Fiz as malas
a malinha, na verdade, né? Não sei por que esse povo complica tanto "tem q arrumar suas coisas". Ora, vamos, arrumo as coisas em cinco minutos! O que tanto tem para se pensar, é o mesmo de sempre! Mas sabe que dá vontade de por tudo dentro. Tudo, tudo o que importa. Pra pegar o cachorro e sair pra sempre. Tantas coisas das quais fugir e tão pouco pelo que voltar.
Postado por Bia.
, às 15h46 |
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Nada, não.
Nem era pra eu estar escrevendo, não há nenhum assunto na verdade. É só hábito mesmo. As pessoas devem entrar aqui de vez em quando querendo alguma coisa nova. Porque entram, as pessoas, sabe? E deve ser pra ler alguma coisa. Então taí. Mas também não vou deixar só isso, né? Os últimos dias... Encontrei o Buda quarta-feira. Uma das pessoas preferidas que conheci em BH, morei com ele um ano, e acho q a gente não se via desde que voltei. Foi muito bom vê-lo, dá algumas saudades. Ele tinha que morar em São Paulo, acho q algum dia vem. Aquela noite foi bem divertida. E daqui a pouco vou viajar. Passar o fim de semana só, levarei o Scott. Ele vai se divertir muuuuito, e certamente eu também. Aiai. Um montão de coisas acontecendo, como sempre.
Postado por Bia.
, às 11h23 |
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Tirinha
Postado por Bia.
, às 11h03 |
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Scott
Era dia 12, eu voltaria pra São Paulo na manhã seguinte. O Scott havia ficado na casa da minha vó paterna, uma mulherzinha fofa, mas menor do que eu, que tem uma poodle ciumenta. Já contei aqui como meu cachorro é eufórico, pula nas pessoas e nos cachorros loucamente pra demonstrar afeto, portanto as duas (minha vó e sua poodle) têm medo do cachorrinho, então ele fica presinho e solitário num quintalzinho nos fundos, no qual minha vó provavelmente só entrava pra dar comida, e ainda assim encostada na parede pra que o animado Scottinho não a derrubasse. Liguei: "vó, tô voltando amanhã. O Scott tá bem?" "Olha, Bia, aconteceu um probleminha... (oumeudeus, meu cachorro fugiu) Ele e a Luna estavam brincando ontem... (Ah, será que elas se acostumaram com ele?) Quero dizer, ele estava brincando com a Luna... Porque ela, você sabe, né, não gosta muito das brincadeiras dele... (ou, que bacana, pelo menos ela deixou o cachorro solto pela casa...) E aí ela mordeu a orelhinha dele... (oumeudeus, a cadela da minha vó é o Mike Tyson!) Mas foi só um machucadinho, sabe? (ela está tendando me acalmar, aposto que o Scott perdeu metade da orelha...) Daí ontem eu nem levei no veterinário, mas não parava de sangrar. Ele sangrou bastante, tadinho (e ele era tão bonitinho, agora é um cachorro caorelha) Então hoje eu levei-o na veterinária (deve ter morrido de medo, eu nem estava ao lado pra acompanhá-lo e dizer que tá tudo bem) É uma mulher muito boa, lá na Cobasi (gente do céu, como minha vó fez pra enfiar sozinha o cachorro no carro e levá-lo até a Cobasi, longe pra burro???) Então ele está enfaixado, tá usando aquele conezinho na cabeça e tomando antibiótico. Mas tá bem comportadinho. Olha... ele se comportou superbem lá na veterinária, o Scott é muito bonzinho. (eu sei) Acho que ele estava latindo pra Luna, cheirando pela grade, e a orelhinha dele saiu pra fora então ela foi lá e mordeu... (O quêêêê????? O pobre Scottinho estava presinho isolado lá no fundo, e a Luna foi até ele, chegou ali no portão e mordeu a orelha dele???? Isso já é maldade da bichinha, ela tinha o resto in-tei-ri-nho da casa só pra ela e fez questão de ir até lá pra machucar meu cãozinho??????)" "E a veterinária deu mais alguma recomendação?? Quando que é pra tirar a faixa?" "Ela disse pra levá-lo lá amanhã pra trocar o curativo, porque até lá ele provavelmente já o teria arrancado mesmo, mas acho que não vai nem precisar. Ele não está nem mexendo, ele é bem comportadinho. Você tá ligando é de celular?" "É sim." "Ah, então amanhã eu te explico melhor. Desculpe, viu, Bia." "Magina, vó, acontece. Brigada por ter ficado com ele esses dias. Até amanhã!" Daí, ou, ok, estragou meu jantar, minha mãe e minha irmã putas com a minha tristeza "pela cara que você fez quando sua vó começou a falar achei que ele tinha morrido!" "Vocês me dão licença de ficar tristinha? Magina como ele não deve ter ficado assustado, orelha machucada, ir até a Cobasi com a vovó - sabe-se lá como ela fez pra transportá-lo - ficar na veterinária sozinho..." minha irmã: "é bom que ele aprende, né, essas coisas são boas pra deixar o cachorro independente..." "é, ou traumatizado!" Mas naquela noite quem teve sonho triste com ele foi minha mãe, que sonhou que ele tinha morrido. Dia seguinte chego na casa da dona Lília, minha mãe espera no carro. O bichinho com a cabeça inteira enfaixada e aquela cúpula de abajour em volta. Tirei o cone pra que ele pudesse me abraçar e brincar comigo um pouquinho, enquanto minha vó ia explicando "esse remedinho isso isso e aquilo, esse aqui não sei o que lá..." e dali a pouco percebi que o Scott tava me acarinhando meio esquisito, como se fosse um gatinho nas minhas pernas: ele estava tentando coçar a cabeça em mim. Sabe, tipo gato esfregando a cabeça na gente. E ele rolava no chão, se esfregava na parede, num desespeeeeeeero.... Levei-o pra casa. E, claro, não aguentei. Cortei logo a faixa pra descobrir um machucadinho mínimo na pontinha da orelha. Gente do céu, que veterinária exagerada!!!! Quando cheguei na minha vó, o Scott tava parecendo uma múmia, a faixa estava tão apertada no seu pescoço que ele mal podia abaixar a cabeça, o olho esquerdo nem abria, e só a orelha direita tava pra fora. "Nossa, Bia, quando o vi sem orelha esquerda lá do carro, achei que tivesse ficado sem!" Quis até deixá-lo sem faixa, mas como a orelha havia passado dois dias esmagada e sufocada, a ferida não secou, e ainda tava sangrando muito. E o Scott fica mexendo a cabeça igual á mulher do Calypso, jogando as orelhas pra lá e pra cá, em poucos segundos eu também já estava toda ensangüentada. Então substituí aqueles trinta metros de gaze esparadrapo por um band-aid. Oh yeah baby, um band-aid. E enquanto eu estava com ele, deixei-o sem o cone, porque podia ficar vigiando se ele tentava tirar. Mas quando fui dormir, pus o conezinho de novo. Então mandei-o entrar na casinha pra dormir. Hahahahahahahahahahhahahah Pobrezinho. Ele ia seco, plaft!, o cone na portinha. Não passava. Montei uma caminha pra ele em outro lugar, mas pela janela do meu quarto o vi duranta a noite inclinando a cabeça e entrando na casinha. Sujeitinho inteligente. Descobriu o ângulo certo e entrava e saía sem problemas.
Na manhã seguinte, o band-aind ainda estava lá, mas já meio pendurado, tipo um brinquinho de argola. E dava p ver q já havia formado casquinha ali no machucadinho. Tirei o cone e em poucas horas ele percebeu que havia alguma coisa na orelha e rapidinho livrou-se do incômodo. E assim cicatrizou sua orelha,e fim da história.
Postado por Bia.
, às 14h52 |
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Tirinhas
Devem ter notado, não são mais publicadas diariamente.
A produção deu uma estagnada, e não dá pra prever quando serei novamente visitada pela inspiração (eu sei que não parece, mas é necessária alguma inspiração pra fazer esses quadrinhos). Ainda tenho umas seis ou dez engatilhadas, esperando ir ao ar. Mas se eu for colocando assim, diariamente, jajá elas acabam e eu fico sem. Tinha pensado em uma vez por semana, aos domingos, mas eu mal acesso a internet aos domingos; e acho q até dá pra por mais que isso. Daí pensei tipo em terça e sexta, mas pensei melhor e resolvi que vou por tirinhas aqui quando der na telha, simples assim. Deu vontade, pronto, ponho uma tirinha. Provavelmente a cada dois ou cinco dias.
Pode ser que eu volte a publicá-las diariamente, se conseguir fazer sete por semana. Mas ultimamente eu tenho sentado a cada não sei quantos mil dias e feito levas de uma ou quatro.
Vai saber.
Postado por Bia.
, às 11h51 |
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Canelas
Algumas marcas: hematomas e arranhões que o Scott me fez antes do natal e cujos vestígios ainda estão aqui. Na fazenda onde estive em dezembro, torrei no sol determinada manhã e fiquei com as canelas vermelhas vermelhas. Apareceram até umas bolhinhas quando cheguei em São Paulo. Roxo gigante e mais arranhões por pular bêbada na piscina (oh, menina, que perigo!) Eu fui e o pé ficou, sabe como é?
Mas o que mais me doeu de todas as marcas que tenho nas canelas, foi uma picada de uma formiguinha pretinha e pequenininha que levei deitada lendo na minha cama em Mauá. (sexy legs)
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, às 11h43 |
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Tirinha
Postado por Bia.
, às 11h41 |
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- Bia?
- Hã? Deus?
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, às 14h59 |
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du-vi-do
que ao saber q sou cabeleireira as pessoas não duvidem de minha capacidade intelectual (eufemismo para burra) Hoje aqui em casa vieram duas das pessoas mais lindas fantásticas e especiais que conheço: a Fê e a Nina, claro, não diria isso de qualquer um. Louco que assim: eu não sei exatamente o q é uma pessoa inteligente; conheço muitas pessoas que são inteligentes em muitos sentidos. Esquisito. Tava pensando sobre isso hoje. Elas são duas das únicas pessoas (e olha que eu conheço uma porrada de gente) que entendem exatamente o q eu digo. Que não dão medo de julgamento, que não fazem a gente medir as palavras, ao lado de quem não preciso nem me questionar se estão acompanhando a viagem. E daí hoje fiquei acompanhando a viagem delas, mas no meio de um assunto percebi uma coisa que me deixou muito intrigada. Sabe, eu gosto dessa história de ser cabeleireira nas rodas metidas a besta porque me libera de um monte de coisas. Eu me sinto muito livre pra dizer "não sei", "não conheço". Porque já parto do pressuposto que se uma pessoa acabou de me conhecer e não espera nada de mim, eu posso pensar bem o que eu penso sem ter que citar nenhum teórico (exatamente como faço por aqui). E acompanho perfeitamente conversas metidas a besta citando teóricos. Porque precisando também eu posso perguntar o que foi que tal fulano pensador disse. Bacana é quando a gente põe uma idéia nova a ser discutida. Sabiam que tem gente que não é capaz de discutir coisas sobre as quais nunca esudou a respeito, ou sobre as quais nunca pensou a respeito? Eu tenho um problema em identificar pessoas "inteligentes", e em entender o que faz com que um cara se interesse por mim. Quer dizer, eu acabei de recusar todo esse estudo que você considera importantíssimo. Na certa, sou uma cabeleireira burra que você só quer comer. E conversa comigo por educação. Eu sou ótima em inventar defeitos nos caras com quem saio. Acabei de inventar um motivo pra ficar sozinha pra sempre. (exceto pelo Scott, claro, deitadinho agora em baixo da cama esperando eu ir dormir, que não liga pro meu nível intelectual) Meio chapada no momento =/
Postado por Bia.
, às 03h33 |
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Lugares
Estive em Mauá durante uma semana no começo do ano, do dia 06 ao dia 13. Fui com a minha mãe e minha irmã, o que foi uma delícia. O lugar é muito, muito bonito, passeamos por umas cachoeiras maravilhosas. Não falo muito aqui de restaurantes, mas sou apaixonada por comer fora e descobrir lugares gostosos, então desse vou ter que falar: há um restaurante lá chamado Babel. Fiquei completamente fascinada, é um dos lugares mais gostosos onde já estive. A gente pega uma estradinha de terra ruim e sobe, sobe, sobe, até chegar tipo no alto. Em um lugar muito bonito e muito tranqüilo. Muito mesmo. Dá vontade de morar ali. Eu moraria, se tivesse aquela japa cozinhando pra mim e aquele garçon bonitão me servindo. A comida não fica pra trás, aquelas coisas contemporâneas, com umas misturas criativas que deram bem certo, na minha humilde opinião.
Daí viemos pra São Paulo, e dia 15 as duas foram embora, cada uma pra um canto. Estou sozinha desde então. O Leandro tá em casa, mas ele tem uns horários meio aleatórios, é meio como se não estivesse. "There is no place like home", mas odeio ficar sozinha. Sabe, não ter ninguém pra desejar bom dia ou boa noite. Se o Scott não estivesse comigo, teria sido bem chato.
Mas minha saudade é decrescente, isso eu sempre soube. Diminui com o tempo, funciona assim com todo mundo. Nos primeiros dias fiquei triste triste, mas hoje me acostumei já com ausência delas.
Essa noite, sozinha em casa, acordei com alguém me chamando. Gelei. Fiquei me perguntando se o Scott, que dormia em baixo da cama, me defenderia caso fosse necessário. Sabia que nõ era o Leandro, ele já havia me ligado que estava sem a chave e eu teria que abrir pra ele quando chegasse. Tentei me levantar para ver quem me chamou, tentei gritar por socorro para o guardinha que fica na guarita em frente à minha casa, mas não conseguia: eu tive um pesadelo acordada essa noite. Acordada. Eu era capaz de ver o quarto em volta, a bagunça que o Scott tinha deixado no chão, a janela aberta, a TV ligada na qual aparecia o menu do DVD do Butch Cassidy e Sundance Kid. Eu tinha dormido no meio do filme e não desliguei a TV. Eu conseguia me lembrar o que estava sonhando quando fui acordada pela voz de homem chamando meu nome. Mas eu não era capaz de me mexer e da minha boca não saia voz. Foi muito, muito esquisito.
Postado por Bia.
, às 17h21 |
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Tirinha
Postado por Bia.
, às 16h31 |
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Bia. Todas elas.
Acredito que a maioria das pessoas tenha chegado a este blog através do orkut, e sabe que a minha descrição no perfil é "Bia. Todas elas". Há uns meses atrás conversando com um amigo, ouvi que ele foi perguntar a um sujeito meio louco que andava pela FFLCH "Quem é você?" e a resposta foi: "Eu sou uma equipe."
Pois é. Eu sou uma equipe.
O problema é que ultimamente essa equipe que me habita e me compõe deu pra brigar entre si. Tá uma Bia querendo matar a outra! Eu tenho as minhas favoritas, claro, escolham as de vocês. Estou torcendo pra que a Bia Tranqüila e a Bia Corajosa consigam matar todas as outras se sair pau. Elas duas até que se dão bem juntas. A que mais arranja briga é a Bia Ansiosa que, a qualquer distração, toma atitudes desesperadas sem consultar ninguém. Ela é poderosa, viu, e eu não gosto dela nem um tiquinho. Porque ela se disfarça de Bia Corajosa e vem no meu ouvido: "Ih, vai deixar a Bia Reprimida (maior rival da Corajosa) tomar conta de você? Faz alguma coisa logo, resolve esse problema de uma vez!" Daí eu vou lá, faço umas coisas impulsivas e impensadas, e jogo fora todo o trabalho da minha querida Bia Tranqüila (que está o tempo todo tentando me convencer de que estou bem, de que não vale a pena esquentar a cabeça com bobagens, de que algumas coisas levam tempo pra se ajeitar). Daí a Bia Ansiosa faz a cagada e vem queixar-se pra mim, juntamente com a Bia Reprimida, a Bia Envergonhada, a Bia Insegura, a Bia Pessimista e mais um batalhão. É tanta gente falando que nem consigo notar a Bia Tranqüila dizendo: "Calma, relaxa. Você fez, agora espera. Não foi nada grave, nada que não tenha conserto. Você cometeu um erro e não tem problema, as pessoas cometem erros." Aiai, como eu gosto dessa aí. Estou tentando alimentá-la pra que fique fortinha e ganhe mais batalhas.
E a Bia Corajosa tem esse nome, mas quase não se faz escutada. É sempre calada pela Bia Reprimida. A Bia Corajosa também gosta de mim, sabe? Ela acha que eu devo ser mais aberta, experimentar mais coisas, conhecer mais pessoas... Acha que eu não tenho nada de que me envergonhar. Que eu não devo ter vergonha de ser quem sou, de tentar, de errar, de dar cabeçadas... Acha que eu devo confiar em mim e na minha opinião sobre as coisas. Ela acha que eu devo me expor e ser mais espontânea, e é por isso que a Bia Ansiosa me engana tão bem. Porque a única diferença entre elas é que enquanto a primeira tem o apoio da Bia Tranqüila, a outra só dá ouvidos à Bia Paranóica.
Tem também duas Bias doidonas, que são tão opostas, mas tão opostas, que nem brigam, porque aparecem sempre em horas diferentes: a Bia Eufórica e a Bia Deprimida. A Bia Eufórica quando surge me manda fazer cada coisa... E daí todo o resto da equipe fica tão chocado que não consegue nem falar. A Bia Eufórica já escreveu uns textos no blog (ela faz assim: escreve o que vem na cabeça e publica, nem revisa. Neles, eu geralmente rio sozinha de piadas bobas que faço e coisas do tipo. Vocês sabem do que estou falando) que deixam a Bia Envergonhada de cabelo em pé. Provavelmente, é ela quem está me incentivando a escrever esse texto besta agora, mas só terei certeza quando as outras Bias - que estão mudas - opinarem. Já a Bia Deprimida costuma escrever uns contos tristes tristes, mas por mais que a Bia Corajosa tente, não me convence a publicá-los. Essa Bia Deprimida é uma chata exagerada que faz com que qualquer coisa se torne um problema sem solução. É um saco quando ela aparece, faz com que me sinta só, faz com que eu acredite que não tenho motivos pra levantar da cama. E, assim como a Bia Eufórica, desaparece da mesma forma que aparece, deixando todo mundo por aqui confuso e sem saber em que acreditar.
Vocês já devem ter notado essas Bias aqui no blog, cada dia escreve uma. Às vezes uma começa e a outra termina; às vezes uma escreve e a outra não deixa publicar.
Aliás, a Bia reprimida já começou aqui: "Ai, não acredito que você vai postar essa bobagem! Por que acha que alguém se interessaria? Não te preocupa que te achem uma chata?", mas vou ouvir a Bia Corajosa, mandando eu não ter vergonha e não me preocupar com o que podem pensar, e vou colocar logo isso aqui no ar, antes que a outra me convença.
Postado por Bia.
, às 20h25 |
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Pouxa vida,
estou em São Paulo há um tempão.
Com umas tirinhas a scanear, por isso a demora pra escrever. Uns textos prontos a serem publicados, é chato se comprometer. Daí achei que deveria postar quando scaneasse as tirinhas, quando digitasse os textos... Blargh.
Sabe, sábado, 6h15. Óbvio que estou embriagada. Nem muito na verdade, por aí. Estou por aqui.
Sei lá, qualquer coisa. Estou por aqui já. (coisa de gente embriagada, né? Texto mais chato. Tá parecendo aqueles que gente chata escreve, com umas frases e umas coisas meio jogadas, do tipo "mamãe, veja como sou doidona", mas na verdade é bem menos pretencioso. Foi escrito tipo em 30 segundos. Acho que não vou parar por aí não, vou escrever um texto de Bia:
Tou em São Paulo sozinha abandonada, saudosa da minha mãe e da minha irmã, com quem passei a última semana. Daí o pessoal foi embora e sobramos Scott e eu aqui em casa. Não gosto de ficar sozinha, na verdade odeio ficar sozinha em casa. Diferente da maioria dos amigos meus. Pelo menos tem Scottinho por aqui, nesse momento tentando destruir um galão vazio de água aqui ao lado, pra fazer companhia.
A noite foi uma delícia, encontrei um montão de gente, fiz uma porrada de coisas, mas a última da qual me lembro foi estar sentada tomando cerveja numa loja de conveniência com um amigo de infância e ser abordada por uma mulher que queria que eu cantasse. Oh yeah baby, "vejo música em você". Cada louco que aparece. Mas confesso que acho sempre lisonjeiro quando alguém acha que somos iluminados. De repente é só um sujeito doido pirando, mas, "pôxa, por que foi pirar logo em mim? De repente eu emano alguma luz..."
Outro dia saí com um cara que achava gatinho demais, mas gostei tanto dele que nem ficamos. Talvez tenha alguma coisa errada comigo, "é melhor não ficar com ele porque esse é um relacionamento que eu gostaria de manter sem stress." Teve uma vez que saí com um cara e na manhã seguinte ele não quis se levantar porque estava com dor de cabeça e eu, entediada, levantei e fui fazer minhas coisas, e voltei com um pãozinho pra ele, "talvez seja melhor você comer". Ele achou bom. Raro. Geralmente o pessoal se assusta, "por que essa menina veio me trazer um pãozinho? Ela quer casar comigo?" Tá foda. Esse povo é muito complicado e a gente não entende nada do que passa na cabeça de ninguém. Não pode perguntar não, proque se a gente diz "Como você se sente com relação à gente?", o cara escuta "Quero casar com você". Daí tou assim, tentando agradar o menos possível. Ninguém sabe receber, "ela vai querer casar comigo. Ou vai querer algo em troca, por que está tentando me agradar?" Às vezes parece que eu sou paranóica, mas paranóico é o sujeito que tem medo de dizer que gosta preocupado com como eu posso entender isso. Não adianta ficar tranqüilo e levar pãozinho na cama pro pessoal.
A gente tem que fazer de conta que não tem amor no coração. Ou que só o tem pela pessoa com quem quer casar.
Cabei de cair da cadeira. O Scott, com sua síndrome de poodle, sentou no meu colo. E agora tá mordiscando meu joelho, e dói pra burro. O cachorro espertinho sabe como conseguir atenção, isso é impossível de ignorar.
Vou dar bola pra ele que quer)
Postado por Bia.
, às 06h37 |
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Quase esqueci essa.
No El Kabong de Pinheiros, sábado.
Conversando com a Nina sobre como nós vamos acabar virando ermitãs e morando em cavernas. Porque, do jeito que estamos ficando ranzinzas e reclamonas, logo mais não agüentaremos viver entre outros seres humanos. Daí apareceu uma barata, subindo pela parede ao lado da nossa mesa. E a Nina se descontrola um pouco com baratas. Como será possível morar sozinha numa caverna então??
De lá, para o Fran's da Espraiadas, tomar um café.
Falando sobre relacionamentos e nossos casinhos, um rato enoooooooorme passa correndo pelo telhado (eu, como fumante, sempre sento do lado de fora). Dessa vez fui eu quem ficou tensa (porque só eu vi, ela tava de costas). Eu: "Pôxa vida, Nina, que dia!". Ela: "Falando em vermes..."´ (esse era mais sobre o dela. As pessoas com quem tenho saído acho que não estão merecendo essa classificação).
Postado por Bia.
, às 18h30 |
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Mais uma semana que ficarei ausente.
Logo agora que está todo mundo voltando.
Bem, vocês leiam aí os antigos dessa última semana, quando estavam todos viajando e tals. Se quiserem também. Se não quiser, não precisa, eles nem estão bons nem nada.
E ontem, foi bem engraçado. Comecei a escrever meu post sobre relacionamentos, e ia só registrar as análises que tenho feito com a Nina e a minha irmã, mas aí comecei a exemplificar com experiências pessoais e foi me dando uma raiva.... Eu não pude nem publicar, vocês viram, porque me descontrolei. E a Nina também anda meio puta, por um motivo mais ou menos oposto ao que me tem acontecido. Daí ela veio pra cá e ficamos as duas velhas ranzinzas reclamando. Daí uma hora eu mandei um "é, mas esses caras com quem eu tenho saído bla-bla-bla" e ela: "é isso aí!" e eu: "não, calma lá. Talvez não seja bem assim. Talvez eu esteja exagerando, né?". Assim. Aí eu percebi que tava exagerando. Eu tinha esquecido que não ia mais esquentar a cabeça com essas coisas. Daí eu lembrei. Daí a raiva passou. Esse povo não é tão mal assim. Eu é que piro de vez em quando.
E nem contei como foi meu reveillon, né? Uma delícia. Fiquei aqui, com a família. Eu fiquei meio triste por não ter rolado Ibiúna, não queria passar em São Paulo, dentro de uma sala dentro de uma casa. Queria um lugar aberto, com poucas pessoas, sem conversinhas sem importância. Mas, né, era o que tinha. E daí eu levei o Scott. Não queria deixá-lo sozinho em casa na noite de festa. Também porque é seu primeiro ano e eu não sabia como iria reagir aos fogos.
O problema é que o cachorro não sabe se comportar muito bem.
Não podia entrar na sala de jeito nenhum com aquele seu rabo que parece que tem uma hélice. Aqui em casa já não temos mais nada a menos de um metro do chão. As coisas vão subindo. Mas lá eles têm uma cadelinha muito bem comportada que não derruba nada. Tá, é uma golden. Quase do tamanho do Scott. Não é que ele é mal educado. É que ele é criança. E ele é meio... feliz demais. Só isso. Mas daí teve que ficar no quintal da frente, olhando a festa pela janelinha, e morreeeeeendo de vontade, tadinho. Daí ficava latindo e tals, e de vez em quando eu ia lá na frente, fumar um cigarrinho e ficar com ele um pouquinho. Eu acho que talvez ele estivesse com medo de ficar lá sozinho. Porque tinha hora que eu ia lá, e ficava fumando no portão, e ele ficava bonzinho deitadinho ali no chão roendo o ossinho da Cuba (a golden do meu tio). Daí quando eu me escondia atrás da planta, ele levantava e ia olhar se eu não tinha ido embora. E deitava-se em um lugar do qual pudesse ficar vigiando se eu ainda estava lá.
O Pablo também estava nessa festa. Lembram-se dele? A criança que eu ganhei junto com o Scott? E ele assim: depois que o Scott começou a crescer, o Pablo foi ficando com um certo medo dele, porque, bem, meu doce cachorrinho demonstra afeto e alegria com pulos e mordidas. Mas depois de algum tempo lá no quintal, o cão foi se acostumando com a bagunça e se acalmando. Daí o Pablo (que, mesmo tendo medo é apaixonado pelo animal) foi lá fora comigo e ficamos lá brincando com o Scott, de jogar vareta, pega-pega, essas coisas.
Quando começaram os fogos, o Scott ficou pulando todo animado pelo quintal, abanando o rabo loucamente e fazendo a maior festa! Eu nunca vi cachorro que gostasse de fogos, e o Scott adorou! Daí o Pablo subiu no portão para conseguir ver e eu o fiquei segurando, enquanto ele me explicava como "funcionavam" os fogos (é tipo um saco plástico cheio de fogo dentro. Daí o saco estoura e faz aquele barulhão, e saem as faíscas.). Então senti o Scott vindo por entre as minhas pernas e ficou em pézinho no portão também abanando o rabinho todo felizinho. Nem sabia o que estava olhando, mas queria participar.
Lá dentro estourou o champagne, e as pessoas se abraçavam e se desejavam feliz ano novo. E eu estava lá no portão, segurando o Pablo e o Scott que olhavam os fogos. E pensando que era exatamente ali que gostaria de estar.
Depois quando fui pra casa fiz uma sessão tripla de Hepburn. E percebi que chega uma hora na vida de uma mulher que ela tem que decidir se é Princesa Ann, se é Sabrina Fairchild ou se é Holly Golightly. Sabe, não dá pra ficar sendo cada hora uma. Eu acho que já fui Holly, mas numa época meio confusa. Ultimamente tou mais pra Sabrina mesmo. Romântica ingênua bobona. De repente se eu for pra Paris e voltar vestindo Givenchy, talvez apareçam dois milionários querendo casar comigo.
Então é isso. Beijo na bunda e até segunda! (óhmeudeus, de onde veio? Eu nunca disse isso na vida, mas foi o que saiu. E, bem, pra falar a verdade... eu só volto na terça.)
Postado por Bia.
, às 12h36 |
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Tirinha
Postado por Bia.
, às 12h02 |
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E lá vamos nós...
Falar de novo sobre o de sempre.
Minha irmã está em São Paulo. E encontrei a Nina quatro vezes essa semana. QUATRO VEZES! Segunda, terça, sexta e sábado (no feriado tiramos uma folga). E daí com tantas meninas solteiras por perto, são inevitáveis conversas sobre relacionamento. Sobre as nossas expectativas, frustrações, e sobre o que há de errado com todas as pessoas hoje em dia, porque minhanossa, tá complicado.
Eu não falo de sexo no blog, vocês sabem. Mas sabe que conversando com a Nina ontem percebi que o sexo talvez faça uma diferença considerável no caminho que tomam as relações. O que acontece na cama no início de um relacionamento não faz tanta diferença pra mim, sexo tende a melhorar com conversa e intimidade, coisas que vêm com o tempo. De uns anos pra cá, meu lema tem sido "prefiro um cara com um pinto pequeno a um com um cérebro pequeno." (isso ainda não é falar de sexo, né? Não sei quando passo o limite do quanto devo me expor. A Nina e eu vamos criar um blog anônimo pra poder falar mais abertamente sobre essas coisas) Agora... eu tinha esquecido que para os homens não é bem assim, né? Será que eles sentem essa cobrança de que tem que ser fodão? Será que o tempo que eu levo pra ir pra cama com um cara influencia muito o que ele pensará a meu respeito? Eu, na minha ingenuidade, fico achando que todo mundo já passou dessa fase, de pensar essas bobagens. Mas, sabe... é de HOMENS que estamos falando. E o que dizem por aí é que eles só pensam em sexo.
Não quero dizer que sexo é bobagem. Eu valorizo (muito) um sexo bem feito. E então vou até fazer um bem a parte da humanidade, e deixar aqui um conselho para os homens que lêem meu blog: PAREM DE APRENDER AS COISAS COM FILMES PORNÔ. Sério. Essa reclamação não é só minha. Talvez vocês não saibam mas as mulheres geralmente - e eu digo geralmente porque cada um cada um - não acham tão bom assim serem tratadas ou serem tocadas como as mulheres nesses filmes. Então ao invés de ficar achando que tem uma câmera escondida, preste mais atenção à sujeita que está ao seu lado tentando te mostrar alguma coisa.
Aí poderiam entrar umas histórias engraçadas, mas não vai acontecer. Agora que essa história do sexo está esclarecida, vamos voltar a falar de relacionamentos (esse último parágrafo não faz parte da idéia geral do texto, não tem nada a ver com o assunto. Era só a minha boa ação do dia)
Eu continuei esse texto agora e me desviei totalmente. Não estou boa pra escrever sobre relacionamentos porque hoje especificamente acordei meio puta da vida. E... não vou dar mais explicações a respeito do meu estado hoje.
Prometo que as conversas e conclusões recentes ficaram bem guardadinhas para um dia que eu possa escrever mais calmamente e sem ficar exemplificando com as coisas que me têm acontecido. Porque hoje não vai dar. É que eu fui ficando meio brava enquanto escrevia o texto que não vou por aqui. Esse povo faz tudo errado.
Postado por Bia.
, às 15h01 |
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Pode parecer que estou falando sozinha.
Os últimos vinte mil textos não têm um comentariozinho sequer.
Mas, segundo o google analytics, tem um pessoal que entra diariamente. E (estranho) tem 19 pessoas que entraram no meu blog mais de cem vezes esse mês.
É. Acho que esse analytics pirou mesmo. E pirei eu, falando sozinha.
Postado por Bia.
, às 12h09 |
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Tirinha

Postado por Bia.
, às 12h03 |
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Tirinha
Postado por Bia.
, às 15h02 |
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