Não vá se perder por aí...

No fim do ano as pessoas sentem-se mais solitárias.  

Essa foi a explicação da minha mãe para as duas visitas que recebi ontem.
Duas! Numa segunda-feira à tarde! "Alô, Bia, tá em casa? Tô aqui no Burdog, tá afim de tomar uma breja? Vou passar aí então!" Pegamos o Scott e fomos tomar uma cerveja num lugar aberto. Na verdade serviu só para sujar seu carro, já que mal saímos do carro e começou a chover, então voltamos para deixar o cachorro em casa e saímos de novo, só nós dois. Mais tarde a campainha, direto. "Desculpe não ter avisado, meu crédito acabou. Tá muito ocupada?" Entrou e batemos papo rapidamente enquanto me aprontava para encontrar minha mãe no cinema.

Eu não acho que esteja me sentindo solitária.
De vez em quando dá vontade de encontrar alguém específico e daí lembro que muitos amigos estão viajando, mas não é isso que vai fazer com que me sinta só. Fim de ano é assim mesmo, uai, aquele desencontro. E amanhã então, em São Paulo, acho que só estarão esses dois amigos e a minha mãe.
Ano passado, passei o reveillon sozinha.
Jantei com meus avós e fui pra casa. Isso foi meio solitário, realmente.

Mas eu sei que os amigos estão por aí, em algum lugar, festejando também e também se lembrando de mim (entre outros, claro. Seria muita pretensão).
Não tenho o direito de me sentir solitária. Quantas pessoas em São Paulo podem dizer que recebem visitas?

E vou contar uma coisa pra vocês: esse foi o primeiro ano em muitos (muitos mesmo) que passei sem nenhum namorado, ou nenhum casinho mais constante. Não passei mais de dois meses com nenhum dos caras com quem estive, e eles não me fizeram tanta falta quanto imaginei. Tenho muitas outras pessoas pra quem ligar em momentos de solidão, sorte a minha. Os casinhos não duraram dois meses, mas fui capaz de manter amizades muito, muito antigas. E algumas recentes.

E meu post de fim de ano é em homenagem a essas pessoas que me apoiaram tanto, que estiveram sempre presentes, e sabem muito bem quem são.
(o Scott é tão engraçado quando entra em algum lugar que sabe que não deve. Ficou sentadinho na porta do quarto e eu ignorei. Agora veio até mim rastejando. Hahahahah. Acho muito engraçado quando ele rasteja)
Tem esse também, o cãozinho.

Outro dia conversando com um amigo, contou que estava juntando dinheiro para casar e terminou com a namorada. Então pegou o dinheiro guardado e fez uma tatuagem, "que vai ficar comigo pra sempre". E eu, quando abandonada pelo cara com quem achava que ia casar, arranjei o cachorrinho, e até que pelo mesmo motivo. "Vai me amar durante toda a sua vida".

É impossível falar desse ano sem mencionar o fim desse namoro.
No começo do ano eu estava tão mal que o Guilherme nem se importou que eu saísse com ele vestindo calça de moleton e havaianas com meia. E olha que o Guilherme é muito rígido com relação ao que visto para sair com ele!
Mas foi impressionante como me curei rápido. A Nina até hoje comenta como ficou impressionada.
Num primeiro momento, aquela falta que faz no nosso dia-a-dia. "Estou muito triste por termos terminado. Mas era pra ele que ligava quando ficava triste. Sinto-me só. Quem me dará o ombro daqui pra frente?", no meu diário em 05 de janeiro. E daí a necessidade de me desfazer de todos aqueles planos que tínhamos juntos, e criar planos novos, sozinha.
Daí então tive dois dias marcantes: dia 13 de janeiro estava na praia com algumas meninas e acordei chorando. "Emocionada, com vontade de ligar pro Ed e me desculpar por ter sentido raiva dele e da Thais, e por ter posto meus sentimentos em seus ombros. Ele nunca errou comigo na verdade, não merece a minha raiva e não merece a culpa que lhe estou atribuindo". E dia 21 de janeiro: "Encontrei o Ed no msn. Eu estava sendo meio passivo-agressiva, me fazendo de vítima, e ele não quis responder quando perguntei se sentia minha falta. À noite, liguei pra ele mais calma, conversamos, e só então compreendi que ele está feliz sem mim. Fiquei mal quando desliguei. Mesmo com tudo o que tem acontecido, sempre me pareceu certo que ficaríamos juntos no fim das contas. Preciso acostumar-me com a idéia de que não ficaremos juntos no final". E foi isso. No dia 22: "Hoje acordei muito mal, chorando por causa do Ed. Ouvi minha mãe chegando da academia e fui pedir um abraço. Ela tem sido linda, muito compreensiva e muito amiga. Lembrou-me de algo que eu estava esquecendo: isso passa. (...) Fui ao cinema com o Guilherme e depois encontramos o José e a Taisa para jantar. E me lembrei que tenho outras pessoas com quem dividir a minha vida. A Nina acha que devo aproveitar essa fase pra aprender a ser mais independente e cuidar mais de mim" e no fim do dia:"Eu não preciso de um namorado o tempo todo: tenho meus amigos".

E foi o que fiz esse ano, segui o conselho da Nina.
2008 foi meu ano de sem namorado. Foi meu ano do Scott. Foi meu ano da minha mãe. Foi meu ano dos meus amigos. Foi meu ano da Bia.

(como pretendia. Alguém lembra desse post?)

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Esse foi o que escrevi ontem, mas estava sem internet, como havia contado.

E daí hoje é dia 31, e eu nunca me emociono muito nessas passagens de ano nem nada, mas hoje eu acho que tenho o que celebrar.
Não comemoro o ano que vem, comemoro o que passou. 2008 foi muito especial (se vcs forem olhar os posts de janeiro, eu não estava botando muita fé).

Espero que estejam todos satisfeitos também.

Ano q vem eu volto.

Postado por Bia.
, às 11h19 | [ ] [ envie esta mensagem ]

Tirinha  

 

 

 

na falta da internet....  

Tá sem internet lá em casa (estou nos meus avós agora), e eu, inspirada e achando que voltaria logo, escrevi um texto todo bonitinho no bloco de notas.

Maior problema, preciso andar com um pen drive pra levar meus .txt de um lugar sem internet pra outro com.

Aí lembrei que tenho um aqui, besta besta, de 16 de novembro. Eu comentei sobre ele no dia 17 ("essa tecnologia desaponta."), mas daí esqueci.
Querem?
Não me interessa. Quem não quiser que não leia.

"Nesse momento em que escrevo isso são ainda 00h30. A internet não está funcionando e estou no bloco de notas.
Vim dormir na minha vó porque tenho q estudar pras três provas que terei amanhã e também fazer um trabalho para ser entregue amanhã. Nem me ocorreu fazer qualquer um desses antes, eu não funciono assim. Mas não me ocorreu também que de vez em quando quem não funciona é a internet, e aí?
Planejava virar a noite, acordei supertarde hoje; e seria também garantia de que não me atrasaria. Como já contei, meus avós estão viajando e estou sozinha na casa deles agora. Pela primeira vez em muitos anos fiz cocô de porta aberta, foi uma noite realmente especial :P
O plano agora é por o despertador pra umas 3h ou 4h e ir dormir. Com sorte, esse texto já estará publicado pela manhã, e enquanto os visitantes matinais o lêem, estarei fazendo uma boa prova.
Caso contrário, exame em Gestão de Pessoas, certeza. Porque não terei entregado o trabalho e não terei tempo de estudar para a prova que vai ser na primeira aula. Pras duas outras ainda dá tempo de ver alguma coisa durante os intervalos.

Dando um tempo pra ver se a internet voltaria, acabei de assistir Elizabethtown e estou toda... romântica. O Telecine Light tem um efeito sobre mim. Acho esse filme tão bonitinho. Já o havia assistido, quando morava em BH. Lembro bem, eu tinha brigado com o Ed e ele não quis assistir, então fui pra casinha vizinha ver o filme com os amigos que moravam lá. Não lembro por que brigamos, a gente não brigava muito, provavelmente foi por alguma bobagem. Mas lembro que acabou o filme e eu subi toda apaixonadinha pra pedir desculpas e fazer as pazes.
Durante a tarde hoje, assisti também Escrito nas estrelas. Também pela segunda vez.
São filmes bobos, mas gosto muito de como fazem com que eu me sinta. Eles dão... sei lá, um amor, uma paz. Uma vontade de ficar feliz. Uma tranqüilidade, não sei explicar. A sensação de que no final vai dar tudo certo.

E, bem, as tirinhas.
Não gosto mais delas, pra falar a verdade. Não sei se vocês repararam na data em que foram feitas. Todas dia 10 de novembro. Me deu uma vontade de fazer tirinhas, e pronto, uma porrada de tirinhas feitas na seqüência. No dia 11 ainda fiz algumas, no total são 24. Mas nunca mais. E quanto mais as vejo, mais acho que estão bestinhas. A cada dia a vontade de publicá-las é menor. Por outro lado, dá uma vontade de continuar fazendo, mas começar a fazer umas melhores. Conhecendo-me, isso significa que nunca mais desenharei uma só tirinha, pois a pressão de repente ficou enorme e não vou conseguir mais sentar e fazer 24 na sequência, como aquele dia. Vou passar um mês bolando alguma piada excepcional e quando achar que está suficientemente boa, vou sentar, mas não vou conseguir desenhar, porque vai sair inexpressiva, o desenho não vai ficar natural.
Estou aceitando roteiros, o Lama ficou de me mandar (amigo, vc pensou que devido à cerveja consumida antes disso eu iria esquecer? Estou esperando). Façam isso, tenham idéias e me mandem. A personagem nem precisa ser eu nem nada.
Ou façam as tiras vocês mesmos. Daí eu posto aqui.
Pronto, acabou de me ocorrer. Se eu não conseguir nunca mais fazer uma tirinha com a Bia (o que, convenhamos, não fará muita falta para o mundo) vou passar a postar diariamente tirinhas quaisquer. Quaisquer não. Tirinhas cuidadosamente selecionadas por mim na internet. Acho que agradariam muito mais (óh, pobrezinha, tão insegura quanto a suas tirinhas sem graça de bonecos de palitinhos...).

Hum, que mais?
Preciso pensar em mais coisas pra escrever, vocês acham que eu conseguiria dormir agora?
Acordei às 14h30, e estou aflita aqui esperando acender a luzinha do Speedy.
Huuummmm, acabei de ver uma coisa. Já ia escrever que não poderia ouvir música, porque estou nos avós sem internet e aqui não tenho nada, mas acabei de descobrir que tenho: Beatles, Garbage, Doors, Ray Charles, Oasis, Tim Maia e Franz Ferdinand. Minha noite acaba de melhorar espetacularmente. Beatles me pareceu uma boa idéia, acabei de fazer uma seleção de músicas fofas deles pra combinar com meu estado de espírito enquanto espero a luzinha.
Sabe, o modem aqui é wireless, mas não acho que o problema hoje seja a falta de fios. Acho q é a falta de Speedy por aqui mesmo.

Tá tocando "She said she said". Gosto dessa música. Mas tem uma questão crucial a respeito dela, e eu agora nem posso dar um google. "And she makes me feel like..."??? "... I never belong"? "...I'll never be lonely"? Ouvindo com atenção, deve ser a primeira. Vocês aí devem estar rindo de mim aqui bobona viajando sozinha e escrevendo aquelas coisas que vão passando pela cabeça. Mas depois eu vou dar um google e já acrescento no fim do post quando for publicá-lo, não se dêem ao trabalho.
Aquele fds que passei no José, assistimos Across the universe, cês já viram? Bonitinho.

O assunto falta, como podem notar, então vou deitar e às 3h venho ver se a internet voltou. Se o sono não vier, assisto mais algum filme romântico, tem muitos canais de filmes por aqui, em algum com certeza vai estar passando algum filme que termina com um casal feliz.
Até logo!

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Ou, merda.
3h40 e nada da internet.
O muito ruim é que não há nada que eu possa fazer no momento a não ser esperar. Sabe, aquele bom humor às vezes até acaba com essas coisas. Vou me dar bastante mal amanhã.
Dormir mais uma horinha e ver o q acontece. De repente eu chego na faculdade 20 minutos mais cedo amanhã e com muita sorte encontro algum colega que tenha levado material. Duvido que alguém chegaria à faculdade às 7h40 numa segunda-feira, mas me parece o melhor plano no momento.
Agora com licença."

 

 

And she's making me feel like I've never been born.

Postado por Bia.
, às 15h01 | [ ] [ envie esta mensagem ]

Tirinha  

 

 

Passaram rápido, né?  

Essas minhas três semanas de ausência... Parece até que foi uma só.

- Ai, Bia, não acredito que você entrou na internet durante a sua viagem pra escrever no blog!

Não, não. A minha viagem de hoje foi cancelada.
Eu ia pra uma casa bem isolada, num condomínio, com pouquíssimas pessoas muito queridas (a Nina, a Kuka, o namorado da Kuka, eu e o Scott), passar essa semana. Mas daí a Kuka e seu namorado não poderiam ir, e desistimos. Ainda mais porque o cara com quem a Nina tá saindo talvez fosse, e isso ia ser meio chato. Aliás, se fossem a Kuka com seu menino e a Nina com o dela, já ia ser meio chato mesmo, eu sobraria com o Scott, como sempre.

Nesse natal eu super me recuperei do vício do blog. Até levei meu caderno, mas só peguei a caneta pra anotar os pontos do Master.
Sim, minha família adora jogos de tabuleiro, e esse natal foi bem divertido.

Passar seis dias com a minha família seria minha prova dos nove desse ano. Porque tou nessa minha metidez de ano de mudança e não sei mais o que, mas ainda tava com um medinho dessa viagem, sem saber se seria capaz de manter-me bem no meio de toda a gente que, às vezes sem querer, faz a gente se sentir mal.
Pois olha, vitória: não chorei nenhum dia. =P
Aquele tio que fica falando que eu deveria fazer esportes e sempre insinua que a gente engordou não me fez chorar. Meu primo que despreza a minha profissão não fez com quem eu me sentisse nem um pouquinho mal. Aquele outro que admira minha irmã loucamente e faz com que eu me sinta pequeninha nem me diminuiu dessa vez.
Pois é, eu virei uma mulher adulta, forte, segura, satisfeita comigo e sem a menor necessidade de aprovação. Que tal essa?
Até arrumei meu cabelo duas vezes no hotel, sem nem me importar em ser a "Bia-faz-chapinha-na-fazenda", só porque gosto de passar a mão por ele e sentí-lo macio entre meus dedos. E eu estava tão forte, mas tão forte, que ninguém nem me encheu o saco.

Os outros natais geralmente são bons, mas só nos primeiros três dias.
Esse ano, acho que foi melhor pra família inteira. Depois de três dias começa aquela história de uns começarem a alfinetar os outros e alguns se magoarem com coisas que foram ditas por pura falta de noção mesmo, sem querer.
Eu acho que quando a gente tá assim cheio de amor como estou, a coisa se espalha e todo mundo fica feliz.

E agora essa semana devo ficar por aqui.
Até dá tempo ainda de encontrar umas pessoas na praia ou em outras cidades bem cheias de gente. Mas é que eu estou com uma preguiiiiiiiiiiça de muita gente.
Quem se chateou com essa história toda foi o Scott. Faz meses que estou prometendo levá-lo a essa casa toda cheia de grama e piscina pra ele brincar e correr bastante.

 

Agora eu vou, depois volto.
Cheia de coisas pra contar, andei percebendo um montão de coisas.

Tirinha  

 
 

 

 

Almanacão de férias  

Eu não sei se ainda existe, mas quando eu era criança, sempre que saia de férias comprava o Almanacão de Férias da Turma da Mônica, vocês se lembram dele?
Eu, espertinha, logo logo percebi que ele nem era tão especial, eram só histórias que já tinham sido publicadas nas revistinhas normais em quadros maiores.
Ou, sim, aquelas páginas eram daquele tamanho, mas os quadrinhos eram proporcionais, o mesmo número de quadrinhos que uma revistinha normal.

Mas, bem, vou tirar umas três semanas agora, e não pretendo ver computador tão cedo.
Não posso contar pra onde vou, vocês sabem, por causa do seqüestrador stalker que entra aqui no meu blog. Tenho medo que ele vá atrás de mim. Mas posso garantir que vai ser ótimo.

E, para os que ficam, uma *reedição das melhores histórias (haha, lembram disso?), quero dizer, melhores posts, caso alguém sinta saudades minhas esses dias (ah, vai, eu tenho uns leitores bem fiéis que sentirão saudades, não tenho???)
E um novo link ali ao lado para o histórico de todas as tirinhas que já postei.

 

Sonho Lúcido (parte II)
Declaração de amor
Apareci de novo.
cada vez mais longe da academia
metafísica
Meu casamento vai virar namoro!
sobre o tempo (como sempre)
Essa cabeça da gente, viu?
o fardo do feminismo
sobre filmes ruins
não abandonei não!
um copo d'água pra mim beber
sobre contos de fadas
sozinha em casa. Sábado à noite, 29.12.07
Pois é, 2008
Pois é, 2008
Sem título
Como livrar-se de um encontro
Sem título
Um post beeeem de à toa.
aquela Gente Grande
Bia exterminadora
Algumas pra minha lista
homens, cachorros e gatos
só cachorro
- Puta bonita

Passatempo (mas é claro, né?)
Para se distrair
sushi go round
Está lançado o desafio.

 

Uma estória contada com palavras
Hoje droguei meu cachorro.
Eu menti.
102
A nova brigona
...e oooutro sobre o Scott
uma boa
Sem Título
Muito de saco cheio.
Se eu morresse agora, o pessoal do CSI ia ficar louco.
Bonitões
O peso da idade
De vez em quando dá uma saudade...
roupas. E moda. E corpo. E etc e tal
Essa minha lista já está dando trabalho.
Mais um dia só.
sunny sunday
Ética e trabalho na sociedade contemporânea
Mais um sobre o de sempre.
Tô achando que o Scott cresceu.
A Bela e a Fera
Bia. Todas elas.

Postado por Bia.
, às 10h03 | [ ] [ envie esta mensagem ]

Tirinha  

 

 

Tirinha  

 
 

 

 

Tirinha  

 
 

Em casa, né?  

Porque hoje não saio de jeito nenhum.

Passei o dia com uma ressaca fenomenal, ontem dei uma abusada. Só agora estou conseguindo comer. Mas tinha uma história engraçada pra contar.

 

Eu tenho uns tios que moram no interior de Minas, em uma das cidades onte está chovendo pra burro, estado de calamidade pública e tals.
E daí (hahahahahah) a enxurrada levou o portão e as galinhas. Hahahahahahahahahah
Vocês acharam isso tão engraçado quanto eu?

As galinhas que se salvaram foram as que conseguiram subir na árvore.
Ai, ai...

 

E o Damião é filho do Romildo Rosa. Surpresa
Quem quer que sejam.

Tirinha  

Tirinha  

 

 

Saí.  

Pronto.

Liguei lá agora e me demiti.

 

Não quero falar mal da Regina, mas ela era meio grossa, e eu talvez seja meio sensível, não sei.
O salão estava cheio, e ela andava meio estressada e meio sem tempo.

E eu acho necessário que as pessoas me tratem com respeito e com um mínimo de gentileza.

 

Fiz certo.

Mas sinto-me meio incompetente por não ter durado 20 dias no último emprego.

Ontem aconteceu uma coisa tão chata....  

Vou contar assim, por cima.

Mudei meu horário pra dar tempo de fazer mais coisas, mas acordei às 11h e tenho q sair de casa meio-dia.
Não sei qual é a diferença entre isso e acordar às 7h e sair de casa às 8h.

A gente lá no salão recebe a cada 15 dias, e ontem foi dia de pagamento.
E alguém mexeu na minha bolsa e levou meu pagamento. :(
Não só na minha, né, no refeitório só estavam as bolsas minhas e de uma manicure, e foi nessas que mexeram.

Ruim isso, né?
É chato até imaginar quem possa ter sido, porque a gente pode desconfiar da pessoa errada e acusar alguém injustamente. Muito feio fazer isso.

Na hora, eu não fiquei muito abalada.
Eu tenho essa de demorar uma hora pra me abalar com as coisas, eu levo susto retardado.
Mas então, na hora me pareceu óbvio que o salão iria repor isso. Nós estávamos lá na frente trabalhando, e deixamos a bolsa no lugar onde todos os funcionários devem deixar suas bolsas. Se alguém entrou lá e pegou, foi falha na segurança da casa. Eu não posso ir trabalhar com a bolsa no ombro, não é mesmo? E eu não deveria pagar por um erro da casa.... não?
Minha mãe acho q eu viajei, que não tem nada disso. Já conversando com a Nina, ela concorda que o normal seria esse. Alguém aí sabe o que deve ser feito?

O que me chateou, mesmo, foi o pouco caso da dona.
Ela tá sempre com muitos clientes e tals, e acaba ficando meio inacessível.
Isso de eu voltar a ser auxiliar tive que conversar com ela durante os dez minutos que ela tirou p almoçar.
- Regina, quero mudar meu horário, pode ser?
- Como quiser.
- E eu tava pensando em voltar pra auxiliar...
- Claro, claro.
Tipo assim.
E então ontem fui lá na frente e falei: "Regina, quando vc tiver cinco minutos, você poderia por favor ir lá no fundo conversar com a Kelly e comigo?" "A Ismânia me contou o que aconteceu, mas olha aqui, Bia! Estou com três clientes, hoje não vai dar!"
Daí fui lá pro fundo, peguei minhas coisas p ir embora, e enquanto a Kelly e eu estávamos nos lamentando com a recepcionista, ela passou ali: "Revista as bolsas de quem está aqui, ué. Revista a minha, de todo mundo. Amanhã vcs revistam o resto. EU não posso fazer nada." e voltou pras clientes.

Gente. Nessa ela viajou, né? REVISTAR AS BOLSAS DE TODO MUNDO?

Sair por aí olhando dentro das bolsas dos meus colegas pra ver se encontro o meu dinheiro??? E tem gente que trabalha lá há um tempão, e disseram que isso nunca aconteceu. Talvez nem tenha sido funcionário, vai saber? Tem gente que vai visitar e vai lá pro fundo, pro refeitório. Não deveria poder, mas pode.
Falha da casa.
E a Regina não pôde dar a atenção que seria esperada, aconteceu algo relativamente grave e ela agiu com o maior pouco caso. Há muitos funcionários que se sentem chateados com ela, se ela tivesse conosco 10% da gentileza e atenção que tem com suas clientes, o clima seria muito melhor.

Tem outras dela, na verdade, já consegui acumular umas boas histórias de falta de jeito na gerência.
Mas não acho que vem ao caso, é muito feio ficar falando mal dos outros no blog, né?
Isso só se faz em mesa de bar.
E mesmo sendo meio grossa, ela é uma ótima profissional, e eu quero muito aprender com ela, como sua auxiliar.

Tá bom, vai, última:
Teve uma vez que eu confundi meu horário no dentista e cheguei um pouco mais cedo. Daí fiquei lendo uma matéria sobre como identificar um psicopata.
Aí depois saí do dentista analisando todo mundo que me aparecia pela frente.

 

E agora morro de medo dessas estouradas que ela dá de vez em quando.

Tirinha  

 

E que tal esse horário?  

Escrevendo no blog às 11h20 da matina numa terça-feira normal de trabalho?

Estou pensando em mudar meu horário no salão. Das 9h às 19h é muito puxado, não dá tempo de fazer nada. Tem um outro horário, q é das 14h até o último cliente, o q costuma ser entre 20h e 22h. Muito melhor, né? Mas o problema é q 22h é meio tarde, eu chegaria em casa umas 23h, e por aqui não é muito seguro. Não sei, preciso pensar.
E também acho q vou voltar a auxiliar.
Eu falei, achei muito esquisita essa história de começar como cabeleireira já, sendo q eu nunca trabalhei num salão. Inda tenho muito a aprender, não, seria por o carro na frente dos bois. Daí hoje vou conversar com a regina e falar isso, q eu quero voltar a ser auxiliar e pensar se a gente não pode inventar um novo horário, q eu não tenha q sair de casa muito cedo e não precise chegar muito tarde.

Vocês, leitores, nem se preocuparam com o Scott???
Achei que depois de tantos posts a seu respeito, alguém ia comentar: "Mas e o cachorrinho, agora que você trabalha tantas horas??"
Descobri algumas coisas sobre a maternidade.

Vocês, sabem, né, que eu nasci para ser mãe, já contei essa por aqui?
Não tenho a menor pressa, acho que quero um filho daqui uns dez anos só. Mas quero um filho. Ou dois, ou três, ou quatro, ou o que seja. Tantos quantos eu puder criar e sustentar. E daí agora com o Scott, sei mais ou menos (mais pra menos que pra mais, eu sei, não dá pra comparar um cachorro com uma criança) que tipo de mãe eu seria.
Agora que estou trabalhando tanto, estou vivendo aquela crise que foi muito comentada no fim dos anos 90, lembram? Aquela história de pais que passam muito tempo fora de casa e daí quando encontram os filhos não conseguem educá-los direito, sentem-se culpados, não conseguem impor limites ou brigar e os enchem de presentes, criando dessa forma pessoas mimadas?
Pois estou assim com o Scott. Porque toda manhã, quando saio de casa às 8h, é com o coração partido, Porque ele fica no portão me olhando triste triste com aquela bolinha na boca esperando q eu volte pra brincar com ele.
Daí quando chego em casa à noite, culpada, deixo q ele faça o que quiser, dormir nomeu quarto, rasgar a barra da minha calça....
Só vou poder ter filhos quando tiver muito tempo livre pra poder educá-los direitinho.
Um pai rico seria uma boa. Mas não estou contando com isso. Aliás, do jeito que as coisas andam, não estou nem contando com um marido. Já resolvi que independentemente de me aparecer um homem bom o suficiente, terei filhos. Solteira mesmo se for o caso, estou disposta.

Aliás, falando de caras que me aparecem, né?
As tirinhas têm datas, e como podem ver, essa última eu escrevi faz um tempo. Foi durante a minha greve, quando eu achava que não estava pronta pra sair com as pessoas. E a greve acabou por um bom motivo, eu agora estou pronta.
Vocês se sentiriam orgulhosos de como tenho me sentido.
Realmente, estou pronta.
Pra qualquer coisa, na verdade, não só pra caras que aparecem, pronta pra trabalahr, pra fazer as coisas, pro que quer que seja. Estou tranqüila, vocês nem acreditam. Aquela época meio louca desesperada passou.

Agora, uma coisa que tem me chocado: uma amiga minha começou a sair com um cara e depois de duas semanas ele pediu que ela se referisse a ele como "namorado".
Peralá. DUAS SEMANAS?
Isso não é normal, é? Pois visto é. Lembram-se que contei aqui certa vez, um cara com quem saí durante dois meses no começo desse semestre, que depois de um mês veio me contar que estava namorando? E tipo, mais todo mundo. O pessoal sai namorando assim feito louco sem nem conhecer a pessoa direito, e depois a desesperada sou eu?!?
Gente, a minha lista de "tem que" e "não pode" pro próximo namorado é tão extensa, que eu saio com um cara durante meses antes de pensar em começar a namorar. Sério. Como é que a gente sai por aí se comprometendo sem nem saber se a pessoa se encaixa na nossa lista??? Tem todos aqueles testes que a gente tem que fazer antes, todos aqueles lugares aos quais a gente tem que levar a pessoa pra ver como ela se comporta, todos aqueles amigos aos quais a gente tem que apresentar a pessoa pra pedir uma opinião, e tem que conhecer os amigos da pessoa também, tem que viajar junto, são vários testes pra saber a compatibilidade.

Ou, ok. A desesperada sou eu.

Conversando com a Nina certa vez:
- Eu deveria ter uma lista de "não pode" e "tem que" também, Bia.
- Magina, não é bom ter uma lista. Assim você tá mais aberta.
- Mas se eu tivesse uma, talvez parasse de sair com esses trastes
- É nada. A cada um que eu saio, descubro mais um item que tava faltando na lista.

E, claro, né, é uma lista da imaginação. Eu não tenho realmente uma lista de "não pode" e "tem que". Só que com o passar do tempo a gente vai descobrindo o que gosta e o que não gosta nas pessoas, coisa de gente normal, não é coisa de louca.

Mas de repente eu faço uma qualquer dia desses pra por por aqui. Acontece que essas listas não resolvem nada, na hora que a gente olha pra cara da pessoa, a gente pode muito bem acrescentar um item só pra poder dispensar. Ou apagar algum item, só pra poder ficar junto.

 

A sua lista, como seria?
(comenta aí, leitor...)

Tirinha  

 

 

Tirinha  

 

 

 

Faz tempo que postei a última, mas elas são meio que sequência.

Vai rolar agora essa longa sequência de umas dez tirinhas nas quais estou saindo com esse cara.

Para lembrar, releia as duas últimas. Agora, com tudo scaneado, vou tentar voltar a postá-las diariamente. :)

 

São Paulo está cada dia mais européia.  

Tenho que usar cachecol em pleno dezembro, e em julho tava aquele calorão.

 

Chiquérrimo, né?

Tirinha  

É mentira!

 

Inda preciso scanear mais algumas.
Estão prontinhas, na manga.

Mas falta tempo, eu realmente tenho mais o q fazer agora.
Decepção

Pena, também falta tempo pra postar.

Esse presente que o universo me deu...  

...é muito mais legal que um namorado.

Muito sábio, esse universo. Estou trabalhando feito uma maluca na verdade, e me divertindo muito. (no trabalho. Mas sempre dou um jeito de me divertir fora também)

 

Furei a minha greve alcoólica ontem (durou 5 dias. Mas eu merecia furar, né?). Mas eu não peguei uma agulhinha e fiz um furinho na greve. Eu dei uma marretada nela.

Quando deu 3h eu quis sentar. Estava me sentindo cansada, olha que coisa engraçada.
Sempre fui aquela chatona "Ah, não, vamos ficar mais, como assim você está cansado?". E ontem eu havia acordado às 6h e trabalhado o dia todo. E o meu trabalhar, vocês sabem, é ficar em pé pra lá e pra cá fazendo as coisas (acho que vou ficar com o braço durinho, vai ser tão bacana). Mas mesmo assim tirei forças não sei de onde e resisti até umas 7h30. Não sei se isso é algo de que eu deva me gabar, já que daqui a pouco devo trabalhar de novo. Mas fazendo tudo certo hoje, que mal tem?

 

Eu sabia que ia acontecer alguma coisa grande e boa pra mim.(eu até falei aqui, lembram?)
Tava tudo começando a se ajeitar e agora tá tudo ajeitadinho.
Uma pena só que não dá mais tempo de ficar escrevendo. No dia que eu tiver meus clientes lá, e minha agenda cheia, eu compro um computador pra deixar no meu quarto e escrevo toda noite, tá? Só nem imagino quando será isso.

Tanta coisa engraçada, ------

O fotógrafo de hoje (o Mário. Que Mário?) cabou de me ligar q não vai poder me pegar aqui (vou ter que andar, pegar ônibus e etc e tal com a minha maleta de maquiagem que pesa uns quarenta mil quilos), então é melhor eu correr.

algumas  

as mais interessantes.

A historiadora:
Já estava no lavatório falando sobre como não agüenta ficar à toa (deixei-a de molho alguns minutos durante a hidratação), e sobre como ler a revista Caras a fazia rir. Eu: "você precisa aprender a relaxar, né? Tirar a tarde para não fazer nada, saber do aniversário do filho do Fulano ou da roupa que Cicrana usou na festa. É outro mundo, e pode ser divertido porque nos faz esquecer o nosso às vezes." Dali a pouco ela tira uma revista de história da bolsa. Ainda falando sobre celebridades, comento algo sobre a Britney Spears. Ela: "Ai, eu só fui ouvir na Britney Spears há uns dois anos quando li uma matéria em uma revista que eu gosto, que chama Carta Capital, sobre a história dela com a fama e nãos ei o quê."
Ou, ok, daí hidratação, corte, escova, cabelos maravilhosos. "Não quero ficar com cara de quem foi ao salão." E pôs uma faixinha nos cabelos pra esconder um pouco da deslumbrância. Então contei pra ela sobre como na quinta eu estava comendo um pastel na ECA e ao nosso lado estavam umas pessoas da FFLECH, provavelmente professores, conversando. A única que estava de frente pra mim era uma mulher, mais ou menos bonita, as unhas vermelhas impecáveis, mas os cabelos horrorosos e um oculusão daqueles pesados. Dava pra ver pelas unhas que ela se cuidava, mas essas mulheres de humanas curtem parecer feias. E ela: "é porque nós temos outras preocupações além da aparência." Notando um tom defensivo na sua voz, segurei o meu: "você no momento parece bem preocupada em não aparentar ter gasto R$250,00 e passado a tarde no salão."

A fotógrafa:
(esse eu vou contar só de vaidade)
"Você é a primeira cabeleireira que eu conheço que quando conversa pelo espelho fica olhando pra mim e não pra si. Você não virou os olhos pra se ver durante um segundo."
(chique esse elogio, né?)

E outras.
Hoje já me puseram de cabeleireira, vê se pode.
Agora toda cliente nova que chegar será encaminhada pra mim.

Fiz um corte, só, na advogada ambiental, e uma hidratação.
Deram certo, mas eu ter começado ontem atrapalhou.
Consegui vendê-la uma coloração (que está marcada pra segunda-feira), mas eu não saber o preço quase impediu. Ter que ficar saindo pra perguntar quando custam as coisas, onde estão o secador, os produtos....
Novata. Novata.

boa notícia  

Vocês sabem, aqueles créditos que fiquei devendo.

Esse meu ano teve vários pontos-chave, vcs devem se lembrar, nos quais eu pensei: "oh, não, preciso mudar alguma coisa". Tipo, vários. E mudei, né, minha postura diante das coisas, tentar me estressar menos, ter menos medo, tomei umas atitudes malucas, fiz até algumas greves... :P

E daí, não sei se vcs perceberam, domingo foi um desses dias "óh, não, achei que tinha crescido, gastei todos os créditos do mundo"
Então, pra me redimir da culpa de não ter crescido, e pra me sentir tipo um ser humano normal, comecei um trabalhinho aí de 60 horas semanais.
É um pouco mais do que os seres humanos normais, na verdade, mas já era hora.

E não é trabalho temporário. É num lugar onde eu quero ficar por muito tempo. Tipo anos e tals.

Eu fui p lá na segunda achando q a menina precisava de alguém pra trabalhar como auxiliar apenas durante o final do ano. Pensei: "vai coincidir com as minhas 3 semanas de abstinência de álcool a que me propus, daí no Natal já estou redimida e começo 2009 sem dever nada".
Daí cheguei no lugar e sabe o quê?
Ela precisa de uma ca-be-lei-rei-ra. E o lugar é uma delícia. E a proposta lá é a mesma do salão que eu pretendo montar na imaginação, parece um pouco com o meu salão dos sonhos, só que é maior (o meu é pequenininho).

Vou ficar de auxiliar por pouco tempo, durante uma ou duas semanas. Ela disse que eu nem preciso comprar uma calça branca (lá os auxiliares trabalham de branco). Porque vai ser pouco tempo, só pra me ambientar. Ela já até marcou algumas clientes pra serem atendidas comigo, pra eu começar a formar minha clientela.

Há lugares nos quais a gente vai que o cabeleireiro não quer nunca que a gente deixe de ser auxiliar, porque fica com medo de a gente roubar os clientes dele. E lá ela tem um montão de clientes, quer me dar alguns porque não dá conta. Mas isso é porque nos salões que a gente vai, eles são muito mais preocupados com a quantidade do que com a qualidade. Então eles têm aquele clima chato, fica aquele stress, aquela correria, os cabeleireiros nem olham pra cara do cliente. E eu hoje fiquei duas horas ali papacaricando a cliente igual eu gosto e ninguém se incomodou. O salão é caro, então a gente pode trabalhar sem pressa.

Eu não sei se estarei pronta pra ser cabeleireira em duas semanas.
Quer dizer, eu já sou. Mas não sei se meu corte vale o valor que ela cobra lá.

Mas o que eu resolvi é que vou deixar de ser medrosa, meter as caras e se der errado, azar, vale a experiência.
A Regina me conhece, conhece meu trabalho, e esse foi o motivo pelo qual ela me chamou. Ela sabe muito bem das minhas limitações, em momento nenhum falei pra ela que me sinto supercapaz de sair por aí pegando cliente e cobrando aquilo tudo. Mas ELA acha que eu estou pronta, só preciso de mais segurança, e isso virá com o tempo. Acho que ela tem tanto cliente que nem se incomoda de perder alguns. Língua de fora

Aiai, tou virando gente grande.
Auxiliar é tipo estágio.
Mas jajá tou trabalhando tipo gente grande.

Chiquérrima.

 

Essa história de me encontrar bêbada e sozinha no Tatuapé me rendeu bons frutos.
Mas a greve alcoólica continua, até o natal.
Também não vai ser difícil, tenho uma produção de fotos marcada pra esse domingo, então pelo visto trabalharei agora 15 dias corridos, folgo só no outro domingo.

(hihihihihihi, coisa de gente grande. Não falei que esse 2008 seria o ano?)

Tirinha  

Tirinha

 

 

Está lançado o desafio.  

É o seguinte:
será feito um filme sobre alguma situação que tenha acontecido ou que vá acontecer com você nos dias de hoje. Sei lá, imagine que hoje você viveu uma aventura ou algo do tipo, e esse seria o tema do filme. Ou pense em alguma interessante que realmente te aconteceu nos últimos dias.
Na introdução de cinco minutos, durante a qual ficam passando os créditos de abertura e tals, passariam cenas da sua vida, e essas cenas devem explicar quem você é e como chegou aonde está. Entendeu?

O desafio: quais seriam essas cenas?

É isso, monte um clipe (na imaginação) de cinco minutos. Acho que também pode ter cenas inventadas ou coisas que você não sabe se aconteceram ou não se lembra, tipo cenas de vc bebê e a moça da creche judiando de vc. Porque vc imagino que isso pode ter acontecido, ou que vc tem o perfil de uma pessoa que foi judiada na creche, hahahaha. Vai tocar alguma música durante esse clipe? Vão ter falas? As cenas serão estáticas?

Tá bem, já mudei.
Não precisa ser cenas da sua vida. Pode ser qualquer coisa que diga quem vc é e o momento que está vivendo.
Tipo a abertura de Adaptação, na qual é tudo escuro e só ouve-se o sujeito com seu gravador. Aquela cena por exemplo poderia ser uma resposta ao meu desafio, uns cinco minutos que dizem quem o cara é e tals.

Não é pra pensar num filme diferente, já falei qual é o objetivo da introdução. Não me venha com um "O filme poderia começar comigo correndo, mas de trás pra frente, e fazendo não sei o quê, e daí depois durante o filme as pessoas entenderiam isso, isso, e aquilo." As pessoas já teriam que entender tudo na introdução.

Os seus cinco minutos, como seriam?
Quem é vc?

Se quiser ir mais longe e estiver inspirado, conta aí o que aconteceria no seu filme.
Vou pensando no meu também.

Devendo uns créditos  

Gente, esse fim-de-semana eu caguei no pau. (desculpe, não achei expressão que melhor descrevesse)
Tenho andado toda feliz, sentindo-me tranqüila e eqüilibrada e não sei mais o quê. Mas eu não agüento, sabe? Eu acho que tem aqueles créditos do universo e daí quando eu estou bem acho que mereço dar uma descontrolada sem culpa.

Na quinta à noite, fui a uma festinha e me descontrolei um pouco nas doses, não me diverti. Fiquei me sentindo muito doida, incapaz de me comunicar direito, acho que fiquei até meio folgada com as pessoas, chata. Na sexta acabei conseguindo falar com uns amigos queridíssimos, dos mais antigos que tenho. Fomos ali na esquina tomar uma brejinha rapidamente e acabamos ficando até às 4h. Isso porque um deles se descontrolou também, mas tinha que trabalhar no dia seguinte. Quando percebeu a hora, quis ir embora, e daí fomos. Então sábado eu acordei pensando que não iria beber, porque já sabia que domingo teria um churrasco da minha sala. E eu não bebo nada diferente de cerveja e chopp, faz um mal... porque quando cê toma cerveja, cê toma MUITA cerveja, é um negócio pesado, eu acordo estragada.... Mas meu primo de Brasília tá em SP, ia fazer alguma coisa com ele e a minha mãe, e ela quis ir no samba. Então fomos, né, obviamente bebi uma porrada de chopp, porque os garçons lá não param de servir a gente, cheguei em casa à noite imprestável.
E daí o churrasco ontem. Tinha chopp, fiquei no choppinho ali, conversando, o tempo foi passando, passando e quando me dei conta eram dez da noite e eu estava bêbada no Tatuapé. É, ali, na puta que o pariu. Eu até meio que perguntei, se ninguém morava em algum lugar onde eu poderia dormir no sofá, na sarjeta... Mas as pessoas desconversaram e daí eu percebi. Estava sozinha.
Aliás, estou sozinha, sou sozinha e não posso ficar irresponsável assim lá no Tatuapé.
Há lugares onde eu posso, há pessoas que não me recusariam um sofá. Há pessoas que eu sei que fariam qualquer coisa que estivesse ao alcance se eu precisasse; e são pessoas por quem eu faria o mesmo.
Maior sorte que eu dei ao longo da minha vida de fazer alguns amigos muito próximos, muito especiais, com quem posso contar. Mas é só com eles e com parte da minha família mesmo.

Daí consegui uma carona até o metrô só, e meio sensível devido ao álcool, fui chateada e puta da vida comigo. Me desapontei, eu já tava achando que tinha crescido. Daí uma menina ligou perguntando onde eu morava e disse que me levaria. Ela e o marido nem moram aqui perto nem nada, ela só é um docinho. Entrei no carro envergonhada, pedindo um milhão de desculpas e explicando como me sentia mal por pessoas que não tinham nada a ver com isso ficar tendo trabalho devido à minha falta de noção.
Estou contando essa história envergonhada. Estou vermelha, sozinha, só de lembrar.

Cheguei em casa resolvida a passar três semanas sem beber. Não vou mais pra bar nem nada, essa semana eu exagerei.
Tava conversando não sei com quem "Ah, vc fuma muito" "Não, não, é só quando eu bebo. Normalmente eu fumo uns 7 cigarros por dia só." Normalmente? Eu não sei se vcs estão percebendo, o meu normal é beber. Essa semana só a segunda e a quarta se salvaram do álcool, isso porque eu teria prova na terça e na quinta. Todos os outros dias tiveram sua cota alcoólica. Essa não era a proposta!!!!
Daí vou fazer greve de novo, dessa vez de bebida. Sei lá, tipo um castigo, me obrigar a me comportar um pouco. Eu resolvi começar a trabalhar com mais freqüência e rapidinho já esqueci dessa, acho que não pego um trabalho desde o dia 8.
Mas logo mais eu vou ter novidades nessa área também. Esperem só.

Tirinha  

Tirinha