Tirinha

| |
Querido diário (agora sim)Pronto, estou completamente à toa sozinha em casa. Vou contar então os acontecimentos da semana.Segunda contei, né, sapatos confortáveis e tal. Daí terça eu saí da faculdade e fui encontrar a Nina pra almoçar qdo ela saiu do trabalho. Ficamos no restaurante até umas 20h, incrível como a gente começou e não parou mais. De conversar, não de comer. A conta a gente pagou devia ser umas 15h. Mas às 18h abrimos outra pq já era hora do chopp. Aí quarta eu tinha q fazer uns cartões de visita então saí toda mulambenta p ir à gráfica. Porque assim, eu ia encontrar um sujeito à noite, então deixei p tomar banho e tals mais tarde (de vez em quando eu fico porquinha, dá licença? Tem dia que eu não saio de casa e vou dormir com o pijama com que acordei.). E esse dia eu encontrei TRÊS conhecidos. Eu andei tipo dois quarteirões até a gráfica! Tem uma história do ex noivo que eu adoro. Minha mãe disse que tinha um livro da Danuza no qual ela contava uma história mais ou menos assim: ela estava saindo de casa meio desarrumada pq ia só até a padaria e seu mordomo respondeu que mesmo pra ir até a padaria, as pessoas deveriam sair vestidas como se fossem encontrar um ex-noivo. "Ex-noivo" eu acho fantástico! Mas então, mesmo tendo conhecimento dessa história, saí de casa muito horrorosa e fui com o Scott (que tá todo lindinho dormindo aqui ao lado) até a gráfica. Já na rua de cima vi de longe um sujeito que me deu tchauzinho e eu devolvi. Essa é boa: Certa vez no quinta e breja, encontrei um cara que me dava carona quando eu fazia cursinho. Ele era amigo da minha irmã na verdade. Daí conversamos e não sei o que, e na semana seguinte eu fui passear com o Scott e o encontrei pela rua. Ele agiu como se não lembrasse quem eu era, ficou todo meio sem graça. Depois eu me lembrei: ele tem um irmão gêmeo! Na certa eu encontrei o irmão e o comprimentei com toda a intimidade de quem o havia visto na quinta-feira anterior. Ele me conhecia, (deve acontecer o tempo todo com eles, ser cumprimentado por alguém que não conhece. Daí tem q responder: "eu tenho um irmão gêmeo".) por isso fingiu lembrar. Na quarta, o primeiro que eu encontrei foi ele, que me reconheceu com o cachorro (não sei se lembrou quem eu era, mas deve ter lembrado que nos vimos algumas semanas antes) e acenou de longe. Ontem, na ECA, encontrei o gêmeo número 1 de novo e contei p ele q andava vendo seu irmão. Acho que daí ele esclarece toda a história. Mas daí fui até a gráfica, eu não tinha o cartãozinho pronto e o sujeito que o faz não estava. Fui com o Scott até a padaria comprar um cigarro (nunca é demais ter uma reservinha), e lá vi um menino da minha escola. Fingi que não vi, e espero que ele não tenha me visto. Daí voltei pra gráfica, e o sujeito q faz o cartão tinha voltado. Ele entrou na sala falando ao telefone e depois que desligou: "Há quanto tempo!" e eu: "Hã? Quem é você?" e ele: "do inglês". Eu devo ter feito uma cara de espanto... Porque assim: no primeiro semestre de 98, estudei inglês numa escolinha aqui perto, e éramos só eu e um outro menino na sala. Um menino. Pequeno, devia ter seus 13 ou 14 anos também. Eu lembrava dele, tanto que quando ele se identificou, respondi na hora: "Davi!!" (que, por coincidência, é o nome do sujeito com quem vou começar a sair daqui a pouco nas tirinhas). Se aquele menino me aparecesse, eu reconheceria. Agora, na minha frente estava um homem barbado! (tá, ele não era barbado. Mas tem uma barba que faz) Eu fiquei horrorizada! Se dez anos passaram pra ele, passaram pra mim também! Tá certo que continuo com essa carinha de 14, mas passaram-se dez anos também. Foi chocante. Bem, continuando. Como disse, ia sair com um sujeito. Mas eu agora sou assim: enquanto não está confirmado, eu não me arrumo. Porque é muito ruim estar prontinha e daí a pessoa desmarcar, e a gente ficar toda bonita em casa, só pro Scott. Então na outra vez que saímos eu esperei ele ligar até estar tudo confirmado, mas daí combinamos de nos encontrar dali uma hora e não deu tempo. Fui toda desarrumada (mas tomei banho, ok?) e isso me prejudicou: fiquei me sentindo feia e não-atraente durante a noite inteira. :( E daí umas 18h o Guilherme me ligou perguntando se eu queria sair à noite, e eu perguntei se ele se ofenderia em ficar de segunda opção. Porque daí sim, eu poderia me arrumar com capricho e se o sujeito não pudesse sair, eu sairia com o Guilherme, não seria um desperdício total. E foi o q aconteceu, o pobrezinho disse q só sairia do trabalho depois das 22h e saí com o Guilherme. Ao me ver ele: "Óh, mas você está tão bonitinha..." "Não era pra você, na verdade. Você é tipo meu prêmio de consolação." Daí fomos, fizemos umas coisas, e às 21h30 sentamos p jantar e ele, com dozinha de eu estar tão bonita, disse q me levaria até a casa do menino (maior volta p ele) depois da janta. E daí o menino não pôde, pelo visto cabou ficando no trabalho até às 3h. Mas é um motivo tão justo, né? Teve um cara com quem eu saí durante um tempo q eu ficava prontinha e ele: "ai, não estou muito bem hoje, estou meio deprê. Acho q prefiro ficar sozinho." Isso dava alguma raiva. E na verdade eu preciso sair agora, não poderei contar do meu ontem estranhíssimo. Minha mãe chegou do bar meio bêbada e agora está chorando porque eu não saio do computador, e ela quer usar, e o meu tec-tec-tec a está estressando. É um saco, ela vai alimentando um stress e depois desconta tudo em mim. Daí eu, que há cinco minutos estava aqui toda feliz e bem humorada vou dormir puta da vida. De repente inda consigo falar c alguém p dar uma saída. Foi aniversário do Bruno esses dias (um dos Brunos q comenta no blog) e ele vai comemorar hoje e eu ia com a Nina dar uma passadinha rápida, mas ela desapareceu. E também descobrir hoje q o trampo q eu faria amanhã foi adiado p domingo da semana q vem. Entãoa té estou livre essa noite. Livre e com vontade de passear. Aiai. Querido diárioGente, esses últimos dias foram tão cheios de coisas...E agora que eu quebrei meu ritmo de escrever todos os dia (porque eu tava escrevendo TODO DIA) dá vontade de sentar aqui e contar tudo. Porque eu me acostumei com essa "NÃO ACREDITO QUE ACONTECEU ISSO! Preciso contar no blog!" (louca). E eu parei de fazer diário :( Esse ano eu resolvi que ia fazer diário. Tipo toda noite antes de dormir escrever uma paginazinha contando o que aconteceu no meu dia. Muito louco isso, todos os dias do meu ano registrados. Mas o diário está completíssimo até setembro só, daí depois eu parei. É fácil voltar, né, é só eu não me sentir na obrigação de atualizar tudo o que está faltando, deixar um buraco de três meses e seguir em frente. Vou fazer isso HOJE. Mas contar pra vocês tudo o que me aconteceu essa semana não vai dar. Combinei de ir almoçar com a minha vó hoje e acordei às 14h. Tenho que sair correndo. Devo trabalhar amanhã, vai ser divertido. E domingo vai ter um churrasco do pessoal da minha sala, vai ser bom também. Aliás, estou procurando uma companhia. Eu falo tanto pros meus amigos de como é o pessoal da minha sala, que gostaria que algum fosse pra ver. Mas esqueci de convidar qualquer pessoa. Alguém? Bem, bom fim-de-semana pra vocês, se der tempo eu entro pra por a tirinha do dia. Té! TirinhaTirinha
Bia. Todas elas.Ou qualquer uma.Encontrei uma coisa que estava procurando fazia muuuito tempo. Ela tava bem aqui já, e eu sabia. Mas tava meio escondida. No meio de um monte de minhoca que tava na minha cabeça. Elas meio que afofam a terra, né, mas eu já tava ficando fértil demais. Daí agora parei de alimentar e morreram quase todas. E daí o que eu procurava finalmente apareceu. E então eu posso ser qualquer Bia. E ando muito satisfeita com todas elas. TirinhaTirinha
Ontem não teve porque não tive tempo de chegar perto de um computador o dia todo. Inda bem. Sapatos confortáveis! Sapatos confortáveis!Ai, gente, escolhi uma profissão que meio que cansa.... Sabe, a gente fica em pé o dia inteiro concentrado ali. E eu não sei disfarçar. Nunca. Eu sou uma pessoa que treme e gagueja quando está nervosa, que fica vermelha quando com vergonha, que fica sorrindo boba quando feliz. E quando eu estou cansada, não sei exatamente o que muda (eu olho no espelho e pareço igual) mas todo mundo olha pra minha cara e vê que estou cansada. Eu entro no ônibus e as pessoas levantam pra eu sentar. Sério. Elas olham pra minha cara e ficam com pena, "senta aqui, senta aqui". Na minha vida tem uma ocasião na qual eu minto bem. Assim, deslavadamente. Quando estou em baladas. Mas é esse, o único momento. Só pra tornar essas conversas que têm tanto potencial pra serem esquecidas em momentos que valham a pena. TirinhaTirinha
Maaaais um sobre o ScottAh, até que tenho me controlado, vai... Não falo mais dele o tempo todo. Assim, não no blog. Porque ao vivo eu falo sim dele bastante. É só a pessoa demonstrar qualquer interesse, que lá estou eu mostrando o videozinho de péssima qualidade que tem no meu celular (que fiz em maio, quando ele era um bebê, pra levar pro Juca e poder ver quando desse saudades - vocês sabem como é, quando a paixão é nova é difícil passar três dias longe) e contando sobre como ele é fofo.Mas aqui no blog até que fazia um pouco de tempo. Uns vinte dias pelo menos (desde aquele com o desenhinho dele esperando eu acordar). É que esses dias têm sido gostosos, e ele tem sido meu companheiro. Um amigo meu chamou p ir pra USP esses dias, e levar o Scott. Pronto, óbvio que eu vou. Uma maneira fácil de me levar aonde quiser é incluir o Scott no rolê. Meu ponto fraco. Não é todo mundo que se sujeita a carregar essa fábrica de baba e pêlos no seu carro, e o Scott adora sair do quarteirão. Não que eu não fosse se o Scott não estivesse incluído. A idéia era boa, o dia estava bonito e o Everton é uma ótima companhia. Mas se qualquer pessoa disser "Vamos com o Scott para..." Vamos. Nem precisa terminar. Tenho um amigo que o nosso programa é levar o Scott pra dar uma volta na pracinha. Quando ele precisa conversar, liga: "Vamos levar o Scott pra dar uma volta na pracinha?" Não recuso, nunca. Vários dos meus amigos também já me acompanharam com ele pelo quarteirão. Chegam em casa: "Tá pronta? Vamos?" "Só um pouquinho, eu ainda não levei o Scott pra passear hoje, quer ir com a gente?" Já contei do mundo novo que apareceu pra mim quando comecei a levá-lo pra passear pelo bairro, né? Todos os vizinhos que conheci e etc e tals. Mas então, daí sexta levamos um isopor de brejas (ou, ok, era uma bolsa térmica na verdade), sentamos ali na praça do relógio e largamos o Scott correndo feliz da vida. Quando estávamos lá pela segunda latinha já achamos que o cachorro estava acabado, ele havia corrido taaaaaaanto ao chegar lá. Mas continuou correndo durante todas as doze. Ele estava cansado, sedento, acabado, mas não queria deixar de aproveitar um segundo. E no começo ele ficava pertinho. E ia expandindo o raio da área ocupada conforme ia se familiarizando. Me ignorou a tarde inteira (claro, a mim ele vê todo dia) mas sempre dava uma passadinha pra ver se estava tudo bem e mostrar que ainda lembrava que eu estava por ali. Mas quando eu levantava e saía andando (tipo até o carro ou o banheiro), ele ia atrás. E eu fiz uma plaquinha pra ele com o nomezinho dele e o número do meu celular, pra caso ele suma por aí. Mas também só ponho quando vou com ele a algum lugar onde ele fique sem a guia. Porque no dia que eu fiz a plaquinha, cheguei em casa toda felizinha, coloquei nele, e no dia seguinte, cadê? Encontrei pelo chão do quintal algum tempo depois, então já descobri que não posso deixar o tempo todo. Bem, voltando. Estava ali sentadinha tomando uma brejinha quando ligam a cobrar no meu cel de um número desconhecido. "Oi, estou com um cachorrinho aqui, onde você está?" "Na praça do relógio perto da ECA, e vc?" "No EAD, na rua da Caixa econômica." "Segura o cão que tou indo praí." E eu sei lá onde fica o EAD! A caixa econômica fica ali nos bancos, então fui até a ECA perguntando onde era o tal lugar, e algum tempo depois descobri que ficava a uns 30m de onde eu estava. Tipo bem pertinho mesmo, mas tinha uma paredinha na frente, por isso não vi o Scott lá. Aí quando cheguei ele estava presinho, amarradinho num corrimão, e ficou todo feliz ao me ver. Daí chegou um sujeito: "Eu cheguei aqui e ele estava com uma carinha toda triste sentadinho aqui olhando pra escada. Daí perguntei pro segurança, e ele disse que é cachorro daqui, mas eu fiquei preocupado, tem muita gente que vem aqui e larga o cachorro, mas daí eu vi a plaquinha e resolvi ligar" "Ou, obrigada. Eu estou aqui do lado na verdade, ele estava brincando, provavelmente iria voltar. Mas obrigada, viu?". Daí o sujeito fez um carinho no Scott, brincou com ele "Ai, agora sua dona tá aqui, tá feliz, né?" e o segurança soltou o cachorrinho, ele veio me acompanhando todo felizinho da vida e saltitante. Não é porque é meu não, mas o Scott é MUITO carismático. Tudo o que eu tenho de antipática ele tem de simpático e amigável (mãe coruja). Sério: todo mundo gosta dele. Na USP aquele dia, ele fez taaaantos amigos. Seres humanos só, com cachorros ele não se dá muito bem. É porque ele não sabe brincar. Fica todo feliz, pula nos outros, corre e etc e tal, mas a cachorrada parece não gostar muito não. Ele não sabe que é grande, já contei essa, né? Ele pensa que é um poodle. Às vezes eu tô aqui no computador e ele vem e senta no meu colo. Assim, como se fosse um gatinho, sabe? Já caí taaantas vezes dessa cadeira... Daí ele vê os cachorrinhos e vai atrás querendo brincar. Teve duas interações mais longas: Primeiro foi uma mulher que chegou conversar com a gente com uma poodlezinha minúscula, a Flor. O Scott tava longe essa hora, e eu falei: "Deixa só meu cachorro ver, ele é louco por poodle. Eu seguro quando ele vier se você quiser". Daí a mulher disse que tinha vontade de levar a cadelinha dela no Jóquei. E, nossa, deveria. A bichinha deu uma canseira no Scott... Ela corria muuuuuuito rápido! E o Scott ia atrás louco, mas não alcançava de jeito nenhum, era uma cena bem.. interessante. Porque a Flor era muito pequenininha. Ficaram uns quinze minutos na brincadeira até a dona da Flor ir embora. Daí quando estava começando a anoitecer chegou umamulher com um outro cachorro cuja raça desconheço. O Everton sabia qual era, mas eu não me lembro. O Scott tava lá pro bosque, e foi lá que a mulher passou. Eu com minha miopia (cega ao anoitecer) fiquei tentando descobrir se ele estava ou não incomodando. Fui me aproximando e vi que o cachoro da mulher tava achando meio ruim o Scott ali em cima, pulando, latindo e eo cheirando em lugares impróprios. Daí perguntei: "Cê quer que o leve pra lá e o segure enquanto vc passa?" E ela: "Não, não, o Fulano tá muito mimado. Tem que se acostumar com outros cachorros. Ele ficou me ignorando o dia todo e agora que o seu chegou, vem se esconder atrás de mim! Pode deixar, o Fulano tem que aprender a brincar com outros cachorros" Aí eu falei: "É, mas o Scott não sabe brincar, ele vai muito agitado, os cachorros geralmente não gostam muito dele mesmo..." "Não, não, ele é uma gracinha, pode deixar". Daí voltei pro meu lugar. A mulher inda ficou mais uns vinte minutos lá tentando fazer com que os dois cachorros brincassem, mas o dela só rosnava às investidas do Scott. Tá. Meu cachorro é meio chato. Mas ganhou altos carinhos enquanto passeava pela praça. Ele chegava felizinho perto da pessoa abanando o rabinho e dali a pouco quando eu olhava já estava deitadão no chão de barriga pra cima ganhando um cafuné. É MUITO dado. Mas a Laís me contou que uma vez chegou um sujeito estranho perto dela mandando que ela lhe desse um cigarro, e o Scott começou a rosnar e latir com os pelinhos da nuca levantados pronto pra atacar. Essa é uma que eu gostaria de saber, pelo visto ele defenderia sim, numa situação em que isso fosse necessário. Teve uma hora, quando já era noite, que meu amigo começou: "Cadê o Scott? Acho que ele foi longe agora. Ele foi seguindo aquele menino que passou" "Não, não, ele deve estar aqui perto em algum lugar que não estamos vendo" e comecei a chamar (quando eu chamo ele vem, tá?) e nada... Daí meu amigo o viu lááááááááá longe entrando na avenida. Pegou o carro e foi atrás; um tempo depois voltou com o bichinho no carro. Se o Everton não tivesse visto, acho q ele não ia saber voltar, magina que tristeza... Fiu! Mas foi meio que o único trabalho maior que ele deu. Daí ontem pela manhã fui com ele e a Laís comer pastel na feira. Parece que ela tem esse programa de sábado com ele, os dois vão à feira comer pastel (ela divide o pastel com ele. Eu fico meio assim, dar fritura pro cachorro não parece uma coisa muito boa. Eu nem sabia dessa. Além da ração, dou só frutas e verduras. Mas não falei nada, sabe? Não queria ser tipo a dona chata controladora. Deixa, né, eles se divertem tanto...). E daí ontem fui com eles, comemos um pastel e ficamos na calçada da padaria tomando uma cervejinha, só até o Scott começar a ficar muito inquieto, daí voltamos pra casa. E ontem à noite fiquei em casa vendo filminho com ele. Ele sentou no sofá comigo, mas não agüentou ver inteiro. Na metade ele já se jogou no chão e apagou ali aos meus pés. Ele é muito companhiero, sou louca com esse cachorro. Lindo demais... Agora vou, porque ele já veio aqui me chamar com seu brinquedinho na boca. E eu preciso comprar cigarro, acho que ele me acompanha até a padaria. TirinhaTirinha
TirinhaTirinha
TirinhaTirinha
A Bela e a FeraQuando eu era criança, meu desenho preferido era A Bela e a Fera. A Bela era minha heroína preferida, eu queria ser como ela. Talvez porque tenha sido a primeira princesa (tá, ela não era princesa) a ter uma personalidade. Nos outros desenhos, as mulheres eram sempre vítimas da situação, e o príncipe é que as resgatava. Já nesse, é a mocinha que salva o mocinho. (cabei de perceber isso. Será que é daí que veio a tendência que eu tinha na adolescência de sempre namorar aqueles caras bonzinhos e sensíveis que precisavam ser salvos? Isso sem falar no Júlio, alguém lembra essa história??)Mas é, ela foi a primeira, não foi? Depois disso rolou uma Mulan, uma Pocahontas e tals, e nos desenhos seguintes as mulheres eram todas menos passivas. Já faz alguns anos que não acompanho os desenhos da Disney, mas não tem mais princesas, né? Acho que nem têm mais seres humanos. E a Bela também inda por cima rejeitava o bonitão da cidade (talvez daí venha aquele meu preconceito sobre o qual falei em... foi julho?) Meu homem perfeito da imaginação ainda tem muito do Fera, mas hoje não procuro mais um cara que precise ser salvo (porque essas coisas cansam um pouco). A semelhança agora é física: o cara tem que ser feio e peludo. Mentira. O que ficou é que até hoje eu acho que a proporção ideal entre um homem e uma mulher é a proporção que existe entre a Bela e a Fera:
Acho a coisa mais sexy quando estou dançando com um cara e ele com uma só mão segura minha cintura toda, igual essa fotinha (claro que eu tenho que estar bem magrinha, o que não é sempre. E também não fica iguaaaaaalzinho à foto, porque o cara teria q que ter uma mão realmente gigante pra cobrir as costas todas. Mas que dá pra segurar a cintura com os dois fatores - eu estar magra e ele ser grande - combinados, dá). Tudo bem que eu vou salvar o cara com o meu amor, mas nada impede que eu o salve sendo bem pequena e ele tendo uma distância de 60cm entre os ombros, oras... Eu prefiro um cara gordinho e grandão a um magrinho e pequeno. Tinha um cara pequeno com quem eu ficava ao lado de quem me sentia enorme! Eu não cabia perfeitamente dentro dos braços dele, ficava me sentindo grande e gorda, a proporção estava errada. Mas é claro que influenciada pela meinha heroína preferida da infância, não acho que isso seja a coisa mais importante. Vocês sabem, né, o que importa é o que a pessoa é por dentro e etc e tal. E por falar em Fera, esse aparelho tem atrapalhado a minha vida sexual. Ou, sim, porque de uns tempos pra cá (lembram que eu disse que a greve tinha acabado? Pois então, agora quando eu vejo um cara que me ionteressa - e muito mais caras têm me interessado desde que resolvi me abrir mais - eu até dou uma paqueradinha. E se algum cara quer ficar comigo, eu não o dispenso direto, vejam só. Agora eu me questiono se quero ou não ficar com ele. E não pára por aí: se eu percebo que estou com vontade, eu fico. E isso nem tem me deixado louca, acho que essa greve fez muito bem pra mim: tenho me sentido como uma pessoa normal deve se sentir, sem muitas neuras nem nada. Quando eu saio com um cara, eu nem fico mais questionando o histórico de doenças na família! Nem estou mais esperando o príncipe encantado nem nada, maior evolução. Ainda tenho aquela de pensar em parar de sair com qualquer cara que mostre um defeitinho pequeno, mas agora tenho tentado me convencer de que todos nós temos defeitinhos e que é melhor esperar um pouquinho) eu tenho uma vida sexual. Que não é composta só de sexo, né, quando digo vida sexual isso inclui qualquer ficada e romancesinho. Digamos então vida afetiva. Esse aparelho tem atrapalhado a minha vida afetiva. Não de forma prática, como vocês leitores de mentes poluídas devem ter imaginado. Mas se eu quero formar casais tipo A Bela e a Fera, também tenho que fazer minha parte, sendo pequena e magrinha e meiga e, claro, sendo bela. Mas agora quando eu estou com um cara, e sorrio, e ele olha pra minha boca, eu logo penso "ou, droga, aparelho horroroso". Eu estou sim mais feia, não dá pra negar isso. Não estou horrorosa, a auto-estima ainda tá até que mais ou menos com relação à aparência. Só que sinto-me muito melhor sem esse arame passando pelos dentes. Então é essa, de vez em quando estou ali com um sujeito achando que somos a Bela e a Fera e de repente me vem a sensação de que somos a Fera e a Fera. :/ Parei de escrever um momento, não sabia como continuar e resolvi dar um tempo pra voltar depois, daí comecei a olhar uns desenhos antigos e acabei de ver um que fiz em 01 de julho de 99, um casal enrolado na toalha. Ela de lado abraçando seu ombro e ele de frente todo grandão com a mão na sua cintura. Não preciso nem falar a proporção entre a mão dele e a cintura dela. TirinhaTirinha Essa eu acho que ficou bem ruim. Só pus porque tem a Taisa, e achei q o desenho dela ficou fofo. Já fiz outras tirinhas, com outras pessoas que existem na minha vida real. Aguarde, talvez você apareça. (tô mei besta)
as coisas que acontecemEntão.Daí hoje fui lá no lugar. Aqui pertinho, depois conto do prédio. É um lugar onde já trabalhei que vai dar um gancho pra uma história boa (vocês acham que minha vida é monótona só porque escrevo todos os dias. Vocês nem imaginam as coisas mais doidas que já me aconteceram, tá?) Então, apareceu esse trampo chato que eu contei ontem (olha, leitor, ou vc entra todo dia ou vai lendo de baixo pra cima, não vou contar tudo de novo). Estava bem na dúvida. Ontem à noite encontrei o Guilherme, expus a questão, e se por um lado tem esse negócio de que talvez eu não aprenda nada e fique perdendo meu tempo fazendo trabalho chato, por outro seria bom camelar um pouco. O pinião dele. Na faculdade também conversei com alguns, e ouvi uns "você vai poder pagar aquele curso de maquiagem", "nossa, vai receber muito mais que uma assistente em um salão", mas também uns "mas se vc disse que no momento você tá mais interessada em aprender do q em ganhar dinheiro" e "não, mas vc vai ter uns outros trabalhos muito mais bacanas esse fim de ano" e tals. Daí fui, cheguei na agência e tinha umas meninas que se conheciam preenchendo uma ficha "ai, o que vc pôs aqui? e etc e tal", daí chegou uma mulher muito simpática pra conversar com a gente. Cada menina falou de si, muito simpáticas e sorridentes e falantes, e eu falei de mim, muito calma, muito baixinha, quero dizer, baixinho, e um pouco vermelha. A moça perguntou sobre experiência com público, em atender pessoas e tals. Eu contei das minhas, tenho algumas (já falei que me aconteceram coisas muito doidas nessa vida), mas isso não significa que eu as faça bem. E uma menina perguntou: "Ah, a gente vai ter que ficar abordando o pessoal, chamando pra ver a prancha e tals?" "Ou, sim, isso mesmo". Ou, não, isso não. Não queeeeero trabalhar com promoçããããããããoooooo...... Daí tá, a moça falou p eu e mais duas ficarmos e mandou todo mundo embora. "Posso contar com vocês então, a partir de sexta-feira, até o dia 3 de janeiro?" Ai, gente, que difíceis essas coisas corridas que a gente tem que decidir assim de repente. Daí de lá a gente já foi pro treinamento e tals, pra começar sexta lá no Anhembi. Sentamos pra uma reunião com as meninas promoters (essas não eram cabeleireiras, eram promoters de outros stands em outros lugares, mas da mesma prancha) o pessoal ficou lá resolvendo coisas, e eu ainda em dúvida "aimeudeus, eu acho que eu não quero, mas talvez eu deva, tenho que decidir o quanto antes pra não atrapalhar a moça..". Liguei pra Nina. Porque assim, eu sabia que ia ser um negócio chato. Mas às vezes eu acho que seria uma boa experiência trabalhar diariamente como um ser humano normal invés de ficar nesse vidão, pegando só uns trabalhos bacanas alguns fins-de-semana... Dizem que o trabalho enobrece o homem, né, será que eu gostaria de ser um homem nobre invés de uma mulher feliz? :P É até bom chegar em casa cansada depois de um dia de trabalho. Achei que a Nina era a melhor pessoa pra quem ligar. A Nina trabalha desde que nasceu, acho que faltam mais uns 3 ou 4 anos p ela se aposentar. Ela ia me dar um ponto de vista bom. E, resumindo a história, ela disse que também achava q eu não devia pegar. A opinião dela nessa situação acho que tem um peso importante. Porque ela é uma pessoa que não gosta de gente passiva e preguiçosa. Ela ter dito "não trabalha" me deixou bem aliviada e mais segura da minha decisão (porque na verdade eu já tinha meio decidido também). E foi isso. Voltei na sala, avisei a mulher, pedi desculpas e fui-me embora. Mas, né, o prédio. Quando eu tinha uns 16 anos, lá em 2000 D.C., eu achava que poderia aproveitar esse meu gosto por escrever pra ser jornalista. (eu tive várias fases, né) Depois de um tempo notei que se eu precisaaaaasse escrever, não seria capaz. Só escrevo assim: falando bobagem e quando dá na telha. Mas daí naquele tempo, eu trabalhava numa revista do IPA, o Instituto Paulista de Adolescência. Era um encarte da revista Pais e Teens, chamava-se Revisteen, e era feita por uns dez adolescentes. Era um trabalho bem gostoso. A gente se reunia naquele prédio toda sexta, definia quais seriam as matérias, quem escreveria o quê, daí cada um saía pra fazer a sua pesquisa, a sua entrevista e tals e escrevia sua matéria. Era bem gostoso. (lembrei disso agora e dei um google aqui pra ver se achava a revista, se achava alguma matéria escrita por mim, mas o site não existe mais. E vocês já vão saber por quê - tchantchantchantchãn) E o cara que coordenava, o diretor, era um sujeito russo que eu sempre achei que tinha alguma coisa esquisita. Eu não sabia explicar o quê. Chamava-se Eugênio Chipkevitch. Lembram-se dele? Hahahahahahah Trabalhei lá até metade de 2001, parei p fazer cursinho (aquele ano prestei economia. Nessa eu viajei mesmo, magina fazer economia?) e no começo de 2002 as denúncias começaram a aparecer. Agora já não adianta nada eu falar que sabia que alguma coisa não estava certa naquele cara. Mas tenho prestado muito mais atenção à minha intuição quanto a pervertidos em geral. (conheço um ou outro, viu?) Tá bem, essa nem foi uma boa história. Mas é ao menos interessante, uma coisa pra contar, assim, na mesa de bar, quando o assunto pedofilia vem à tona. TirinhaTirinha
fim de ano é tão cheio de coisasE ter um monte de coisas pra fazer dá uma disposição...Hoje tive mais duas provas e tal. Depois fui com o Clayton ao cinema, assistimos Vicky Christina Barcelona, bem bacana. Mas chegarei aí logo mais. Então. Fim de ano é todo cheio de coisas, e têm aparecido uns trabalhos, alguns interessantes, alguns chatos, alguns bem remunerados, alguns mal, mas todos de poucos dias. E eu tô pegando tudo o que aparece pela frente. "Ai, Bia, me ajuda no salão esse fds?" Claaaaaro. "No fim do ano vou estar cheia, o que acha?" Óóóóóótimo. "Uma amiga vai fazer um desfile de sapatos, vamos maquiar as modelos?" Siiiiiiim. E por aí. Daí hoje ligou um amigo. "Ligaram aqui no salão, precisam de alguém pro Super Casas Bahia, te indiquei." Oh, ok, precisam de um cabeleireiro no supercasasbahia, normal. Aí a mulher ligou. Vai ser tipo um mês inteiro (eu já ficaria livre no comecinho de janeiro. Viagem de reveillon nem pensar se eu quiser negociar a folga p viajar no Natal - o hotel já está pago e tudo o mais - mas depois ainda teria o resto do mês livrinho, e poderia ir pra Visconde de Mauá com a mamãe e a Jujú como planejado e ansiosamente aguardado), recebo até que mais ou menos (daria pra finalmente terminar a tatuagem!!!), mas o trabalho seria muito chatinho. É uma prancha (chapinha :P) que estão lançando, então o trabalho seria ficar pranchando o cabelo do pessoal sete horas por dia. Hoje eu falei pra minha amiga que a ajudaria no salão dela no fim do ano, estou meio em dúvida. Acho q vai ser mais divertido trabalhar no salão dela, mas não está nada confirmado, e eu provavelmente receberia menos. Amanhã vou lá conversar, pra ver se eles me querem e se eu os quero. Mas acho que grandes chances de eles não me quererem. Tem um monte de gente que não entende o que vou dizer, mas eu já me acostumei um pouco: Eu não tenho o perfil. Há alguns anos, trabalhei um pouquinho com promoção. Aquela mocinha que fica em algum lugar falando sobre alguma coisa, sabe? Ela não está vendendo, está promovendo. E eles preferem alguém que fale errado mas tenha aquele "quê". Eu não sei explicar o que é o "quê", mas eu não o tenho. E cabeleireiros geralmente têm o "quê". Ultimamente falei algumas vezes sobre como é fácil conversar com a Nina e tals. Não é só com ela, hoje percebo que talvez tenha dado sorte de ter conhecido muitas pessoas que... combinam. Não quero soar arrogante. Já disse também que é mais difícil conversar com as pessoas da minha sala. Os interesses são muito diferentes. Então eu meio que aprendi a manter as conversas simples, não aprofundar muito porque as pessoas acabam não entendendo. É isso, (fico com medo de soar arrogante). Não estou dizendo que tenho que manter o nível mais baixo, mas que somos meio diferentes. O Clayton por exemplo é um sujeito com quem me identifico um pouco mais lá na sala. E daí hoje a gente saiu, e almoçou, e foi ao cinema e tals, e daí eu vou ficando mais à vontade e sendo mais eu, e a conversa vai ficando mais difícil de rolar, as referências diferentes acabam por aparecer. Mas daí também tem a questão do: será q a relação com os amigos mais antigos é fácil porque vivemos em meios parecidos, ou porque com o passar do tempo nos acostumamos uns com os outros e daí agora a gente se entende bem? Por um lado, não me lembro de nunca ter tido muita dificuldade pra conversar com eles, mas por outro, as coisas eram bem mais simples quando a gente era mais jovem. Ultimamente tenho conhecido bastantes pessoas bacanas, possíveis futuros amigos. Daí farei o teste. Eu ia falar que tenho sentido facilidade pra conversar com eles, mas q isso geralmente ocorre embriagada, e que bêbada não conta. Mas tem sim pessoas com quem mesmo bêbada fica difícil conversar. Semestre passado teve um churrasco com um pessoal da sala, e mesmo depois de toda sociável cheia de bebidas, eu ainda me sentia meio deslocada. Não desconfortável. Deslocada só, tipo "esse não é meu lugar, mas tá tudo bem por aqui." Então é essa. Profissão certa pra pessoa errada. Mudar de profissão não vou, já disse que essa é a certa. E daí... mudar eu? Tenho tentado. Vai ser uma mudança só de por fora, ver se consigo aparentar o "quê". Às vezes eu gostaria de viver bêbada, me preocupa eu ter uma tendência ao alcoolismo. Uma dosesinha toda manhã e minha vida seria muito mais fácil, eu teria muito mais amigos, os problemas seriam muito menores, e eu até conseguiria simular um "quê". Isso me renderia mais trabalhos, mas qual seria a qualidade dos trabalhos que executaria??? Ainda estou considerando essa opção. E... isso. Agora vou-me. Amanhã volto pra contar como foi lá com a mulher do supercasasbahia. :P Ia viajar no feriado, acho q contei, ia ser divertido. Pra praia, com 4 meninas e um cachorro (o Scott, of course). Mas daí hoje a Nina ligou e não vamos, fiquei meio desapontada, mas acho que também vai ser bom ficar. Ando tão bem humorada que qualquer lugar tá bom. (o bom humor tá tão forte que tem até resistido ao mal tempo. Já faz uns DEZ DIAS que não fico triste - ôh, uau, dez dias. Mas é que esses dez dias demoraram um mês pra passar, então tem sido bastante tempo bem humorada sim) Té. TirinhaTirinha
Essa tecnologia desaponta.Nos faz de escravos e nos deixa na mão.Hoje tinha três provas pela manhã. TRÊS. E para nenhuma das quais eu tinha estudado. Porque, bem, é assim que eu faço, não adianta me forçar. Ontem à noite fui pra minha vó ficar na internet estudando tanto quanto necessário. Ontem à noite só, não iria adiantar ir antes. Podem fazer essas suas caras de desaprovação aí. Mas é que eu sei o q funciona por aqui. E fim da história. :P Mas aí, sabe, o Speedy lá não estava funcionando. Eu até escrevi um post no bloco de notas pra publicar, mas acordava durante a noite de tempos em tempos pra ver, e nada da internet! Até passei lá hoje depois do dentista p estudar pras provas de amanhã (ah, essa semana tá complicada...) e nada! E mais cedo eu estava toda feliz animadinha cheia de um milhão de coisas engraçadinhas pra escrever, mas não tinha a internet ali na hora e agora já era. Vão ficar só com isso aqui mesmo. TirinhaTirinha
TirinhaTirinha
"O sol está tão lindo, brilhando lá no céu......e viva o meu amigo, que é doce como o mel", (música de Lola Summer, http://www.charlieandlola.com/ - meu desenho animado mais preferido do mundo todo!)Sempre que o dia está assim eu fico com essa musiquinha na cabeça. E o dia hoje está maravilhoso, enche o coração. Esse sol, e esse céu tããããão azul. Eu estou leve. Ontem um amigo meu disse que precisava conversar, fomos tomar um chopp por aqui por perto antes de eu ir à tal festinha. Eu fico toda feliz quando alguém me procura porque precisa conversar. Adoro ser essa pessoa! Como o Catatau na quinta-feira. Tinha acontecido uma coisa, e ele tava todo feliz com uma história, e disse que pensava muito em mim e queria me encontrar logo pra me contar. Fico toda envaidecida. Tenho muitos amigos que me procuram pra contar as boas, ou desabafar as ruins. Porque sabem que são pessoas de quem gosto muito, que eu vou escutar, e me envolver, e ajudar no que puder e que estou sempre torcendo pra que tudo dê certo. Acho bom. Esse amigo q encontrei ontem, o Abílio, é um sujeito com quem tive um caso de amor fulminante que durou três meses, há uns sete anos atrás. Aí depois acabou e agora a gente se relaciona muito bem. Eu tenho essa, contei que minha nova sina é ser amiguinha. Ontem encontrei um outro cara com quem fiquei creio que durante um mês mais no começo do ano, e não o havia visto mais. Fiquei toda feliz e toda derretida, querendo saber dele, se está bem, se está feliz, se as coisas que ele queria na época aconteceram, se os problemas q ele tinha se resolveram... Sei lá, eu sinto o maior carinho pelos caras com quem já estive. Porque desenvolveu-se uma intimidade, uma cumplicidade, um afeto que pra mim não somem. Há mais ou menos um mês encontrei pela primeira vez um cara com quem fiquei há mais de ano. Ele tava com outra menina, uma menina que eu conheço, de quem eu gosto, e com quem ele já estava mais ou menos enrolado quando a gente saiu. Quando ele foi passar por mim, eu dei aquele sorrisão toda feliz por o estar encontrando depois de tanto tempo, e ele tava meio sem graça, mal olhou na minha cara e só deu aquele levantar de sobrancelhas (sabe, aquele que diz: "e aí?", mas não quer nem resposta). Foi meio frustrante. Eu acho que com o Abílio, o fato de eu ter estado com ele, mesmo que há um tempão e por pouco tempo, faz toda a diferença na nossa relação. Eu sinto que o conheço muito bem, quando ele vem contar de meninas e tals, eu sei exatamente como ele é e como se sente, é engraçado, é gostoso. Aí tava lá no chopp e a Nina me ligou perguntando se a gente poderia passar na minha casa pra maquiá-la antes de ir pra festinha. Maquiei e fomos, foi bem bacana. O Abílio foi também, mas acho que ficou meio deslocado, eu não sabia o que fazer. É sempre bom conversar com ele, mas eu estava afim de ficar por aí, interagindo com as pessoas. É um grupo de amigos da Nina na verdade, que eu conheço mais ou menos. Mas aí ontem depois dos choppinhos, eu estava bem, à vontade, independente... Me diverti bastante. Hoje teria um curso de culinária indiana aqui perto que com certeza ia ser muito gostoso. Tava bem afim de ir, mas começava às 9h, e essa hora eu inda tava dormindo lá longe. Perdi. Mas tudo bem. Também ganhei. =) E agora com licença, vou aproveitar o sol tão lindo brilhando lá no céu. 7013É o número que meu contador indica nesse momento.Não é muito, escrevo aqui há 1519 dias, o que dá uma média de 4,6 visitas por dia (ouh, uau, até que é bastante). Mas no começo do ano, esse contador marcava por volta de 3000. Então, no dia 19 de fevereiro de 2008, escrevi um post aqui comentando sobre como achava que o blog tava chato, feio e bobo. Daí o Guilherme fez esse layout todo bonitinho pra mim, e uma conversa com um amigo me inspirou a me soltar mais e escrever toda e qualquer bobagem que desse vontade, sem me preocupar com quem poderia ler e com o que poderia pensar. Tanto que tem uns textos aqui dos quais me envergonho profundamente, mas aí estão. Fizeram sentido pra mim na hora e aqui ficaram. E pelo visto, o pessoal tá gostando. Nem sei direito quem é esse pessoal, sei de alguns que comentam com o nome verdadeiro e alguns outros que comentam pessoalmente, na rua. (não que eu seja reconhecida na rua, ainda não é isso) Mas olha, é um pouco surpreendente saber que o pessoal tá se interessando pela minha vida. Ou, sim, porque esse é daqueles blogs tipo diário, no qual fico só falando de mim como se fosse superinteressante. De vez em quando, ainda falo de alguma pira. Minha. E segundo o google analytics várias pessoas entram quase que diariamente pra saber o que ando escrevendo. E algumas entram diariamente. Então vou continuar assim. Escrevendo sobre coisas que não parecem nada interessantes, mas que pelo visto interessam. E continuar aqui toda vaidosa com as minhas visitas e meu contador crescente. :P Alguns diálogos de ontem:A Nina, umas 23h:- O que você vai fazer no feriado? - Descobri hoje que dia 20 é feriado!!! - E...? - E não deu tempo ainda de planejar nada! - Vou viajar com as meninas, vamos??? - Não sei, pra onde? - Ai, a gente ainda não sabe, precisa arranjar um lugar! - Hum... Vcs querem ir pra casa de praia do meu vô, é isso? - Meninas! Meninas! A Bia ofereceu a casa de praia! Minha mãe, às 7h: (nos encontramos na rua. Eu andando até o ponto de ônibus e ela voltando de carro da academia) - Você sempre anda pela rua rindo? - Eu não sei, eu estava rindo agora? Então ando. - Não pode ficar distraída, menina! - Eu não estava distraída, eu te vi agora. Nem sei no que estava pensando. Mas até hoje nunca fui atropelada nem nada, então não precisa se preocupar. - Que felicidade, hein? - Na. É o meu normal pela manhã. E alguns outros. O dia ontem foi longo e cheio de diálogos interessantes. Fui tomar uma cervejinha na USP e aproveitei pra agendar vários diálogos. Acabei ficando na faculdade até umas 15h30 terminando um permanente (minha aula caba às 11h30), daí fui pra casa correndo porque havia combinado de encontrar o Catatau umas 17h, mas só consegui chegar lá às 18h. Ele queria me encontrar pra contar umas coisas que tinham acontecido (boas novidades esse menino tinha). Daí às 19h encontrei o Lama conforme combinado. O Hanson também apareceu por esse horário pra tomar UMA cerveja e foi embora (a conversa com o Hanson foi normal). Enquanto estava sentada com o Lama, a Tainá, uma menina de 13 anos que cata latinhas no quinta e breja, sentou ali pra conversar com a gente durante uma meia hora e ficou contando dela. Outra conversa interessante. E algumas outras pessoas apareceram também. A partir de um certo horário, as lembranças começam a ficar confusas então não sei mais dizer. Encontrei as pessoas do IME de sempre, mas fiz diferente e não passei a noite com elas. Depois que o Lama foi embora, peguei minha mochilinha e saí por aí independente pronta pra conversar com quem quer que encontrasse. As quintas-feiras têm isso, eu posso ir até lá sem combinar com ninguém que sempre tem umas pessoas inesperadas pra encontrar. Às 22h30 encontrei a Nina, q ia me dar carona de volta pra casa, e estava pronta pra ir embora, mas ela quis ficar um tempo, o que foi bom. Paramos no Burdog na volta pra casa e ficamos lá tendo minha última conversa do dia. Foi uma das melhores. Já comentei isso aqui, é tão fácil conversar com ela. Ontem me chamaram pra um open house e eu disse que ia. Mas estava embriagada e sociável, e quando acordei hoje e lembrei disso me deu uma preguiça... vamos ver. O dia hoje vai ser curto, acabei de acordar. TirinhaTirinha
TirinhaTirinha
Eu sei, essa não tá muito boa. Mas são diárias, o q vcs esperavam??? TirinhaTirinha
Every day is a comic day.Quero dizer, every day is comics day.Sinto muito, mas é a única coisa que dá pra garantir. Todo dia agora uma tirinha, enquanto eu conseguir produzir. E os posts, bem, o meu normal de sempre. Nos últimos dias deu preguiça, normal. E também não os tenho passado mais na casa dos avós, onde tinha um montão de tempo livre (ou seja, tédio) em frente ao computador. Agora que não preciso mais cuidar deles todo o tempo, eu posso.... eu faço... hã... Bem, eu posso fazer outras coisas. E com licença, então, que tenho um montão de coisas pra fazer! Hunf! TirinhaTirinha
eu teclado ão tá fucioadoQue pea eu tou tão ispirada!!!Já faz uma semana...esquisito.Escrevi antes de ontem e parece que faz um tempão. Os últimos dias foram muito longos, com essa história de ir pra Brasília e tals. Ontem também passei o dia todo trabalhando, cheguei em casa pronta pra dormir, mas não podia deixar de encontrar a Kuka q está em SP, então ela e a Nina vieram aqui em casa, tomar uma brejinha e por o assunto em dia. Por isso o dia pareceu tão longo, já era pra ele ter terminado às dez quando cheguei em casa. Como se tivesse durado um dia e meio. Estou superbem. Minha mamãe logo mais deve chegar do Rio, e a casa já está mais ou menos em ordem esperando por ela, a cozinha nem cheira mais a batida de côco. E o dia hoje estava lindo, já falei diversas vezes da influência que isso tem sobre mim. Ontem a Kuka dormiu uma hora depois de chegar em casa, mas foi uma delícia conversar com a Nina. Eu passo tanto tempo com pessoas que não têm nada a ver que até esqueço o quanto é fácil ficar com gente parecida. Ficamos horas ali, batendo papo, conversando sobre coisas que interessam, chegando juntas a conclusões, ou discordando, enfim. É tão fácil. Na minha faculdade as pessoas são bem diferentes de mim, e eu me acostumo a conviver com elas diariamente, gosto muito de boa parte deles, mas as conversas nunca são muuuito satisfatórias, os assuntos nunca interessam demais. Quer dizer, exceto os assuntos da área, é o que a gente tem em comum. Aprendo muito com vários colegas. Uma vez, há um tempão atrás, comentei com a Nina sobre como a gente se sente atraída pelo cara de tênis, e nunca olha praquele que passa de calça social e camisa. "Eu fico pensando que eles já são adultos, esqueço que eu também sou". E ela disse que não olha provavelmente porque não se considera par pra eles. Quando a gente imagina uma menina praquele cara, ela não se parece nem um pouco com a Nina ou comigo. E então percebi uma coisa muito gostosa de se notar. Sabe, de vez em quando eu conheço um cara que acho interessante e me vem aquele pensamento meio bobo "eu não acho que um cara bacana assim gostaria de mim". Mas acontece que é o contrário. Só um cara bacana assim gostaria de mim. Não que o cara seja melhor e por isso gostaria de mim. Mas que se ele faz meu tipo, nós devemos ter afinidades, e as pessoas se agrupam assim. O fato de não ter dado certo com caras nada a ver com quem saí nos últimos tempos não significa que eu seja incompetente. Só que eu não tenho mesmo nada a oferecer que possa interessá-los. Mas acho q eu interesso a pessoas mais interessantes. É um bom pensamento. Otimista. Um bom consolo. Hoje eu tenho q fazer um trabalho sobre gestão de pessoas pra entregar amanhã. Maior chatice. Não toquei nesse trabalho até hoje sem a menor culpa, eu já sabia que seria feito na última hora possível. Então não programei nada para esta noite, pois está nos planos passá-la esbaforida fazendo trabalho às pressas. E agora já passa das 21h, é melhor eu começar. "Em brasila" ou "fantasias parte II"Tou aqui. Ontem passeei, fui tomar um choppinho com o Henrão, meu primo. Foi gostoso. Aquele dia tava falando aqui das fantasias, de incorporar e externar os estados de espírito. Daí ontem lembrei de outra: a gente às vezes também traz pra dentro a visão que as pessoas têm a nosso respeito. Mas não gosto do papel que tenho no grupo familiar. Não sei explicar exatamente o que é. Minha família me conhece há muito tempo, e presenciou vários acontecimentos da minha vida, mas de longe. (falando de parte dos tios e primos) Ontem com o Henrique estava normal, eu estava tranqüila, aí depois que os amigos dele foram embora, começamos com aquelas conversas de bêbados. Teve uma vez há um tempão que um amigo me contou de uma pesquisa que sempre cito. Nós não somos apenas o que acreditamos ser. E isso é tão difícil. Quando esqueço qual o meu papel, fico tranqüila, leve, relaciono-me bem com todos eles. Uma vez, no natal de 2004, estava sentada com alguns dos parentes, daí fui acender um cigaro e eles começaram a me vaiar. De brincadeira e tals. Lembrei-os de como els me vaiavam também quando parei de comer carne, e hoje boa parte deles é vegetariana, mas eles não me ouviam e não paravam, foi me dando um aperto, e tcham!, comecei a chorar. Fui pro jardim e fiquei sentada num banquinho chorando durante horas. Gente do céu, que horror!!! No meu dia a dia, eu não sou uma pessoa que chora, inda mais por bobagem. Esquisito. Não sei se vocês conhecem aquela toria dos papéis, de psicologia social, mas ela fala disso. Acabei de explicar pra vocês a teoria dos papéis falando, como sempre, da minha experiência :P Ontem estava muito feliz e tranqüila. Vocês têm isso????? De ponta-cabeçaGente, que coisa, estou sentindo o contrário do que sentia há uma ou duas semanas atrás.Muda tudo, né, que coisa louca essa cabeça da gente. Primeiro de tudo: declaro o fim da greve. Não oficializei o fim ainda não, continuo sem ficar com ninguém há um tempão. Mas acho que dois meses é meu limite mesmo. Nem lembro a última vez que passei tanto tempo fechada assim, mas sei que agora toda noite eu conheço um cara mais legal que outro e tenho aquelas ficadas supergostosas de dar friozinho na barriga. Daí eu acordo. Mas sério, toda noite, desde sexta! Eu acho que isso significa alguma coisa. Estou com vontade de ficar com as pessoas, ué! Isso não quer dizer que vá sair com qualquer um que me apareça na frente. Mas não vou mais recusar direto, vou começar a considerar. Se eu me envolver, depois é só desenvolver! Um amigo meu muito desatualizado me perguntou ontem: "e o cara de Minas?" "Terminamos no fim do ano passado" "Ah, é? E arranjou um paulista?" "Ha!" ele ficou meio surpreso "pôxa, mas você é tão bonita.." "Mas eu sou tão bobona." "Não parece." E hoje, um amigo gay: "Você tem algum amigo gay pra me apresentar?""Hum, talvez, vou procurar. E vc tem algum hétero pra mim?" ele e a mulher q tava com a gente se surpreenderam: "O q? Você precisa?" "Gente do céu, faz tanto tempo..." "Nossa, Bia, você? Não parece". Não parece, sabe por quê? Porque eu sou uma menina suuuperlegal, tranqüila, bonita, divertida e interessante. Isso mesmo. Hoje eu resolvi que sou interessante. E desencanada também. E muito segura, a partir de hoje. CANSEI de ficar por aí bobona encalhada e reclamona. O José acha que eu devo fazer igual a Betty fez semana passada (não falei que passamos o domingo vendo TV?). Quem viu, viu. Ainda vou pensar nesse caso, porque vai contra meus princípios. Mas são princípios novos, de repente eu até podia voltar a pensar mais em mim do que nos outros, eu era mais feliz nesse tempo. Então é essa. Estou de volta, disponível e aberta a receber aqueles tais créditos que o universo tá me devendo (de tanto azar no jogo e azar no amor). Amanhã ponho uns cupons no Ikesaki. (olha lá, hein, universo? Se não vai me arranjar um cara bacana, pelo menos um carrinho eu estou merecendo!) E aquele negócio daqueles créditos diversão/trabalho em semanas alternadas já deu a maior bagunça, perdi as contas! Não sei se vocês lembram, semana passada era a do trabalho, mas nada apareceu e eu fui no samba. E daí essa semana apareceu, sábado trabalho. Eu tava indo na USP em quintas alternadas também p tomar uma cerveja, mas como semana passada era a de trabalhar, não fui (mas fui tomar cerveja em outro lugar). E daí nessa, que era a semana de ir, vou viajar. Não dá mesmo pra querer inventar regras!!! Tô nem aí também, danço conforme a música. Olha só que viagem maluca. Vou pra Brasília amanhã. E volto sexta, porque trabalho é sempre prioridade agora. (Desculpem. Não resisto a esse negócio de querer inventar regras pra mim!) Um bate e volta assim, Brasília é aqui do lado mesmo... Não, é que vou levar os avós. Eles têm um certo receio de viajar sozinhos. Devem passar uma semana na casa dos meus tios, vai ser bom pra mim, não ter que me preocupar com eles durante esse tempo. E já arrumamos outra moça pra cuidar deles. Quando eles voltarem, já terão outra pessoa aqui pra dormir (faz tanto tempo que não durmo na minha caminha, com meu travesseiro especial em cima e meu cachorro especial em baixo...) Minha vó fica supernervosa quando vai viajar, tadinha... É muito difícil andar sozinha com os dois: porque meu vô anda bem devagarzinho, então dou o braço pra ele, e minha vó sai correndo desesperada na frente querendo resolver tudo! Quando a gente chega no aeroporto, eu sei pra onde devemos ir, quanto tempo temos, o que vamos fazer, do que vamos precisar. Mas enquanto vou locomovendo-me lentamente carregando o velhinho, ela já mobilizou metade dos funcionários do aeroporto desesperada! E aí eu fico gritando atrás: "Vó! Espera! Vó! Não é aí! Vó! Fica calma, deixa que eu resolvo!" sem resultado, claro. Passo um nervosinho. De vez em quando eles viajam sozinhos. E daí é assim: a pessoa que vai levar faz o check in com eles, pede uma cadeira de rodas pro meu vô não ficar lesmando, pede a algum funcionário pra que cuide deles (conduzir minha vó, levar a cadeira do vô), e acompanha os três até a sala de embarque. E na outra cidade, um outro parente vai buscar, espera no desembarque que saia o funcionário acompanhando a vó e empurrando a cadeira do vô. Outro dia fui buscá-los no aeroporto, e quando cheguei, cadê os velhinhos? Fiquei uns vinte minutos ali desesperada esperando, a mulher falou que o vôo tinha chegado dez minutos mais cedo (incomum, né?) até que o segurança lembrou de ter visto dois velhinhos descendo pra pegar o táxi. E nós tínhamos combinado que eu ia buscar!!! Ai, dá nervoso só de lembrar! Teve outra vez também que fui buscar e o vôo tinha chagado fazia um tempão mas os dois não saíam nunca. Fiquei ali olhando pela portinha da sala de embarque até que vi minha vozinha sozinha pegando a malinha dela solitária na esteira. Nossa, fiquei louca! "Alguém tinha que estar acompanhando os dois, deixe-me entrar pra ir ajudá-los, blablabla´", aquele desespero, coisa que não é nada comum da minha pessoa controlada. Daí o cara obviamente não podia me deixar entrar no desembarque, pedi que ele avisasse algum funcionário, que alguém fosse ver se eles estavam bem e etc e tal. Quando saíram, eu entendi. O funcionário da companhia demorou um pouco porque todas as cadeiras de rodas estavam sendo utilizadas. Daí quando eles desembarcaram e minha vó viu a mala rodando sozinha ali na esteira, correu na frente pra pegar, com medo de que alguém a tirasse de lá, aflita. Entenderam como fica minha vó em viagens? Ela não confia, precisa ter o controle, fazer, resolver. É MUITO ansiosa. E é assim com tudo, fica ansiosa com muita facilidade. O contrário do meu vô, que é o maior teimoso do mundo, uma mula empacada. Por isso é tão desgastante e difícil assim cuidar deles. E ao mesmo tempo, não poderia de jeito nenhum deixá-los sozinhos ou tratá-los mal. Eu os amo demais da conta, e imagino o quanto deve ser difícil envelhecer e ter todo mundo querendo resolver tudo pra você. Acho que o problema é o mesmo com os dois. Meu vô às vezes teima e empaca porque quer ser ouvido. A gente decide as coisas sem ele e ele começa: "não vou!" Ainda tem chance de amanhã nós estarmos de malas prontas e ele resolver que não vai. Acontece com frequência. Daí eu tenho que ficar tentando convencê-lo, o que, com sorte, leva meia hora. Meia hora mais tarde que a gente chega no aeroporto, o que deixa a vó desesperada. Mas, bem, estou preparada! E feliz que toda essa situação foi resolvida. A partir da semana q vem, vou poder deixá-los sozinha sem ficar me preocupando com a segurança deles, vai ter alguém aqui pra olhar, cuidar, ver o que comem, dar os remédios... fiuuu... O post nem era sobre isso, mas de uma forma ou de outra sempre acabo entrando nesse assunto. É o que mais tem ocupado minha mente e tirado meu sono. Por enquanto. só porque estou muito generosa...... vou pôr algumas das fotos que arranjei, pra completar o texto de ontem.A pedidos:
Mas olhando as fotos agora, nem ficou tão mau. Falta de costume mesmo. Na minha área as coisas tendem a ser assim: exageradas.
Igualzinho o desenho de ontem, né? :P Um pouco mais testuda só, com esse cabelo todo pra cima aumentando ainda mais o que já é grande. Chamo a atenção para Joyce, ao meu lado esquerdo. O cabelo dela ficou fofo, tava parecendo um mangá. E para a Rose, noiva zombie. E um close, vai, só para vocês entenderem porque me senti outra pessoa:
Nem tava tão forte, nem parecendo uma drag, agora vejo. Mas vcs viram que incorporei, né? Fantasiashoje minha manhã foi muito surpreendente.Saí de casa com um look "desisti-da-vida". Estilo "minha-casa-pegou-fogo-e-só-sobrou-o-pijama" ou "acabei-de-ter-trigêmios-passo-a-noite-acordada-amamentando-e-não-tenho-tempo-para-cuidar-da-aparência". Daí cheguei na faculdade com aquela cara cansada, aqueles cabelos malucos, aquela calça de moleton, aquela bolsa de pano, aquele casaco de lã da minha mãe que me chega quase nos joelhos. O Roberto chegou pra mim e disse: "você não tá com cara inspirada. Sente aí e seja minha modelo." Era aula de penteados e eu pensei que pior do que estava não ficaria. O que eu não sabia é que a proposta da aula hoje era "passarela". O objetivo era fazer uns pentados muito extravagantes,e maquiagem, e a professora tinha até levado umas roupas malucas. E passarela virou halloween. Daí o sujeito me levou pra cadeira de maquiagem e começou colocando uns cílios postiços azuis, com strass na base. Aí me deu um certo medinho. E de repente ele estava me passando umas sombras azuis, e todo mundo passando e fazendo cara de surpreso. Quando eu cheguei no espelho, geeeeente do céu... Era outra pessoa. Só isso. Tava um estilo meio drag queen, mas vou dizer que eu não tava feia. Uma vez fui ser modelo pra um curso de um sujeito muito grosseirão que apareceu no guiness por fazer mil penteados de noiva em dez segundos ou algo do tipo. E ele ia fazer uns penteados de inspiração oriental, então vesti um kimono, e me fizeram uma maquiagem que deu vontade de chorar. Tinha um que de gueixa, lábios bem vermelhos, e olhos bem contornados com aquela pontinha puxada pra cima, mas... afe! Esse dia eu me senti uma drag. E hoje não. Daí ele me fez um cabelo meio Amy Winehouse, mas me colocou um aplique louro claro comprido caindo por baixo... Não sei nem explicar o que era olhar no espelho e ver aquela. Então a Niara foi me ajudar com o figurino, e só havia um vestido tamanho miniatura que me servia. Era preto, bem brega, justinho, aberto nas costas, com mangas compridas e regaço transparentes. Mas justíssimo! Ele era um daqueles tecidos superelásticos, mas com trinta centímetros de diâmetro, então ajustava-se perfeitamente às minhas... curvas. Daí falei pra ela que ficava um pouco constrangida e arranjamos um negócio dourado, meio saia, meio calça, que se a She-ha visse iria cobiçar, certeza. Daí resolvi entrar no clima. Foi muito esquisito, aquela no espelho não era eu. Um grande problema é eu não ter máquina fotográfica. Então ilustrei:
(eu estava de papete, o que estragou um pouco) Achei que se eu ficasse fazendo cara de Bia e agisse como Bia, as pessoas iam lembrar quem é que estava ali em baixo daquela fantasia toda, daí resolvi incorporar a "modelo-da-abertura-do-fantástico-do-começo-dos-anos-noventa". (ah, gente, fantasia eu incorporo! Vocês lembram as fotos da festa à qual fui de Audrey Hepburn?) Tinha muita gente com máquina, daí talvez eu ponha alguma aqui algum dia caso tenha acesso. Então o pessoal resolveu ir até a faculdade tomar um café na lanchonete, pra fazer uma baguncinha. (estávamos no centro técnico, q fica a uns 500m da faculdade) Uai. Fui, né? E lá fui eu, subindo a rua desfilando por aí com a minha saia esvoaçante (na qual todo mundo pisava, porque a Liberdade é um pouco movimentada). Mas quem me conhece via uma risadinha irônica no brilhinho dos meus olhos ultra-maquiados. E quem não conhece desejou que eu crescesse uns 15 cm pra que me increvessem no Brazil's Next Top Model (sim, eles aceitam gente velha. Nesse programa eles nem ligam pra realidade do mundo fashion no qual as modelos têm 13 ou 14 anos) Hahahahahhahaha Depois voltei pro centro técnico pra me desmontar, e pedi pro Roberto dar um jeitinho nos meus cabelos porque não estava mais no clima "mãe-solteira-que-faz-mamadeira-e-trabalha-como-empacotadeira-nas-casas-bahia". Pedi pra ele cachear o cabelo todo e tals, e de repente, não mais que de repente, minha roupa-pijama transformou-se num figurino tão sexy que eu estava (agora sim) com vergonha de andar pela rua! Estava com uma calça de moleton larga que ficava caindo, uma camiseta que eu cortei, sem sutiã... se estou com cara de poucos amigos, fica mesmo parecendo que eu estou andando por aí de pijama só. Mas quando bem-humorada, a blusa cortada revela (ela não mostra, ela re-ve-la) meus ombros e parte da tatuagem, e a calça caída realça os ossinhos da bacia (yeah, baby, eu emagreci e agora tenho ossinhos aparecendo)... Fiquei me sentindo tão esquisita que tava um puta calor e mesmo assim vesti o casacão de lã (mostarda) pra me esconder. Como estou muito ilustrativa, tirei com a webcam uma fotinha da minha roupa de poucos amigos. Ela agora, como eu disse, está até charmosa, caída assim e tals (a parte do ossinho eu não fotografei pq é meio indecente mesmo):
Não sei explicar. Sei que hoje quando fui separar minha roupa (porque ainda estou dormindo na minha vó... aiai), tomei o cuidado de separar uma mais discreta, preta, que combina com vários estados de espírito. O toque pessoal fica por conta da minha pose mesmo. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Tinha terminado o post aí. Tinha até publicado já, quem acessar o blog nesse momento em que escrevo vai achar que parou aí. Mas ainda não estou com sono, e estou com vontade de falar sobre as roupas, e as fantasias, e os estados de espírito e tudo o mais. Eu sou uma pessoa que varia muito o seu vestir. Meu estado de humor influencia na aparência e vice-versa. Às vezes quando estou me sentindo meio deprê, eu tomo aquele banho, faço uma escova caprichada, faço as unhas, a sobrancelha, e pronto, estou nova! E às vezes estou bem humorada, e algum amigo quer sair, e eu mando logo: "ah, então escolhe um lugar onde eu possa usar maquiagem e salto alto!" Quarta passada, por exemplo, eu estava me sentindo tão... velho oeste. (uai, vocês sentem isso também, não? Agora à noite eu estava me sentindo meio anos sessenta, então já separei uma faixinha de bolinhas para externar isso caso o sentimento se prolongue até a manhã) Daí fiz um rabo baixo e dele caindo umas franjas onduladas divididas ao meio na altura do queixo. Pus uma bota marrom de salto, uma saia azul rodada na altura dos joelhos... e uma camiseta branca, pra não exagerar. Daí enquanto eu andava até a estação de trem, começou a chover. Foi a glória! Meu guarda-chuva é azul-claro, e com rendinhas! Saí por aí feliz da vida com minha sombrinha rendada cantando "rain drops keep falling on my head", crente que tinha acabado de sair da máquina do tempo! Eu tenho figurino pra todos os estados de espíritos. E eu tenho acessórios esperando o complemento. Eu tenho uns óculos escuros maravilhosos, que ficariam lindos com um batom vermelho, uma encharpe no cabelo e um conversível! (quando contei isso, um amigo pensou em Telma e Louise, mas eu me referia mais ao Hitchcock.) De vez em quando eu faço uma chapinha, uma maquiagem, ponho uns brincões, uma blusa de alcinha, uma calça de cintura baixa e saio por aí toda toda com os cabelos voando ao vento... E de vez em quando, faço uns cachinhos, ponho uma blusinha cor-de-rosa com um casaquinho de lãzinha branca... e daí eu ando bem devagarzinho e pisco mais que o meu normal. Mas essas são as excessões. O estado de espírito mais normal mesmo é aquele da calça jeans, um tênis colorido, um rabo-de-cavalo e uma camisetinha. Blé, bem sem graça. Mas sair fantasiada todo o dia ninguém agüenta. Tô achando que o Scott cresceu.As pessoas hoje fugiam e gritavam quando me viam passear com ele pela rua.Hahahahahahaha No começo eu não entendia por quê, achava que fosse o meu cabelo (se vcs vissem iam gritar também). O cachorro é tão bobão. Às vezes eu o deixo dormir no meu quarto, daí ele dorme no colchão em baixo da minha cama. E de poucos meses pra cá ele não tem mais conseguido entrar. Ele põe a cabecinha e as patinhas da frente entre o colchão e a cama e daí eu escuto as patinhas de trás escorregando no chão, ele tentando se empurrar pra dentro. Daí quando ele consegue, vai levantando o estrado e me jogando pra cima. Assim como ele, eu pensava que a minha cama tivesse encolhido ou algo do tipo. Scott quando dorme no meu quarto é a coisa mais fofa. Entra todo feliz, fica cheirando tudo. Daí vem ver se eu quero brincar. Às vezes eu faço um carinho e tal e ele apóia as patinhas da frente em cima da cama e fica em pezinho brincando comigo. Às vezes eu finjo que estou dormindo, pra não estimular. Daí ele dá uma cheiradinha na minha cara, e vai deitar-se, resignado e fofo, esperando eu acordar. Daí de manhã eu sempre o ouço acordar. Porque ele começa a andar pelo quarto cheirando tudo de novo (bem alto). Daí vem até a minha cama, olha se eu estou acordada, me cheira um pouco, vê que estou dormindo, dá mais uma voltinha pelo quarto até se entediar e fica sentado em frente à minha cama, com a cara apoiada no meu colchão, me olhando esperando eu acordar. Tipo esse desenho-rascunho-torto que acabei de fazer no paint sem o menor capricho só pra que vcs possam visualizar que fofo:
Sábado eu o trouxa aqui na vó. Tá muito difícil cuidar dos velhinhos e dele também. Como contei, saí de casa na noite de sábado e voltei hoje na hora do almoço, e minha mãe também possou bastante tempo fora de cas, aqui nos avós pra me liberar. Quando cheguei hoje, o quintal estava destruído. Minha mãe tem aquele orquidário que o Scott atacava sempre nos momentos de solidão, e eu o cerquei, mas quando ele está revoltado com a falta de alguém pra brincar, dá um jeito de entrar e derruba vários vasos. E não posso trazê-lo aqui, pois meu vô e ele estão brigados (quer dizer, meu vô está brigado com ele. Não sei o que é preciso fazer pra conseguir que o cachorro brigue com você!) Mas daí sábado à tarde minha mãe estava aqui e eu trouxe o animal, e mandei-o ficar no primeiro andar enquanto os velhinhos adoentados estavam de cama no segundo. Daí na hora de ir embora, olhei pela rua, vi que não tinha ninguém e deixei que ele fosse sem coleira. Ele ficou tããããão feliz! Foi até minha casa e voltou umas dez vezes enquanto eu ia pra lá, correndo alucinado. Hoje de manhã também passeei com ele só até o fim da rua sem coleira. É por isso que tem que ver se não tem ninguém: ele fica doido alucinado quando fora de casa. Se tiver alguém vindo, ele vai correr maluco até a pessoa. Quando chegar não vai fazer nada, exceto babar nos seus sapatos, mas hoje - ao levá-lo COM coleira até o mercado comigo - percebi que ele talvez já esteja meio assustador. Claro, está virando um cachorro gigante descontrolado! Daí por isso tenho andado com ele sem coleira, pra ele se acostumar um pouquinho a sair na rua, vir quando eu chamo.. (e ele vem, coisa mais fofa!) Geralmente tem só os guardinhas, mas eles adoram o Scott, então não tem problema ele sair correndo até os dois. E tenho me sentido mais segura ao sair na rua à noite quando o levo. Antes qualquer um que passasse percebia que ele seria apenas um facilitador de assaltos, porque eu ia ficar toda distraída estabanada tentando controlar o cachorro que não ia conseguir fugir. Agora não. Agora eu tenho um guarda-costas, um assassino aguardando meu sinal para que possa matar a sua sede de sangue! Hahahahahha. Não sei o q ele faria se alguém se aproximasse de mim com más intenções. Na certa pularia no cara e o derrubaria, para então poder lamber todo o seu rosto. Já ajuda. Mais um sobre o de sempre.Ontem eu me diverti.Sério. Bastante. Minha mãe depois de curada sua ressaca foi pros meus avós e dormiu lá, pra que eu tivesse uma folguinha. Fui jantar e depois pra um samba com o José. Nosso principal assunto nas saídas para o cigarro (poruqe lá dentro não era permitido fumar. E conversar também era um pouco difícil), claro, era a dificuldade em conhecer pessoas. Em conhecer, conversar, gostar, ficar, etc e tal, e tudo aquilo o que era muito natural quando mais novos. Ele tinha gostado de uma menina quando chegamos, e dali a pouco ela começou a dar bola pra ele, e dançar ao seu lado, e o sujeito ficou ali bestão sem saber o que fazer. E eu também não sabia o que sugeir, vejam só. Antes eu era toda metida a sugerir abordagens pra os amigos homens desqualificados, mas ontem também fiquei sem saber. Só ficava atrás da menina gesticulando: "Vai! Fala com ela!" e ele: "falar o que?" e, bem, não sei. Tem como não ser ridículo nessas situações? Ele tá aqui ao lado acompanho e disse: "Exato! Tem como não ser ridículo nessas situações? Não, não tem! Nem um pouco!" Suponho que então o único jeito é ser ridículo mesmo. Chegamos a uma certa idade que o padrão de exigência subiu tanto! Com a gente e com os outros! Contei q quinta saí com uns amigos bem antigos, e em determinado momento da noite, eles ficaram me zoando lembrando dos meninos com quem namorei no colégio. E respondi: "Ai, que saudades daquele tempo de padrão baixo!" Ontem eu havia resolvido abraçar o ridículo e pensei que seria bom dar um beijinho na boca, uma desencalhadinha só, tirar todo o peso que tenho dado a isso. Foi meio: "calma, Bia, você não vai casar com ninguém hoje, escolhe alguém aí..." Daí depois de algumas cervejas dois sujeitos me pareceram mais ou menos interessantes. Um deles era meio bonito, e tinha a maior cara de bonzinho (não resisto) mas tão pequeno... e o outro era mais gostosinho, mais desenvolto socialmente, mas não era muito meu tipo. E não é por nada, mas eu ontem tava bonitona, viu? Deve fazer uns dois meses que não lavo roupa, então abri a gaveta das "blusas que me deixam bonitona" e peguei a última restante (espero não conhecer meu príncipe encantado na próxima semana, ou vou ter que sair com ele vestindo blusas não-embelezadoras). Bem, acontece que eu estava bonitona e em pouco tempo os dois já estavam me olhando sem parar esperando a oportunidade de vir falar comigo ou me tirar pra dançar ou o que seja que as pessoas fazem. Hum, daí eu comecei a pensar melhor... e acho que eu não queria ficar com ninguém. Sei lá por que, que trava foi essa que arranjei. Fiquei ali conversando com o José até o fim da noite (amigos homens são ótimos espanta-pretendentes. Eu sei bem) fingindo que não tava percebendo ninguém em volta. Depois fomos lá fora fumar um cigarro e os dois passaram - separadamente - indo embora. Que alívio que me deu! Bobona! E o José, outro bobão, também não falou com a menina, e mais tarde chegou um amigo dela que acabou impedindo qualquer aproximação. Fomos embora frustrados com a nossa falta de forma e de jeito, e com o excesso de velhice e encanação. E por velhice, eu não digo idade. A gente é tão novo que deveria estar fazendo sexo promíscuo por aí. Mas ai... que preguiça... coisas da velhice, sabe... A gente fica meio burrinho, meio exigente, não quer saber de ninguém ridículo, não quer fazer nada que possa parecer ridículo. E acabamos muito piores que todo mundo. Uma coisa q aconteceu essa semana que inevitavelmente me tocou foi que o último cara com quem saí está namorando. Eu não fiquei muito assim por causa dele na verdade, a gente não tinha muito a ver. Só de raiva vou contar uma história, vejam só como ele era cara errado: Na minha cama eu tenho dois travesseiros: um superespecial que eu adoro cheio de frescuras e etc e tal, e um velho ruinzinho mais decorativo. Daí primeira vez que ele foi dormir em casa, mostrei meu travesseiro pra ele: "Hum, olha, que especial" e ele: "sim, sim, eu tenho um igual". Daí hora que a gente foi dormir, sabe o que ele fez? Pegou o travesseiro bom e me deixou o ruim!!!!! Não, sério, ele já deu os sinais logo no começo. Mas ele me enganou com as mensagens bonitinhas que mandava... Assim q começamos a sair ele já me disse q não estava procurando nada sério nem nada. E eu, doida, já fiquei muito encanada com a possibilidade de vir a gostar dele no futuro e ele não querer nada. Saímos durante um pouco menos de dois meses e paramos muito numa boa na verdade. A gente tinha viajado junto e eu presenciei algumas coisas da pessoa dele (do tipo da história do travesseiro) que não agradaram muito, e me tranqüilizaram, meio "oh, ok, ele não é o cara. Tudo bem a gente não ter nada sério nunca". E na verdade essa foi a última vez que nos vimos, sem traumas. Continuamos nos falamos por MSN e etc e tal, e belo dia a resposta dele para a minha "Novidades?" foi "Estou namorando". E por MSN é foda, né? Tivesse me contado ao vivo pra ver minha cara de não-estou-nem-aí. Agora, por MSN, toda resposta parece forçada. As pessoas pra quem contei disseram: "Que que esse cara tá te contando? O que você tem a ver com isso?" Mas é que agora somos amiguinhos. Pois é, minha mais nova sina. A gente saiu junto um tempo, se deu bem e tals, dá pra manter uma relação saudável, não precisa jogar fora a intimidade que criamos. Encontrei a Nina essa semana, meio incorfomada que de repente todas as pessoas estão se encontrando e se namorando e ela: "Ah, Bia, alguns têm padrão baixo. Daí fica fácil. Olha essas histórias que você me contou, você ia querer um cara assim?" "ai, não, Nina, e quem eu vou querer então?" "Você se livrou de uma boa". E realmente, a questão aqui não é ele. Sou eu. O que me entristece não é o fato de eu não sentir mais o toque suave do meu travesseiro ruim. Ontem cheguei em casa e entrei com o José no orkut da sujeita. E ela me pareceu uma pessoa bem bacana e divertida. Ele - provavelmente por compaixão - ficava: "Não, veja isso. Essa menina não-sei-o-que"; e entramos no de outra menina, que namora um cara que me parece muito bacana, e ele ficou ali apontando defeitos enquanto eu olhava e achava que todas pareciam mais legais, mais divertidas, mais bonitas e - o mais importante - menos doidas e encanadas que eu. Ok, eu sei. É embaraçoso confessar assim publicamente que fico stalkeando pessoas no orkut quando chego em casa de madrugada bêbada. Mas nós estávamos apenas estudando a nossa falta de capacidade para relações amorosas. Foi puramente científico "como essas pessoas conseguem?". - Ai, Bia, Bia, você tem que desencanar dessa história. Você não precisa de alguém para te fazer feliz. - Sim, eu sei, eu estava muito bem. E estou bem também na verdade. É só excesso de tempo livre. - Você sabe que quando desencanar vai conhecer alguém. Se o cara aparecer agora, você louca desse jeito vai afugentar rapidinho. Não há príncipe encantado que agüente. - Eu sei. Acho que primeiro tinha que tirar todo esse peso e começar a ficar com mais pessoas. Ver se desencano um pouco. - Acho que você tinha que parar de achar coisas. Para de ficar procurando defeitos, de ficar escrevendo sobre isso. Você tem tantas coisas mais importantes e mais interessantes pra pensar, coisas mais úteis. E, acima de tudo, parar de ficar inventando diálogos com a sua consciência e publicá-los aqui. Acho que a consciência tem razão. O dia hoje foi pra completar a folga dos velhinhos, amanhã volto a eles. Tava vendo uns vídeos agora do aniversário da minha vó; o vô tocando gaita, ela toda felizinha e a família dançando, me deu mas saudadezinhas. Foi bom tirar o fim-de-semana. Cabei ficando aqui no José, devo ir pra faculdade direto amanhã. Passamos o dia assistindo TV, eu estaria de pijamas até agora se ele não tivesse que sair pra pagar umas contas e eu resolvido acompanhá-lo pra comprar um desodorante (sair do banho sem desodorante não rola, né? Menos ainda usar desodorante masculino!) Daí vou deixar o blog agora. Descobri que ele tem Sonic (ai, como eu amava! Na infância, eu tinha Mega Drive, mas todo mundo tinha Nintendo e jogava Mario, eu me sentia superexcluída. Mas Sonic é muuuito melhor.), e agora descobri que ele tem joystic inda por cima! - Tá vendo, Bia, você se preocupa à toa. E daí que anda com dificuldade pra se relacionar? Você mesmo sozinha fica feliz com tão pouco (tipo Sonic, sol, samba, cerveja, pitangas na cabeça)... Meus velhinhos e euExausta. Cansada. Acabada. Estressada.Como já disse, a moça que trabalha na minha vó se acidentou, e há uma semana tenho ficado com eles e dormido aqui para não deixá-los sozinhos. Eis a semana: sábado, 25 de outubro: Meu avô, teimoso, resolveu que queria sair pra almoçar. Minha vó ia pedir um delivery porque o técnico da TV a cabo viria. Eu fiquei no meio tentando não estressar minha vô e convencer meu avô a ficar (ele não deve sair sozinho de jeito nenhum, mas estava decidido) domingo, 26 de outubro: Acordei com a minha vó chamando baixinho. Fui ver o que era e ela estava estatelada no chão do banheiro: escorregou ao sair do banho e não conseguia levantar. Fiquei acordada até de madrugada fazendo trabalho da faculdade. segunda, 27 de outubro: Levantei cedinho, fui pra aula, passei a tarde com eles, normal. Fui dormir em casa pra ver se descansava melhor, mas tive insônia. terça, 28 de outubro: Não fui pra aula. Acordei deprê, indisposta e com enxaqueca. Resolvi passar um tempo com o Scott no início da tarde. Combinei de levar minha vó pra comprar umas coisas que ela queria, mas às 15h30 não tinha ninguém aqui. Chegaram às 18h, eles tinham resolvido ir à igreja de São Judas sozinhos, de táxi. Não avisaram ninguém e desapareceram por um tempão. quarta, 29 de outubro: Passei a tarde aqui com eles, à noite fui jantar com a Taisa e o Guilherme (num lugar muito bom, Eat, procurem!) e dormi aqui. Mandei um email no egroup da família falando que esta situação está insustentável pra mim, qu a gente precisa arranjar outra pessoa pra ficar com eles. quinta, 30 de outubro: Fui pra casa depois da aula, a Nina foi visitar, brinquei com o cachorro (que está supersolitário, tadinho...). Umas 16h30 liga a vó: "Bia, tem chá aí?" "Não sei, daqui a pouco eu olho e já te ligo." "Por que daqui a pouco?" (está ficando mal acostumada) "Porque agora estou ocupada, vó, jajá te ligo". Daí à noite fui tomar uma cerveja com os meninos (o Ferrari quando me viu falou que eu estava com olheiras e parecia cansada) e não voltei tarde, por volta de meia-noite. Inda encontrei minha vó acordada, despedi-me, escrevi no blog e fui dormir. sexta (hoje), 31 de outubro Acordei por volta das 13h por estar muito cansada. Desci e meu vô começou: "Que horas você voltou ontem? Você acha certo? Você precisa ser uma menina de respeito, vou falar pra sua mãe te mandar de volta pra Belo Horizonte (não sei quem ele pensou que eu fosse ou o que ele achou que eu estava fazendo aqui). Você deveria estar agradecida por eu te deixar ficar aqui na minha casa." E eu, que sou pouco sensível, fiquei supermagoada. Agradecido deveria estar ele. Sei que não raciocina direito, mas é meio triste não ter reconhecido todo o esforço que faço por eles. Passei o dia todo aqui com eles e etc e tal, e por volta das 22h meu vô teve um piripaque (porque tem hipoglicemia). Deu uma desmaiada, apagou. Tentei reanimá-lo, dei-lhe soro, minha vó preocupadíssima (óbvio, eu também). Umas 22h40 ligamos pro meu tio que mora aqui na rua, ele veio ajudar mas não tem muito mais o que fazer, era dar o soro e esperar mesmo. Fiz uma sopa, ele deu uma acordada com o soro, tomou a sopa, e quando conseguimos que ele andasse até a cama já era mais de meia-noite. Fiquei aliviada por estar aqui essa hora. Mas... né? Essa noite dormirei aqui de novo. Não durmo bem aqui, fico meio atenta, pra caso algum me chame (como aconteceu domingo). E nem em casa. Fico preocupada de deixar os dois sozinhos. Não desestresso quando estou longe. E não sossego quando estou aqui. Muito, muito cansada, e ao mesmo tempo meio acelerada. Essa semana foi muito difícil. (e nem espero nada do universo por isso. Já me sinto recompensada por saber que eles estão ali agora dormindo bem bonitinhos. Mas deve haver um jeito mais fácil, esta situação está acabando comigo) |
Meu perfilMulher de 25 anos inconstante, impulsiva, racional e passional.Analisa e teoriza. Mora em São Paulo e até que gosta. Humor do diaVotaçãoDê uma nota para meu blogIndicaçãoIndique esse BlogRSSVisitas
|