Não vá se perder por aí...

descobri.  

Eu voltei de Floripa achando que devia ir para lá, que devia ir para qualquer lugar fazer qualquer coisa, viajar um pouco, conhecer coisas novas, já que estava num momento tão solto, e tão livre.

A gente fica assim mesmo quando não sabe o que quer.

Aquele cara de Porto Alegre, que conheci pela internet, e que citei em alguns posts, tem se tornado uma pessoa muito especial para mim.
Nós temos uma conexão que não é normal, que é extraordinária, que acredito nunca ter tido com ninguém.
Acho que nesses últimos dois anos desde que voltei pra São Paulo cresci muito, e agora posso dizer com certeza que estou pronta. Para fazer planos com uma pessoa não é preciso apenas da pessoa certa, mas também do tempo certo.
Já tive na minha vida umas duas ou três pessoas com quem poderia ter passado o resto da vida, porque na época em que nos encontramos, nos encontramos. Houve pessoas que foram certas para aquele momento, mas cujos caminhos separaram-se do meu de tal forma, que só poderíamos estar juntos se nunca tivéssemos nos separado.

Depois de algum tempo morando com o Ed, assustei-me pesando com a possibilidade de nunca mais me separar dele. Eu não estava pronta. Voltei para cá para dar-me o tempo que sabia que precisava, e não demorei muito a descobrir que ele não voltaria mais à minha vida. Ele nunca poderá me dar o que preciso, e nem eu a ele, nosso momento passou, e é assim que a vida funciona.
Só hoje sei que nada me daria tanta satisfação quanto construir um lar, o meu próprio, porque só hoje estou pronta.
Ontem o Gustavo disse que lhe parece que tudo o que aconteceu em sua vida estava apenas o preparando para mim. Todas as coisas que me aconteceram trouxeram-me aonde estou, fizeram de mim quem sou, uma pessoa melhor, para ele. É assim que deveria ser, é assim que será.

Quando comecei a me apaixonar por ele, perguntei-me por que fui gostar logo da pessoa que morava longe. Conheço sempre muitas pessoas, há pessoas novas surgindo na minha vida o tempo todo, mas nenhuma me tocou tão fundo quanto ele. Achei que era porque gostava de obstáculos, que havia ouvido tantos contos de fadas na infância, que passei a acreditar que precisaria enfrentar uma bruxa para ter diereito ao final feliz.
Mas conforme o conheço, descubro que não era nada disso, que não foi a dificuldade que fez com que o quisesse.
Ele é a pessoa certa para mim agora, simples assim. E eu estou pronta.

"Mas, Bia, você já teve pessoas que pensou que fossem certas, e vaj no que deu. Você estava enganada."
Não, eu não estava. Foram certas. E ele é certo para o momento que vivo agora. O momento de construir um lar e ser feliz para sempre.

Nos parecemos e nos completamos de uma forma inacreditável. Nunca poderia dar as costas para isso.
Comecei com aqueles meus medos tradicionais com os quais todos os leitores já estão familiarizados. E ele foi tranquilizando um a um.

Sempre acreditei que quando algo parece certo, é certo.
Que a natureza tende a tomar seu curso, que as coisas tendem a ir para seus lugares, e que se estivermos abertos e ouvirmos nosso coraçao e seguirmos nossa intuição, saberemos sempre a decisão certa a ser tomada.
A cidade, o stress, as pessoas, a teimosia às vezes nos cegam para as coisas óbvias. Algumas coisas dão errados repetidas vezes, me vejo às vezes forçando situações porque meu lado racional me impede de ouvir o que o coração diz.

Tentarei então não dar ouvidos a pessoas pessimistas que me põem pra baixo, e tentarei superar os obstáculos enquanto a intuição disser que devo seguir.
Seguirei em frente, com amor farei com que as coisas sigam seu curso. É assim a vida.

Há alguma coisa muito certa acontecendo.

bicho de pé e olho de peixe  

Há uns quinze dias, enxugando o pé, notei uma bolinha pretinha na sola, por baixo da pele.
Espremi, saiu uma gotinha de sangue e só.

- Mãe, isso é bicho de pé?
- Ah, é sim.
- Devo ter pego em Floripa...
- Coça?
- Não, nem sinto.
- Ah, então não é.

Dali uns dias, um calombinho. E o pontinho bem no meio.
Daí me veio que eu já ouvido falar em alguma coisa que dá na pele conhecida popularmente como olho de peixe. E, olhando bem, aquilo parecia mesmo um olhinho de peixe. Estava resolvido então, eu tinha um olho-de-peixe na sola do pé. Perguntei a um amigo se sabia o que era o tal olho-de-peixe, demos um google e apareceram umas imagens malucas e umas explicações que não me faziam sentido. "Esse povo tá é doido, isso aí não é olho de peixe. O que eu tenho no pé é que é. Redondinho, igualzinho".

De vez em quando eu encontro alguém e lembro de tirar o sapato, mostrar a sola e perguntar. Nada.

Hoje, depois do almoço, pra minha tia de Minas.
- Ah, isso é bicho de pé, e tá cheiiiiimmm!!!
- Coooomo?!? -, me apavorei - cheinho de bicho de pé????
- Cheinho de ovinhos!!
Lembrei-me certa vez lá em Floripa, alguém tirando bicho de pé do outro e me mostrando como fazia, e explicando. "Tem que tirar tudo. Ele tem essa bolsa com os ovinhos, não pode estourar a bolsa". Minha vó:
- Deixa eu ver. Ah. É bicho de pé sim. Isso aí é facinho de tirar, só esterelizar uma agulha...

Daí lavando a louça, veio a Mari da sala:
- A vó tá vindo. Com agulha, fósforo e tudo.
- Ela que não vai tirar. Não consegue nem tricotar mais com lã preta! A vó não enxerga! Aliás, não estou nem confiando nesse diagnóstico, sabe que sua mãe não está enxergando muito bem também...
- Mas elas têm prática, Bia, passaram a infância na roça...
Daí me chega dona Irene, com a agulha em punho.
- Vó, você não vai tirar.
Ela, com aquelas mãos trêmulas que tem, me encurralando na cozinha.
- Deixa eu tirar isso, menina, é coisa simples.
- Coisa simples nada, você vai furar essa bola de ovinhos e vão nascer centenas de bichos no meu pé!

Foi uma cena embaraçosa que durou uns cinco minutos.
Me senti uma menina de dez anos esperneando "Nãããããooo!!" e a vó pra tia Ana. "segura o pé dela, Ana. Isso não dói nada, menina!"
Como se eu tivesse com medo da dor!

 

E tem mais.
Isso não me coça, não me incomoda.
E olhando com atenção... parece um olhinho de peixe.

Não parece?
(eu ia colocar a imagem aqui, mas achei melhor deixar apenas um link. Não é nada muito forte, mas há por aí estômagos sensíveis demais)

Postado por Bia.
, às 16h27 | [ ] [ envie esta mensagem ]

pessoas novas são fáceis...  

...porque nos primeirs 200 minutos são todas iguais.
Iguais, não, acho que subdividem-se em três grupos: as que querem ficar com você (e esse é o jeito bonitinho de dizer a coisa), as que querem ser suas amigas e as que não querem nada. A qual grupo pertencem já dá pra saber em 30 minutos, mas a margem de erro é grande.

Outro dia conheci uma pessoa que pela primeira frase já sabia que era diferente.

5 segundos  

- de João Paulo Cuenca

 

Foi num dia daqueles em que o centro fica vazio e o pessoal do escritório joga papel picado pela janela. Final do ano e do expediente. Você apareceu, sorriu meia dúzia de amigas e sentou na mesa ao lado. Bebeu cerveja de garrafa e comeu amendoim, cabelo preso num coque. Depois de você ali, a cidade calou. No meio do povaréu, pude ouvir seus dentes quebrando os amendoins, goles descendo pela sua garganta, cílios se roçando num piscar de olhos.

Sua chegada condenou toda aquela gente a morte instantânea.

Naquele momento, fiquei sabendo de tudo. Que iríamos nos conhecer em cerca de meia hora, quando eu me levantasse para tentar falar bonito, entre goles e nossos olhares de espadachim. Sabia que treparíamos poucos dias depois como dois desesperados, pais de filhos natimortos, nos enlevando como quem precisa. Fiquei sabendo, olhando para você na outra mesa, que nossa persistência mútua seria comparável a teimosia de ditadores, cães loucos e donas de casa. Que nosso amor arrancado a fórceps seria perdido para ser encontrado depois, reencontrado depois, muitas vezes, quantas vezes fosse preciso.

Sabia que brigaríamos como nunca fizemos com ninguém antes, e nos xingaríamos de nomes que você teria vergonha de contar até para si mesma. Mas depois faríamos as pazes, doentes de paixão. Bêbados, dançando e rindo do que só nós dois poderíamos entender. Trocando a noite pelo dia, trancados por semanas em casa, ouvindo música, vendo filmes, dormindo abraçados. Sabia que, rapidamente, ganharíamos intimidade: banheiro de porta aberta, beijo sem escovar os dentes, você fazendo café de calcinha. E sabia que você diria, alguns meses depois, que eu era o melhor amante que você já teve. E que nunca mais iria querer outra pessoa.

Antes de você terminar a cerveja do seu copo, eu já sabia como iria gostar de ouvir todas essas mentiras.

E como iria te retribuir com outras.

Mesmo assim, apesar e por causa disso, ficaria ciumento e obsessivo como um psicopata de cinema. Faria perguntas insidiosas sobre seu passado, ex-amantes e namorados. Sobre quem te levou para a cama, e quem te deixou lá. Descobri que ficaria com taquicardia e mãos trêmulas ao imaginar você com outra pessoa, no futuro ou no passado. Descobri que você iria despertar o meu melhor e o meu pior, em proporções igualmente febris. E que também iríamos superar isso.

Você me ensinaria, com seus modos calados, a viver melhor. Tomar banho lavando as costas, comer várias vezes por dia, pensar menos. Você iria combater meu impulso suicida contra o nosso amor. Não sei se você chegou a descobrir isso ainda, mas não é que o amor simplesmente acabe. O amor é morto em dias claros como esse. Carrega em si a semente desse assassinato. Às vezes o crime é culposo. Em outras, cheiramos a fumaça que sai do buraco da bala com prazer dissoluto. Mas o normal é que seja morto corriqueiramente, como um tropeço. Com você seria diferente. Descobri, só de olhar o jeito do cabelo cair na sua testa, que você lutaria até o fim para que eu não esquartejasse o nosso amor. Você iria conseguir.

Sabendo disso tudo, foi como se não tivesse escolha. Deixei uns trocados na mesa, levantei e lancei um último olhar na sua direção, já quase virando a esquina. Em alguns meses, esqueci dos seus olhos verdes e, com eles, tudo que descobri, em não mais que cinco segundos, num dia daqueles em que o centro fica vazio e a gente do escritório joga papel picado pela janela.

O amor é morto em dias claros como esse.

- Como é que menino chora?  

perguntou hoje uma mulher à sua filha de quatro anos.
- Eu quero a minha mãe!, a menina respondeu.
- E como menina chora?
- Aiai, pronto passou.

 

No ônibus, quinta-feira, 7h30 da manhã.
O cara sentado, uma mulher em pé ao seu lado esperando chegar no ponto para descer.
Ele a cutuca, ela vira, ele faz cara de safado, passa a mão no antibraço e levanta o polegar (não sei o q ele quis dizer, "pele bonita"??). Emite uns gemidos, se fazendo de mudo ou deficiente mental, não entendi. Ela dá as costas, ele a chama novamente. Aponta na região de seus quadris, põe a língua pra fora e fica mexendo de lá pra cá com cara de safado. Eu olhando feio, horrorizada. Se eu estava incomodada e puta, imagine a mulher...
O ônibus parou no ponto, a mulher desceu.
Veio um homem lá do fundo, amigo dele, rindo, e o cumprimentou.

 

Aniversário de um amigo hétero. Na mesa com a gente, um casal de meninos.
Se o casal de meninas que estávamos esperando não tivesse se atrasado (e acabaram ligando depois que a gente já tinha saído), seríamos o grupo mais descolado de todo o restaurante italiano familiar Bobo.
Fiquei me achando toda moderna, mas a quantidade de gays parece que só tem aumentado.

 

 

Talvez homens e mulheres não devessem mesmo ficar juntos.
A gente às vezes precisa de muita paciência.

indo trabalhar  

Acho que todos os dias desse feriado =/

Saco, os planos eram bons e os dias estão lindos
Tanto fim-de-semana que tem que eu não faço nada... e ontem ligou todo mundo!
Mas bom também. Trabalho é sempre bem-vindo.

 

Saindo com um sujeito de Porto Alegre que conheci no orkut (sim, aquele daquele post. E pronto, aqui está, é oficial agora: estou saindo com um cara de Porto Alegre que conheci no orkut).

Nos vemos uma vez e agora começamos a ficar em dúvida se devemos sair uma segunda, porque talvez ele me magoe depois de 15 anos de casamento.
Alguma coisa de estranho nisso será?

cheguei terça...  

.... de Floripa.

Nem parece que faz só dois dias, os batimentos cardíacos e a respiração já voltaram ao ritmo normal acelerado de São Paulo.

 

Quando estava lá percebi que vou me formar em um ou dois meses, veja só.
E daí agora acho que tenho planos, ou coisa assim.
Eu sei que tenho limites com planejamentos a longo prazo quando não tenho nenhum objetivo claro.

Mas, sabe, é preciso saber o que vou fazer em dois meses.

E ficar trabalhando num salão de segunda a sábado não é o plano. Agradeço mas não mereço.

 

Pelo menos não em São Paulo.

Acho q vou pegar o Scott e partir.
Tenho um cachorro e um ofício, do que mais preciso?

Primeiro tentar Floripa.
Vou sozinha e passo um mês. UM MÊS.
Pra achar um trabalho (provavelmente um salãozinho mesmo), uma casinha de quintal grande pra mim e pro Scott.... e daí venho buscar o animal e uma pequena mudança.
Se não arranjar, eu tento outra cidade.

E daí vou indo.

Até resolver ficar, ou até resolver voltar.... eu provavelmente volto.

(e eu comecei esse post há umas duas horas e parei aqui. Chegou a Fê, o José, fizemos uma festinha do cabelo por aqui, daí a Fê já foi, vou cortar o cabelo do Jota e devemos sair. Mais à noite capaz de eu voltar. Não tenho aula amanhã, e estou inspirada para discorrer a respeito de várias coisas. É que ultimamente, bem... conecto e não entro no blog. Mais tarde eu conto)

Estou tão feliz q estou dando uma festa...  

... no meu quarto, com o Scott.
Estamos dançando animadamente aqui. Há o que celebrar.

semana santa  

é oficial agora, comprei minhas passagens, vou viajar.

Não posso contar pra onde nem quando, porque senão o sequestrador stalker que visita meu blog tentando descobrir onde estou pode sair atrás de mim ou me procurar no aeroporto.

 

Em um dos dias devo fazer uma coisa bem doida aliás, que talvez eu conte como foi quando voltar, ou talvez não.
Tem coisas sobre as quais... sei lá, não dá pra falar aqui antes de passado um bom tempo.

 

Levarei o caderno e a caneta também, ver se faço mais tirinhas.
Não sei se notaram, acabaram, faz mais de mês que não desenho nada e o estoque se esgotou.
Mas já tenho roteirinhos na cabeça, o problema é q os desenhos só ficam expressivos quando vem a inspiração (porque sabe, boneco de palitinho tende a parecer desenho de criança

Ainda fico em SP mais uns dias, depois sumo por outros (estarei sem internet).

O plano é de deixar aqui um link pra todos os textos sobre o Scott, uma coisa assim... para quem gosta de cachorro =P

 

E o Max ganhou o BBB, eu gostava da Pri desde o começo, mas mulheres bonitas nunca vencem =/

Acho que emagreci esses últimos dias...  

...e agora todas as minhas calças são cintura baixa.

 

Uuuuhhhhuuuuhh sexy lady
(e viu, parar de fumar não necessariamente engorda)

Cagando e andando...  

... o Scott faz cocô pontilhado.

Rapaz, se você quiser uma namorada...  

...fica comigo umas três vezes.

A namorada virá um mês depois.

 

Vamo sair, nos divertir, nos dar bem... mas não vai dar "aquela" coisa.
Daí vc vai falar que é problema de timming, que você talvez não esteja no momento.
Mas eu vou saber que não é o momento, é a pessoa. Aquele "click" que não faz.
E logo em seguida vc vai conhecer alguém que te dá todas aquelas coisas que as pessoas devem sentir quando se apaixonam, comprovando que ninguém escolhe qual o melhor momento para se entregar a um relacionamento.

E nós vamos manter um carinho e uma amizade bons, afinal terminamos sem brigas nem nada, concordamos que o click não veio.
Você vai se sentir um pouquinho culpado porque sabe que eu seria uma boa parceira e não fiz nada de errado.
Mas eu não vou ficar magoada e nem sentir raiva de você, porque sei que essas coisas a gente não escolhe.

 

(mas vou ficar um pouquinho chateada com o tanto que essa história se repete. Mas que coisa!!!)

Falando em exorcista  

Os últimos dias têm sido dos mais esquisitos.
A sensação que me dá, de coisa fora do lugar.

Eu tenho trabalhado, feito as coisas que deveriam estar sendo feitas... Mas o desconforto é constante.

Não que eu esteja triste.
Não o tempo todo.

Mas mesmo quando bem... tem alguma coisa errada.
O que será?

 

É como se eu nem estivesse aqui.