Não vá se perder por aí...

nada como uma boa noite de...  

Arrumando o quarto agora descobri que a cabeceira da minha cama estava a 30cm da parede, e sua lateral que também fica encostada, a 20cm.
Ontem eu a havia encostado na parede "Que coisa, como é que essa cama anda assim?"
Pelo visto eu a empurro enquanto durmo.
Esquisito. Empurrar pela grade a parede atrás da minha cabeça.

Acordei no meio da noite com um "creck!" na boca.
Rangendo, caiu mais um quadradinho do aparelho.

Pela manhã, o travesseiro sobre a minha cabeça, o edredon no chão, o lençol no meu pescoço e o lençol de forro, que tem elástico, torcidinho do meu lado direito.

Às vezes, quando dormindo-acordada, fico com uma sensação ruim "preciso... resolver" de que tem muita coisa que preciso fazer.
Fico achando que tenho que sair desse quarto, ou consertá-lo.

 

Alguém chame um exorcista Cansado

Sejamos justos então  

Eu fico aqui toma mitida a blasé escrevendo as coisas como que de cima, mas isso é só pra dar uma graça.

A verdade é que eu fui no show do Rappa e me diverti pra burro.

E que os meninos do texto do café eram uns docinhos, e só estavam tentando me agradar, e eu não acho isso ruim de forma alguma.

E que o meu amigo virtual que citei no último texto é ótimo, e gosto muito dele. E que as coisas não cresceram de forma maluca só porque eu estava doida, foi também porque ele é um sujeito muito especial.
Assim como todos os meninos e casos e coisos de quem eu vivo reclamando. Tenho muita sorte, sabe?

 

Às vezes quando escrevo aqui acabo sem querer tirando o valor de coisas muito especiais.

E que hoje o dia tá lindo, o céu tá azul azul, e eu fui passear com o Scott e tomar café-da-manhã na padaria com ele, e que isso foi uma delícia.
E jajá virão dois amigos meus aqui em casa tomar cerveja no quintal pra aproveitar o dia lindo e a companhia do cãozinho. E isso vai ser muito gostoso também.

 

A verdade é que eu sou muito feliz, todos os dias, e tenho um montão de sentimento gostoso aqui.
Por que será que eu fico diminuindo as coisas quando escrevo??

dia engraçado  

Hoje fiz aquele cabelo e aquela maquiagem pela manhã.
Falar que do cabelo eu gostei, mas da maquiagem não muito. Só q não tinha tempo pra errar. Se tivesse, eu teria apagado aquela sombra e feito outra.

À noite, vou a um show do Rappa. Sabe, eu nem gosto do Rappa, vou pela bagunça. Normal, vou a muitos lugares dos quais não gosto só pela bagunça.
Já fui a um show do Rappa, uns dez anos atrás. Aliás não, nove. Fui a um show do Rappa há nove anos. E deve ter sido por essa época q ouvi Rappa a última vez.
Hoje baixei o tal do CD novo, de boa vontade, pra chegar lá e me divertir como se fosse um show do qual eu gosto (eu sou ótima no faz-de-conta!), mas deu uma preguiiiiiça de ouvir...

E outra divertida:
Vou com um amigo da minha mãe (pra quem eu disse q ia quando estava embriagada; e agora eu vou por causa disso); minha prima mais nova com quem sairei pela segunda vez (agora é q ela ficou grandinha e começou a sair mais. Temos nos divertido e ela gosta de Rappa); uma amiga da faculdade (de quem eu nunca fui amiiiiga amiiiga, que é do Paraná. Mas daí esses dias ela disse que não tem muitos amigos por aqui e não sai muito, então agora estou cuidando que ela tenha uma vida social. Terça fomos comprar os ngressos, e depois uma blusinha p ela vestir, e quinta levei-a na festinha da USP. Tá sendo fácil, porque ela é bem bacana. Mas sempre que alguém me chega triste falando que gostaria de sair, mas não sabe aonde ir, arrasto pra onde quer que seja. Sempre aconselho às pessoas qu se divirtam. Não dá pra passar a vida sem se divertir, não sei como tem gente que agüenta.); e o amigo da minha mãe deve levar um amigo também.

Um grupo bem impensado, acho que será divertido.
Adoro ir a lugares que não dá pra imaginar como será.
Festas de pessoas que eu não conheço, baladas esquisitas e coisas assim.
E hoje, com esses quatro. Que quatro?!?

 

 

Quarta-feira eu estava assistindo Desperate Housewives e o Scott estava na sala, me fazendo companhia. Daí veio até mim todo felizinho e bateu o rabão num copo que estava sobre a mesinha de centro.
Eu nem ia brigar, porque foi sem querer, tadinho. Não dá pra pedir ao cachorro que preste atenção ao rabo incontrolável. Se ele tivesse feito de propósito, eu brigava. Mas a culpa foi minha também, ter deixado o copo sobre a mesa, tão no cantinho.
Mas aí sabe?
Quando ele viu que o copo tinha sido quebrado por causa de seu rabo, ele pegou e foi pro castigo, sem eu precisar falar nada.

Tadinho.
Fofo, né?

Tirinha  

aiai  

Ficar em casa hoje, amanhã trabalho pela manhã.

Toda vez que fico sozinha em casa, reclamo. Odeio.
Meus avós estão viajando também, não posso nem ir até ali pra ficar companhiada.

Tanto tempo que não escrevo, né, aconteceram umas coisas engraçadas esses últimos dias.
Vou compartilhar com vcs a embaraçosa história, vai.
Eu conheci pelo orkut um menino de Putaqueopariuo e a nossa relação acabou ficando meio esquisita.

Ou sim, essa pode ir pra lista de primeiras vezes.

Eu conectava e ao invés de vir escrever no blog, ficava horas conversando com ele pela cam.
Às vezes a gente nem falava nada, ficava só se olhando (gente, sério, tem alguma coisa errada aí).

Conheço uma porrada de gente pessoalmente, por que será que fui me engraçar logo com esse?
O sujeito é bacana e tal, mas... peralá, né? Não deve ter sido só isso.

Tenho duas hipótes.
A primeira de que isso aconteceu justamente porque o conheci pela internet e ele mora longe, então eu provavelmente nunca o veria e nunca descobriria mais a fundo seus defeitos, e não teria um relacionamento de fato (porque relacionamentos de fato não têm funcionado bem pra mim; fazia muito, muito tempo que não me sentia dessa forma).
A segunda de que eu estou carente desesperada, então me apeguei ao primeiro menino bonito, engraçado e inteligente que me apareceu na frente (mas também, quantos meninos bonitos, inteligentes e engraçados a gente conhece?).

Há uma semana começamos a ficar nos declarando de brincadeira. Como a gente ia se dar bem e etc e tal, e ó mas que pena, mas mesmo assim "vou encontrar a menina hoje", ou, ok, mantenhamos a vida normal e essas coisas. Mas aí depois de vez em quando ele falava uma coisa ou outra, e eu falava uma coisa ou outra e foi tipo ficando meio real.
Até q fui a uma festa ontem e fiquei preocupada se ele sentiria ciúmes caso eu ficasse com alguém.
Quando fui conversar com ele, ele estava meio frio, fiquei magoada, e hoje ele veio com "acho melhor não cultivar isso", e eu fiquei ofendidíssima (mas a gente não ia ser feliz para sempre??).
No fim das contas, estamos acertados que nada mais de webcam ou qualquer outra coisa que possa incentivar sentimentos que não queremos.
Fiquei meio com o coração partido na hora (qual o meu problema?), fiquei brava e acho q até o xinguei (isso foi avanço. Fico superfeliz quando xingo alguém. Acontece só uma ou duas vezes por ano), mas aí dez minutos depois percebi a esquisitice da situação e lhe dou toda razão.

Que semana mais maluca.
Estou meio preocupada. O que dizem os teóricos (não que eu acredite muito neles, mas uma opinião sempre cai bem. Vou deixar passar um tempo para então analisar e teorizar essa)? Por que isso acontece? O que foi que aconteceu comigo??

Medo.
Vou voltar a sair com pessoas em quem eu posso encostar e cujo cheiro dê pra eu sentir.

Is this real life?  

 

Why is this happening to me?

Tirinha  

 

 

 

Homenagem ao meu amigo imaginário. Não, quero dizer... ah. Acho que isso. Vai saber se existe..

 

Eu hoje vou ficar em casa.  

Sair só se for com o Scott.

Única pessoa (pessoa. ha.) que eu conheço que não vai no Radiohead.

e no café...  

...é que a gente vê.

Há pouco mais de um ano, ele fez o café.
- Quanto açúcar?
- Apenas uma colherinha rasa.
Ele serviu, olhou a xícara.
-Ah, muito pouco!, e pôs mais uma colher, cheia.
Eu:
- Você vai tomar comigo?
- Não.
"então por que não faz o meu café do MEU gosto?"

Há pouco mais de uma semana, eu fiz  café.
(outro cara, claro, ninguém tem permanecido ao meu lado mais de um mês, que dirá um ano)
- Como você toma seu café? Puro, com leite?
- Como você vai tomar o seu?
- Não lhe interessa como vou tomar o meu. Estou perguntando como VOCÊ quer o SEU.

As pessoas entendem de uma forma tão esquisita o que é ser um casal.

as tiras  

Perceberam que estão diferentes?
Estão melhores?

Mudei todas já, dá pra entender melhor o que está escrito, ver melhor os desenhos? (não que haja muito o que ver...)

 

E vocês viram o que eu fiz na página das tirinhas?
Hihihihihi...
Deixa o Guilherme ver essa feiúra...

Postado por Bia.
, às 15h15 | [ ] [ envie esta mensagem ]

Tirinha  

puberdade, caxumba, nanismo e a semelhança entre os cães e seus donos.  

Quinta-feira me vem o Scott com uma bolhinha purulenta que parecia uma espinha perto da boca, achei "entrou na adolescência, que lindinho, vamos ao veterinário amanhã".
Dia seguinte quando acordo, me vem, fazendo festa.

Sabe uma coisa, desse cachorro?
Ele faz festa. Ele fica muito feliz.
Todas as manhãs quando acordo ganho uma festona. E toda vez que chego em casa. Todos os dias começam bem. A gente pode estar atrasada zumbi distraída esquecendo que tem cachorro. Abriu a porta, ganhou uma festa. e é UMA FESTA.
Chego em casa, cansada, a qualquer hora de qualquer lugar. É só abrir o portão que ele está lá.
E me segue, pela casa inteira, abanando o rabinho feliz da vida. Eu sento pra usar o computador ele deita atrás e fica ali me esperando (às vezes cansa de esperar e começa a subir no meu colo, pidão). E se eu mando que fique pra fora, rapidinho ele fica entediado e vem me chamar brincar com ele. Vem abaixadinho testa toda enrugada rastejando tem dó de mim. E eu, claro, acho a coisa mais engraçada do mundo aquele cachorro rastejando de mansinho até meus pés, como que já pedindo desculpas por entrar sem poder, e perdôo. Aí ele fica feliz feliz com o perdão e quase que não consegue ficar abaixado de tão eufórico. Às vezes ele pula, mas daí lembra que é pra ficar quietinho e abaixa de novo. Mas se eu deixasse, faria festa.
Ele faz festa só porque eu fico ao seu lado.
Vocês ganham festas todos os dias??

E daí sexta acordei e lá veio a festinha, me trazendo um brinquedinho na boca. Devia ser uma das bolinhas pequenas, eu não via o brinquedo. Pulei com ele, corri um pouquinho, fiz cócegas na barriguinha dele e servi a ração, que ele comeu aparentemente sem tirar o brinquedinho da boca. E daí bebeu água. E daí eu vi que ele não tinha nada dentro de sua boca.
Se fosse ums er humano, estaria com o lábio superior direito caído. Mas como cachorro, tava com a boca torta.
E lá fomos nós pra pet shop da esquina depois de avisado o veterinário. E eu pensando na vacina que ele não havia tomado. Pra que era mesmo?? Essa boca torta não tá com cara de que vai voltar pro lugar, como é que vai diminuir a pele do bicho?? Só se cortar. Se precisar de cirurgia plástica, não vou fazer. Ele vai ser tipo um daqueles cachorrinhos doentes que todo mundo olha com pena. Ih, mas e se for genético? Daí é melhor castrá-lo. A gente não quer repassar os genes mutantes do meu cachorro. Vai saber como se manifestarão na próxima geração??

E não pensei muito mais que isso porque a pet shop fica na esquina mesmo.

"Ao que parece" começou, simpatissíssimo, depois de uma rápida olhada na boca torta "ele se mordeu. Tá vendo? Essa bolinha aqui..." (a espinha)"... tá bem na altura do canino. Acho que inflamou, olha..." Deu uma espremida enquanto o Scott se debatia e da boca inchada saiu.... secreção. Assim... seria nojenta, se não fosse o Scott.
A pele não tinha caído. Só estava inchado o pobrezinho. Ele tentou espremer mais, mas o cachorro não deixava. Eu saí meio respingada. Teria sido nojento, se não fosse o Scott. (me lambendo com aquela boca toda suja).

"Aproveitando que estou aqui..." (lá fui)
"Vacina atrasada?" "Não precisava. Só em julho agora."
"Perebas na virilha?" "Normal, imunidade baixa"
"Tamanho?" "Tamanho..."

- As pessoas acham que meu cachorrinho é grande. "Gente, eu acho que o Scott tá pequeno, ando na rua e vejo cada labrador grande..." "Magina, Bia, o Scott tá um monstro! Você acha pequeno só porque é teu filho!" -

"...bem, ele tem o tamanho de um labrador de sete meses."
 Não falei? Não falei? Não falei? O Scott é um cachorrINHO. Tsc! Ia ser tão bacana se ele fosse tipo enorme. Se ele pulasse em mim e alcançasse meu ombro e a gente pudesse se abraçar quando eu chego em casa!!!

As pessoas "nossa como você tem os pés pequenos" "ou sim, é porque eu sou pequena e tem que ser proporcional" e agora eu tenho tipo um cachorro proporcional!
Vou mandar construir uma casa de 1,70m e viver lá com meu cachorro como se eu tivesse uma estatura normal. Assim, um mundo tipo proporcional.

Então, ok, o veterinário pesou meu cachorro (30kg apenas), receitou antibióticos (que já estão resolvendo  problema do bichinho), passou o telefone pessoal "fim-de-semana a pet fecha, mas qualquer problema pode me ligar" ("ou, querido, estou muito preocupada com a inteligência do cãozinho que morde o próprio focinho. Será que podemos discutir isso durante um café? da manhã?") e quando paguei a consulta descobri por que o sujeito é tão simpático, e por que eu só vou poder ter filhos daqui uns dez anos.

Mas cês viram que coisa engraçada? Que eu saiba, os pais do Scott são tipo tamanho normal. A mãe pequena, fêmea (duh), e o pai tipo macho normal.

Sabe, dizem que os cachorros geralmente são semelhantes aos seus donos. Será que ele puxou a (falta de) altura de mim? O Scott ainda tem um aninho, mas além do tamanho, noto outras semelhanças. Ele também acha que todas as pessoas são boazinhas, e também gosta de todo mundo que aparece pela frente. Ele raramente faz cocô fora de casa, como a dona. Nasceu no mesmo dia que eu, isso vocês sabem. E não importa o quão cansado esteja, fica na festa, animadíssimo, até o fim. Adora uma bagunça. E, como a dona, morre de sono durante tarefa chatas.
Quando vou adestrá-lo, a gente sai pra passear e em cinco minutos o bicho já está se jogando no chão, "tem alguma coisa errada com esse cachorro, se cansa muito rápido". Hum. Tira esse enforcadorzinho pra ver se ele não passa o dia inteiro correndo pra lá e pra cá ;)
Odeia ficar sozinho. Por isso me segue pela casa.

Ele é carente igual a dona.

Inda bem que temos um ao outro.
Enquanto isso, o menino do último post espera lá em baixo pelas tranças.

Tirinha  

 

 

 

 

- Você é a princesa na torre, e eu te peço pra jogar as tranças pra que eu suba, e você "mas meu cabelo é curto"....

Sei lá.
Tem tipo um sujeito lá em baixo esperando meu cabelo crescer.
aiquemedo

"vou mostrando"  

 

vídeo que a Mari, minha prima que está morando na Holanda, fez quando esteve por aqui. "Vou mostrando o Brasil pra Holanda"
Diz aí se não é a coisa mais linda...

Brinquedos  

Minha família agora tem crianças.

E eu, como personal shopper oficial da minha mãe, da minha irmã e dos meus avós, tenho vistado lojas de brinquedos freqüentemente.

O Pablo tem 5 anos, e pra ele tá muito difícil comprar presente...
Não tem nada bonitinho, divertido, estimulante. Só uns bonecos de herói, uns monstros... a única coisa certa é Hot Weels, que todos os (dois) meninos dessa idade que conheço adoram. Eles nem percebem que as pistas são uma porcaria, nunca encaixam direito, ficam todas bambas e custam um absurdo.
A Nara nasceu ainda não faz um ano. Brinquedos pra bebês tem muitos, eu fico babando. Mas os pais não gostariam que ela tivesse nada de plástico, e isso superdificulta. Tem coisinhas lindas de madeira também, mas nao na loja da esquina de casa. Sobram só os bichinhos de pelúcia.
No amigo secreto d salão q eu tava trabaiando esse natal, tirei a filha da dona, que tem entre oito ou dez, não me lembro mais =/
Mas ela gosta é de ganhar roupas. Vestido cor-de-rosa. Essa foi fácil, tem cada roupinha maaaais linda... lógico que também tem algumas de mau gosto, mas a proporção de roupas feias entre as infantis é muito menor que entre as de adultos.

Agora, esses dias fui comprar presente pra uma de 25....
ela queria a casa da Barbie! Que tem assim uma porrada de acessórios fofos tipo talherezinhos, a descargazinha faz barulho... E tem lavanderia, minha Barbie nunca teve uma lavanderia!!!
ela queria também os bonecos do Charlie e Lola.
e uma caixona de Lego, e todas as cores de Supermassa, e o jogo Detetive.

Mas como já está grandinha pra essas coisas, o brinquedo que comprei pra ela foi uma maleta de maquiagem chi-quér-ri-ma.
E ela adorou, e agora sai por aí maquiando o pessoal, e de vez em quando abre a maleta antes de dormir e fica mudando as coisas de lugar só pra ver como fica melhor.

desconforto  

Ontem fui no dentista, colocar aparelho nos dentes de baixo.

Fiquei umas duas horas com um negócio na boca que afasta bem os lábios, e deixa a gente tipo caveirinha, sabe?
Pra começar, devo ter perdido todas as chances com o dentista bonitão. Ficar me olhando durante duas horas com cara de caveirinha... não foi bonito, imagino.
Segundo lugar... Porra, duas horas??? Depois de um certo tempo, eu estava tãããão desesperada... dava vontade de arrancar tudo aquilo da boca. Vontade de chorar até, não sei explicar. Um desconforto físico que beirava o insuportável.

Tipo quando a gente tá viajando, e carregando uma mochila bem pesada (que antes não parecia tão pesada assim), e sabe que não pode parar de andar porque tem que chegar em tal lugar antes de anoitecer, e tudo o que a gente quer é sentar, fumar um cigarro (eu parei, mas ainda tem muitas horas em que eu desejo um cigarro), e ficar ali até a mala ficar mais leve ou criar rodinhas.
Uma vez saí pra jantar comuns amigos num lugar todo gostosinho, e tava com uma calça que penicava. E eu ali, sentada bem em cima da calça peniquenta, sem poder fazer nada! Nem concentrei na janta, sabe? Vontade de tirar a calça e fumar um cigarrinho (é, lá dentro não podia fumar ainda por cima).
Uma vez tava com uma calcinha que ficava entrando na bunda. Parei na primeira loja de underwear que encontrei e comprei a mais confortável que me apareceu pela frente. Essas coisas irritam MUITO.

No meu aniversário, fui andando com o Scott até a casa da Kuka.  Tenho que cruzar a Granja, pus até um mapinha pra vocês entenderem o desespero:

Eu precisava chegar do outro lado do clube hípico. Eram 19h30 quando ligou um amigo pra desejar os parabéns, eu estava na esquina da Inácio Borba com a rua da Granja Julieta. Às 20h, eu cheguei no outro lado da praça Severo Gomes. Às 20h20, eu cheguei no ponto A. Ouyeah. Esses 50 minutos foram muito ruins. Os primeiros 20 não, eu ainda achava que estava chegando em algum lugar. Eu sabia o caminho descendo a Verbo Divino, teria chegado na casa da Kuka em 20 minutos, mas resolvi fazer o caminho agradável. Em determinado momento, eu parava pra pedir informação e o Scott se jogava no chão, tadinho, acabado.
Liguei pra Kuka. "Vem me encontrar no Carrefour da Verbo?" "Mas onde você tá??" "Eu falhei." "Não acha melhor deixar o Scott aqui pra gente poder sair?" "Não, Kuka, o Carrefour é mais perto. Eu só quero chegar, sabe? Para em um lugar e falar 'é aqui' o quanto antes...."
Péssimo. E tava um puta calor. E eu tava com uma mochila médio pesada.

Certa  vez saí pra dançar, com o Catatau e uns amigos dele. Com um salto agulha de bico fino, fui um pouco ingênua. E eu também não sabia que teria que voltar de trem. Um amigo tinha nos levado, achei que ia trazer, mas descobri que ele morava lá do outro lado do mundo, e o fato de eu ser uma mocinha pequena não amoleceu seu coração.
Eu voltei descalça.
É louco o que a gente sente, né? Agüentei aquele salto todo o tempo que me foi possível, ficava na ponta do pé, apoiava o cotovelo no balcão, tentava de todo jeito aliviar. Tudo o que eu queria era sentar, tirar os sapatos e fumar um cigarro. O problema não é só o salto. É que alguns sapatos abrem ferida na gente, e a gente vai andando e raspando na ferida. (não sei explicar, acho um mistério. Sapatos que nunca machucaram às vezes machucam, sapatos que machucavam os dedos agora machucam os tornozelos... imprevisível)
Peguei o trenzão sujo às 5h da manhã e vim descalça para casa. Porque a gente tem um limite. Eu sabia que não ia morrer por usar salto. Que coisa.

 

Meus dentes serem meio tortinhos é a provável causa de eu rangê-los loucamente durante a noite. De repente se eles estiverem no lugar, eu dou uma sossegada nas mandíbulas.
Mas isso é uma hipótese, na qual que não acredito mais. Eu ranjo de louca mesmo, de nervosa, coisa assim.
Porque essa noite acordei com uma dor insuportável nos dentes de baixo. O aparelho apertava, e eu apertava muito mais. Fiquei forçando os dentes, acordei com vontade de arrancar tudo. Os dentes. Vontade de arrancar todos os dentes pra que parasse de doer. Nossa, que coisa ruuuuim, nõ havia o que fazer!
Acordei e fui comer uma pedra de gelo (ontem no dentista: "mas se eu for morder uma cenoura igual ao Pernalonga, meu aparelho não vai soltar?". Eu devia ter perguntado sobre morder um maçã)achei q aliviaria. Eu poderia foçar meus loucos dentes em alguma coisa que não fosse neles mesmos, e o geladinho provavelmente aliviaria a dor.
Caíram os dois brackets do fundo.
Ah, porque tem mais essa. O bonitão demorou muito pra por meu aparelho porque meus dentes são tão pequenininhos que o quadradinho não cabia. É, isso mesmo! Anda teve um dente que ficou sem quadradinho, porque o quadradinho é maior que o dente! Imaginem a belezura que não tá minha boca, a arcada de baixo é só um monte de quadradinho, um ao lao do outro!
E daí caíram os brackets, tentei ligar pro bonitão "você tem meu celular, qualquer problema me liga", e falar pra ele "mastigando uma maçã, amigo, coisa de gente normal", falso prestativo que passou o dia todo com o celular desligado!
Daí bem, okei, pelo menos força os dentes um pouco menos, né?

Só que ficaram aqueles quadradinhos e fios soltos dentro da minha pequena boca cujos dentes são menores que um braket e que precisa de forma infantil pra tirar molde. Sério, pequena mesmo.
"Nossa, Bia, você nem dormiu na aula hoje..." "É porque estou com dooooooor...." Estou com vontade de arrancar isso agora. Já cortei o fio solto, estou com vontade de tirar o fio inteiro, porque ele dá umas voltinhas que são o que mais dói. Estou com a boca toda cortada por dentro. Vou desistir desse aparelho, não quero mais.

Olha, eu agüento dor razoavelmente bem. Já passei por umas boas provações sem reclamar. Mas agora.... ai que vontade de sentar e fumar um cigarro...

Tirinha  

Se alguém entrar aqui enquanto ainda for possível...  

...põe na Globo e me explica que roupinha é essa que o Faustão tá usando.

 

O domingo tá gostoso, com a mamãe.
Não via o Faustão desde a época em que o vestiam com bom senso (na medida do possível).

maior cara de domingo  

Aaai, mas que sexta...

Estive meio na ressaca até agora pouco, odeio, fico tão desanimada.
Ontem eu fumei. Não passei no teste do álcool. Durante o quarto chopp, acendi o cigarro, sem culpa. Pensei que de repente eu posso ser daquelas pessoas que fumam quando bebem.
Ex-fumante pode ser assim? Ou ex-fumante é tipo ex-alcoólatra, que, segundo os filmes, vicia tudo de novo ao primeiro gole?
Eu hoje já não fumei de novo, normal. De ressaca é mais fácil também.

Pena que acontece o seguinte:
Eu acordo daqueeeeeeele jeito, com a certeza de que vou querer passar o dia quietinha.
Mas agora, sabe, a cabeça nem dói mais, o estômago já tá amigo de novo, e eu estou com aquela disposição de quem acabou de acordar.
O celular ficou desligado o dia inteiro, vi que algumas pessoas ligaram, mas já não consigo acessá-las.
Vou seguir os planos que combinam mais com o meu humor: ficar jogando The Sims até o sono chegar.

Hoje o Scott derrubou minha janta no chão.
Meu pratinho já estava prontinho, quentinho e cheirosinho, mas quando dei as costas pra pegar o lanche da minha mãe, o Scott pulou e o derrubou. Eu nem percebi, só quando vi o Scott lambend os beiços no cantinho é que fui ver.

Nós brigamos, acho tão ruim.
Ele tá triste, e eu também.
Mas acho que vou fazer as pazes só amanhã. Tipo de castigo.

Além de triste, estou meio que com fome. Mas morrendo de preguiça de fazer alguma coisa de novo. Antes eu fumava pra substituir a comida. Agora...

Tirinha  

 

Tá rolano.  

Três dias.
Nem um traguinho.

Tá cada vez mais difícil. Hoje já fiquei toda irritadiça.
Não sabia se estava com vontade de fumar porque ficava nervosa (não sei avaliar, mas acho q o dia foi mais estressante que o normal), ou se ficava nervosa fácil pq estava com vontade de fumar.
Quase que eu comprei um cigarro. Mas resisti.
Agora a essa hora pode bater a abstinência que for, a padaria fechou e cigarro só amanhã (mas espero que não). Nem vai ser necessário que me amarrem na cama.

 

E posso saber por que ninguém tá mandando palavras de incentivo aí, ou coisa do tipo?
Ainda bem que sou muito independente e não preciso dessas coisas...

Tirinha  

 

 

Dois dias  

Ainda é cedo, mas pelo menos eu posso falar que estou sem fumar desde a festinha, conforme planejado.
Amanhã eu já não sei como vai ser.

Não é complicado, a regra é uma só: não importa o que aconteça, não vale fumar. Pode fazer todo o resto.

Só q de vez em quando dá a maior vontade, e a gente esquece, eu acho.
Hoje à tarde tava saindo da faculdade olhando em volta procurando algum fumante, qualquer fumante, pra me dar um traguinho só.
No ônibus voltando pra casa resolvi parar na padaria pra comprar um cigarro. Só pra ter. Se desse vontade, eu acenderia um e apagaria logo em seguida.
Acho que agora eu faria isso, estou com muita, muita vontade. Ainda bem que não comprei. Estou até pensando em revirar o cinzeiro em busca de uma bituca maiorzinha.

Mas daí eu lembro que não precisa.
A vontade passa sozinha, quer eu fume, quer não.
Foi assim o dia inteiro, dava vontade e passava. A maior parte do tempo eu nem estava obcecada. A maior parte do tempo, eu esquecia que estou há um tempão sem fumar.

Estou no computador e penso "Vou parar um pouquinho p fumar um cigarro. Onde está meu cigarro mesmo? Ah, é!" Nem parece.
É que tem horas, tipo agora, um pós-fritas-com-coca-light, que não dá pra imaginar passar sem.

Mas sabe, se eu não fumar agora, tudo bem.

Se eu revirar o cinzeiro atrás de uma bituca maior (eu sei que vocês estão com nojo, mas já fiz isso em muito fim de festa. Pelo menos essas são minhas), comprar um maço, pedir um trago, eu nunca vou perceber que dá pra ficar sem.
Eu vou perder o controle.
Eu sei quanto é NADA, mas o "de vez em quando" é muito relativo.

Vamos ver.

Espero que amanhã eu chegue aqui e conte que passei três dias sem fumar.
Pela primeira vez em oito anos.

ontem teve festinha  

Foi ótima.

Provavelmente esqueci de chamar um monte de gente, porque convidei pouquíssimos (foi uma festinha bem inhazinha mesmo), espero q ninguém tenha se ofendido.

Foi do jeito que eu queria e achava q ia ser boa.
Poucas pessoas, q até q se msturaram bem, e pelo visto se divertiram (pelo menos foi o que disseram. A cada um que saia "você se divertiu? Mesmo?")
Não sei. Funcionou.

Meu irmão q mora em São Vicente esteve aí.
A Nina e o Catatau não puderam, foram as duas ausências sentidas.
Fora esses dois, grande parte da nata do meu coração esteve lá. Até o Scottinho foi, e se divertiu pra burro, era aniversário dele também, né? (ou NÃO era aniversário dele também. Esse povo não entende que em anos que não são bissextos o dia reserva é 28?? TODO o dia 28? É o dia oficial, poxa, é o meu aniversário. Talvez não seja o dia que nasci, mas é meu aniversário.)

 

E eu parei de fumar. Eu acho.
Como havia dito.

Mas sabe que hoje acordei, uma das primeiras coisas "vou lá em baixo fumar um cigarrinho..." Daí lembrei. E antes de ir embora da casa da Kuka agora à tarde "só fumar o último cigarrinho e vou" Oups!
Mas nem tá difícil. É vontade que passa. O hábito deve passar também.

Mas não sei.
Não sei como vai ser.