Setembro
Sexta passada eu tava me curando de doencinha e resolvi ficar em casa (tá certo que eu também não tinha nenhum programa melhor. Mas se tivesse, não iria). Daí o Hanson me ligou umas 20h, perguntou se eu ia fazer alguma coisa, eu respondi que ficar em casa, ele disse que ele também, e daí foi dormir na minha casa, tomamos umas cervejas e assistimos o filme do Doors no Telecine. Logo depois que ele chegou, ligou o Guilhereme. "O amigo com quem vou encontrar vai se atrasar, estou perto da sua casa, posso dar uma passadinha aí enquanto espero por ele?". Tá, né, fiquei me sentindo tipo "a amiga à toa das sextas à noite", os dois devem ter tido o pensamento "Hum, quem estaria em casa fazendo nada numa sexta à noite?" e me ligaram. Então o Guilherme deu só uma passadinha rápida.
E essa foi a conversa entre eu, o designer - Guilherme - e o programador - Hanson - do meu blog (porque eu sou tipo chiquérrima)
Guilherme: Você viu que eu deixei comentário no seu blog? Eu: Vi, e aquele texto gigante, você leu? Guilherme: Não, deu um pouco de preguiça... Hanson: Eu li. Guilherme: É que eu tava num computador que tem a tela muito grande, e como a coluna dos posts se ajusta, o testo ficava muito largo e ficava chato de ler... (coisas de designer gráfico, né?) Hanson: Ah, mas a gente pode ajustar, deixar fixo... Aí a gente centralizaas duas colunas do tamanho do desenho de cima... Eu: Mas o desenho de cima é meio pequeno, a parte do texto ia ficar muito fina. Talvez se aumentar o desenho... Hanson: Você tem o vetorial do desenho? Guilherme: Tenho sim. Mas pra aumentar precisa do Adobe Ilustrator. Eu: Ah, isso aí o Hanson que faz. Hanson: Eu tenho. Manda pra mim. Eu: É, ele já tem minha senha e tudo, ele que entra lá e muda o HTML, carrega o desenho novo... Hanson: É, eu tenho a senha dela. Vou entrar lá qualquer dia e postar no nome dela: "Hoje dei muito!" (estejam avisados)
Mas então, daí isso me deu a idéia. Chamei algumas pessoas que durante todo o mês de setembro postarão à vontade aqui no blog. Setembro será o mês da panacéia por aqui.
A desculpa que arranjei é que esse mês, no dia 17, o blog faz aniversário: quatro anos de idade. Hihihi. Alguém aqui já viu eu manter qualquer coisa durante quatro anos sem largar pela metade???
Postado por Bia.
, às 17h12 |
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Sorte de hoje
"Quando chegar o inverno, os céus mandarão chuvas de sucesso para você"
Tive que compartilhar. Esse orkut é muito engraçado.
Postado por Bia.
, às 13h42 |
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Hoje eu meio que dei uma aulinha.
De matemática. Pra minha sala. Sobre proporção áurea. (morri de vergonha, não era capaz de desenhar uma linha reta, ficava toda tremida). E depois tive que mostrar o umbigo.
Eu me esforço pra aceitar que o fato de o professor de corte não saber muito bem isso não faz dele pior professor. Com certeza ele tem muito o que me ensinar também. Mas foi meio chato vê-lo lá na frente tentando explicar algo que ele não entende muito bem. Como quando ele falou que iríamos estudar um pouco de "designer" esse semestre. Tenho que me esforçar um pouco pra relevar, e até que consigo. Mas será que é isso que devo fazer? Ou deveria exigir que o professor de corte saiba muito bem sobre tudo o que fala? Que difícil.
Estou preparando um negócio pro blog pro mês de setembro. A maioria dos meus leitores já sabe. Tchan-tchan-tchan-tchãããããããnnnn...
Postado por Bia.
, às 22h02 |
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Maior erro.
Não posso sair de casa sem cigarro.
Ia até escrever algumas coisas, mas estou há três horas sem fumar. Preciso ir.
(sim, escrava do vício. Estou indo pra casa fumar, e não jogar Guitar Hero. Meu mais novo segundo vício está sob controle. Pelo menos é um só.)
Postado por Bia.
, às 20h25 |
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roupas. E moda. E corpo. E etc e tal
Hoje estou super à toa. Odeio. Ainda em recuperação, não pretendo sair de casa até amanhã (uma pena, meu cabelo hoje cacheou tão bonito... Depois eu vou dormir, vai amassar tudo e ninguém vai ver). E daí vou escrever bobagens de gente à toa.
Tava vendo umas fotos meio antigas hoje, e na maioria delas estou com roupas que ainda tenho. A calça que estou usando hoje aparece em uma de 2004. Tá, nem é tão antiga. O casaquinho que usei ontem está em uma de 99. Nove anos se pá é bastante coisa.
Mas então: rolou uma coisa engraçada que há uns meses atrás eu dei uma emagrecida. Assim, sem motivo. E pra dizer a verdade eu nem percebo muito, só na hora que vou vestir uma calça que tenho há 5 anos, acreditando que já sei como ela vai ficar, e de repente ela tá tipo larga. Todas as minhas calças agora estão largas. Não estou reclamando, de forma alguma, ainda tenho até alguns quilinhos que poderia perder, mas se é pra olhar no espelho e ver a mesma coisa, que pelo menos as calças ficassem certas, né?
Eu não sei se veio com a idade, mas eu não tenho o menor problema com o meu corpo. Junto com a idade o peito deu uma caidinha, o bumbum ficou com muito mais celulite, mas não estou tão insatisfeita quanto já fui. Eu sou ser humano de verdade, que ainda por cima fuma e não faz esportes, e não tenho a pretensão de ter corpo de modelo de lingerie. Esse povo se preocupa tanto com o corpo, eu acho meio esquisito. Porque em boa parte dos casos, é uma preocupação estética, não é uma preocupação com a saúde. Ninguém está pensando em ser saudável quando põe silicone. As pessoas que querem ter tipo aquele corpão... pra que será, né? Sério. Se eu fosse gostosona, o que iria mudar na minha vida? Eu ia chamar mais a atenção dos caras, eu acho. É isso mesmo que as pessoas procuram? Só isso? A auto estima das pessoas depende do diâmetro da cintura, que coisa mais errada... Sempre fui bonita o suficiente. E eu assumir isso não quer dizer que me acho, pelo contrário. Acredito que isso é algo irrelevante, e nunca me baseei nisso pra gostar mais ou menos de mim. Se eu preciso ser linda e ter um corpão pra que um cara goste de mim, agradeço mas não mereço esse cara. A pessoa tem que gostar de mim pelas outras coisas que eu posso ter a oferecer. E acho que é por isso que eu não encano tanto com esse negócio de emagrecer.
Outro dia estava conversando com a minha mãe e ela disse uma coisa que me deixou muito orgulhosa. Minha mãe é uma daquelas pessoas que passa a vida na nóia de emagrecer. Teve uma vez há uns anos atrás que ela até tomou remédios a base de anfetaminas receitados por um médico suspeito ("Mãe, cê já assistiu Réquiem para um sonho?";). Daí domingo estávamos conversando e ela me contou que chegou à conclusão de que o tipo físico dela não é magrinho. Que ela fica bem do jeito que está mesmo. Achei a coisa mais linda que ela já disse. Porque as pessoas que nos amam vão gostar da gente magrinha ou gordinha.
Outro dia fui comprar lingerie com uma amiga que engordou um montão de quilos. Nada ficava bom na gente, eu sei lá que padrões que eles usam pra definir o tamanho de um bojo e a largura das costas de um sutiã. Mas nem nas modelos bonitonas das fotos as lingeries ficavam certinhas. Eu reparei isso. Ela não. Ela saiu de lá tristinha tristinha. E depois fomos nos arrumar juntas pra ir a uma festa. A calça que ela queria usar não entrou e por cima da blusinha justa pôs um casaquinho larguinho pra disfarçar. Ah, que chato ela achar que tem que ficar se disfarçando... Ela tá tão triste por ter engordado que nem percebeu o quanto as pessoas olhavam pra ela na festa, ela nem percebe o quão linda e desejável ela é. E ela tem um namorado que é o mais fofo do mundo, que eu tenho certeza que a ama e a admira muitão.
Esse negócio de ficar magrinha... não é só pros outros, eu sei. Uma mulher não quer emagrecer pra conseguir a aceitação dos caras, mas a própria. Por que será que eu preciso ser magrinha pra poder me amar? Um amigo meu contou que nenhuma das mulheres com quem ele ficou levantava da cama sem roupa. Que ou vestiam uma camiseta dele, ou saíam enroladas no lençol... Como disse, não tenho um corpo de modelo de biquíni, mas eu imagino que qualquer cara que me veja sem roupa sabe que o mundo não é um filme de Hollywood, e que a minha realização não depende da firmeza da minha barriga. Ao menos eu espero que saiba.
E... voltando à futilidade, eu ia falar de roupas, né? Ontem à noite tava assistindo Sex and the city (ai, gente, nem vou falar o que acho da série pois já escrevi um post sobre isso há uns três anos atrás) e percebi que o tempo passou, né? A Carrie era tipo Fashion Icon, ehoje em dia todos os figurinos da série parecem ridículos e ultrapassados. Isso me deixou com vontade de assistir O diabo veste Prada. O filme deve ter só uns dois anos (não é isso?), mas aposto que já dá pra ver como a moda mudou de lá pra cá.
Os anos 80 são facilmente reconhecíveis. Há dez anos atrás, eu via umas roupas e pensava: "ai, isso é tão anos 80!" e isso rola hoje com os anos 90. Tenho certeza que pessoas de 15 anos hoje falam: "ai, isso é tão anos 90!". É muito esquisito perceber a passagem do tempo nas roupas, assistindo Friends por exemplo. Acontece que faz meses que não compro uma peça, e como disse, tenho calças, casacos e blusas de dez anos atrás. Será que as pessoas de 15 anos hoje olham pra mim e pensam que estou totalmente ultrapassada? Sabe aquelas mulheres americanas, que usam toneladas de maquiagem, se vestem inteiras de rosa-choque (rosa choque é uma cor antiga, né? Hoje diz-se pink) com oncinha, usam bolsa dourada e têm aqueles cabelos repicados com aquelas franjinhas? Eu me pergunto se no futuro vou ser o que essas mulheres são hoje. Ai, é tão difííííííícil acompanhar....

(ultrapassado, né?)

(em breve assistiremos Sex and the city e veremos isso)
Postado por Bia.
, às 16h57 |
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Barbeador elétrico
Eu não tenho barba (ainda bem, né?), mas sou a maior entusiasta dos barbeadores elétricos. Acho que todos os homens (que fazem a barba) deveriam ter um. Um amigo certa vez me contou que custam uma pequena fortuna. Dei uma pesquisada agora e encontrei alguns que chegam a R$ 1000,00 mas a média é uns R$200,00. E, olha, compensa....
Eu costumo fazer a barba do pessoal com navalha (é isso aí, baby), me divirto. Primeiro porque o amigo já deu um voto de confiança, e fico me sentindo superpoderosa com uma lâmina no pescoço do sujeito. Segundo porque acho importante dar uma praticada na coordenação. E também porque gosto de aplicar meus humildes conhecimentos visagistas fazendo desenhinhos na barba da pessoa e pensando em qual estilo combinaria com o formato do seu rosto pra deixar o sujeito mais bonito. E, olha, vou contar que eu geralmente acerto, sei bem quais detalhes vão fazer a diferença, e nunca corto a cara de ninguém. A primeira vez que usei navalha foi quando fui a uma empresa ficar cortando o cabelo dos funcionários pra praticar.Daí fui fazer o pezinho do cara com a navalha. Passei o creme ali na nuca e tals, e ia passando a navalha e limpando o excesso de creme e restinhos de cabelo no papel toalha. Achei tão esquisito, o creme saía meio marrom... Fiquei me perguntando o que será que o cara usava na pele da nuca que tava saindo daquela cor... Dali a pouco me liguei. Ele não usava nada, não. Aquele marronzinho que ficava ao misturar com o creme na verdade saía de microcortezinhos que eu fazia a cada vez que passava a lâmina. Fiquei bem quietinha e o homem nem percebeu. Mas deve ter me xingado horrores quando foi tomar banho. E foi a única vez, juro.
A barba do meu vô eu fazia com a navalha. Ele faz a barba inteira sempre. Daí um dia descobri que ele tinha o tal do barbeador elétrico e fui testar. Gente do céu, que coisa mais fantástica... Ele fica sentadinho ali na sala, no lugar de sempre, lendo o jornal, e eu chego com a maquininha, passo no rosto dele e depois jogo os cabelinhos fora. Não precisa de água, de creme, de toalha, de nada. Não precisa nem sair do lugar. Se eu fosse um homem eu ia muito ter uma dessas. Fazer a barba ali, enquanto assiste TV, enquanto está na sala de espera do dentista, enquanto espera a água ferver pra fazer café, no ônibus, na rua, na chuva, na fazenda...
Hum. Só isso. Só queria sugerir a todos os meus leitores do sexo masculino que invistam num barbeador elétrico. Exceto os que fazem a barba comigo, é claro.
E no mais... Ontem eu fiz um risoto ("Puta merda, Bia, você só faz risoto! Sabe cozinhar alguma outra coisa por acaso?"). O arroz não estava vencido - isso eu olhei antes - mas também não estava com uma cara muito boa. Fiquei com um certo medo de envenenar alguém, mas pelo visto nada aconteceu. Só que acordei com a garganta ruim, doendo tudo em volta, tipo pescoço, costas, ouvido... e uma leve febre. Não são sintomas de risoto estragado, mas acho q é karma, por ter colocado em risco a saúde dos que alimentei. Daí nem fui à aula hoje, e planejava ir no quinta e breja mas vou ficar aqui quietinha, e assistir America's Next Top Model (depois de quatro semanas. Gente do céu, quatro semanas! Já deve estar tipo quase na final e eu nem sei pra onde elas viajaram nem nada.). Se alguém estiver afim de me fazer uma visita... nem precisa levar sopinha nem nada.
A coisa mais entediante do mundo é ficar doente.
Pelo menos dessa vez eu não estou com enxaqueca, posso acender o abajour pra ler (da última vez eu nem suportava luz. Passei dois dias deitada ali no quarto escuro olhando pro teto. Enxaqueca é a pior coisa do mundo..), posso usar o computador um pouquinho e assistir desenho animado (a NET voltou a funcionar no meu quarto. Eles tinham boicotado os gatos durante algum tempo e passei mais de dois meses sem poder assistir Charlie e Lola antes de dormir).
Ah, e fim. Sei lá. Nada importante pra escrever não (deu pra perceber). Boa quinta-feira aí.
Postado por Bia.
, às 15h03 |
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De vez em quando dá uma saudade...
... de alguma coisa que nunca aconteceu. E dá vontade de fazer um negócio que não existe. Pergunto-me se esse mundo é real, porque de vez em quando ele não parece suficiente. Às vezes eu acho que pessoas de faz-de-conta virão me salvar.
Pra dizer a verdade, eu já senti uma felicidade plena algumas vezes. O coração da gente fica grande, iluminado, cheio de paz e de amor pra dividir. A gente tem a tranqüilidade da certeza de que tudo está exatamente onde deveria estar. Mas esse sentimento não é permanente. Quando vem, dura alguns minutos, porque ele não é conseqüência do mundo exterior, ele vem de dentro. E é por isso que eu sei que ninguém vai me salvar, e que a única pessoa que pode fazer com que me sinta completa sou eu mesma.
Então me conformo em procurar aquela felicidade medíocre das pequenas coisas, e me agarrar a ela, porque é tudo o que posso ter. As coisas grandes pelas quais a gente anseia não existem.
De vez em quando, a única coisa que parece real é a lua.
Postado por Bia.
, às 19h42 |
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Um texto longo e um pouco chato, com uma introdução
Quem entra aqui já deve ter notado que de vez em quando eu entro numas viagens que conduzem minha vida, e dali a pouco passa e eu entro em outra. Sinto que desde sábado entrei numa viagem meio existencialista, e se ela durar mais alguns dias provavelmente será tema dos próximos posts.
Mas durante a semana passada, eu estava naquela viagem recorrente preocupada com a minha dificuldade nos relacionamentos românticos. E quinta-feira (14.08) sentei-me inspirada para escrever sobre isso, mas a internet não estava funcionando, então escrevi no bloco de notas mesmo, e fui usar a internet em outro lugar, de onde postei aquele da Tamara.
Boa parte do que escrevo quando não estou conectada morre no bloco de notas. E isso quase aconteceu com o texto de quinta-feira. Ele é complicado e narcisista, e quando o reli achei-o completamente desnecessário.
Por outro lado, todo esse blog é desnecessário. E eu também nunca obriguei ninguém a ler o que escrevo, entra aqui quem quer, lê o que quer, pensa o que quiser.
Às vezes tenho medo de parecer fútil, e bem que gostaria de não me preocupar com o que posso parecer. Então, provo-me livre publicando textos dos quais não gosto.
Mas se fosse mesmo livre, dispensaria essa introdução.
Fiquei um tempo sem escrever, né? Andei meio ocupada, sei lá. Fazia uns três dias que não conectava. Reclamo de tédio mas minha vida até que é bem movimentada.
Terça-feira eu ia escrever um texto em homenagem aos aniversáriantes do dia. Os TRÊS aniversariantes de 12 de agosto com quem saí no último ano (um de 83, um de 82 e um de 81, respectivamente. Eles não melhoram com a idade), suas semelhanças leoninas e os problemas ou semi-problemas parecidos que tive com os três. Mas acabei fazendo outra coisa, e sua conseqüência é que não quero mais escrever sobre nada disso, e nem pensar sobre isso publicamente.
Vou tornar pública uma outra crise que talvez devesse ser particular. A crise dessa semana é uma mesma que tenho de tempos em tempos, quando estou saindo com alguém: sou incapaz de me relacionar tranqüilamente e algum dia alguém vai arrombar meu apartamento porque o vizinho ligou reclamando de mau cheiro, e vão me encontrar morta apodrecida no chão da sala com três labradores devorando meus restos (sim, labradores. Descobri que são melhor companhia para uma solteirona de fortes instintos maternos do que gatos).
Primeiro problema (e esse todo mundo que entra no blog com alguma freqüência já conhece): eu sou uma desocupada. Eu tenho tempo de inventar nóias, vivê-las intensamente achando que descobri o maior problema do mundo, curar-me delas em 10 dias, para então entrar em outra nóia, que geralmente não tem nada a ver com a anterior.
Segundo problema: eu descobri que os homens são muito passivos. Olha só que coisa mais engraçada eu nunca ter percebido isso antes. Aquele negócio do príncipe encantado enfrentar altos obstáculos para chegar na princesa não acontece. Ele provavelmente vai ficar com a plebéia que está ali do lado dando bola mesmo. Talvez ele até goste da princesa na torre. Mas se ela não pedir que ele vá resgatá-la, ele vai ficar de boa. E se ela pedir talvez ele nem vá ("calma lá, princesa, já tá pressionando demais. Posso até subir até a torre, mas você já tá pensando no felizes para sempre...")
Terceiro problema: sou ansiosa e pessimista. Então quando começo a sair com um cara já vou prevendo algumas coisas. Como é que vou me foder nessa história, por que nós somos incompatíveis... e a conclusão é sempre a de que é melhor terminar tudo o quanto antes, antes que eu me envolva demais e seja abandonada com as calças na mão (hihihi, a expressão coube bem). Algumas pessoas conhecem a história do menino que pôs açúcar demais no meu chá.
Quarto problema: sou um tanto quanto insegura. Não gosto muito de falar o que vou escrever agora, porque parece que estou fazendo cu doce, que estou usando de falsa modéstia ou que estou me fazendo de vítima. Mas já que não tenho muitos pudores e nem acho que algumas coisas precisam necessariamente ser particulares, vou contar. Eu não acho que qualquer cara em sã consciência gostaria de estar comigo. Eu sei que tenho algumas boas qualidades, mas acho que meus defeitos superam isso e muito. Porque muitas outras meninas têm boas qualidades, com a vantagem de não serem malucas desocupadas ansiosas.
Daí o que acontece quando juntamos tudo isso (e essa história é baseada em quase todas as minhas últimas experiências):
Começo a sair com um sujeito. Tá. No princípio não tô nem aí porque ele nem é ninguém mesmo. Então estou de boa, à vontade. Daí ou eu acho bacana ou não (claro. Por enquanto, tudo muito simples). Se eu acho que não foi bacana, já desapareço. Fim da história. Se eu acho que foi bacana, começo a me perguntar se ele também gostou. Sempre chego à conclusão de que fiz tudo errado e de que o cara não vai querer sair comigo de novo. E quando já estou quase me acostumando com a idéia de não vê-lo mais, sou surpreendida por uma mensagem ou uma ligação bonitinha chamando pra sair de novo. O tempo aí varia. Teve uma vez que esperei o cara ligar durante quatro dias, e no quinto, quando eu já tinha desistido, ele ligou. Eu geralmente desisto da idéia mais rápido, tipo um ou dois dias depois, e o sujeito sempre se manifesta nessa hora.
Tá. Daí nos vemos uma segunda vez, que funciona mais ou menos parecido. É divertido, chego em casa feliz da vida, mas dali algumas horas já me conformei que não foi recíproco, e que ele vai sumir pra sempre.
A terceira vez também costuma ser agradável. Aí a pessoa já não é mais tão ninguém assim, a gente já se conhece melhor e eu já gosto um pouquinho mais dela. E daí começa a bater o medo de começar a gostar mesmo da pessoa. Então já vou procurando defeitinhos. Essa história que estou contando é baseada em 5 casinhos mais relevantes que tive esse ano. Não que eu tenha tido muitos mais que esses (não sei se vocês se lembram, estive meio em greve nos últimos 4 meses), é que os outros foram um pouco fora desses padrões. E em 4 desses 5 casinhos foi no terceiro encontro que achei melhor já avisar, mesmo que superficialmente, que sou meio louca, carente, insegura e ansiosa. A pessoa não costuma parecer se abalar, mas eu chego em casa pensando: "pronto, agora ele foge". Sei que devia guardar minhas neuras um tempo mais. Mas acho sacanagem com o sujeito deixá-lo pensar que está saindo com uma figura normal pra dali dois ou três meses ter uma explosão maluca e terminar tudo de repente. Teve um cara com quem fiz isso. Fiquei muito quietinha, muito de boa, muito tranqüila, até que um belo dia, depois de um ótimo encontro, liguei pra ele e expliquei que andei pensando e cheguei à conclusão de que a gente não poderia sair mais. Pelos motivos mais imbecis do mundo. Aqueles pequenos defeitinhos que fui coletando fizeram com que eu chegasse à conclusão de que ele era vaidoso, teimoso, incompreensivo, egoísta e controlador. E o sujeito não devia ser nada disso, coitado, sempre me tratou muito bem obrigada.
Enfim, continuando a história. O quanto eu me aprofundo nas explicações de como funciona minha maluquice varia. Às vezes eu deixo alguma coisa pra acrescentar no quarto ou quinto encontro, com algumas perguntas a respeito de como ele se sente. E mesmo que o cara tenha entendido perfeitamente que essas perguntas são só pra eu me sentir tranqüila, eu acabo ficando com a sensação de que ele agora acha que eu quero casar e ter 7 filhos com ele. E eu geralmente não estou nem apaixonada nem nada ainda. Eu só pergunto porque preciso de alguma coisa um pouco mais concreta na qual me apoiar pra saber que está tudo bem e que ele não vai resolver sumir pra sempre de repente me deixando com as calças na mão. Acontece que independentemente do que ele responda, fico me sentindo envergonhada. "Ahmeudeus, dei a entender que ele é a razão do meu viver, que eu quero começar a namorar amanhã, para depois casar com ele e ter 7 filhos, agora ele está pensando que estou loucamente apaixonada, que minha vida gira ao seu redor, que fico desenhando coraçõezinhos no meu caderno durante a aula." Quando meu problema é só... tempo livre. Pra criar paranóias. Eu não fico fantasiando romances no meu tempo livre. O que acontece é o contrário. Eu fico criando paranóias e fantasiando frustrações.
Mas daí depois que eu acho que ele entendeu tudo errado, fico constrangida. E os encontros seguintes começam a ficar meio chatos. Eu me controlo, não fico à vontade. Porque eu sou meio... carinhosa, e atenciosa, e elogiosa demais. Com meus amigos até, com todo mundo. Mas daí eu fico achando que não posso fazer isso porque senão ele vai entender que eu quero casar e ter 7 filhos e que ele é o rei da cocada preta. A Fê, que conhece bem esse meu lado "people pleaser" (expressão que ela usa) perguntou se eu fico fazendo isso porque quero que as pessoas gostem de mim. E não. Quando eu faço essas coisas, faço com medo de que elas parem de gostar de mim. Às vezes compro presentinhos e não entrego. E mais ou menos por essa época fico me sentindo chata e desinteressante. Começo a ter certeza de que nessa altura ele já está seguro de que eu não valho a pena. E daí os assuntos somem, a diversão acaba, as conversas giram em torno de banalidades e os encontros ficam silenciosos e entediantes. Pelo menos pra mim. Daí eu fico achando que o cara também tá achando tudo um saco, que a gente só continua saindo porque ele é passivo e acomodado, e blá blá blá. Daí eu vou lá e termino. E às vezes o sujeito tava super de boa, gostava de mim até, e como todas as pessoas normais acha que não dá pra prever nada em tão pouco tempo.
Como vocês podem ver nessa história, a pessoa com quem estou é sempre coadjuvante. O cara pode estar ali fazendo tudo certinho e sendo lindo. E de vez em quando me aparece uma pessoa que eu realmente admiro. Não importa. Tudo acontece igualzinho.
O que eu preciso (além de terapia, claro) é que o cara com quem estou me pegue pelo ombro, me dê um chacoalhão e peça pra eu ficar tranqüila, diga que tá tudo bem e que ele gosta de mim (apenas o tanto que é possível e natural no tempo que ficamos juntos. Eu sei que ninguém pensa em casar e ter 7 filhos depois de um mês. Eu também não penso nisso. Em três meses eu não tô nem pensando nem em namorar ainda!) Eu sempre tento mais ou menos explicar isso. Mas fico com medo de que a resposta seja: "calma lá, princesa, já tá pressionando demais." Essas crises se adiantam ao sentimento. Eu não espero que a pessoa se torne importante pra sentir medo. Já fico com medo quando considero a possiblilidade de a pessoa se tornar importante dali alguns meses.
E é por isso que eu fico meio de greve às vezes. Porque com essas estatísticas, eu já saio com um cara pela primeira vez achando que o que vai acontecer é isso que eu descrevi. O primeiro cara com quem furei minha greve quis ficar comigo e eu expliquei toda essa história pra ele. "Olha, amigo, estou em greve, não vou ficar com ninguém porque vai acontecer isso, isso e aquilo." E ele foi tão.. bacana. Ele parecia não se importar com o fato de eu ser louca nem nada. Mas essa foi uma história que se desenrolou aproximadamente como descrito acima. Passei um mês com ele, e em um mês não dá pra saber de nada. Terminei porque ele me contou que algumas pessoas o consideravam mimado. Daí com o outro cara com quem furei minha greve (esse com quem estou saindo no momento e estou entrando no estágio de achar que é melhor terminar tudo porque já estou ficando fechada, ansiosa, paranóica, insegura e pessimista) eu resolvi sair porque achei que não ia gostar dele. Que tal essa? O motivo pelo qual resolvi sair com ele foi achar que ele era chatinho. Pensei que com um cara por quem não sinta nada eu não ficaria ansiosa. Mas acontece que ele meio que me surpreendeu e eu já estou percebendo que não vou conseguir conduzir mais nada com tranqüilidade.
Tenho conserto?
O pior é que agora paralelamente a isso me aconteceu uma coisa que não vou nem comentar porque não tenho opinião a respeito. Desassossego da minha vida que me acompanha há meses.
Ainda bem que hoje vou encontrar meus conselheiros amorosos com quem não me reúno há um tempão e ver se alguém me traz alguma luz.
Agora, só pra atualizar: minha crise de ficar pra titia passou completamente, estou super tranqüila, capaz de esperar pra ver o que vai acontecer na minha vida; sem querer apressar nada ou dar chacoalhões desnecessários.
Vê se pode...
Postado por Bia.
, às 17h35 |
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Ressaca
Odeio. (é claro, alguém por acaso gosta de ressaca?)
Só consegui levantar direito agora. Meu dia começou às 16h. Duas das coisas programadas pra hoje já eram. Espero não ter recaída e conseguir fazer a terceira.
O dia ia ser tão divertido se eu tivesse acordado bem disposta...
Postado por Bia.
, às 16h29 |
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...e a Tamara.
...e a Tamara.
Outra das minhas personagens.
Prometi esse texto a um amigo, mas fiquei uns três dias sem conectar.
Aqui está.
Tamara caminhava. Estava confusa. Costumava sentir-se deprimida nas manhãs seguintes às noites de bebedeira, mas esse talvez não fosse o motivo pelo qual a consciência pesava. Como saber se os sentimentos são reais? Como saber de onde vêem a depressão, a euforia, as vontades e as ações quando bebe-se tanto? Sabia, porém, que mesmo poderia ter dito não na noite anterior, mas não o fez. Lembrava-se de ter pensado claramente em Lia, e recusado a princípio. "Não se preocupe com ela", ele disse, "nós não temos nada. Não pensou em Pedro ou Antônio, pensou em Lia. "Nós não temos nada". Pedro poderia ter uma boa desculpa para redimir-se, mas não era suficiente para Tamara. Ela já havia sido traída, já havia sofrido, como fora capaz agora de trair outra mulher? Uma mulher que conhecia, uma mulher de quem gostava, uma mulher que a havia tratado bem? Acreditava que ninguém merecia aquele sofrimento, mas ignorou sua compaixão por Lia, ignorou seu amor por Antônio, e por isso sentia-se assim aquela manhã. Chegou ao ponto onde passava seu ônibus e parou. Não, não era o álcool o responsável pela sua tristeza. Assim como não foi o álcool o responsável pelo que fizera aquela noite. Pedro sabia fazê-la esquecer. Por isso Tamara protegia-se dele. Porque ele despertava nela um lado animal, impulsivo, imediatista e irresponsável, um lado do qual ela não gostava. Apesar disto, e talvez justamente por isso, foi incapaz de manter-se afastada. Lembrou que ao tê-lo beijado, pensou: "Abriu-se a caixa de Pandora", e perguntou-se por que, mesmo consciente de toda a confusão de sentimentos que viria depois, foi em frente com tudo aquilo. Perguntou-se como era possível sentir-se tão acolhida em seus braços, sendo que ele nunca lhe ofereceu nenhuma proteção. Ah, se ela conseguisse se manter racional ao seu lado... Teria evitado tanta mágoa, tantas expectativas vãs, tantas decepções... Mas não. A razão vinha sempre no dia seguinte. Foi quando percebeu que não havia traído apenas Lia e Antônio, mas a si própria. Sentiu-se traída pela sua dualidade, pela sua natureza humana. Se fosse capaz de ouvir apenas a razão, e ignorar os instintos, não teria feito nada de que se arrependesse. E se houvessem apenas os desejos, sem a moral, não haveria arrependimento para sentir. Ficou com raiva de si mesma, por ser tão cão quanto máquina, e por não ser nenhum dos dois. Seu ônibus parou no ponto. Ela subiu e sentou-se. Era uma manhã fria e cinzenta, e Tamara sentia-se cansada. Gostaria de saber como corrigir aquilo. Não poderia procurar Lia para contar o que aconteceu e pedir seu perdão, Pedro provavelmente gostaria de manter segredo. Teria que confiar no próprio cinismo quando a encontrasse novamente. Mas conversaria com Antônio. Não era ele que a fazia sentir-se triste, nem ao menos sabia se o havia traído, ou se ele ficaria chateado ao saber que ela esteve com outro homem. Mas talvez aquilo aliviasse um pouco aquele peso. E tentaria dar um basta na relação com Pedro, mas não acreditava que pudesse conseguir. Sabia-se insigna de confiança, a máquina não poderia apostar no cão. Não importa de onde venham, a depressão, a euforia, as vontades e as ações são reais, se existem por um instante sequer. Tamara fechou os olhos e alguns minutos depois dormia um sono profundo no chacoalhar do ônibus.
Postado por Bia.
, às 18h48 |
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O peso da idade
Às vezes eu fico com a impressão de que envelheci. Sabe? De que os anos que passaram talvez tenham tido algum efeito sobre mim, e eu já não sou mais igual à Bia de 18 anos...
De vez em quando eu esqueço. Por exemplo, quando eu saio com a Kuka sem carro, contando que - como já fizemos inúmeras vezes num passado que nem parece tão distante - a gente agüenta ficar na gandaia até o amanhecer e pegar um ônibus pra ir embora. Hum. Da última vez pegamos um táxi às 3h da manhã e chegamos em casa completamente acabadas. Tá certo q começamos a cerveja doze horas antes, às 15h, mas acho que houve um tempo em que podia festejar ininterruptamente durante três dias... Não sei.
Daí ontem vim pra Fê. O namorado dela tá viajando, e a gente ia brincar de "doze anos". Quando a gente tinha 12 anos já era bem amiga, pasávamos o fim-de-semana inteiro juntas e etc e tal. Daí eu vim p cá, a gente ia sair e blablablá. Mas ela, que não tem mais doze anos, não estava passando muito bem. Então pensamos que poderíamos comprar cervejas e virar a noite conversando. E também precisaríamos comer alguma coisa.
Daí fomos ao mercado (ouvindo música de meninas e cantando), compramos cervejas, material de comida e um filme. Tiramos fotinhas:
Fiz um risoto de shimeji:

E - vejam que romântico - jantamos à luz de velas:

E de sobremesa eu INVENTEI uma torta de maçã.:

(a Fê não é muito fofa?)
Fiquei superorgulhosa de ter inventado uma torta, uma massa e tudo. Pois há algum tempo descobri que eu gosto de cozinha, fui experimentando e aprendendo sozinha e hoje sinto-me capaz de invetar quaquer coisa que alguém esteja com vontade (exceto carne. Com essa não tenho experiência). Agora, massa de torta doce!! Ela ficou assim... fininha. A gente corta o pedaço e come com a mão, tipo uma pizzinha. Maçã e canela também não tem muito como dar errado. Olha só que coisa de gente velha, vou passar a receita:
Torta de maçã
Massa: - 14 colheres de farinha - menos de 100ml de óleo (uai, fiz no olho...) - duas gemas - 3 colheres de açúcar - um copo com uns dois dedos d'água
Recheio: - duas maçãs - uma xícara de açucar - meio copo d'água - canela à gosto - umas 5 amêndoas
Como fizemos:
Massa - misture a farinha ao óleo com delicadeza. Acrescente as duas gemas e continue misturando. Dissolva o açúcar na água e vá jogando na massa até ela ficar com consistência de massinha (massinha de criança, sabe? Não sei explicar). Abra a massa bem fininha, unte a forma e ponha a massa na forma. Já acende o forno, alto, pra ir pré-aquecendo. Recheio - pique a maçã em fatias fininhas, distribua por cima da masa (bem apertadinho, porque a maçã solta água e encolhe). Polvilhe canela por cima. Em uma panela, dissolva o açucar na água e vá mexendo em fogo alto. Vai acontecer o seguinte: começará ferver, vai ficando amarelinho e engrossando, dai vai chegar num ponto que você vai passar a colher e o fundo vai aparecer. Daí você joga essa calda por cima das maçãs, tenta distribuir o mais igualmente possível. E tem que ser meio rápido antes que a calda endureça. Daí vc pica as amêndoas bem fininho, joga por cima e põe no forno durante uns 20 ou 30 minutos. E tcharãns!
Então... ISSO é coisa d gente velha. Passar receitas, ficar em casa, cozinhar. Antigamente, comprávamos qualquer bebida destilada porcaria e uns salgadinhos.
E depois de comer, eu inda fiz um espresso. Ainda tem isso. Fiz um café, e subimos pra assitir o filme já deitadinhas. Resolvemos ser realistas e nem levamos a cerveja pra cima. Eu dormi depois de meia hora de filme, a Fê já tava apagada.
Hum.
E foi ótimo.
Postado por Bia.
, às 15h45 |
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Tá rolando uma preguiça
de escrever.
Até o diário já tem umas páginas em branco, isso porque eu nem deitei exausta nos últimos dias.
Quarta eu até comecei a escrever um negócio, mas o computador deu pau no meio do texto e eu deixei pra lá. Era um negócio que eu tinha pensado já fazia algum tempo, sobre como medir o grau da relação pelo nível de intimidade telefônica. Tipo assim: quando um tem o telefone da casa do outro, vocês estão íntimos. Porque a gente ultimamente dá só o número do celular, né, tipo pra conversas rápidas. "Vamos sair?" "sim" "então até lá". Agora, o telefone fixo já é pra conversas mais longas, "como foi seu dia?" e essas coisas de casal. Outro sinal é o ligar a cobrar também. Eu só ligo a cobrar pros amigos mais próximos (eu tenho um problema de estar freqüentemente sem crédito). E acho que qualquer pessoa bem educada também faria assim. Isso me lembra outra coisa: um dia eu dei meu telefone pra um sujeito que conheci. A gente nem ficou nem nada, dançou um sambinha só. E dali a pouco o cara começou a me ligar a cobrar!!!! Vocês acreditam nisso? Isso é coisa de amigo MUITO próximo. Ou de parente (próximo). Ou de namorado.
O texto estava bem mais longo que isso, e falava também de mensagens, e blablablá.
Mas como disse, tá rolando uma preguiça. Por hoje é só.
Postado por Bia.
, às 15h11 |
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aiquemedo
Furei minha própria greve e comecei a sair com um sujeito.
Tem sido gostoso estar com ele. Saco.
Não tem jeito, mais cedo ou mais tarde vou ter que arranjar um motivo pra terminar. Essas coisas são muito perigosas.
Antigamente que era bacana, eu não ficava assim morrendo de medo quando me percebia sorrindo ao pensar em alguém. Assim não vai dar.
Postado por Bia.
, às 21h52 |
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