalá!
Gostoso é assim de repente.
Postado por Bia.
, às 20h01 |
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"Siga a luz" - uma ode à tequila (uhu!)
Considero uma vitória pessoal quando todas as pessoas da mesa tomam um shot.
Saí ontem e me diverti muito, que delícia que foi! Primeiro porque estavam as quatro meninas que eu mais amo nesse mundo. Sério, é difícil juntar todo mundo, e eu fico muito, muito feliz quando isso acontece.
Primeiro fomos pro lugar onde aconteceu o aniversário da Nina. Lá eu ganhei um complexo novo: sou muito grossa e muito tosca. Pois é, não parece, né? Logo eu, tão pequena e meiga, sou considerada malvada e sarcástica pelas minhas amigas. Até citaram algumas frases célebres de patadas que eu dei nas pessoas (pois é, não sei nem por que conto essas coisas pra elas), aquelas coisas que qualquer um com um mínimo de bom senso não diria. Depois, a Taisa, a Kuka e eu íamos pra outra balada, a Nina e a Fê foram embora. Eu sei, pode ser que elas estivessem cansadas e tal, mas acho que na verdade foi porque elas estavama com namorado. E isso faz toda a diferença. É uma coisa na qual tenho pensado ultimamente, ando gostando de ser um indivíduo individual (desculpem por essa) ao invés de ser a metade de um casal. As pessoas costumam achar que esse negócio de querer sair sozinha é pra poder beijar na boca. Pode não parecer, mas eu só fiquei com quatro "caras de balada" na minha vida. Sabe, aquela história de um sujeito chegar do nada, te xavecar e vocês beijarem? Então. Hoje acho que entendi por que. É porque todo cara parece meio chato quando te aborda. Eu compreendo que deve ser muito difícil mesmo; aqueles caras inteligentes, espertinhos e divertidos que falam sempre a coisa certa só existem nos filmes. A maioria dos mortais fica ridículo ao xavecar alguém, como posso levar a sério um cara ridículo? Acho que de algumas dessas pessoas eu poderia até gostar se conhecesse em outra situação, e acho que os caras que eu acho interessantes poderiam parecer uns imbecis se viessem me xavecar numa balada. É mais ou menos o contrário do que todo mundo pensa, mas na minha opinião o ambiente não favorece nem um pouco. Mas voltando a esse negócio de metade de um casal que eu não gosto muito: acho que um dos motivos é o casal sempre passar um tempo dando atenção um ao outro. O que é a coisa mais natural e compreensível do mundo, se você está com um sujeito de quem gosta muito é claro que vai querer ficar só com ele um pouco. Mas eu me sinto tão dividida quando vou sair com amigos e levo um cara... Porque eu gosto de estar ali, no foco da mídia, conversando com todo mundo... e daí o cara acaba meio que sobrando, tadinho. Eu só dou certo com cara que não se incomoda de eu sair sem ele, ou que sai junto mas fica independente, conversa com as pessoas, fica ali como se fosse outro amigo meu, invés de ficar abraçadinho na minha cola o tempo todo.
Bem, continuando a história, a Kuka combinou com a Maiú de irmos pra outra balada. E aí a gente resolveu que ia ser Crazy girls at Miami beach (uhu!) de novo. Mas acontece que nenhuma de nós tem muita vocação. Esse negócio de Crazy beatches (uhu!) surgiu quando a gente tava na praia, a Kuka e eu, e resolvemos que deveríamos sair pra paquerar um pouco e tals, assim, paquerar por paquerar, não precisava nem ficar com ninguém nem nada. Então sentamos num barzinho pra tomar uma tequila - bebida oficial de Spring Break (uhu!) - e daí nos demos conta de que ao invés de estar dançando em cima da mesa e mostrando os peitos (uhu!), estávamos sentadinhas ali discutindo Machado de Assis. Foi muito frustrante. Mas ontem o ápice do Crazy girls at Miami beach on spring break (uhu!) foi no carro, indo de uma balada pra outra. Nós não mostramos os peitos nem gritamos pra ninguém na rua, foi relativamente contido.
Mas antes vou contar uma coisa muito fantástica que aconteceu: a gente perdeu um passageiro no caminho hahahahahaha Foi assim: a Kuka tava indo no carro da Maiú e a Taisa e eu seguindo, levando com a gente o Bruno, amigo da Nina. Achei bacana e um pouco surpreendente ele ter ido, porque ele parece um menino superquetinho e tímido, e não o tipo que entraria no carro com quatro malucas sem ter certeza de pra onde está indo. Daí uma hora a gente tava parada no farol, ele disse que tava muito apertado e precisava sair pra fazer xixi. "Se o farol abrir não se preocupem comigo", e pegou a mochila e saiu. Daí o farol abriu. E a gente não podia ficar parada ali esperando, estávamos seguindo a Maiú, e a madrugada de São Paulo é muito movimentada, tinha mil carros atrás da gente. Até agora não entendemos se ele, muito gentil e bonzinho, ficou com vergonha de pedir pra gente parar em algum lugar e esperá-lo, ou se ele só queria fugir mesmo. A Taisa acha que eu o constrangi com meus papos despudorados. É, porque talvez eu seja meio despudorada mesmo, nota-se por esse post, no qual eu falo à vontade pra quem quiser saber como foi minha noite ontem. Mas acho que não falei nada mais constrangedor do que as coisas que estou escrevendo aqui (aliás tenho feito o possível para não me podar, não ficar imaginando quem vai entrar, o que as pessoas que lêem meu blog podem pensar... Acho que estou conseguindo. Por isso que ele é espanta-pretendentes). Um mínimo de sensibilidade eu tenho, não? Mas achei o ocorrido bem interessante e fora do normal. A Kuka e a Maiú levaram um susto quando eu avisei: "Perdemos o Bruno por aí", e realmente não tinha ninguém no banco de trás. O sujeito ficou sozinho e esquecido por aí às 2h da manhã. =/
Mas daí foi bom porque pudemos fazer coisas que talvez o constrangessem mesmo, como dar uma festa ali no carro. Foi sim, demos uma festa. Eu acho superimportante encaixar o máximo de festas possível no nosso dia-a-dia. A nossa festa no carro deve ter durado por volta de meia hora, contou com apenas duas convidadas (das quais uma estava dirigindo) e foi ao som do programa de Classic Rock da Kiss e das nossas vozes desafinadas.
Aconteceu outra coisa incrível, fiquei me achando, muito orgulhosa de mim. Eu tava ali toda distraída festejando e a Taisa de vez em quando comentava que a gente tava dando muuita volta, e a gasolina estava acabando. Realmente, a maiú não estava conseguindo chegar. Aí eu resolvi assumir o controle. Acontece que eu não sabia onde estava e nem pra onde ia, fiz um caminho por ruazinhas pelas quais acho que nunca passei, mas dava as coordenadas com muita convicção (exceto quando a gente cruzou a Augusta e eu levei um susto. "O que que a Augusta tá fazendo aqui? Ah... Hã... Pode virar à direita agora.") E daí um tempo depois de repente as duas atrás da gente começaram a buzinar pra avisar que estávamos em frente ao lugar. Ha! Sem dar volta nenhuma (uhu!), cheguei na intuição. Bacana, né?
Aí a gente descobriu que era uma balada gay. A Maiú nos havia omitido esse detalhe. Eu vou a baladas gays com amigos gays, mas não sei explicar o que quatro meninas hétero estavam fazendo lá. Minha percepção estava um pouco alterada, mas acho que as músicas que tocavam eram muito ruins. E tinha tipo uns caras sem camisa rebolandos nuns palquinhos, coisa que acho que a maioria das mulheres não considera atraente, mas homens geralmente têm um senso deturpado, então talvez seja compreensível que achem interessante um bombadinho quebrando até o chão. Mas por um lado foi muito bom eu ter acabado parando lá. Porque todas as pessoas ali estavam interessadas em homens, daí me senti muito à vontade. Encontramos um espaço ao lado da pista onde não havia ninguém, e ficamos dançando como malucas. Como se eu estivesse dançando sozinha num quarto fechado. E tinha muito, muito espaço, dava pra pular à vontade e correr por aí.
Uma hora a Taisa me perguntou: "Você vai escrever sobre essa balada no seu blog?" Respondi que não sabia, mas que em algum lugar eu ia escrever, pra que essa noite tão bacana não se perdesse no esquecimento.
Geralmente quando eu bebo muito, acordo meio deprê e com ressaquinha. Mas eu descobri o segredo: acho que dormi umas três ou quarto horas essa noite, porque a Kuka dormiu aqui então levantei umas 10h pra afzer café pra ela (porque eu sou uma boa anfitriã, tá?). E depois que ela foi embora percebi que estava assim, falando sozinha e rindo pras paredes. Porque eu ainda estava bêbada. Uma das coisas mais engraçadas desse mundo é acordar bêbada. E daí você não fica nem deprê nem de ressaca nem nada. Excelente!
Ainda bem que eu tenho amigas assim especiais, que acompanham minha animação, e também são capazes de se divertir e fazer festa em qualquer lugar.
Uhu!
Postado por Bia.
, às 15h56 |
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Um post beeeem de à toa.
Tô escrevendo de besta só, nem tenho sobre o que falar hoje.
Na verdade, tenho; eu tenho uns temas na manga pra lançar quando não tiver assunto. Mas hoje eu tava pensando em escrever sobre nada mesmo, que é exatamente como estou me sentindo no momento. Tipo.. nada, mas de um jeito bom. É raro eu ficar assim, tranqüila, à toa, geralmente tem sempre um montão de pensamentos bestas e desesperados na minha cabeça, acho que eu sou muuuito ansiosa e isso não faz bem.
Hã... bem, deixarei aqui uma homenagem à Nina, que faz anos, com quem vou encontrar mais tarde. Pronto. Era só essa a homenagem. Uma lembrança no blog, uau...
Hum, e sabe o que? Eu tenho uma vida social bastante ativa, né, por assim dizer. Quase todo dia saio pra passear com alguém, tenho assim um montão de amigos. Mas daí eu sempre me pego me perguntando: "Hum, quem foi que disse isso ,mesmo?" Vamos ver se descubro algumas: - quem é que tinha umas pintinhas vermelhas iguais às que eu tenho no regaço, que disse que estava pra ir na dermatologista e depois me contava o que são? Eu acho que isso aconteceu no começo do ano... Alguém aí foi no dermatologista e descobriu o que são os pontinhos vermelhos? -quem me falou do Samba da Vela, que tem às segundas feiras na casa de cultura de Santo Amaro? Lembro que tinha sido alguém que eu tinha cabado de conhecer, e que quando eu contei que morava por aqui, falou desse samba. Será que a gente virou amigo e agora ele visita meu blog? Bem, se sim, gostaria de saber quem foi. Acho que vou nesse samba segunda-feira agora, levar minha vó. - pra quem foi que eu emprestei o meu "A Ignorância"?? Eu já tinha até esquecido que tive esse livro, mas esses dias lembrei de ter emprestado pra alguém. E eu acho que foi com algum cara com quem saí ou algo do tipo, que depois q a gente terminou não se viu mais. Só ficou a sensação de que eu não devo mais emprestar livros pra meninos com quem estou junto e que não têm muito futuro na minha vida. Mas não tenho certeza se foi isso mesmo, eu acho que lembraria porque, bem, eu não saio com tantos caras assim a ponto de me esquecer deles depois... Eu acho que lembro de todos os caras com quem saí recentemente... - que amigo meu me contou esses dias que havia operado o siso (ciso? É, o nome do dente eu não sei escrever, confesso a minha ignorância e a minha preguiça de pesquisar no google)? Eu tenho certeza absoluta de essa semana falei com alguém que tinha tirado o tal dente, mas que branco que me dá! (brincadeira, ciumentinho, eu sei que foi você. Só escrevi isso p vc ficar ofendido durante 5 segundos, hahahah)
Acho que vou escrever sobre um dos temas que tenho na manga, vai. Mas sobre o mais besta, porque é assim que tô me sentindo hoje. Mas de um jeito bom.
É que assim, uma coisa que pensei. Eu sou pedestre, né? E daí quando vou sair à noite geralmente alguém me busca, me leva em casa e tals.. Eu geralmente não me preocupo com isso. Se ninguém vier pro lado de cá, durmo na casa de alguém.. ou na pior das hipóteses fico por aí até os ônibus e trens voltarem a funcionar. Já fiz isso algumas centenas de vezes e nunca deu problema nenhum, então realmente não tenho muito com o q me preocupar. Ontem, por exemplo: a Nina ia me trazer p casa depois de uma festinha na USP e eu quis ficar mais. Ah, é, um problema q eu tenho é q eu sempre quero ficar mais. Faço o possível pra não ser a chata, que atrapalha a vida do motorista que tem q ficar te esperando ou te caçando por aí. Eu sou só a chata que vai falando sem parar durante todo o caminho pra casa enquanto as pessoas no carro estão supercansadas. Mas acho isso elas são capazes de superar. mas então, daí eu queria ficar mais e falei q ela fosse, e deu tudo certo como sempre. Por ali tem vários lugares onde eu posso me hospedar sem cerimônias, tinha um monte de conhecidos naquela festa, que moram em repúblicas, no CRUSP, e etc e tal. Ainda bem que fiquei, não poderia ter sido melhor.
Mas o q eu ia falar é sobre esse momento da pessoa de te buscar em casa, ou te deixar. Porque eu reparo bastante, acho q isso deve dizer alguma coisa sobre as pessoas. Os amigos mais antigos e mais toscos param na frente de casa e buzinam pra eu sair. Buzinam, veja só, que falta de cavalheirismo!!! E eu gosto bem de um cavalheirismo, valorizo. Tem um menino que quando vai me buscar em casa toca a campainha. Eu acho isso a coisa mais bonitinha do mundo. Todos os outros caronas ligam. "Estou em frente à sua casa";"Estou na sua rua, pode ir saindo." E acho educadinho também a pessoa esperar fora do carro, tipo no portão e tals. E abrir a porta do carro, claro. Mas tem que ser de forma natural. Eu tenho um amigo que quando a gente vai sair do carro pede que eu espere; daí ele sai, dá a volta e abre a porta pra mim. Daí já fica meio ridículo, né, não precisa de tanto. Mas eu já estou me acostumando com esse negócio de abrirem a porta do carro, fico feliz em notar que a gente vai ficando mais velho e o pessoal vai ficando mais gentil. Estou quase me acostumando a ser a dama da história, mesmo só com amigos. Tem um outro cara que é muuito gentil, da forma mais natural possível, não é nem pra mostrar nada ou coisa do tipo. Teve uma vez que a gente tava indo embora de um barzinho, e tava chovendo, daí eu tava quase indo com ele até o estacionamento e ele pediu q eu esperasse ali no cobertinho, que ia pegar o carro e me buscava ali. Eu nem havia pensado nisso, e ele não fez isso com uma pose de "veja como sou cavalheiro" nem nada. Ele só estava genuinamente preocupado com eu tomar chuva. Porque sabe, eu sou a menina e ele é o menino; eu sou a dama e ele é o cavalheiro. Tenho achado bacana essa história. Aquele feminismo maluco de querer tudo igual ficou na adolescência. E esse menino também espera eu entrar em casa pra ir embora. A maioria das pessoas espera. Com um ex namorado meu a gente tinha até um acordo. Eu entrava em casa, via se estava tudo bem (se não tinha nenhum estuprador me esperando do lado de dentro nem nada), daí eu piscava a luz, sinalizando que ele podia ir embora tranqüilo porque havia me deixado em casa em segurança. Mas tem um amigo meu q não espera nem eu abrir o portãozinho de fora. Eu saio do carro e ele já vai embora, e me deixa ali sozinha na rua entrando em casa. Acho isso meio grosseiro, não?
E.. sei lá. Só isso.
Falei que hoje eu tava besta. Acho q vou indo, logo mais a Fê deve passar aqui pra gente ir encontrar a Nina. Oba oba! Feliz. Lalalalalalalalalalá
Postado por Bia.
, às 17h35 |
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Descobri por que é tão difícil confiar nas pessoas
Porque elas mentem.
Postado por Bia.
, às 14h43 |
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