como hoje é o último dia, eu resolvi vir aqui escrever e me despedir... eu vi que até levamos uma bronca da Bia pelo sumiço e pouca participação... eu até diria que ela tem razão... quando começou o mês eu realmente imaginei que seria diferente, que escreveria um monte de coisas, que a gente faria debates, conversas, essas coisas... mas confesso que eu não sou tão boa pra colocar meus pensamentos em palavras, sempre me confundo e parece que acabo escrevendo algo totalmente diferente do que tava pensando há tempos atrás, portanto muitas vezes eu acabo optando por deixá-los bem guardadinhos ali no cérebro mesmo... às vezes isso me soa como um pouco de preguiça também, enfim... eu nunca sou boa em terminar coisas que começo, e isso é uma característica... não é algo que eu goste ou me orgulhe, mas é assim, eu tento mudar, mas nem sempre consigo... enfim...
vamos ao assunto do título, expectativa... é algo que eu já vinha pensando há algum tempo, e que veio à tona com o exemplo desse mês aqui no blog... quando a gente faz algo, a gente cria expectativas em relação à alguma coisa ou alguém... normalmente planejamos algo e já fazemos projeções para o futuro pensando em como queremos que as coisas aconteçam, e eu não sei até que ponto isso é bom... eu fico com o pé atrás em criar expectativas em relação às coisas, mas na verdade eu as tenho, apenas não externo... isso porque a expectativa corre um grande risco de se transformar num outro sentimento e esse é bem ruim: decepção... eu sempre tento manter uma expectativa baixa em relação aos meus planos, assim eu sempre posso dizer que foi "melhor do que eu esperava"... mas ultimamente eu tenhp pensado que isso deixa o nosso pensamento pequeno, soa meio "loser" pensar assim... nos torna pessimistas e conformados... é mais ou menos como disse o João há uns dias, sobre o papo de amar ou não... e eu fico sempre tentando buscar um equilíbrio
equilíbrio... sempre achei que é a palavra mais interessante do planeta, sempre achei que é a solução pra tudo... mas agora tenho pensado que o problema é ficar tentando encontrar uma solução pra tudo, que talvez o legal seja ser assim mesmo...
tá vendo, eu começo a escrever e me perco, começo a pensar coisas que eu nem pensava antes... voltando à expectativa, o fato de a manter baixa, é uma enganação interna... daqui pra frente vou começar a tentar algo diferente, tipo, esperar algo bem grande, e querer que as pessoas me surpreendam... pode dar certo, quem sabe ??
aí isso me faz pensar em outra coisa... será que eu tenho surpreendido à expectativa dos outros em relação à mim ?? ou será que tô devendo ?? ultimamente a segunda opção me parece mais certa... é, à partir de agora vou tentar algo diferente... quem sabe uma atitude um pouco mais otimista não me traga maiores surpresas ?? não custa tentar... quem sabe o tal do "jogue coisas boas pro universo e receba coisas boas também" não dá certo ??
bom pessoas, Bia... foi um prazer dividir esse espaço com vocês durante esse mês... conforme eu disse lá em cima, não sou de ficar escrevendo, então acho que superei as minhas expectativas em certo ponto... claro que a gente sempre acha que poderia ter sido melhor, mas isso é o que nos faz continaur vivendo e buscando alguma coisa pro futuro não é mesmo ??
beijão, e a gente se encontra por aí, nos comments... rs... ou quem sabe num barzinho (acho que seria mais legal e mais proveitoso... veremos !!!)
E ninguém tá nem triste porque acabou o mês de blog aberto. Ninguém nunca mais nem escreveu. Nem a Déia e o Guilherme, que haviam escrito mais de uma vez!!! Ontem, Bia Vianna queixou-se com Andréia Liguori via Buddy Poke. Pois é, até me queixei.
E sei que essa história de escrever já perdeu a graça pra todo mundo, mas pra mim ainda não. Acho tão gostoso. Eu penso tanta besteira ao longo do dia, que é bom sentar aqui e ficar contando. São coisas sobre as quais eu geralmente não converso, por respeito à pessoa com quem estou falando. Mas ao escrever aqui, não preciso nem respeitar ninguém, quem quer lê, quem não quer não lê. Simples assim. Ninguém interrompe e se fizerem cara de tédio eu nem vejo.
Então. Hoje eu testei um novo trajeto pra faculdade. Tava ficando caro pegar ônibus e metrô todo dia, pra ir e voltar. Daí entrei no site da SP Trans e pedi um trajeto sem metrô. Acho que nunca contei aqui, mas sou uma entusiasta do transporte público e acho esse site fantástico. A respeito do transporte escreverei logo mais, mas o site é assim: você escreve o endereço de onde está e pra onde vai, e ele fala como vc chega. Vc escreve lá o dia da semana, a hora, se vc quer priorizar custo ou tempo, quantos metros está disposto a andar, e se quer um trajeto sem metrô ou trem. Daí ele responde: "ande tantos metros até a rua tal número tal e lá pegue tal ônibus." Daí ele fala quanto tempo aproximadamente você fica no ônibus, e quantos quilômetros vai andar, dá o endereço do ponto onde vc desce e fala quanto ainda tem que andar pra chegar onde você quer. Claro que se você vai pra um lugar que não conhece, é sempre bom ter a janelinha do google maps aberta pra saber como é que você faz pra ir do ponto onde desceu até lá. E o telefone também acho ótimo, o 156. Às vezes tô no ponto esperando um ônibus que não pego há três anos (a cidade é grande, pôxa, há lugares que só visito a cada três anos mesmo) e o ônibus não passa. Daí ligo lá, pergunto "Hum, tal linha ainda existe? E ela passa por aqui? Ai, não passa? Então como faço pra ir daqui até a minha casa?" e eles vão lá e explicam tudo bonitinho.
Fiu, finalmente. É a terceira vez que começo esse post. O Scott tá aqui comigo na casa da minha vó e toda vez resolve deitar-se nos meus pés, se enrosca todo nos fios e desliga o computador. Agora escrevo um pouquinho e salvo, porque é um saco ficar perdendo momentos de inspiração. Ele está enorme e estabanado, tem sete meses completos hoje (nasceu no dia do meu aniversário, que romântico!). Voltarei a ele logo mais, vou só terminar essa história do ônibus.
Então, daí hoje eu testei um novo trajeto pra faculdade. Mas o site errou comigo. (o Scott desligou o computador de novo. Tá dormindo aqui no chão, é o cantinho preferido dele. Perdi umas quatro ou cinco frases, mas pelo menos não perdi o texto todo dessa vez) Ele mandou que eu pegasse o ônibus em uma avenida que tem um corredor central, mas como o ônibus entra na direita seguinte, não passa pelo ponto que tem no corredor. Como sou muito espertinha, fui até o ponto da direita seguinte e lá peguei meu ônibus. Estava preocupada porque ia pegar a 23 de maio, um certo medo do trânsito, lá não tem corredor de ônibus. Mas, sabe, o ônibus levou mesmo o tempo que o site falou que levaria àquela hora. Eu que errei um pouquinho também. O site havia mandado que eu descesse na altura do 1300 da 23 de maio. E eu, burrinha, nem me perguntei como é que eu ia saber onde é o número 1300 daquela avenida!!! Logo que peguei a 23, já comecei a olhar pela janelinha se tinha alguma construção com numeração (como se, caso eu descobrisse em algum momento que estava no número 7000, eu seria capaz de ir calculado os outros 5700m até meu ponto). Daí achei que o Centro Cultural da Vergueiro seria um bom lugar pra eu descer, já que estava indo pra Liberdade. Pois é, mas não era ali. Tive que andar pra burro até chegar na faculdade. Ainda bem que a manhã estava bonita. Bonita, não. O dia hoje não está absolutamente fantástico?? O céu está tão azul, isso me deixa tão feliz. Pena que meus óculos escuros quebraram. Pois é, aqueles maravilhosos. Agora tenho que andar por aí com os olhos enrugadinhos.
Ontem fui ao cinema com a minha mãe, assistir a um filme de menininhas. É a única pessoa com quem tenho saído, minha mãe. Ando tão... família =P. Quinta-feira fui no quinta e breja, não podia deixar de encontrar o Leandro. E na verdade acabei encontrando um monte de gente, não só do IME como de todos os lugares (em determinado momento, disse a um a migo que ali deviam estar presentes uns 4% de todas as pessoas que conheço. Não sei como cheguei a esse número, mas é um exagero. Provavelmente, 4% das pessoas que eu conheço e mantenho contato que freqüentam a USP). Primeiro encontri o leandro na vet, e lá apareceu minha priminha. Sim, minha primINHA, que está no terceiro anos de T.O. Comentei com ele: "é, a nova geração. No trajeto até a vet, ia passando pelos lugares e me perguntando quem eu conheço que poderia estar ali. A resposta era sempre 'ninguém, já se formaram todos'.". Mas sabe o que? Eu ainda tenho muitas pessoas por ali. É que elas já são grandes e trabalham, mas depois de umas 21h começou a aparecer taaaaaanta gente... Aí eu lembrei como eu conheço gente por ali... Foi muito gostos mesmo. E eu estava até que bem, tava feliz. E modéstia a parte tava bem bonita também, as pessoas comentaram, rolou um empenho na produção. Mas atraí o público errado, a única pessoa que me xavecou aquela noite foi uma menina. =/ Continuando, fui ao cinema com a minha mãe e assistimos um filme de menininhas. De vez em quando eu assisto uns filmes que me dão uma vontade de ser magra, alta, ter cabelos compridos e unhas bem feitas.... Mas a única coisa que poderia resolver de imediato era a questão das unhas mesmo, então na saída do cinema comprei um esmalte vermelho e resolvi ficar mais fatal. (mais. Como se eu já fosse um pouco nesse meu 1,57m) Daí quando cheguei em casa e fui fazer as unhas descobri que meu alicate de cutícula tinha ficado em Belo Horizonte. Eu descobrir isso ontem significa que faz mais de um ano que não faço as unhas, já que ele não me fez falta até então. Ah, não, minto. No fim do ano passado fui com a minha mãe na manicure, num dos nossos dias de menininhas. Adoro fazer dia de menininhas com a minha mãe. A gente toma café-de-manhã num lugar gostoso (tipo o orquidário que tem aqui perto que serve café-da-manhã. Isso é bem coisa de menininha), passeia com o Scott (isso eu também faço com meninos, não vou dizer que é atividade feminina), almoça num lugar de menininhas (aqueles que servem pratos do tipo "quiche com salada"), assiste filme de menininhas (tipo comédia romântica), faz comprinhas (pra ela, porque eu não tenho recursos), e às vezes até faz as unhas, ou uma massagem. Nas vépras do natal do ano passado teve um desses, foi quando fiz as unhas. Até compramos uma cera e ao chegar em casa depilei suas canelas.
Eu tive um namorado que fazia a sobrancelha com compasso. Sabe, aquela pontinha do compasso que segura o grafite? Então. Ele podia até tirar os pelinhos que estavam no lugar errado, mas era macho demais pra ter uma pinça, hahahahaha. Daí de vez em quando ele fazia a minha sobrancelha com o compasso, era bem esquisito. Porque eu tenho uma preguiiiiiça de fazer a sobrancelha... Daí eu só desenho o contorno e ponho o namorado pra trabalhar. Ah, lembrei-me agora: o primeiro beijo que dei no meu último namorado rolou assim, ele tava ali fazendo a minha sobrancelha, aí ficamos com aqueles rostinhos pertinho e tals... Romântico, né? hahahah. É por isso que ando com as unhas mal feitas e sobrancelha parcialmente cabeluda há um ano. O alicate e o ex ficaram em Belo Horizonte.
Mas então, ia falar do Scott. Ele é tipo um cachorro grande que pensa que é pequeno. E ele é o animal mais feliz do mundo, tá sempre pulando na gente. O resultado é que tenho uma porção de cortes e arranhões nos braços e nas mãos, e hematomas pelo corpo todo (tá certo que pra me marcar não precisa de muito). Mas a maior dificuldade é quando saímos pra passear. Ponho o enforcador nele (uma corrente que aperta seu pescoço quando ele puxa), mas o sujeito nem dá bola! Sai tossindo e arfando todo esganado, mas sai puxando!!! O pior é quando vê um cachorro, ele fica querendo brincar e sai pulando atrás do bichinho. Eles, obviamente, fogem, porque logo se ligam que o Scott não sabe brincar, e esmagaria um poodle com todo seu amor (não sei o que ele tem com poodles). E daí agora que estou com a webcam fiz um vídeo, só pra vocês verem que cachorro mais enorme e bobão. Animado não estava muito, já andei bastante com ele, e ele estava mais calminho.
E no final, claro, minhas unhas vermelhas. Não é todo dia. Nem todo ano.
Fiquei devendo ali em cima também um sobre transporte público, né? Vou falar rapidinho porque já tá me dando preguiça, como disse o dia tá maravilhoso e eu quero sair logo daqui. O pessoal fica reclamando, mas eu acho o transporte público de São Paulo ótimo. Levando em conta, claro, o tamanho da cidade. Em várias avenidas com corredor, o ônibus anda muuuuito mais rápido que o carro nos horários de pico. Eu hoje indo pra um ponto diferente passei por um cruzamento mais movimento que os cruzamentos pelos quais eu geralmente passo, e eu só via gente doida dentro dos carros, estressada com o trânsito, buzinando, correndo. Rolou até uma batida em frente ao ponto, fiquei lá olhando. E vi uma coisa fenomenal. Tinha um sujeito num monza que parou quando todo mundo parou e um sujeito no carro de trás que não parou e acabou com a traseira do monza. O carro de trás eu não sei qual é, essa é uma das minhas deficiências, não conheço carro nenhum. As pessoas às vezes me dão caronas e se me perguntam eu não sei que carro elas têm. Parece até mentira. - Bia, como vc veio? - Fulano me deu carona. - E que carro ele tem? - Hum, não sei. É verde. Daí a pessoa pensa que foi indiscreta ao me perguntar uma coisa dessas, que eu disse que não sabia porque não queria que ela conferisse ao meu amigo o status do carro dele, quer fosse um carrão ou um carrinho. Porque não é possível que alguém não saiba dizer em que carro esteve! Mas então como ia dizendo. O cara do carro de trás, que tinha formato de carrão, saiu tranqüilo, falou com ele e etc e tal, e o cara do monza sacou o celular do bolso e fotografou tudo. Achei genial. Tenho um amigo que bateu o carro por culpa do outro motorista, que estava andando de atravessado na Marginal, e agora tá tendo a maior dor-de-cabeça porque vai ter que provar que a culpa não foi dele, vejam só.
Amigos, fotografem.
Como ia dizendo. O pessoal tá no carro, no trânsito, e se estressa, sabe? Porque tem que ficar ali, movendo-se um metro a cada cinco minutos... Eu se tou no ônibus e pego trânsito, abro meu livrinho e esqueço. Não posso fazer nada, o motorista me conduzirá ao meu destino. O único problema é à noite, sabe? Aqui perto de casa é meio perigoso ficar andando sozinha. Daí quando dá pego carona, e quando não dá durmo na casa de alguém, e às vezes levo o outro pedestre pra dormir em casa, pelo menos somos dois andando por aqui. Claro que me sinto meio mal por ficar dependendo dos outros, é sempre meio chato. Essa parte é bem ruim. E outra coisa ruim é ter que carregar peso. Se eu tivesse um carro, por exemplo, nunca tomaria chuvas surpresa, pois teria sempre uma sombrinha no banco de trás. Agora, vc acha que eu ando por aí carregando guarda-chuva na bolsa?? Se acho que vai chover ponho uma blusa com capuz e rezo. É um saco carregar peso. O último livro que eu li me deu dor nas costas! Ao terminar o livro que estava lendo fazia meses, minha sensação foi de alívio "não preciso mais carregar esse monte de páginas pra lá e pra cá..." A vontade que dava quando eu estava no final era de rasgar o livro e carregar só as vinte páginas restantes...
E... só. Fim da história. Vou dar mais uma voltinha com o Scott, que ele tá todo jururú deitadinho aqui no chão. Quando eu me mexo, começa a abanar o rabinho achando que vamos pra casa, mas daí ele vê que eu estava só me esticando por um cigarro e volta a deitar, frustrado. Judiação.
Bem, os convidados ainda têm até amanhã pra se despedir. Quem não quiser, que não se despeça, serão todos despejados igualmente.
Mês que vem também vou fazer uma coisa diferente:
De vez em quando, o pessoal me pede por um romance. Fico lisonjeada, claro, mas eu nunca vou escrever um romance. Porque, sabe, eu tenho uma certa dificuldade em terminar as coisas. No máximo, um livro de contos. Eu levaria um ou dois dias pra escrever um conto, e não teria mais pendências; se durante um mês eu ficasse sem vontade de escrever, não escreveria e não sentiria culpa, aquela história pelo menos já teria um fim. Ou se no dia seguinte eu acordasse com outro humor ou em outra viagem (o que acontece tipo todo dia), eu poderia escrever um conto totalmente diferente.<br>Como é que eu poderia passar meses escrevendo um só texto se a cada dia eu acordo sentindo uma coisa??? Minha autobiografia vai ser em forma de contos. Não que eu vá me tornar uma pessoa pela vida de quem os outros irão se interessar. Mas posso afirmar que já vivi algumas passagens bem interessantes que dariam ótimos contos. Algumas fazem o maior sucesso quando conto na mesa de bar. Daí vai ser assim: vou acordar com vontade de escrever sobre alguma coisa que aconteceu, daí pego e escrevo. Se bem humorada, as histórias engraçadas; se pessimista, as histórias tristes; se inspirada, os momentos de suspense (pois é, tive excelentes momentos de suspense que também fazem o maior sucesso numa noite de tempestade. Mas os ouvintes sempre sabem que saí viva). Aí depois que já tiver um monte, ponho em ordem e deixo ajeitadinho para alguém publicar depois que eu morrer. Ah, sim, depois que eu morrer, porque ficaria envergonhada de publicá-lo em vida. Eu sei que já escancaro bastantes coisas por aqui (aliás, minha vida nos últimos quatro anos está até que registrada nesse blog), mas não é 10% do que já vi e já fiz!
Então vocês já notaram que no mês que vem não publicarei contos autobiográficos. Porque, pra dizer a verdade, eu já escrevi um romance. Hoje quando analiso, acho que está mais pra conto, tem tipo umas 20 páginas só. Eu escrevi em 97, com a minha prima, a Mari. É antigo, mas bem divertidinho. Quem entra aqui com alguma freqüência vai reconhecer o meu senso de humor e a formação do meu estilo de escrita. E tem aqueles erros que só a ingenuidade proporciona, tais quais achar que colocar telefones em todas as casas da Londres do séc. XIX não tem importância (oh, yeah, baby, meu livro se passa em Londres no final do séc. XIX. Chiquérrima, a Biazinha).
Bem, acho que esse post já supriu tudo o que eu poderia criar no mês que vem. Talvez eu ainda poste alguma coisa amanhã, senão, volto em outubro com o prólogo de "O Tarado da Meia-noite", vulgo "O Tatá da Memê - por Bia Lobo e Mari Mello. Estrelando: Sherlock Holmes e Hercule Poirot. Participação especial: Judy Lamber e John Watson". Sim, era o que estava escrito na capa, hihihihihihihi. Inda juntei Conan Doyle com Agatha Christie =P
When you're feeling sad and lonely there's a service I can render. Tell the one who loves you only, I can be so warm and tender. Call me, don't be afraid you can call me, maybe it's late but just call me. Call me and I'll be around. When its seems your friends desert you, there's somebody thinking of you. I'm the one who'll never hurt you, maybe it's because I love you. Call me, don't be afraid you can call me, maybe it's late but just call me. Call me and I'll be around. Now don't forget me, `cause if you let me, I will always stay by you. You got to trust me, that's how it must be, there's so much I can do.
Nossa, tanta coisa... Ando com um choro entalado na goela desde então. Entalado não, porque se eu deixar ele até passa. Ele tá é preso. Por mim. Mas sai facinho, hora que quer. Às vezes estou andando até o ponto de ônibus, daí penso numa coisa triste e já sinto os olhos úmidos. Quinta passada saí pra jantar com uns amigos e desatei a chorar em cima da mesa. Embaraçoso. Já aviso que não é normal, o Guilherme, amigo meu há 7 anos, disse que foi a primeira vez que me viu chorar.
A coisa tá braba.
Daí fico nesse bom humor forçado, exagerado e desesperado. Ando por aí fazendo graça e rindo alto, justamente pra evitar pensar no que tem me deixado triste. Não escrevo faz tempo, porque ando entocada. Não exatamente entocada. Estive trabalhando sexta, sábado e domingo, o dia todo. Inda bem que deu tudo certo, que as pessoas com quem eu trabalhei foram ótimas, que as meninas que eu atendi saíram satisfeitas e foram ótimas também. Senão o bom humor ia sumir, eu ia chorar por uma besteira qualquer e todo mundo ia ficar sem graça. Odeio chorar na frente das pessoas. Descobri também que cabeleireiro não tem vida social. Depois de ficar dez horas em pé cortando cabelo, chegava em casa exausta. Esse sábado eu tinha um casamento e uma formatura pra ir, mas estava sem condições. Também não sei se queria encontrar alguém.
A verdade é que estou sentindo vergonha. Por isso ando com vontade de me esconder.
Eu escrevi aqui na quinta, a minha enorme lista de tarefas que é a mesma tipo desde que nasci. Estou me sentindo uma incompetente patética. Uma adolescente, que fica ocupando a cabeça com bobagens e não age de acordo com a idade. O que aconteceu na quinta à noite foi que quando reclamei que iria trabalhar no dia seguinte fui bombardeada com frases do tipo "Todos nós vamos trabalhar amanhã", "Você só vai trabalhar três dias, do que está reclamando?", "Quanto tempo faz que você não trabalha?". Eu sei que sou patética. Mas ouvir isso dos meus amigos foi um tanto quanto difícil. E depois o Guilherme ter que pagar a conta pra mim (nós já havíamos combinado isso antes de sair, seria pagamento pelos cortes de cabelo) porque eu, como a inútil que sou, obviamente não tenho dinheiro.
Então ando sem vontade de sair. Ando sem vontade de conhecer pessoas e ouvir a pergunta "onde você trabalha?", ando com vergonha de encontrar meus amigos, ando me sentindo uma bosta, ando chorando por qualquer besteira porque todas as coisas da minha vida estão no lugar errado, e a culpa disso é exclusivamente minha.
Nem me sinto muito no direito de entrar aqui e reclamar da vida. A vida sempre foi muito boa pra mim. Talvez por isso eu tenha me tornado uma adulta medíocre. Não estou reclamando da vida. Estou reclamando de mim. Porque nesse momento ao invés de estar resolvendo alguma coisa estou aqui sentada escrevendo no blog. Mas pra avisar que provavelmente vou sumir por um tempo. Do blog e das pessoas. Tenho muita coisa pra fazer antes de encontrar com alguém, pra parar de me sentir inferior.
O menino que trabalhou comigo na feira elogiou bastante a minha capacidade e o meu conhecimento. Eu estava trabalhando como cabeleireira, a pessoa sentava na cadeira, a gente conversava, eu cortava, fazia uma escova ou cachos, e ela saía satisfeita. Nem sei dizer quantas pessoas seguidas eu atendi, e não cometi um erro. E isso não é uma prova de competência, pelo contrário. É uma prova de que eu teria todas as condições de estar trabalhando, como a adulta que eu deveria ser.
Por falar em adulta, vamos amenizar um pouco esse post, pra vocês não terminarem a leitura com dozinha de mim.
Já contei aqui que eu calço 33, né? Tipo uma criança. Daí fui no dentista há um tempo, ele descobriu que eu ranjo os dentes compulsivamente e que se não tomarmos logo uma providência eu ficar só com toquinhos jajá. Então semana passada ele tirou um molde pra fazer uma placa pra eu usar quando for dormir. E ele obviamente usou a forma de criança, era o que cabia nessas minhas mandíbulas pequenas. Daí tá. Fez a forma, mostrou pro ortodontista, e sabe o que?
Eu vou usar aparelho.
Quando eu era criança, era daquelas que queria usar aparelho (vocês lembram dessa fase? Que de repente um monte de gente começou a usar aparelho e aqueles que não usavam ficavam com vontade?). Pois se eu tivesse insistido um pouco mais com a minha dentista incompetente, teria realizado meu desejo, e ainda por cima evitado todo esse desgaste que meus dentes têm e todo o desgaste que eu vou ter nos próximos dois anos.
Há duas semanas teve a beuty fair, e ao entrar tive que mostrar pro segurança o meu documento pra comprovar que tenho mais que DEZESSEIS anos. Agora com aparelho então... vou fazer uma identidade falsa, daí próxima vez que eu conhecer alguém e a pessoa me perguntar onde trabalho, posso responder: "Não estou trabalhando ainda, tenho só 16 anos, nem terminei o colegial..."
E no começo da semana passada escrevi que meio que queria um namorado, né? Andei pensando a respeito também. Eu preciso ocupar a cabeça com outras coisas no momento. Estou saindo com aquele cara ainda (pois é, nem dei uma de louca até hoje) e... é meio que o suficiente agora. Ele é um sejeito bacana, a gente se dá bem. E acho que ele é uma pessoa madura, ele não dá dor de cabeça, sabe? Uma pessoa com quem dá pra conversar, que mantem as coisas simples, e é disso que eu preciso. Não acho que teremos alguma coisa séria algum dia, somos meio diferentes em algumas coisas. Sei que tenho boas qualidades, mas não acho que sejam as que ele procura, e sei que ele também não tem tudo o que eu espero de um namorado. pela primeira vez em bastante tempo estou traqnüila no que diz respeito a minha vida romântica. Só acho que talvez suma dele um tempo também. Ele meio que tem uma vida de adulto também, e me sinto inferior nesse aspecto. Estou muito de mal de mim.
Resolvi que não vou perder mais um dia. Que todas as tardes vou correr atrás de alguma das coisas da minha lista.
E depois que a minha vida estiver toda resolvida, eu volto. Peço aos meus amigos que não me procurem durante algum tempo. Provavelmente escreverei aqui de vez em quando. Mas jantares, cinemas, barezinhos e baladas, eu não estou merecendo. (vou só abrir uma exceção pro Leandro, antes que ele volte pra L.A.)
A fase é ruim, mas os resultados devem ser positivos.
É, Bia...a semana também não foi boa prá mim não. Lendo o seu post daquele dia (que eu não tive tempo de ler até hoje, agora pouco...), eu fui pensando e emendando algumas coisas que talvez não façam sentido.
Toda vez que eu viajo eu resolvo que vou mudar alguma coisa na minha vida. E no dia em que eu volto de viagem, depois de desarrumar a mala e guardar as coisas, eu pego aquela gaveta desorganizada, aquela mesa bagunçada, aquela pilha de papel prá picar e dou um jeito. Outubro vem aí e eu fico imaginando qual vai ser a mudança de agora. Na verdade não é sempre uma mudança...é algo que eu quero começar a fazer mas preciso tomar coragem para. Como começar a beber água, por exemplo, depois de 22 anos sem fazê-lo. Ou tentar viver uma vida mais saudável. A última mudança foi um pouco assustadora e tá sendo uma experiência bem extrema. Não sei se é certo dizer "experiência". De qualquer forma, tem sido a única coisa boa na minha vida ultimamente, além dos amigos que tem me ajudado e dado força. Mas tá difícil. Eu estou doente, sobrecarregado de trabalho no estudio e sobrecarregado de trabalho em casa, e ainda por cima arranjo tempo prá postar. Essas coisas a gente não arranja, a gente cria, inventa, sei lá. Espero que você esteja melhor. Espero que essa semana seja (sempre) melhor para todos nós. O meu martírio ainda está por começar, mas ao menos essa semana vou ver médicos, fazer exames, e espero que tudo se resolva.
Eu acompanhei as olimpíadas diariamente. Amo esportes, sou uma atleta frustrada... e assisti tudo que eu pude, ficava em frente à TV desde as 22 até as 4 ou 5 da manhã... a cobertura que a mídia fez foi incrível, todos queriam ter tanta exclusividade que ficou até enjoativo... vimos mais o rosto do César Cielo do que do presidente da República (se bem que isso eu não achei ruim)
Não foi a melhor participação brasileira de todos os tempos em termos de medalhas, mas se olharmos os resultados, valeu a pena... várias finais inéditas, mulheres dominando, blábláblá whiskas sachê... enfim, esse assunto já rendeu o suficiente...
Eu quero chamar a atenção nesse post é que pouco tempo depois do término dos jogos, começaram as PARAOLÍMPIADAS... eu já não gosto dessa divisão e nem mesmo desse nome, mas isso é minha opinião... mais uma vez estou perdendo as madrugadas assistindo a todos os jogos, acomanhando tudo que posso, desde natação até "bocha" (que inclusive rendeu um ouro ao Brasil)
Aí eu me espanto, com a falta de cobertura desses jogos !! Oras, pois não são todos atletas, da mesma forma que os "não-deficientes" ?? Não estão disputando a maior competição na vida de um atleta, e essas coisas todas que fizeram questão de frisar durante o mês de agosto ?? (Isso pra não comentar da super participação brasileira com muuuuitas medalhas)
Faz-se tanto alarde a respeito de uma 'sociedade inclusiva', mas parece que ainda temos muito o que aprender.. Eu por exemplo, acho que devia ser uma olimpíada só, com separação de categorias, e pronto.. simples assim.. talvez eu seja sonhadora, talvez eu seja simplista.. mas ao menos eu tento não ser hipócrita (nem sempre eu consigo)..
Acho que pensar nesses grandes dilemas do mundo ajuda um pouco a esquecer das nossas angústias particulares..
Bom, fico por aqui.. faz tempo que eu pensava nisso e ainda não tinha comentado com ninguém, agora me sinto um pouco mais 'aliviada', rsrsrs
Ocês viram o post que escrevi terça? Felizinha da vida, né?
Ah, aliás, deixem eu comunicá-los que o pessoal que tava postando comigo esse mês faleceu. Pois é, uma pena.
Mas então, meus últimos dias: A tal da calha é uma bosta. (nem contei o que é calha. É tipo um negócinho que você apoia no ombro do sujeito pra você poder lavar seu cabelo e a água escorrer pra pia. O objetivo é esse, e iria evitar muitas situações constrangedoras pelas quais as pessoas que tingiram os cabelos lá em casa já passaram. Acontece que tipo... não funcionou. Não deu nadica de nada certo. Uma pena) A Taisa foi pintar o cabelo em casa, e na falta do lavatório acabei não fazendo exatamente como gostaria e ela acabou saindo de casa com mechas pink. Oh, yeah, baby, pink. Se alguém chegasse e me pedisse mechas pink era capaz de não dar certo. Fiquei superfrustrada. Eu tenho um sério problema: eu não sei errar. Odeio quando faço alguma coisa que não fica perfeita. Ela disse que gostou, que tá bacana, que as pessoas gostaram ontem (presente de grego esse presente que dei pra ela de aniversário), mas acho que ela disse isso por compaixão, porque fiquei realmente chateada. Estou até com medo de encontrá-la hoje e ter que jantar olhando a merda que fiz no cabelo de uma pessoa tão querida (uma TFPOTW). Pelo menos é coisa fácil de arrumar.
Gente daí ontem, não sei por que, acordei numa viagem ruim. Acordei desapontadíssima comigo. Acordei no meio daquele quarto bagunçado, no meio dessa vida bagunçada e atrasada que estou vivendo. Sei lá. Acordei com vontade de... nascer de novo. Com muita vontade de voltar a ser bebê, e começar tudo de novo, e fazer tudo certo dessa vez. Então resolvi fazer dessa uma viagem positiva, resolvi ser produtiva. Porque parece que eu tô esperando alguma coisa que não depende de mim.
Eu tenho a sensação de que vai chegar um momento da minha vida que diariamente eu vou: acordar mais cedo pra passear com o Scott antes de sair passar fio dental antes de dormir e hidratante ao sair do banho fazer três refeições fazer algum esporte fazer cocô tirar a lente de contato antes de dormir, limpar, por de novo ao acordar manter meu quarto arrumado e etc e tal. Isso diariamente. Porque além disso, eu vou fazer terapia, vou terminar minha tatuagem, vou tirar carta de motorista, vou resolver o problema do cheque que voltou em dezembro, vou manter as unhas feitas, vou tirar minha cidadania portuguesa... Nossa, é tanta coisa... E a lista é a mesma, acho que sei lá há quanto tempo!
Então resolvi que eu não quero que chegue um dia na minha vida que eu acorde pensando: "queria voltar a quando eu tinha 24 anos, pra fazer tudo certo e não chegar no ponto ao qual cheguei hoje". Mas isso não foi uma coisa tipo... me animei, pensei "uhu! É hoje o dia pelo qual estava esperando, vamos lá, Bia, resolver a sua vida!!!" foi mais um "sua inútil, você tá achando que é uma adolescente? Negócio é o seguinte, você não vai sair hoje se não resolver algumas coisas!". Então... não estava muito bem.
E logo pela manhã, minha mãe me mandou uma mensagem falando que o Scott tinha destruído duas orquídeas dela. Que lá em casa é assim: o Scott fica no quintal, onde tem o orquidário da minha mãe, que é uma coisa muito importante pra ela. Ele já está em casa desde maio (vocês acompanharam sua chegada aqui) e nunca tinha tocado numa orquídea. Não, mentira. Há uns dois meses atrás ele destruiu uma. Justo a minha, a única que eu tinha que ficava lá. Menos mal, o cachorro é meu, eu nem me chateio tanto. E esse fds eu tava na praia e minha mãe mandou uma mensagem: "volta logo que o Scott tá que tá. Pegou uma orquídea minha". Mas então. Daí ela mandou essa mensagem, e ao sair da aula, ao invés de eu ir direto pra casa da minha vó paterna (onde almoço às quartas-feiras) fazer o tal do permanente, passei em casa, passeei muito com o Scott pra ele ficar calminho e imprimi uns currículos. E liguei pra minha professora me oferecendo pra ajudá-la numa feira que vai ter sexta, sábado e domingo o dia todo, vou cortar uns cabelos e dar uma assistência. Nem sei se vou receber, é só pra me sentir menos inútil.
E daí fui pra casa da minha vó. E o permanente também... não deu muito certo. Mas eu fiquei tão, tão, tão chateada... Uma vez eu saí com um amigo e esqueci meu isqueiro sobre a mesa do bar. Cheguei em casa muito inconformada com a minha distração, demorei pra me perdoar. Então vocês imaginem como fiquei quando desenrolei os bigudins. Porque permanente é tipo... permanente. Ela até gostou, sabe, ele não fez os cachos, ficou meio.. frizado, meio ondulado, não sei explicar. Aí falei que ia fazer um corte, deixar as pontas mais irregulares, porque ela estava com um corte reto e as pontas estavam todas horrorosas, e ela: "não, espere secar pra ver como tá, daí então você vê qual corte vai ficar melhor", mas eu não podia esperar mais, eu PRECISAVA dar um jeito naquilo naquele momento, não queria deixá-la daquele jeito mais um segundo.
Então eu estava lá cortando o cabelo, já relativamente estressada, quando me liga o Leandro que mora lá em casa: "Bia, o Scott destruíu o orquidário da sua mãe." Leandro é o filho do marido da minha mãe. "Já liguei pro meu pai, ele deve estar falando com ela, e a preparando pra quando chegar. Ele está até se escondendo de mim. nem briguei com ele, porque sua mãe chegar não quero nem ver. Mas ele sabe que fez coisa errada, porque tá se escondendo". E logo depois ligou minha mãe. "A gente precisa dar um jeito nesse cachorro! Não pode passar o dia inteiro fora! Se você não tem condições de cuidar dele como deveria, vai ter que dar pra alguém que possa!! Vai pra casa AGORA limpar o quintal e replantar o que der!" E bem... eu tinha ido pra casa na hora do almoço dar uma atenção pra ele, ele estava exausto quando eu saí, realmente não entendo porque fez aquilo.
Cheguei em casa no auge do stress, vocês não imaginam, varrendo o chão, vendo aquele cachorro me olhando todo tristonho, e chorando até. Com a sensação de que estava tudo no lugar errado na minha vida...
Daí antes de dormir tirei a lente e usei fio dental ao escovar os dentes. E hoje de manhã, levantei cedo, passeei com o Scott, tomei café-da-manhã e ainda dei uma arrumadinha no cabelo (meus colegas da faculdade me enchem um pouquinho porque vou meio desarrumada pra aula).
E quando estava na faculdade, recebi uma mensagem da minha mãe: "Mais 5 orquídeas e um bonsai..." Não entendo, eu não entendo! O cachorro sempre foi tão tranqüilo, e eu brinquei com ele e passeei com ele pela manhã...
Que tristeza, meu bonsai... Faz só uma semana que havia ganho, da Nina, o presente mais fofo. Se for como as gardênias do buena Vista Social Club, acho que devo odiá-la. Foi muito ruim chegar em casa e ver o vasinho no chão virado, e a arvorezinha toda despedaçada. Não sei o que fazer com esse cachorro. Alguém tem alguma idéia???
Agora, com licença. Vou levá-lo pra passear. :/ E vou levá-lo tão longe debaixo desse sol, vou judiar tanto, que ele não vai conseguir nem levantar até eu voltar de Perdizes (aonde vou resolver o negócio do cheque).
Pois é. É só chegar um e escrever uma coisa mais séria e elaborada que todo mundo se cala, né? (ou vocês já tinham desencanado de escrever há dias e só eu não tinha notado?)
Pois bem. Eu vou continuar escrevendo as bobagens de sempre.
Hoje estou me sentindo boba. Mas assim... muito boba mesmo. Aquele estado meio "feliz da vida" que vem de repente; e quando isso acontece eu sento aqui e escrevo as bobagens mais absurdas do mundo. Infelizmente, o tempo hoje é curto: estou terminando um trabalho da faculdade, e em dez minutos a Taisa vai chegar lá em casa pra eu brincar de boneca no cabelo dela. Mentira, não vou brincar não. Coloração é uma coisa muito séria. Muito. É muito séria. A gente tem que ter... bom gosto, bom senso, técnica, e conhecimento. Porque senão a pessoa pode ficar careca. Ou feia. E também tem que ter força de vontade, pra não fazer igual da última vez, que ela chegou e a gente ficou tipo umas cinco horas só jogando Guitar Hero. Já aconteceu também de o Guilherme ir lá em casa cortar o cabelo e a gente passar a noite assistindo TV. Entenderam?
Mas então, daí como eu ia dizendo, o tempo hoje é curto e não dá pra ficar enrolando escrevendo bobagens, então vou direto ao ponto, tema que escolhi como central para o post de hoje. É, eu tive que pensar em qual seria o tema central, porque do jeito que estou hoje, ia sentar pra escrever aqui, e ia emboooora nas viagens, como já fiz anteriormente.
Acontece que amanhã não vai dar pra conectar. O dia já está todinho planejado. Pela manhã tenho aula, depois vou fazer um permanente - não em mim - (ai, que medo, nunca fiz. Mas já estudei muito a respeito. Porque, sabe, permanente é coisa muito séria), e depois vou encontrar pessoas muuuuuito queridas.
Conversando com o Christian hoje, ele disse que se eu falasse pra ele que ele é muito querido, isso não iria significar absolutamente nada, porque - segundo ele - toda vez que eu falo de alguém eu completo dizendo que a pessoa é muito querida. Ora, vamos, isso não significa que todo mundo na minha vida é muito querido! O que acontece é que eu não perco meu tempo com pessoas queridas quaisquer. Se tenho amigos MUITO queridos, é com eles que vou encontrar!!!! E, gente, sério, eu não sou uma daquelas que sai por aí dizendo que ama todo mundo, que qualquer João que aparece na frente é muito querido. Já conheci uma porrada de gente chata também. Mas dei sorte, ué, de conhecer um montão de gente especial.
Mas enfim. Daí amanhã não vou conectar. Então vou adiantar meu post de homenagem ao dia especial que é DEZ DE SETEMBRO: aniversário de TRÊS pessoas muito queridas. Não dêem ouvidos ao que o Christian falou. Esses três que nasceram em dez de setembro são tipo dos mais mais mais queridos do mundo. Quando eu conto histórias, geralmente algum deles está presente. Eu tenho aqueles amigos de quem todos os meus outros amigos já ouviram falar. Tipo o pessoal da faculdade. Eles não conhecem nenhum amigo meu de nenhum outro lugar. Mas tem nomes que eles já reconhecem, porque são nomes de pessoas importantes. E esses três... são tipo crème de la crème dos meus amigos. Estão no meu TOP FAVORITE PEOPLE OF THE WORLD. E, se vocês pensam que isso não significa nada, entendam que eles são tão queridos, mas tão queridos, que criei uma nova categoria de amigos só pra explicar (top favorite people of the world).
Vocês entendem que os amigos se dividem em categorias, né? Não são só duas, tipo "muito queridos" e "outros". Nesses tem as subcategorias. Porque, por exemplo, a minha vó não pode entrar na mesma categoria do Leandro (tive que citá-lo: receber seu telefonema me fez MUITO bem hoje. É um muito querido que agora mora em LA e que vou encontrar amanhã. No Brasil, infelizmente, porque mais legal seria se eu fosse pra lá. E não, ele não é um dos que fazem aniversário). Como ia dizendo, minha vó não pode entrar na mesma categoria do Leandro, apesar de os dois serem muito queridos, cada um tem um papel na minha vida. O namorado da Fê é bem querido, mas longe de ser um TFPOTW (essa categoria até tem uma sigla). Nada pessoal, claro, ele é tipo uma daquelas pessoas queridas mas não superpróximas. A gente tem uns assim, não tem? Que a gente adora de longe? Eu o adoro porque ele faz muito bem a minha amiga. Mas nunca o convidei para uma cerveja por exemplo, e acho que nem o faria...
Mas então, nem sei mais do que estou falando. Na verdade, eu nunca dividi meus amigos em subcategorias. Até poderia criá-las, tipo "muito queridos muito antigos", "outros que não suporto" e "outros de quem vou com a cara". E teria uma categoria pra pessoas muito queridas com quem só me relaciono em grupo. Vocês entendem isso? Com boa parte dos meus amigos eu tenho uma relação individual. Agora, tem pessoas pra quem você não liga "hey, vamos tomas uma breja?", mas sempre que você sai com determinados amigos, ela está lá. E faz parte do seu grupo há tanto tempo que vocês se consideram melhores amigos mesmo sem nunca ter tido uma única conversa significativa. E o prêmio de amigo revelação certeza que vai para o Guilherme. Quer dizer, acho que ele foi o amigo revelação de 2005 na verdade. O Guilherme, quando fizemos cursinho juntos (em 2001), a gente só brigava. Eu lembro de achá-lo tão chatinho às vezes e ele também. Nem sei exatamente porque mantive contato, mas ainda bem que o fiz porque há um tempo atrás sei lá o que aconteceu que passamos a nos dar tipo hiperbem.
Ai, merda, falei que tava boba.
O que eu queria deizer é que 10 de setembro é um dia superespecial. Que nesse dia nasceram três das pessoas mais lindas que eu já conheci (e hoje à noite uma delas vai ficar ainda mais linda).
E... é isso. Desculpem eu estar idiota. Acho que é porque hoje eu comprei uma calha. (hahahahahahahahah!!!! Gente do céu, eu comprei uma CALHA! Estou superfeliz. Vocês nem sabem o que é uma calha, né? Também não vou contar, é mais engraçado assim)
Já diziam os grandes filósofos que a vida é cheia de dificuldades e que viver é na realidade enfrentar desafios. Superar esses desafios traz recompensas boas a qualquer ser. Apenas sabendo o que é dor podemos sentir prazer.
Já os grandes poetas afirmavam que amar é difícil e muito doloroso. Entretanto, ao mesmo tempo é a coisa mais bela e prazerosa que pode-se sentir.
Assim argumento que viver nada mais é que amar. Há quem discorde e diga que o melhor caminho seja a indiferença. A indiferença, que é exatamente o oposto do amor, é também o oposto de sentir. Pergunto então: Viver sem nada sentir não seria o mesmo que não viver?
Amar trará sim muitas dores, porém se sentirmos um amor verdadeiro, essas dores serão na realidade dores de alívio. Alívio para as dores que os desafios da vida impõe a nós.
As drogas trazem alívio, um alívio imediato, mas também traz muitos prejuízos mais tarde. O amor não. O amor traz o alívio eterno. Se a cada trago um respiro deixo de dar a cada ósculo infinitos respiros sorrindo no futuro darei.
Com tudo isso eu vivo para encontrar um grande amor, assim eu encontrarei o deleite eterno, a satisfação a minha vida e a paz para minha alma.
...é que quando dá três da manhã e você acabou de ler aquele livro de terror e está impressionadíssima, não tem ninguém pra quem ligar. Eu fico ali, vendo coisa onde não tem, ouvindo barulho que não existe, precisando de alguém pra ficar comigo no celular enquanto eu vou fazer xixi. Só pra alguém ficar sabendo, caso eu morra.
E o problema em querer ter namorado... ...é ficar vendo coisa onde não tem, ficar encontrando marido em todo cara que te dá um beijo na boca. A gente releva algumas coisas que sempre considerou insuportáveis só pra ter alguém pra quem ligar às três da manhã.
Eu dou importância demais para ter alguém do outro lado da linha ouvindo meu último suspiro.
1/ Taísa, não-não-não! A idéia não foi do designer. O designer achou estranhíssimo, aliás! Mas eu avisei a Bia. Ao menos ela concordou que alinhar o texto à direita seria estranho. ufa, né?
2/ Depois de dias e semanas de estresse sem fim, hoje tirei um dia de folga. Fui almoçar com a minha mãe, e lá no shopping, sucumbindo aos apelos (encheções de saco) da minha cara-metade, resolvi entrar na loja e provar umas calças novas, porque as minhas estão folgadas demais. É o que dá começar a comer melhor e fazer exercício. Eis que eu peço pro atendente (estranhíssimo, aliás) umas calças tamanho 40, 42...saio do provador, e minha mãe diz que estão largas demais. Eu que já sou macaco velho peço pro cara umas tamanho 38, sabendo que não vão servir de maneira nenhuma. Eis que...crianças...! Eu agora sou tamanho 38!!! "E daí???!", pensam vocês. Daí que eu sou ex-gordo. Ontem levei no trabalho uma foto de quando eu tinha uns 13 prá 14 anos, e eu mesmo não me reconhecia gordo daquele jeito. Ainda não tinha passado pelo estirão obviamente, e tinha o mesmo peso que eu tenho hoje...então imaginem. E daí fiz o regime entre os 14 e 15, e desde então não fui mais gordo de verdade, mas meu tamanho oscilava sempre entre o 42 e o 44...mas eis que agora sou 38! E nisso em uma época em que reclamam que as calças e roupas são todas feitas em números menores! Vitória! Fiquei tão feliz que prá comemorar comprei logo duas calças. Agora preciso sair com a cara-metade préla ver. E preciso receber meu salário também, prá poder pagar pelas benditas (mas nem foram tão caras assim...comprei um moletom prá arrematar, hahaha).
3/ Ainda no tópico de traição, eu não sei o que eu faria. Quero dizer, eu sei. Eu faria um drama terrível, porque eu gosto das luzes no meu rosto e das câmeras filmando, mas passado esse sofrimento inútil, eu não sei o que faria. Ao mesmo tempo em que eu acho que deve ser dificílimo perdoar e voltar a confiar, eu já perdoei tanta coisa e já deixei tanta gente me decepcionar (isso vindo de uma pessoa que sempre colocava o valor dos amigos acima dos relacionamentos), que eu acho que é bem capaz de eu ceder e perdoar a pessoa mesmo. Mas espero não me ver nessa situação tão cedo.
Olá! Sim... mais um ser estranho invadindo o blog da Bia.
Eu queria dizer que achei bem legal o que o Hanson fez em comemoração aos quatro anos do blog... só podia ser uma pessoa que nasceu no mesmo dia, do mesmo mês, do mesmo ano que eu, pra fazer uma coisa assim! hehe Poréééémmm, não curti muito esse negócio das coisas apertadinhas do lado direito... achei que ficou meio difícil de ler... tudo muito espremido. Eu sei que foi idéia de um designer, mas acho que a opinião de uma arquiteta conta também, não???
Ah, queria dizer também que hoje saí com a Bia... e em homenagem às nossas conversas aí vai:
"Enough about me, let's talk about you for a minute Enough about you, let's talk about life for a while The conflicts, the craziness and the sound of pretenses Falling all around...all around "
Beijos.... prometo que da próxima vez escrevo algo mais útil
Quem tem monitor grande deve ter percebido que agora fica tudo no cantinho direito, invés da coluna dos posts ir ficando larga. Que tal?
E o Hanson fez um brincadeirinha com o desenho lá em cima. Hihihihihihi. Eu demorei pra perceber. Achei fofo.
E tem gente postando, fiquei superfeliz. Inda mais porque vou viajar amanhã (obaoba) e o blog vai passar três dias nas mãos de vocês. Tcham-tcham-tcham-tchaaaaaaaammmmm
O Guilherme foi lá em casa terça-feira e me contou essa história da Luana. Perdoar traição, e etc e tal.
Eu nunca soube de ter sido traída por nenhum namorado. Pode ser ingenuidade minha, mas até acredito que nunca tenha sido mesmo. E já traí algumas vezes. Não que me orgulhe disso, pelo contrário. Mas foi há bastante tempo atrás, e em situações muito específicas (não que isso possa justificar qualquer coisa, eu errei mesmo). Traí e não contei. É uma situação superdifícil, há pessoas que não estão preparadas para ouvir, sabe? Já tive namorados que não aceitavam que eu fosse humana, que eu errasse, que eu tivesse desejos que não eram compatíveis ao que havíamos nos proposto. Como se eu pudesse escolher meus desejos! Há uma diferença muito grande entre querer e fazer, e tinha certeza que eles jamais aceitariam o que eu fiz. E, pior, sofreriam muito com isso. Puta covardia e filhadaputice da minha parte. Já falei que não me orgulho disso, acho que hoje sou bem diferente. Não trairia. E também não sou mais capaz de esconder nada de ninguém.
Agora, se alguém chegasse pra mim e dissesse que ficou com outra pessoa.... sei lá. Primeiro eu seria bem idiota e faria um monte de perguntas, do tipo "como foi que aconteceu? Quando? Com quem? Foi bom?", e essas coisas que é sempre melhor não saber. Acho que sou superboa em perdoar, nunca guardo rancor de nada. A pessoa faz uma cagada, a gente conversa, resolve e põe um ponto final. Odeio gente que fica jogando na cara depois. Tem mais é q esquecer. Meu último namorado, de vez em quando a gente discutia e ele começava: "é, mas lembra aquela vez que você fez isso? E você também fez mais isso, isso e aquilo outro?" E ele também já havia feito mais um monte de cagada, e eu sinceramente não lembrava pra ficar citando. Odeio gente que se defende atacando. Eu respondia que pensava que essas coisas já tivessem sido resolvidas, e se não foram, que a gente sentasse e acabasse com elas naquele momento.
Agora, se o sujeito pega e fica com outra pessoa... não sei se daria conta.
Não sou muito ciumenta, acho. Acredito só na liberdade e na sinceridade. Mas eu ia ficar muito insegura. E ia ficar com medo de o cara entender o meu perdão como uma carta branca, sabe? Eu sou tão compreensiva com algumas coisas que as pessoas me fazem de boba. Daí acho que ia ficar com medo de perdoar e ele achar que por causa disso ele pode fazer de novo. Sei lá.
Muito difícil, né, avaliar. Nunca passei por isso, e com certeza dependeria da pessoa, das circunstâncias, sei lá.
Mas concordo que essa Luana é uma sujeitinha bem mais evoluída que nós mortais.
1/ Obrigado pelo Alligator. Acabei de ouvir. I won't fuck us over.
2/ Eu chamei esse post de "Traição" por causa de uma anedota. Certa vez na escola estávamos fazendo um trabalho sobre o módulo do "Inconsciente" da Bienal dos 500 anos (lembram? do módulo barroco que deu o maior barraco?) e colocamos como nome provisório "Bla Ble Blou", para nos lembrarmos de mudar depois. Não lembramos. O professor não entendeu nada, e achou que tinha sido alguma piada muito difícil de entender, ou algo assim (a gente era beeeem pretensioso...), e explicou que ele pensava diferente da gente...Que se fosse escrever um trabalho sobre água, daria esse título mesmo "Água". Com o passar dos anos, eu passei a me identificar com esse raciocínio.
3/ Outro dia estávamos conversando eu e a Luana na hora do almoço, e o papo era sobre traição. Ela disse que era algo que compreendia...que podia acontecer facilmente. Por mais que você tenha um compromisso com uma pessoa, que jure honrar e respeitar e o quê mais for, você podia se sentir tentado...estar bêbado, o que for, e cometer uma traição. E que isso não fazia de você uma pessoa ruim, nem da outra pessoa uma pessoa mais elevada ou superior. Eu achei algo bem maduro de se pensar, e fiquei pensando se ela agiria assim se fosse traída. Acontece que ela foi. E perdoou. Me contou a história toda, e eu parei prá pensar...E concluí que ela sim é uma pessoa superior. Porque prá perdoar uma traição, você precisa ser maduro e superior o suficiente para entender que isso significa que você investiu uma nova confiança na pessoa, que ela não te deve nada, que toda mágoa, ressentimento, culpa, responsabilidade foi embora, e que tudo deve continuar como sempre foi. É fantástico não? E difíci. Tanto que ela disse que se trair o namorado dela, tem certeza de que ele terminaria o relacionamento com ela. Eu disse que prá mim é muito fácil não trair, e ela disse que para ela também, mas que eu dizia isso porque estou no começo de um relacionamento agora, e porque ela namora com esse mesmo namorado desde os 13, então o nosso ponto de vista é muito diferente de alguém que está "no meio termo". Que já caiu na rotina, que tá aprendendo a lidar com as coisas chatas, que tá num momento desagradável. Ela tem uma perspectiva tão curiosa sobre o assunto todo. Eu queria compartilhar isso com vocês.
Achei mó barato essa idéia de participar do blog da bia. Como eu disse pra ela: "é uma honra ser convidado pra participar de algo que vc encara de uma forma tão especial (seu blog)". Valeu, Bia!
Bom, mas a idéia não é ficar falando da Bia neh...
Puta, mas sem um tema específico é foda sair escrevendo algo, eu sempre travo nessas horas.. uhehueuh. É que nem na época da escola, que o professor pedia um trabalho com 'tema livre'.. aí rolava aquela travação pra começar. Ou ainda, quando vc vai estacionar o carro no shopping: se tem uma só vaga é fácil, mas se um monte vc fica dando um monte de voltas naquela indecisão.. uhehuehue
(resolvi postar de uma cor diferente, pq às vezes a pessoa começa lendo achando que é a Bia e lááááá no fim vê o meu nome...
opa, peraí... idéia sem futuro também não né... eu inaugurei o mês de setembro, tudo bonitinho, estou honrando a classe dos convidados especiais...
Sobre lista e sobre fazer coisas novas: há um tempo eu também entrei nessa vibe.. de aceitar alguns convites para fazer coisas diferentes e tentar mudar um pouco.. acho que é aí que mora o primeiro erro, pois a gente já fez as coisas com um clima de "obrigação", tipo "ah, vou aceitar esse convite porque eu tinha prometido pra mim mesma fazer coisas diferentes"... e aí, acaba que vamos pra esses programas novos com uma péssima atitude... isso acaba atrapalhando né... ainda não descobri como fazer isso de outra forma, talvez parar de pensar, quando conseguir te conto...
Enfim, passei aqui pra dar um alô (meu post parece mais um comentário gigantesco). Agora preciso ir, pois tem jogo do São Paulo na TV e eu não posso perder !!
Todo mundo sabe, mas vou lembrar os distraídos que desde dezembro eu tenho que fazer algo que nunca fiz pelo menos uma vez por mês. Até que tem ido bem, não é difícil.
Eu tenho que falar "sim" quando alguém me convida pra fazer uma coisa diferente, ou pra alguma coisa à qual eu normalmente diria não.
Daí hoje levantei às 6h, cheguei na faculdade às 8h como de costume, e um amigo meu virou: "Vamos na gravação do programa do Jô hoje?" eu respondi: "Ah, hã, talvez..." bem desanimada. Aí depois lembrei que.. sabe... eu tinha que aceitar. Daí fui.
Pffff, que preguiça! Na verdade eu não me diverti. Cheguei em casa tipo agora. Agora pouco na verdade, porque além de exausta também tava morrendo de fome, daí fiz um lanchinho antes de sentar aqui. Eu não costumo nem me dar ao trabalho de assistir o programa na TV, inda fiquei lá a tarde toda (se algum de vcs assistir, vai escutar o Jõ: "e a turma de visa... visagismo, da Unicsul"). Gravamos DOIS programas. E a gente se sente meio usado. O povo manda a gente aplaudir sem nem ter acontecido nada interessante.
De vez em quando eu descubro por que eu nunca havia feito determinadas coisas. Tipo aquela vez q fui no estádio. A de agosto também foi meio... bem, vcs vão saber. Estou esperando as fotos pra por aqui quando for contar a novidade do mês passado.
Acho que estou fugindo dos meus objetivos com essa lista. O objetivo era tornar-me uma pessoa mais livre, mais aberta. Mas ao invés de livre, acabo ficando presa à lista. Mas sei que se eu desistir da lista, me acomodo e paro de experimentar coisas novas.
A meta de setembro cumpri, mas não achei suficiente. O que mais me aguarda esse mês?
é isso aí... como todos já sabem, durante esse mês invadiremos o blog...
eu ainda não sei bem sobre o que escrever aqui... aliás, eu sou bastante imaginativa mas nunca fui muito de registrar as coisas... todos os diários, caderninhos e blogs que eu comecei tiveram curta duração... mas como eu tenho 1 mês pela frente, quero fazer jus a ele, e por isso vim aqui estrear o "espaço dos convidados" !!! Acho que será divertido.. e se não for, bom, a Bia expulsa a gente e tá tudo certo...
Por enquanto é só... depois eu volto com alguma coisa mais empolgante...
Como já disse, durante o mês de setembro de 2008, um monte de gente vai ficar entrando e escrevendo o que quiser.
São eles:
G,fp é Guilherme Falcão Pelegrino, 24 anos, um designer gráfico com um segredo.
José Henrique é um matemático que se arrisca a escrever.
João Chico é alguém que pensa demais.
A Déia é sonhadora, idealista e filósofa de boteco.
Bruno K é um nerd da computação, apaixonado por cerveja.
O Luli é de lua, talvez nem apareça por aqui...
Taisa é uma arquiteta com amor à vida, sem alguém na vida para chamar de amor.
Por enquanto, só esses me mandaram a descrição. O pessoal tá tendo dificuldade pra escrever uma frase, imagine o que vem por aí.... Conforme eles forem mandando, eu acrescento.
Espero que vocês e eu e todo mundo se divirta com essa história...