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Acho que cheguei no limiteAtingi o limite de loucura a que uma pessoa sã pode chegar. Sã, sim, sou sã. Não tenho nenhum caso clínico de loucura nem nada. Mas ando com sérios problemas, vocês não imaginam. As pessoas pra quem conto o que tenho feito e como tenho me sentido ficam meio horrizadas. Sério. Cheguei. Isso está atrapalhando minha vida e preciso me tratar. Assim, com um especialista. Viajar às vezes funciona, mas é temporário. Quero ser uma pessoa normal agora.
Ah, mudando de assunto, ontem eu briguei. Briguei, não, discuti. Com o sujeito desse post, lembram dele? Eu descobri por que que nunca brigo com ninguém. É porque eu não tenho motivo mesmo. Deve haver uma meia dúzia de gente nesse mundo de quem não gosto. Na verdade, estou chutando alto. Que eu me lembre no momento é só ele mesmo. Mas eu consegui engulir e tratá-lo bem por quase um ano, sem manifestar o quanto o acho meio insuportável. Mas ontem teve uma reuniãozinha com um pessoal da minha sala, e após umas quatro cervejas a caminho do banheiro, passei por ele e escutei: "Ele fala 'seje', vocês acreditam nisso?". Aí parei. Gente, vocês não acreditam no que ele falou. E eu não acredito no que eu falei! Sinto-me feliz por ter descoberto: não é que eu engulo as coisas. É que aceito com sinceridade algumas diferenças. Agora: "eu sou separatista", "eu só me relaciono com pessoas de alto nível social e cultural", "acho que no mundo cada um tem seu papel. Nós precisamos de médicos e advogados, mas também de lixeiros e faixineiras" e coisas do tipo que me deixaram meio nervosa. Terminei com um (antes de mijar nas calças): "Uma pena pra você. Tenho certeza que perde muito por achar que ninguém tem nada a te ensinar." Ai, ele é tão... pedante e... arrogante e.. Argh! Acho que é uma das pessoas mais insuportáveis que já conheci... E só pra constar: ele também não tem um português corretíssimo. E seria uma delícia corrigí-lo ontem, mas eu estaria sendo como ele se o fizesse. Mas enfim... passou. A crise da última semana, de achar que tinha que brigar com alguém. Não briguei, como já disse, discutimos. Sem palavrões e em tom de voz normal. Mas não precisei nem me forçar a isso. Acho que quando eu vejo alguma coisa errada, manifesto-me sim. Bom saber. Ontem fui passear.Ia no bichopp, na USP, mas tava muito cheio e eu passei da idade. A fila tava imensa. Daí fiquei passeando por outras festinhas que tavam acontecendo. Mas estavam meio desfalcadas, acho q por causa da tal festa gigante. Diverti-me tanto... Saí com a Lígia (e depois a Erika juntou-se a nós) parando todos os japoneses que encontrávamos: "Japa!!!! Tudo bom? Há quanto tempo! Como assim vc não lembra da gente??? Te conheci numa festa da FAU, faz algum tempo já... Tenho certeza q era vc, não acredito q vc não lembra!!!" e ir embora brava com o japa. Tá, meio besta. E também fomos no C.A. da biologia porque na porta do banheiro tinha um cartaz, acho q pedindo p não jogar coisas na privada, e dizia que "foram encontrados uma calcinha, dois copos, um sei-lá-o-quê e objetos aquáticos não identificados. Retirar no C.A." E lá fomos. "Tinha um cartaz no banheiro... vocês estão com a calcinha aí?" Hihihihihi. Meio besta também. Mas as festas estavam chatas e vazias, a gente tinha que dar um jeito de se divertir...
Eu deveria ter brigado com alguém, tinha esquecido que resolvi brigar com as pessoas. Eu deveria ter parado um estranho e brigado com ele. Mas ontem estava tão bem humorada que nem deu vontade. ...e oooutro sobre o ScottConversando por aí descobri que tem um monte de gente que odeia essa história de eu estar apaixonada pelo meu cachorro. Realmente, é meio ridículo. Mas não dá pra ficar muito tempo sem escrever sobre ele, porque ele ocupa uma parte imensa da minha vida. Segunda-feira começou a passear. Cocô na rua ele não faz, já escolheu o cantinho de defecar (que é bem em frente ao portão - o pior lugar possível) e não há quem o faça mudar. Nem levo mais saquinhos. Ele é bonitinho demais: tudo parece a coisa mais interessante do mundo. Passear com o Scott é como passear com o meu vô: a cada cinco metros, empaca diante de uma bobagem que considera fenomenal. A diferença é que quando eu chamo o Scott, ele vem (o comando é um mineiro "vaum" dito com voz suave). O Luli havia dito: "esse Scott vai fazer maravilhas pela sua vida social quando vcs começarem a passear. Um monte de gente vai vir pedir o número do telefone do cachorrinho". Achei meio ridículo, mas sabe, ele tinha razão. Não exatamente. Ao começar a passear com ele, descobri que existe todo um mundo do qual eu não participava. Eu vou andando com ele, e encontrando outros passeadores de cães por aí, conversando com pessoas que eu nunca havia visto... Ontem, pela primeira vez, conversei com meu vizinho de parede e seus dois filhinhos. Ele obviamente já sabia que eu tenho um cão (afinal de contas, o Scott não é mudo) e eu já sabia que ele tinha dois filhos (pois as crianças também falam). Quando estava chegando em casa, eles também estavam chegando. E o Scott é louco com crianças, e as crianças são loucas com filhotes. Tem sido bacana, estou conhecendo a vizinhança toda em apenas uma semana. Porque quando estou andando sozinha, indo até a padaria, o supermercado ou ao ponto de ônibus, vou sempre rápido, não páro por aí pra cheirar as árvores nem nada. E o Scott vai andando devagarzinho, curioso com tudo. Daí eu fico conversando com a pessoa que está próxima. E agora quando saio de casa pra um lugar pertinho, tipo comprar cigarros, posso levá-lo comigo, ao invés de largá-lo chorando no portão.
Desculpa, gente. A nova brigonaAcho que sou uma pessoa muito calma. MUITO. O volume da minha voz não se altera, a não ser que eu esteja tentando conversar num lugar que tem o som muito alto. Creio que isso seja herança do meu último namoro, que foi com a pessoa mais calma desse mundo. Sempre tentávamos resolver as coisas de forma racional, razoável e civilizada. Sábado fui tomar cerveja com um amigo que diz acreditar que a maioria das pessoas é má. Alguém mais acha isso? Será que eu que sou ingênua ou ele que é cético? De resto, caio em todas. Mas eu vou inverter a tal desculpa iningulível (eu não escrevi errado, leia de novo) para uma que faz sentido: "se eu não faço isso com os outros, ninguém pode fazer comigo". A última vez que briguei, briguei mesmo, de apontar dedo na cara e essas coisas, foi em outubro (até lembro, de tão raro que é). Porque sacanearam um sujeito que não merecia. Veja só, nem pra brigar por mim. E daí agora eu vou brigar. Essa é pra vocês que me sacanearam. E estão lendo isso sem nem fazer idéia que me machucaram porque eu fiquei toda: "oh, ok, tudo bem" Vai tomar no cu. Tomar no cu não, vai pra puta que o pariu, seu cuzão (no aumentativo tem mais impacto, né?). Perdeu. Aliás, perdeu não. Se fodeu. Tá, mentira, não foi pra ninguém específico. Não é que eu não fique brava ou com raiva, eu fico. E o sentimento que dá lembra Irreversível: vontade de esmagar a cara do sujeito batendo nela com um extintor. Mas preciso aprender a brigar, porque tem um povo que merece. E porque se a pessoa não sabe que me desagradou, como é que vai saber que tem que fazer diferente? Aposto que se eu fosse mais reclamona, conseguiria mais coisas. Até tentei brigar com um sujeito hoje, mas acho que não fui muito ameaçadora nem nada. Frustrante. Eu devia tê-lo mandado à merda e desligado, só pra ser brigona. Acontece que eu brigando deve ser mais ou menos assim: E a auto-estima anda tão em baixa ultimamente, que eu fico compreensiva só de pensar que prtos outros não deve ser fácil se relacionar comigo mesmo (é, amigos também), faz todo o sentido pensar que ninguém se esforçaria pra me agradar. Mas olha... sempre me esforço pra agradar pessoas muito piores. Mas fiquem espertos, porque vou brigar com alguém ainda essa semana, espera só. Eu não tenho computador,mas tenho um caderninho. Quando estou com vontade de me expressar, mas impossibilitada, escrevo no caderninho pra depois transcrever aqui. Acontece que daí rola o filtro, e a maioria dos textos morre no caderninho mesmo. Mas abrirei uma excessão hoje e vou publicar o que escrevi quando cheguei em casa ontem depois de alguns chopps. Ainda bem que não tenho computador.Acesso a internet da casa dos meus avós ou no quarto da minha mãe. Ainda bem. Se eu tivesse um computador no quarto ia escrever cada besteira nesse blog ao chegar em casa embriagada. Hoje levei meu vô ao médico.- É bom mesmo se cuidar, seu Siqueira. - Ah, me cuido. Agora mesmo estou indo no médico pegar o meu... atestado de óbito.
Esse irmão dela é um sujeito interessante, vou falar sobre ele. Eu fantasio um monte de histórias a seu respeito. Porque suponho que uma pessoa que conhece tanta coisa, que se interessa tanto por tudo teria gostado de viajar, de conhecer pessoas... E tem outras, que eu imagino desde nova. Porque não sei mais nada sobre ele. Só sei que minha vó o ama muito.
Parece que nessa idade eles sempre escapam por pouco. Meu vô eu já vi cair algumas vezes. A gente nunca sabe. Daqui a pouco vai mesmo buscar um atestado de óbito, disso eu tenho consciência. Sou muito grata por tê-los ainda ao meu lado, e por tudo o que eles já me deram. Espero conseguir fazer com que minha vó não se sinta tão sozinha quanto eu imagino, com tudo o que tem acontecido. Junho é meu mês preferidode tooooooodos os doze meses do ano. Esse friozinho, esse céu azul, esse sol... hum, festa junina...
Ia ser só isso, mas vou contar. A internet não tava funcionando mais cedo, então escrevi outros três posts no bloco de notas: Mas como esse é um mês muito bom e o dia estava lindo, foi só dar uma voltinha pra tirar essas questões da cabeça e me concentrar no que realmente importa: Estou vivendo meu mês preferido. Sentimento ruim.Culpa. Fiz uma coisa errada. Eu geralmente me recuso a sentir culpa pelas coisas que fiz. Porque se eu faço mal pra alguém, é sempre sem querer. E eu hoje fiz uma coisa feia, e sabia o que estava fazendo. Perdi a oportunidade de agir como adulta. Até poderia culpar o álcool pra me redimir, tenho um milhão de desculpas que poderia me dar. Mas a verdade é que agi de forma impensada e egoísta. Sinto-me envergonhada e um pouco arrependida até. Deixo registrado meu pedido de desculpas.
O que mais dói é saber que se eu pudesse voltar atrás, provavelmente faria tudo igual.
Eu geralmente me preocupo em não fazer nada que possa magoar outra pessoa. Ainda mais uma pessoa doce, que certamente nunca esperaria isso. Mas infelizmente, a gente é egoísta. É fácil não magoar ninguém quando as vontades coincidem. Mas na hora de escolher entre o outro e nós mesmos, é difícil ser grande. Culpada e envergonhada.
Pra me sentir melhor, tenho que assumir que sou ser humano: egoísta e filha da puta. Marepe
Não é uma das coisas mais bonitas q você já viu? Apaixonei-me. O q eu vi era uma sequência de umas quatro fotinhas, o cara tirava um pedacinho e punha na boca, mas só encontrei essa. Achei maravilhosa. Simples e... perfeita. Ontem foi dia dos namoradosEu fingi que não lembrava, mas claro que lembrei. Em todos os meus namoros, essa data sempre foi ignorada. Essa e todas, não sou boa com datas. Nunca soube aniversário de namoro nem nada... Acho péssimo a gente ter a obrigação de arranjar um presente, sempre sai uma porcaria. Presente tem que ser dado assim, quando vem a idéia. Declarações e cartinhas românticas têm que ser feitas quando dá vontade, né, não quando o calendário manda. Ai, mas quando não estou namorando, é impossível escapar. O mundo fica povoado por casais, as lojas ficam cheias de coraçõezinhos, os amigos todos têm compromissos. Daí fiquei brincando de orkut no fim da tarde, mas era recorrente o pensamento: "Não acredito que até Fulano está namorando e eu não!!". Daí fiquei pensando em todos os últimos casos que tive e não evoluíram. Pessoas com quem saí durante dois meses, quatro meses e etc e tal, e ficava sempre estagnado. Daí bateu aquele desespero do "vou ficar pra titia, ninguém no mundo nunca vai querer namorar comigo, qual será o meu problema?". Daí fiquei achando que talvez eu seja boazinha demais, nunca exijo nada e daí o povo se acomoda achando que é suficiente pra mim sair uma ou duas vezes por semana. Pra sempre. O cara se recusa a fazer qualquer sacrifício e eu nunca demonstro estar chateada. Mas eu sou muito insegura, preciso de alguma estabilidade ou minha cabeça vai longe... Preciso saber que o cara tem vontade de estar comigo. É um saco sair com uma pessoa e nunca ter a certeza de que ela vai querer te ver de novo. Não lembro mais como é que se fazia pro relacionamento evoluir. Daí eu resolvi pedir uma pizza e assistir America's Next Top Model. Talvez me sentisse melhor vendo aquelas meninas mal humoradas. Não tenho namorado mas também não passo fome, posso comer pizza e ficar gordinha à vontade. Vou morrer sozinha, mas vou morrer bem alimentada. Daí a Nina me ligou, fomos ao Burdog. (calma, gente, eu não comi. Seis pedaços de pizza foram suficientes) Ela queria conversa e tals. E sabe... o Burdog estava cheio de casais. Gente, sério. Tudo bem ir no Burdog. Mas tipo... dia dos namorados, né? Ficar em casa jogando Detetive é mais romântico do que ir ao Burdog. (tá certo q pra jogar detetive são necessárias três pessoas. Aliás, esse é um problema que minha mãe e eu temos. Alguém quer vir jogar detetive com a gente?) Aí eu lembrei de uma coisa que de vez em quando eu percebo. De vez em quando eu esqueço e acho que sou encalhada. Daí de vez em quando eu lembro. Eu sou muito exigente. MUITO. Até tem alguns meninos por aí que dizem me achar interessante. Eu até tenho opções. Mas sabe... eu não vou namorar um sujeito que me leve no Burdog no dia dos namorados. E talvez seja esse o motivo pelo qual vou morrer sozinha. Aiai, será que existe? Ou será que eu vou ter que diminuir meus padrões? Romântico sem ser clichê, bonzinho sem ser ingênuo, engraçado sem ser aparecido, sensível sem ser frágil, que me trate como uma princesa sem ser grudento ou dependente? Ai, tanta tanta coisa nessa lista... Será q eu vou passar o resto da vida dando com a cara na parede? Mas cheguei em casa muito melhor. Antes só do que mal acompanhada, sabe? E agora no meu quarto eu tenho um problema, q a NET tá boicotando os gatos. E no meu quarto eu tinha um gato da TV a cabo e pegavam todos os canais. E eu sempre dormia assistindo Discovery Kids, garantia de bons sonhos. Mas agora estão pegando só os canais abertos, e de vez em quando um ou outro canal aleatório. Essa semana, só o Tele Cine Light, sabe-se lá por quê. E daí tava passando Um lugar chamado Notting Hill. Comédia romântica com Julia Roberts, precisa dizer mais? Mas tem uma hora que ela fala uma coisa tãããããããão bonitinha. Não é o tradicional "I'm just a girl standing in front of a boy blablablá". Tem uma hora, depois de ela fazer uma cagada, pedindo pra voltar, que ela diz algo assim: "Eu preciso ir embora hoje, mas pensei, se eu não fosse, se você me deixaria te ver um pouquinho... ou muito, talvez... pra ver se você poderia... gostar de mim de novo." Óóóóiiinnn... não é bonitinho? Bem de menina, eu sei, piegas e tals. Aquele tipo de coisa que a gente não pode confessar que gosta se quiser parecer bacana. Mas dormi feliz e apaixonada. Pela Anna Scott talvez. Ou pelo roteirista do filme sei lá. Alguém no mundo escreveu isso, parabéns, o namorado desse roteirista deve ser um cara de sorte. Tem algumas coisas que não acontecem na nossa idade, no mundo real. Tive algumas paixões malucas, mas hoje acho que talvez sejam coisa de adolescentes. Passei da idade de me apaixonar perdidamente, os relacionamentos agora serão tranqüilos e evoluirão lentamente. Infelizmente. 102Minha vó: E discou. - Comercial. São Paulo. Por nome. Rei dos Armarinhos, no Brooklin.- anotou o número em um papel - Pode transferir. Transfere. Pode transferir. - e pra mim: - Ué, não transferiram... Então eu percebi que ela não havia percebido. - É uma gravação, vó. Pouco depois ela desligou. Resolvi ajudar, liguei lá. Algo assim: Não estou zoando a minha vó, ela até que é espertinha pra muitas coisas, mas tem seus limites. Festa a fantasiaE agora, quem sou eu?
Me mandaram deixar a piteira do lado de fora, fiquei completamente descaracterizada. Uns poucos reconheciam. Insisti que era uma piteirinha inofensiva, mas o segurança disse q podia pegar no olho de alguém. Tive que dar razão. Ela é meio difícil de controlar mesmo, comprida desse jeito. Com um cigarro aceso na ponta e um pouquinho de álcool no meu sangue poderia ser fatal. Essas caras q eu fiz são pose da personagem. Assim como a Amy Winehouse ao meu lado (que pelo visto não posou em todas, né, Amy?). Querem ver uma coisa engraçada? Acima nas personagens, abaixo no nosso normal. Pois é. Não tô afim de escrever hoje não, só vim por as fotos. Ia fazer "dia de paulistano" com o Guilherme, sair p ir a algumas exposições, almoçar, compras, cinema, essas coisas q a gente faz de vez em quando. Íamos sair cedinho, mas lembrei q hoje começo um curso bem na hora do almoço. E... só. Falei q não tava afim de escrever... Mas de vez em quando a gente fica pequenininha.Hoje acordei e resolvi que não ia na festa. É coisa da velha Bia, aquela irresponsável, deixar de fazer o q tem q ser feito p ficar indo a festas. E daí fui pro salão, animadinha pro meu primeiro dia de uma carreira brilhante, e me mandaram voltar pra casa. Pra sempre. Quer dizer, disseram q entrarão em contato, mas... né? Frustrante. A velha Bia ligaria no Delivery do América, pediria um veggie burguer, uma coca, uma batata-frita e um frozen brigadeiro. E passaria o dia assistindo tele cine light: dramas e filmes românticos. Já a Bia adulta imprimiria mais currículos e sairia por aí distribuindo. E iria ao salão à noite e pixaria o muro contando as coisas erradas que viu no dia q foi fazer o teste lá. Mas, sabe, saí de lá não muito gente grande. Saí de lá bem pequenininha. Foi muito frustrante. Como as pessoas contratam a gente e quando a gente chega lá p trabalhar, dispensam? O mínimo, o mínimo, seria ter ligado e avisado: "não vem".
Saco. Agora preciso ir, que mesmo sendo mulher adulta tenho uma mamãe fofa q vai me levar p almoçar hoje q estou chateada. Amanhã tenho uma festaFaz um tempãããããããão que comprei esse convite (tipo uma semana). E daí apareceu esse trampo agora. Sexta e sábado. Começa às dez e não tem hora pra sair. E a fantasia, né: hoje fui lá no centro (ladeira porto geral, 25 de março) comprar coisinhas. Eu nunca usei uma fantasia pensada, geralmente vou com o q tem em casa (a mais tradicional é de lápis: um vestido comprido de uma só cor e um cone na cabeça). Estou superanimada com a minha fantasia. Vou só falar o q comprei e vcs adivinham do q é (dica: personagem de um filme). Ah, e hoje um monte de pessoas ficaram me pedindo informações. Tipo nos metrôs e tals. Muito mais do que o normal, fui a escolhida do dia. Não sei se porque sou simpática Vou precisar de drogas estimulantes. É tão fácil arranjar remédio pra dormir, alguém tem remédio pra ficar acordado??? esse negócio de resolver tomar o controle......rende bons frutos, viu? Foi uma semana. UMA SEMANA. De terça a terça. Cada dia foi acontecendo uma coisa, e de repente, de repente... mulher de 24 anos. Terça-feira me dei conta de q tenho 24 anos. VINTE E QUATRO. Já deveria estar formada, começando uma carreira e etc e tal. Senti-me mal. Tá certo que tive alguns problemas de percurso, mas nada justifica eu ter voltado p SP há um ano e ainda não ter começado a trabalhar. Daí quarta teve esse negócio do blog, e oups, não tenho mais idade pra ser uma menina. Daí quinta eu não fui à aula porque havia saído com um amigo na noite anterior. Daí percebi q tava vivendo como se tivesse 18 anos. Daí sexta fui a uma baladinha, conhecia pouca gente. Fiquei me sentindo muito desconfortável. Uma menina. E estou saindo com um sujeito q é mais novo, e faz tipo tanta coisa... que acabei ficando meio puta com ele por me sentir mal ao seu lado, ao me comparar com ele. E sábado estávamos juntos, e eu queria ir p minha casa dar comida pro Scott e ele ficava todo: "ai, mas ele é um cachorro, não acredito que tem horário pra comer e nhenhenhé" e daí passei um tempo com ele, querendo ir pra casa, mas sem conseguir me impor, sentindo-me mal comigo... e daí sábado escrevi aquele outro aqui no blog. E aí eu percebi. Eu sou a única responsável pelo que me acontece. A única responsável pelo que sinto. A única responsável pelo que faço. Onde estou, quem sou, o que faço são unicamente conseqüência da minha postura diante da vida até hoje. E é a MINHA postura hoje que vai determinar onde estarei amanhã. Daí domingo eu resolvi virar adulta. Resolvi também mudar a minha postura com o tal menino. Porque, sabe, eu sou 50% de um casal. Não tinha percebido ainda. Que eu também tenho que tomar as rédeas às vezes. E daí saí tranqüilamente, fui sozinha ao show do Herbie Hancock. Eu nem conhecia o sujeito, mas todas as pessoas com quem havia falado naquele fim-de-semana me disseram q iam e q era bom. Daí fui, e não fiz questão de encontrá-las. Diverti-me bastante, sozinha assim. Também encontrei um pouquinho com o sujeito depois, fiz o teste. Não sei se mudou alguma coisa p ele, mas mudei a minha forma de perceber e encarar as coisas. Foi bom. Daí segunda arranjei um salão bacana onde um cabeleireiro queria uma assistente. Terça fui lá, fiz uns testes e o sujeito gostou de mim. Assim. Uma semana. Uma boa semana.
Tá certo que não é nenhum trabalho de adulta. Sou assistente de cabeleireiro só sexta e sábado. Mas é um lugar bacana (não posso contar qual por causa do seqüestrador - já contei, né, que tem um seqüestrador q lê meu blog), eu vou aprender bastante e já dei início à minha carreira. Tchanãns! Na noite de segunda pra terça tive um sonho esquisito, q a Nina e eu estávamos numa casa que era uma mistura de Índia com freakshow. Móveis baixos, estampas floridas, jóias, pessoas esquisitas... Tinha uma mulher gordona que ficava andando pelada, e ela tinha um bumbum cinza e um rabinho de elefante. E tinha uma árvore de peixes. A árvore era baixinha, e os peixes gordos e molhados se arrastavam no chão com as nadadeiras mas não conseguiam sair dali porque estavam presos na árvore pelo rabo. E eles nos mordiam quando a gente encostava. Hihihihihihihihi Nova Bia. Hoje dá.Olha ali. Mulher. Viu? Mu-lher. Mullllher. Mulher. Eu. Viu? Viu? Gente grande já, crescida, adulta. Possuo o controle, assumi as rédeas, compreendo que sou responsável pelo que me acontece. Independente (em alguns aspectos, claro). I will sell this house TODAY.
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Meu perfilMulher de 25 anos inconstante, impulsiva, racional e passional.Analisa e teoriza. Mora em São Paulo e até que gosta. Humor do diaVotaçãoDê uma nota para meu blogIndicaçãoIndique esse BlogRSSVisitas
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